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Archive for abril, 2011

Excelentes dicas COMENTADAS do “O Globo” – Saúde, para “acelerar” o metabolismo

sexta-feira, abril 29th, 2011

Dicas para ACELERAR O METABOLISMO

* LEIA o artigo original primeiro antes dos meus comentários sobre ele, ok?

Fonte: http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/09/24/doze-dicas-para-voce-acelerar-seu-metabolismo-emagrecer-com-mais-facilidade-921101343.asp

MINHAS considerações “rápidas” (Dr. Ícaro) sobre o artigo, à luz da ortomolecular e áreas afins:

1 – Perfeito. Dietas muito radicais (“extremas”), mal orientadas e de aplicação muito súbita fazem o organismo entrar em hipoglicemias constantes e aumentam o cortisol, o que resulta em desconforto (constante e crescente) e metabolismo cada vez mais lento.

2 – Cuidado com um café-da-manhã muito “restritivo” porque cada pessoa tem sua necessidade diária. O melhor mesmo é ter um bom acompanhamento nutricional, preferencialmente por um Nutricionista Funcional. Em linhas gerais, NUNCA abra mão de um bom café-da-manhã e que ele tenha boa quantidade de proteínas de qualidade.

3 – OK

4 – Os carboidratos NÃO são inimigos de nenhuma dieta, até porque são as principais fontes de energia para o organismo humano. Só precisam ser ingeridos os de melhor qualidade, do jeito certo, na hora certa; mais uma vez aqui torna-se mais que desejável um bom acompanhamento nutricional mas uma boa dica é evitar ao máximo o que seja doce (por açúcar) e preferir os “integrais”.

5 – Se não pode evitar, beba álcool só DEPOIS de alimentar-se. Afinal, uma boa taça de um bom vinho tinto continua até fazendo bem para a saúde, segundo alguns estudos. De qualquer forma, o melhor é evitar abusos de qualquer espécie.

6 – O leite NÃO é tão necessário se a dieta ou suplementações adequadas conseguem fornecer o Cálcio (e outros minerais importantes) a contento. Ainda assim, cada vez mais estudos mostram que seu consumo moderado, por pessoas não sensíveis à lactose e proteínas do leite, pode ter vários benefícios, inclusive para o sono e mesmo perda de peso

7 – Cuidados com “estômagos sensíveis” que decerto podem ressentir-se com a pimenta. Afinal, a capsaicina não vem sozinha neste alimento.

8 – Levante peso dentro do seu limite, bem orientado por um professor de educação física competente. O excesso, aqui, causará lesões e até perda de massa muscular e óssea.

10 – Lembre-se de alimentar-se direito, antes e depois, ou nenhum exercício físico fará bem e até ao contrário.

11 – Hoje em dia sabe-se bem que são 10 os principais hábitos saudáveis de vida (http://www.icaro.med.br/habitos-saudaveis-de-vida-2/) que todo ser humano deveria ter e procurar manter mas entre estes há 5 “mais que fundamentais” (água, comer 3/3h, fibras diariamente e exercícios físicos regulares) sendo o sono adequado um deles. Quem não dorme direito não recupera corpo e mente para o próximo dia o que, gradativamente, vai levando a desgaste excessivo, exaustão e doenças.

12 – Grave uma incômoda verdade: todo stress prolongado leva o organismo ao esgotamento e lentificação do metabolismo, como medida de proteção e auto-preservação; por isso as pausas na vida são fundamentais, para “desestressar”, mesmo que por minutos, diariamente. Afinal, até uma máquina você desliga quando está quente para que possa esfriar um pouco, ou ela “pifa”, não é?

Como ficou claro pelo artigo e comentários, é fácil acelerar o metabolismo de forma natural. Bastam planejamento, bom senso, força de vontade e orientação correta e os resultados certamente compensam: saúde, qualidade de vida, bem-estar, mais músculos e menos gordura (principalmente nos lugares errados).

Bons hábitos para todos!

Ícaro Alves Alcântara

www.icaro.med.br

ORTOMOLECULAR – Tire todas as suas dúvidas sobre

segunda-feira, abril 18th, 2011

ORTOMOLECULAR – Tire todas as suas dúvidas sobre

Excelente texto do Dr. Frederico Lobo que tira todas as dúvidas sobre ORTOMOLECULAR

1 – Qual a origem da ortomolecular ?

R:  O prefixo Orto (Ortho) deriva do grego e quer dizer “correto”, logo, Ortomolecular, ao pé da letra, significa “molécula correta”. O termo foi cunhado em 1968 por um professor americano de química quântica e bioquímica chamado Linus Pauling (1901-1994). O mesmo era um cientista e criou esse termo inicialmente baseado em trabalhos randomizados e duplo-cegos do psiquiatra canadense Abrahan Hoffer, que conseguiu diminuir o tempo de internação de esquizofrênicos com o uso de doses elevadas de vitamina B3 (3g/dia). Linus Pauling foi prêmio Nobel por 2 vezes (Química em 1954 e da Paz em 1962) propondo que distúrbios mentais poderiam ser tratados pela correção de desequilíbrios ou deficiências de constituintes cerebrais tais como vitaminas e outros micronutrientes, como uma alternativa à administração de drogas psicoativas sintéticas. No final da década de 60 passou a desenvolver a Bioquímica da Nutrição e na década de 70 extendeu o conceito Ortomolecular à medicina em geral, como sendo “moléculas certas em concentrações certas”, caracterizando uma abordagem de prevenção e tratamento de doenças e alcançar a saúde baseada em ações fisiológicas e enzimáticas de nutrientes específicos, como vitaminas, minerais e aminoácidos presentes no organismo. Linus Pauling é considerado o pai da Biologia Molecular.

2 – Qual a origem da ortomolecular no Brasil ?

R: No Brasil temos dois principais pioneiros na medicina ortomolecular; ambos pesquisadores renomados e que contribuíram para a popularização da Ortomolecular:

1) Prof. Dr. Hélion Póvoa é um dos maiores especialistas na área de nutrição e bioquímica do país. É ex-aluno de Linus Pauling e trouxe para o Brasil a ortomolecular. Membro titular da Academia Nacional de Medicina, pesquisador da Fiocruz e professor-visitante de Nutrição em Harvard, tem mais de 400 trabalhos de pesquisa publicados no Brasil e no exterior, além de inúmeros livros sobre ortomolecular.

2) Prof. Dr. José de Felippe Jr é também um dos pioneiros da ortomolecular (ou como o próprio a denomima: Medicina Biomolecular) no Brasil. Formou-se pela Santa Casa de São Paulo, tem doutorado em Fisiologia pela Universidade de São Paulo, PhD em Ciências, é livre docente de Clínica Médica e Medicina Intensiva pela Universidade do Rio de Janeiro, fundador e Primeiro Secretário-Geral da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).

3) Na atualidade existem outros profissionais que agregaram e agregam muito valor à medicina ortomolecular/biomolecular no Brasil, como os médicos (ambos cardiologistas) Efrain Olszewer e Artur Lemos.

3 – A Medicina ortomolecular é uma especialidade médica?

R: Primeiramente não devemos utilizar o termo medicina ortomolecular, pois ela não é considerada uma especialidade médica, muito menos área de atuação. É reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como uma “prática médica” através da resolução 1.938 de 14/01/2010.

Nesta resolução foram estabelecidos os seus limites e finalidades normatizando a sua prática por médicos no Brasil. O termo mais apropriado seria: estratégia (ou prática) ortomolecular/biomolecular. Ortomolecular e biomolecular são sinônimos.

4 – Existem evidências científicas de sua eficácia ?

R- Na atualidade não restam dúvidas que os fenômenos oxidativos (formação de radicais livres) exercem papel relevante na origem de uma vasta gama de patologias. Há vários trabalhos que que mostram os benefícios da terapia antioxidante, assim como há outros que mostram que em determinadas situações a terapia é contra-indicada. Para citar um exemplo prático, o Estudo Caret mostrou que pacientes que fumavam tinham mais problemas, incluindo câncer de pulmão quando faziam ingestão de betacaroteno (sintético), deste modo resta óbvio que não devemos usar os carotenóides sintéticos em tabagistas.

Por isto é fundamental que ao procurar o auxílio de um médico com prática em ortomolecular, que esse médico tenha uma boa formação na área (pós-graduação) a fim de que ele possa avaliar quais as vantagens, limitações e riscos da ingestão de qualquer elemento que tenha interferência na saúde.

A busca da Ortomolecular deve ser feita no sentido de prevenção, de sentir-se melhor, de alcançar o bem-estar, de promover mudança de hábitos de vida e dos valores relacionados à saúde. A adoção de estratégias preventivas sempre se mostra muito mais promissora do que tratar um problema já instalado. Evidentemente que alguém que teve um Infarto do miocárdio ou Câncer já passou há muito tempo do estágio de prevenção e, neste contexto, menos pode ser feito pela prática ortomolecular (mas ainda assim muito pode ser feito, como por exemplo orientações sobre hábitos saudáveis de vida, correção de deficiências nutricionais, suplementação orientada, etc).

5- Como saber se o médico está apto a exercer a estratégia ortomolecular se não há disciplina de ortomolecular na grande dos cursos de medicina do Brasil?

R- No Brasil ainda existem poucos curso de ortomolecular, a maioria pós-graduações (2 anos) e são restritos a médicos. Os principais cursos são reconhecidos pelo MEC e no geral possuem um vasto conteúdo programático.

A opinião da ASOMED é que Ortomolecular é ciência e prática médica e necessariamente deve ser exercida única e exclusivamente por médico. Nutricionistas podem utilizar de algumas estratégias ortomoleculares mas o ato de diagnóstico deve ser feito por médicos pós-graduados na área. Portanto, antes de procurar um médico que atue na área, procure saber se o mesmo tem pós-gradução na área, se participa de associações médicas e se ele se atualiza constantemente.

6 – Como é a consulta médica ortomolecular ?

R: A consulta ortomolecular inicial dificilmente dura menos de 1 hora. Consiste basicamente em uma consulta médica como outra qualquer, composta de questionamentos sobre sinais e sintomas (anamnese), exame físico e, se necessário solicitação de exames complementares gerais e específicos e por fim instituição do tratamento.

O diferencial da ortomolecular muitas vezes é a questão do tempo gasto pelo médico e questionamentos feitos de forma mais holística. Enquanto um especialista geralmente fica restrito à área dele (e ele não está errado) o médico que atua na estratégia ortomolecular busca ter uma abordagem mais integrativa, enxergando o paciente como um todo. E é claro: isso demanda tempo. Portanto, dificilmente médicos ortomoleculares atendem planos de saúde. Muitas vezes até atendem outras áreas por planos de saúde, solicitam os exames pelo plano de saúde, mas a consulta em si não é coberta pelo plano.

7 – Atletas e famosos procuram muito a Ortomolecular. Por quê?

R: Obviamente atletas de ponta estão sempre tentando buscar formas de aumentar sua performance, condicionamento, aproximar-se do melhor rendimento dentro dos níveis fisiológicos. Em geral, os atletas estão muito mais preocupados com conceitos como bem-estar e qualidade de vida, ou seja, são a vanguarda de uma sociedade saudável.

“Famosos” popularizaram a inexistente “Dieta ortomolecular” e de fato também são muitas vezes a vanguarda de uma sociedade saudável; por estarem em contato direto com novas idéias acerca de saúde, buscam uma medicina mais preventiva, que adote principalmente hábitos saudáveis de vida, terapias mais naturais e com menos efeitos colaterais.

Ou seja, ambos têm em comum o maior desgaste dos seus organismos, seja por exercícios, seja por stress e têm na ortomolecular boa forma de corrigir este desgaste mas também melhor preparar-se para novas sobrecargas.

8 – O tratamento ortomolecular é caro ?

R: Existe um estigma de que o tratamento ortomolecular é um tratamento caro, porém se formos verificar tudo que é feito em um tratamento ortomolecular e seus reais benefícios, percebemos que a terapia na verdade é “barata”, tendo-se em vista a boa relação final de custo-benefício.

O preço da consulta é justificado pelo tempo que o médico ortomolecular gasta com o paciente, geralmente com avaliação inicial de no mínimo 1 hora (vale ressaltar que o acompanhamento do paciente é feito em consultas de retorno que habitualmente não são rápidas).

Os exames na maioria das vezes são os tradicionais e a grande maioria é coberta pelos planos de saúde. Já o tratamento em si, como é personalizado, às vezes sai caro. Mas varia de paciente pra paciente: quanto mais hábitos saudáveis de vida, quanto melhor a alimentação, menos o paciente precisará gastar.

Portanto, o “caro” é relativo. Se o paciente insiste em manter hábitos de vida ruins, não quer se alimentar de forma equilibrada (ingerindo doses mínimas de vitaminas, minerais e boas gorduras) com certeza a formulação sairá cara.

9 – Fala-se muito em radicais livres e que a ortomolecular visa combater a formação deles. O que são os radicais livres?

R: Cerca de 95% do oxigênio proveniente da respiração é neutralizado pela cadeia respiratória celular, onde acaba seu ciclo metabólico, sendo transformado em água. Os 5% de oxigênio restantes são transformados nos Radicais Livres que, se não forem adequadamente eliminados ou se estiverem sendo formados em excesso, podem vir a ser prejudiciais para o organismo humano, provocando uma condição patológica chamada de Stress oxidativo.

Esse stress oxidativo pode ser causado por anomalias genéticas dos órgãos de defesa, e também por fatores ambientais, como por exemplo: o tabagismo, a radiação, excesso de atividade física, intoxicações metálicas, ingestão de gorduras animais, frituras, carne vermelha, inflamações e infecções, consumo abusivo de álcool, stress físico e mental, etc.

Hoje em dia a medicina sabe que várias doenças têm sua origem vinculada à ação dos Radicais Livres, como por exemplo: Câncer, Aterosclerose, Artrites, Catarata, Enfisema Pulmonar. Outras doenças pioram sua evolução na presença de excesso de Radicais Livres como:  Infecções graves, Diabetes, Mal de Parkinson, Doença de Alzheimer, Enfermidades neurológicas desmielinizantes (Esclerose lateral amiotrófica).

10 – O médico que se auto-intitula como praticante da estratégia ortomolecular deve estar apto a realizar quais procedimentos ?

R: Na estratégia ortomolecular/biomolecular o médico deve estar apto a :

1 – Descobrir quais nutrientes essenciais estão faltando ou em excesso;

2 – Diagnosticar se existem metais tóxicos no organismo;

3 -Verificar se o sistema endócrino e sistemas de absorção, metabolização, excreção estão dentro da normalidade;

4 – Diagnosticar se existe intolerância ou alergia alimentar;

5 – Conhecer e orientar sobre hábitos saudáveis de vida a todos os pacientes.

11 -  Quais as formas de ação do tratamento ortomolecular ?

R: Existem 3 maneiras (modos) do tratamento ortomolecular agir:

1) Modo PREVENTIVO: através de diagnósticos cada vez mais precoces, detectando alterações metabólicas subclínicas (antes do surgimento das doenças propriamente ditas), utilizando-se do tratamento Ortomolecular que visa o equilíbrio global do indivíduo, dando-lhe condições de manter-se sadio ou, diante de doenças, obter melhor resposta à terapêutica específica empregada. Os exames por nós utilizados incluem: exames de imagem, exames laboratoriais, mineralograma capilar. Exames como a Bioressonância (Vegatest), muito utilizada por alguns ortomoleculares, não possuem validação científica perante a ANVISA e por isso alguns ortomoleculares mais céticos não os utilizam.

2) Modo SISTÊMICO: atua na avaliação diagnóstica de todos órgãos e sistemas, analisando a inter-relação e interdependência entre eles e nos tratamentos nutricionais celulares, através de suplementação com nutrientes indispensáveis ao organismo ou retirando substâncias em excesso ou tóxicas, como metais pesados.

3) Modo INTERATIVO: atua na inter-relação dos sistemas humanos com os sistemas ambientais, visto que estamos dentro de uma grande teia em que os sistemas interagem: homem/natureza; homem/animais, homem/alterações climáticas, homem/poluições, etc.

12 – Quais são as substâncias que a ortomolecular utiliza para tratar os pacientes e como saber se elas estão em falta ou em excesso no nosso organismo ?

R: Todas as células do corpo produzem energia com a finalidade de fabricar vários tipos de moléculas necessárias para o seu bom funcionamento. Nesse processo de produção de energia e síntese de substâncias que mantém o equilíbrio, uma parte do substrato para ativar esse processo é composto por substâncias que o próprio corpo sintetiza. Mas cerca de 48 substâncias (também importantes para o processo) o corpo não consegue sintetizar e para isso é necessário que venham através da alimentação e respiração.  Tais substâncias são denominadas de ”Nutrientes Essenciais” e portanto o organismo deve recebê-las já prontas do meio externo. Isto quer dizer que necessitamos de um aporte nutricional adequado, em elementos essenciais, e não é difícil compreender que a falta de um ou mais destes elementos prejudicará o funcionamento das células e, conseqüentemente, do organismo como um todo.

Os 48 nutrientes essenciais que devem ser recebidos do meio externo:

Aminoácidos: 1-Histidina; 2-Leucina; 3-Isoleucina; 4-Valina; 5-Lisina; 6-Metionina; 7-Fenilalanina; 8-Treonina; 9-Triptofano

Ácido Graxo essencial: 10-Ácido linoléico

Vitaminas: 11-Tiamina (B1); 12-Riboflavina (B2); 13-Niacina (B3); 14-Piridoxina (B6); 15-Ácido fólico (B9); 16-Cobalamina (B12); 17-Ácido pantotênico (B5) ; 18-Biotina; 19-Ácido para-amino-benzóico (PABA); 20-Inositol; 21-Colina; 22-Ácido ascórbico (C); 23-Retinol (A); 24-Calciferol (D); 25-Alfa tocoferol (E); 26-Menadiona (K)

Sais minerais: 27-Sódio; 28-Potássio; 29-Cálcio; 30-Fósforo; 31-Magnésio; 32-Manganês; 33-Ferro; 34-Cobre; 35-Zinco; 36 – Selênio; 37 – Cromo; 38- Iodo; 39 – Enxofre; 40 – Lítio; 41 – Boro; 42 – Flúor; 43- Vanádio; 44- Molibdênio; 45-Ácido lipóico; 46-Bioflavonóides (rutina, hesperidina, quercetina)

Outros: 47-Água, 48-Oxigênio

No nosso arsenal terapêutico utilizamos diversas dessas substâncias. O papel das vitaminas, aminoácidos, ácidos graxos, enzimas e minerais, na terapêutica tem sido revisto, graças aos estudos estimulados pelo uso dessas substâncias na prática clínica e descobertas da pesquisa básica. Mas como saber o que está faltando no organismo? Uma anamnese completa (história do paciente bem colhida, idealmente por no mínimo 1 hora), exame físico e alguns exames (especiais, por exemplo o Mineralograma – exame do fio do cabelo – que nos mostrará os minerais essenciais que nosso organismo utiliza no metabolismo de várias substâncias, como enzimas, hormônios, etc, e também detecta metais tóxicos que não deveriam ser encontrados no organismo e necessitam ser retirados), como dosagens de metabólitos de vitaminas e ácidos graxos para diagnosticar se há necessidade de repor tais substâncias.

13 – Quais os principais exames utilizados dentro da estratégia ortomolecular ?

R: Varia de médico pra médico. No geral utilizamos:

1 – Exame clínico (anamnese e exame físico)

2 – Exames laboratoriais: exames de sangue (bioquímicos, hormônios, enzimas), fezes, urina;

3 – Exames de imagem: Raio X, Ultrasson, Tomografias, Ressonância;

4 – Mineralograma capilar.

Existem alguns exames não-convencionais que alguns ortomoleculares utilizam, mas que não são obrigatoriamente “da ortomolecular”. Os principais são:

1) EIS TECK,

2) HLB (microscopia de campo claro e escuro, que é o exame da gota de sangue colhida na hora),

3) Biorressonância (Vegatest),

4) Nerve express,

5) Termografia óptica.

14 – Que é Mineralograma?

R: Mineralograma consiste na dosagem de minerais em algum tecido do corpo. Mineralograma capilar ou popularmente chamado “exame do Fio de cabelo”, consiste na dosagem de minerais no cabelo. É utilizado nos Estados Unidos há mais de 30 anos e liberado pelo Conselho Federal de Medicina. Este exame é um método rápido, eficiente e indolor para saber como vai sua saúde, proporcionando uma orientação médica com muito mais segurança. Seu cabelo contém todos os minerais presentes em seu corpo, e o mineralograma mede se há excesso ou carência dos oligoelementos (minerais) em nosso organismo, e também dos minerais pesados (tóxicos). A descoberta do que seu organismo precisa e quando ele precisa, é muito útil para promover a saúde. Esse valioso instrumento indica quais os suplementos que você necessita e quais os que deve evitar. Os resultados do mineralograma fornecem informações precisas sobre a situação interna de seu organismo. Algumas informações fornecidas nesse relatório são:

Níveis de Minerais Nutrientes: Cálcio, Cromo, Cobalto, Cobre, Ferro, Lítio, Magnésio, Manganês, Molibdênio, Fósforo, Potássio, Selênio, Silício, Sódio, Vanádio e Zinco.

Níveis de Metais Tóxicos: Alumínio, Arsênico, Berílio, Cádmio, Chumbo, Mercúrio, Níquel.

Os resultados do seu exame são interpretados e apresentados junto a relatório personalizado, acompanhado de gráficos e explicações sobre seu próprio corpo, o que muitas vezes permite obter respostas que podem estar sendo buscadas há anos.

Estes exames estão disponíveis atualmente em nosso meio, através de laboratórios especializados ou enviados para laboratórios americanos.

15 – O Mineralograma é feito no cabelo, de que forma?

R: O paciente precisa fornecer uma amostra de seu cabelo. Esta deve se retirada na região da nuca ou occipital (da raiz, até 3cm). Uma amostra de +- 150mg, que não contenha tintura, permanentes, gel, condicionadores e tratamentos químicos afins. O paciente é orientado a fazer um preparo para a coleta, que irá variar de semanas a meses caso o mesmo utilize tinta ou qualquer produto químico que possa alterar o exame.

16 – Quais os sintomas de uma doença que o Mineralograma pode indicar?

R: Por exemplo, a intoxicação por Mercúrio pode apresnetar como sintomas: Depressão, fadiga, tremores, Síndrome do Pânico, parestesias, descontrole motor, andar lateral, dificuldade de fala, perda de memória, perda do desempenho sexual, estomatite, dentes soltos, dor de cabeça, anorexia em crianças, alucinações, vômitos, febre, dificuldade de mastigação, sudorese e perda do senso da dor, entre outros.

17 – Que outros benefícios se pode obter a partir do exame Mineralograma?

R: Inúmeros são os benefícios que a avaliação através do Mineralograma pode oferecer, estando entre eles o auxílio à longevidade, onde não basta apenas se alimentar adequadamente, quando outra forma de retardar o envelhecimento seria a desintoxicação do organismo.

18 - Para que serve o tratamento venoso (soros) na ortomolecular ?

R: Este tratamento é chamado de desintoxicação. Serve fundamentalmente para eliminar metais pesados como Chumbo, Alumínio e Mercúrio que podem causar uma série de problemas clínicos. Em alguns casos, é utilizada terapia venosa para suprir deficiências nutricionais impostas por algumas moléstias. Deve-se ter em mente que este tipo de tratamento é selecionado para casos isolados onde existe a comprovação da intoxicação e uma correlação clínica pelos referidos metais pesados e não é algo feito de rotina na prática ortomolecular; entretanto, isso varia de médico pra médico. Pacientes que desejam resultados mais rápidos optam por reposição de vitaminas e sais minerais por dia endovenosa.

19 – Como saber se a pessoa está produzindo mais ou menos radicais livres e como controlá-los ?

R: São vários os fatores que aumentam os radicais livres. Para citar alguns: tabagismo, poluição atmosférica, poluição do solo, poluição da água, uso de agrotóxicos, poluição eletromagnética, sedentarismo, dietas pro-inflamatórias, estresse crônico, doenças degenerativas, entre outros. A mensuração no organismo pode ser feita por vários métodos, sendo os mais comuns:

1 – Dosagem de radicais livres no sangue por quimioluminescência;

2 – Dosagem de de MDA (Dialdeído malônico ou Malondialdeído) na urina: o MDA consiste em uma substância que aumenta na vigência de uma reação chamada lipoperoxidação, ocasionada por radicais livres;

3 – Dosagem de enzimas antioxidantes tais como: Glutation peroxidase, Superóxido dismutase e Catalase;

4 – Dosagem de substâncias antioxidantes como vitaminas (A, C, E, Betacaroteno, ácido fólico, B12); na verdade, dosamos os seus metabólitos e quando estes estão baixos, subentendemos que está ocorrendo uma baixa ingesta ou então utilização excessiva, possivelmente a fim de neutralizar a ação de radicais livres;

5 – HLB, que consiste em um exame por meio da análise de uma gota de sangue, extraída do paciente na hora da consulta e avaliada através de microscópio óptico de alta resolução.

Caso os níveis de radicais livres estejam fora dos níveis fisiológicos, dependendo de cada caso, será feita a reposição dos antioxidantes necessários. Muitas vezes inicialmente começamos apenas com mudança de hábitos de vida e reestruturação dietética.

20 – Então quer dizer que se eu tomar vitaminas ficarei protegido de doenças e do envelhecimento precoce?

R: Não, isso é um erro. Antes de qualquer intervenção terapêutica, devemos olhar os hábitos de vida dos pacientes, com estímulo à adoção e manutenção de hábitos saudáveis de vida e correção dos “errados”. Devemos fazer uma avaliação nutricional para um melhor balanceamento da alimentação, controle médico periódico e melhora do estilo de vida com medidas para redução de fatores pró-radicais livres.

Para termos um envelhecimento saudável e evitar o surgimento de doenças, vários fatores devem ser considerados, entre eles o fator genético. É uma falácia achar que tomar vitaminas seja o “elixir da juventude” e além disso nenhum médico deve prometer resultados a pacientes. O médico que promete resultados está infringindo o código de ética médica, pois a medicina é um contrato de meios e não de fins (resultados).

21 – Quais pessoas podem beneficiar-se do tratamento ortomolecular ?

R: Qualquer um pode beneficiar-se da estratégia ortomolecular, desde aquelas pessoas que querem prevenção até aquelas que têm alguma patologia a ser tratada.

22 – Com que idade deve-se procurar um ortomolecular ?

R: Não existe idade ideal para se procurar um médico que trabalhe com medicina preventiva ou estratégia ortomolecular. Quanto antes procurar, melhores serão os resultados, pois a natureza principal deste tipo de tratamento é evitar as moléstias e não esperar que elas surjam para depois tratá-las.

23 – Como funciona a dieta ortomolecular ?

R: Não existe dieta ortomolecular, sendo um insulto ao bom senso aceitar que tomando vitaminas a pessoa eliminará quilos. O Médico, claro, irá dar estímulo à reeducação alimentar, ingestão adequada de água e prática diária de atividade física. A ortomolecular pode auxiliar nos casos em que existam alterações laboratoriais como: alteração tireoideana (hipotireoidismo), hiperinsulinismo (aumento da insulina) ou resistência insulínica, compulsão por determinados grupos alimentares em decorrência de alterações nos neurotransmissores, dificuldade de exercitar-se devido fadiga crônica, etc.

24 – Quais resultados estéticos podem ser esperados com o uso da estratégia ortomolecular?

R- Naturalmente, uma pessoa mais saudável, além de estar menos vulnerável a moléstias, apresenta como aspecto físico mais disposição e energia, o que transparece em suas feições. É aquele “algo” que vem de dentro para fora e usualmente faz toda a diferença.

25 – E quanto às atividades físicas, são imprescindíveis na estratégia ortomolecular ?

R- São indispensáveis em qualquer tratamento médico que assim os requeira ou permita. Os efeitos benéficos do exercício vão muito além da redução do peso: proteção cardiovascular, ganho de massa muscular, sensação de bem-estar, melhoria na qualidade de vida, redução da pressão arterial e da frequência cardíaca, liberação de endorfinas, melhora na qualidade do humor, etc.  Lembre-se que a mudança deve ser do estilo de vida!

Estes exercícios devem ser iniciados, no caso dos sedentários, de modo gradual, após avaliação adequada, evitando-se assim riscos desnecessários.

26 – Os alimentos não são capazes de nos fornecer as vitaminas de que precisamos?

R: Não. Na teoria alguns especialistas afirmam que somente com uma dieta equilibrada podemos alcançar as quantidades mínimas de nutrientes.  Mas na prática percebemos que isso é improvável.

Por que somos a favor da suplementação:

1 – Uma alimentação bem equilibrada pode ser muito difícil nos dias de hoje. Vejamos as recomendações: até 5 frutas por dia, 8 porções de vegetais, peixes com freqüência, leguminosas, cereais integrais, diferentes tipos de azeites, não cozinhar demais os alimentos, mastigar bem e devagar…. difícil não é?

2 – O nosso solo já não é tão rico quanto o solo de antigamente, obviamente, e como conseqüência os alimentos não são tão nutritivos como eram antes, principalmente devido à monocultura, falta de rotatividade do solo.

3 – O excesso de agrotóxicos, encontrado na maioria dos alimentos, especialmente as frutas e vegetais, também diminui o valor nutricional dos alimentos, além de ser prejudicial ao nosso organismo. Existem inúmeros estudos mostrando os malefícios do consumo de produtos que contém agrotóxicos.

4 – Uso de antibióticos e promotores de crescimento nos animais, favorecendo uma alteração na composição protéica dos animais (associe-se a isso a carne bovina contendo mais gordura devido o confinamento dos animais).

5 – Por conta do excesso de stress, poluição e a vida corrida, nosso organismo também não é mais o mesmo… nosso intestino e estômago estão em constante estado de desequilíbrio o que faz com que não consigamos digerir e absorver completamente as vitaminas e minerais dos alimentos. Além disso, devido à maior produção de radicais livres, precisamos de mais antioxidantes: NÃO antioxidantes isolados, mas um conjunto de antioxidantes (já que eles trabalham em sinergia).

Tudo isso associado ao abuso de alimentos industrializados leva a uma desnutrição subclínica, um enfraquecimento do organismo, que não é visível até surgirem doenças. Portanto, na opinião de uma grande maioria dos médicos que atuam na estratégia ortomolecular, a suplementação PERSONALIZADA faz-se necessária. Porém, somente deve ser feita por profissional habilitado, sendo que as doses utilizadas devem respeitar os limites de segurança (por exemplo a Noael – Nível de efeito adverso não observado).

27 – Vitaminas engordam?

R: Não, vitaminas não geram calorias; o que pode ocorrer é algumas delas restaurarem o apetite mas, nestes casos, é a ingestão errônea de outros alimentos que levará ao ganho de massa gorda.

28 – Vou ter que tomar a mesma quantidade de vitaminas pelo resto da vida?

R: Não. Inicialmente, após uma avaliação criteriosa, costuma-se usar uma quantidade maior, para atender às necessidades do organismo. Depois, à medida que se consegue um certo equilíbrio, passa-se à “fase de manutenção”, com redução dos suplementos e às vezes muitos desses nutrientes são adquiridos apenas com a alimentação (Exemplo: Selênio com 4 Castanhas do Pará por dia).

29 – Se pararmos o tratamento os problemas voltarão?

R: O tratamento pode ser descontinuado, mas os resultados obtidos poderão ser progressivamente perdidos, sobretudo se os hábitos de vida não estiverem realmente saudáveis.

Em determinadas situações, os problemas poderão voltar, especialmente quando não for realizado o tratamento completo e conforme orientado.

Autor:

Dr. Frederico Lobo: Diretor científico da ASOMED – Associação para Estudo de Estratégias Ortomoleculares em Medicina

Blog: http://www.ecologiamedica.net
E-mail: ortomolecular@ecologiamedica.net
Twitter: http://www.twitter.com/ecologiamedica

Algumas palavras sobre DEPRESSÃO (também ANSIEDADE, PÂNICO e distúrbios diversos similares)

domingo, abril 17th, 2011

Algumas palavras sobre DEPRESSÃO (também ANSIEDADE, PÂNICO e distúrbios diversos similares)

Via Twitter (o meu é @qualidade_vida) sigo excelentes profissionais de todo o Brasil e um deles postou há alguns dias o link para a interessante matéria abaixo. Leiam e permitam-me depois falar um pouco sobre o assunto.

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Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/antidepressivos.htm?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Quais efeitos colaterais os antidepressivos causam a longo prazo?

por Joel Rennó Jr.

Resposta: Os antidepressivos são medicamentos ou drogas que agem no sistema nervoso, cuja função é normalizar o fluxo de neurotransmissores, que são moléculas responsáveis pelo impulso nervoso de um neurônio para o outro.

Os neurotransmissores saem de um neurônio, atravessam a sinapse (espaço entre dois neurônios) e ativam os receptores do neurônio seguinte. Os neurotransmissores mais importantes são: serotonina, noradrenalina, dopamina, acetilcolina e GABA.

Os mecanismos de ação são distintos de um antidepressivo para outro. Há várias e diferentes classes. Há os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (fluoxetina, sertralina, paroxetina, citalopram e o escitalopram). Há os antidepressivos que inibem a recaptura tanto de serotonina, quanto de noradrenalina, conhecidos como os de duplo mecanismo de ação (venlafaxina, milnaciprano e duloxetina). Há outros antidepressivos que também atuam sobre outros neurotransmissores.

Os efeitos colaterais variam de acordo com a classe ao qual o antidepressivo pertence e também de acordo com a tolerância de cada pessoa. Os antidepressivos mais antigos, conhecidos como tricíclicos (clomipramina, imipramina, amitriptilina) costumam dar mais efeitos colaterais que os mais recentes (inibidores da recaptação de serotonina e os de duplo mecanismo de ação).

Efeitos colaterais

Entre os efeitos colaterais (variável de pessoa para pessoa e de acordo com o tipo de antidepressivo utilizado) que podem ocorrer temos: alteração do sono e apetite, alterações gastrintestinais (diarréia ou obstipação intestinal), retenção urinária, alergias de pele, sudorese, diminuição da libido ou retardo da ejaculação, aumento ou diminuição de peso, náusea, tontura, tremores. Inclusive, alguns deles de forma paradoxal, podem aumentar até a ansiedade e agitação nos primeiros dias de tratamento e por tempo limitado.

Os efeitos colaterais iniciais podem ser contornados e atenuados nos primeiros dias ou semanas de tratamento, o médico deve sempre ser consultado e orientar o seu paciente a respeito. Deve-se evitar a parada da medicação por conta própria. Há pessoas mais sensíveis aos efeitos colaterais, enquanto alguns não os têm. É muito individual.

Em caso da ingestão acidental excessiva, ou mesmo com o intuito de suicídio, é fundamental levar imediatamente o paciente para uma avaliação clínica em um pronto-socorro. Geralmente, dependendo da avaliação clínica e do tempo decorrido da ingestão do medicamento, uma lavagem gástrica com carvão ativado é realizada.

Em casos de intoxicação com alterações cárdiorrespiratórias e do nível de consciência, pode até ser necessária a internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Geralmente, os antidepressivos atuais são mais seguros que os antigos (tricíclicos), mesmo em ingestões consideráveis.

Atenção!

Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico psiquiatra e não se caracterizam como sendo um atendimento. Dúvidas e perguntas sobre receitas e dosagens de medicamentos deverão ser feitas diretamente ao seu médico psiquiatra. Evite a automedicação.

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DEPRESSÃO, ansiedade, transtorno de “pânico” e distúrbios diversos têm grande similaridade: em sua maioria, ocorrem e mantêm-se por problemas envolvendo os neurotransmissores; entre estes, o distúrbio mais comum é a redução da quantidade deles disponível na fenda sináptica (espaço entre os neurônios através do qual eles se comunicam ) e o que mais “dá problemas” é a serotonina (que à noite, na redução da luz ambiente, é convertida em melatonina, o “hormônio do sono”; por isso problemas com a serotonina prejudicam a melatonina e assim, afetam o sono).

Por isso é consenso que, para tratar estes distúrbios, é necessário “normalizar” os neurotransmissores na fenda sináptica. A questão é que os medicamentos disponíveis comercialmente agem sobretudo inibindo a recaptação dos neurotransmissores quando, para muitas pessoas, esta NÃO é a causa-base do distúrbio: afinal, muitas pessoas não conseguem produzir os neurotransmissores em quantidade suficiente, o que torna necessário tratamento diferenciado para elas para que sejam obtidos bons resultados.

Quer saber mais sobre o assunto? Leia a resposta que forneci à pergunta que recebi há alguns meses através do meu site (ww.icaro.med.br), conforme abaixo.

E boa reflexão.

Ícaro Alves Alcântara

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Pergunta:

“Tenho 2 filhos, muito stress com trabalho e familiar, sem tempo para me cuidar. De uns tempos pra cá tenho me sentido abatida e morro de medo de depressão. Será que mesmo assim a ortomolecular pode me ajudar”?

Resposta.:  Vamos por partes…

1 – Arranjar um tempinho para se cuidar é fundamental. Afinal de contas, se você adoecer terá que parar “à força” e aí quem irá cuidar de tudo o que você tem dado conta? Por isso, primeiramente, recomendo ler e procurar ao máximo seguir o que está na apresentação Viver: O que é Necessário (http://www.icaro.med.br/videos/viver-o-que-e-necessario). Afinal, é a base para o bom funcionamento do organismo, corpo e mente, sem a qual mesmo os melhores medicamentos têm dificuldade de agir.

2 – Em consultório, trabalho basicamente com ortomolecular, homeopatia e orientações em hábitos saudáveis, associando quando necessário fitoterapia, modulação hormonal e mesmo a medicina “tradicional”. Ou seja, não é só a estratégia ortomolecular em Medicina que vai ser utilizada no tratamento do seu caso (mais informações nas respectivas seções do site).

3 – Todos passamos por períodos difíceis em nossas vidas, infelizmente centenas de vezes. E é perfeitamente normal apresentar fases onde nosso humor parece estar “depressivo”. Nossa sociedade, erradamente, convencionou algo como “ficar triste é doença, que tem que ser tratada” e por isso multiplicam-se os usuários de antidepressivos e ansiolíticos (calmantes); mas o distúrbio está no estado constante de tristeza e humor “em baixa” (sobretudo se sem motivo) e não nos episódios ocasionais. Assim sendo, a primeira medida “anti-depressão” (e anti-ansiedade também) é não transformar a preocupação com sua saúde em mais um pesado fator de stress (e, por conseguinte, de doença).
Entretanto, se diagnosticada depressão (o que só pode ser adequadamente feito após avaliação detalhada e atenta), não são os antidepressivos o único recurso terapêutico. O tratamento da depressão passa obrigatoriamente por:

a.     Há uma causa identificável? Então precisa ser abordada e resolvida. Ou então o paciente ficará tomando medicamentos por toda uma vida porque com eles estará só paliando sintomas. Aqui, o apoio psicológico é muitas vezes valioso, se não indispensável.

b.     Em muitos casos de depressão, há falta de alguns neurotransmissores (substâncias que transmitem as diversas informações) e nutrientes no cérebro. Nestes casos, sem a reposição destes, não há possibilidade de falar-se em cura da depressão:

o   Será que a dieta está adequada, fornecendo ao organismo os nutrientes necessários (por exemplo para a fabricação dos neurotransmissores)? Se não, tem que ser melhorada.

o   Será que o intestino está funcionando bem e realmente absorvendo dos alimentos estes nutrientes necessários? O mal funcionamento intestinal não só reduz a absorção deles mas também aumenta a retenção de toxinas, o que pode prejudicar o funcionamento de todo o organismo (causando distúrbios).

o   Será que sua circulação sangüínea está boa o suficiente para transportar os nutrientes até seu cérebro (ou onde devam chegar)? Afinal, de nada adianta absorvê-los bem mas eles não chegarem onde são necessários.

c.      Como tudo no corpo, depois que os neurotransmissores cumprem sua função são inutilizados/inativados pelo próprio organismo. A maioria dos antidepressivos age reduzindo esta inutilização/inativação, assim deixando-os agir por mais tempo.

Espero que tenha ficado claro que para tratar um quadro de depressão, muito mais tem que ser considerado que só administrar antidepressivos. E é exatamente por isso que tanta gente experimenta insucesso nos seus tratamentos, tanto de depressão quanto de ansiedade.

Mas fuja dos rótulos! Por que é tão importante assim que você necessariamente tenha um nome para o seu conjunto de sinais e sintomas atual? Na minha opinião:

- Procure pelas causas e agravantes psicológicos do seu quadro clínico, trabalhando para resolvê-los;

- Arranje tempo para cuidar de você mesma e sua saúde, em todos os níveis (lembre-se que, se você adoecer, será obrigada a conseguir este tempo, até de forma mais urgente);

- Corrija erros nos seus Hábitos de Vida (http://www.icaro.med.br/videos/viver-o-que-e-necessario);

- Trate-se;

Por fim, respondendo à sua dúvida: SIM, a ortomolecular (junto à homeopatia e Hábitos Saudáveis de Vida) pode te ajudar. Mas só teremos certeza disso após avaliação e acompanhamento em consultório.

SAÚDE: Desenvolva BOM juízo crítico sobre o que você lê e confia

sábado, abril 16th, 2011

SAÚDE : Desenvolva BOM juízo crítico sobre o que você lê e confia

Hoje em dia a maioria de nós recorre à internet para pesquisar qualquer assunto de interesse: do Misticismo à Ciência, da Razão à Emoção, do Concreto ao Abstrato, tudo é “jogado no Google” para que adquiramos mais informação sobre o tema. Só uma pergunta: o que você lê é confiável? Em outras palavras, você sabe avaliar a qualidade da informação que acessa, para saber se deve acreditar nela ou não?

O objetivo deste breve artigo NÃO é ensinar ninguém a criticar uma matéria jornalística mas sim “abrir os olhos” de quem usa o que aprende na internet em “benefício” próprio e dos seus: dependendo da fonte de um conhecimento, a aplicação dele na sua vida pode até fazer MAL para a sua saúde.
Um bom exemplo disto é a matéria abaixo, que peço que você leia antes de continuar (reproduzido ao final deste, com os devidos créditos):  http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/872309-faltam-provas-de-que-antioxidante-previna-envelhecimento.shtml

O site é habitualmente muito confiável, fonte de conhecimento útil e atualizado em saúde. Mas neste artigo, como aborda de forma inverossímil áreas onde atuo diretamente, reservo-me ao direito de algumas “réplicas”:

-       Sobram artigos mostrando que o uso de antioxidantes ajuda a retardar o envelhecimento (só nenhum deles foi sequer citado); preveni-lo é, de fato, impossível, já que o envelhecimento é processo natural ao qual todo organismo vivo está sujeito. Entretanto, como centenas de estudos provam, os antioxidantes ajudam a retardar este envelhecimento, reduzindo sua velocidade e danos a ele relacionados;

-       Boa parte dos conceitos de Nutrologia e Nutrição Funcional (área da Nutrição de vanguarda e largamente superior à Nutrição “convencional”) baseia-se em milhares de evidências de que os alimentos, pelo seu conteúdo de diversas substâncias, tem propriedades de diminuir o risco de ocorrência/agravo de diversos problemas de saúde;

-       Por questão de lógica, um organismo em equilíbrio apresenta boa imunidade e mecanismos de inflamação mais “sob controle”, ou seja, está menos propenso a desenvolver um câncer (já que inflamação e distúrbios de imunidade são reconhecidamente os principais fatores causadores de câncer em estudo na atualidade). E tanto os antioxidantes ajudam a manter e recuperar este equilíbrio que quase todo organismo vivo produz várias substâncias com propriedades antioxidantes;

-       As doses diárias de antioxidantes a serem fornecidas, seja pelos alimentos, seja por suplementação, varia de paciente para paciente, ainda que hajam parâmetros estabelecidos (dosagens sugeridas por milhares de estudos por todo o mundo) para todos eles. Aliás, para toda medicação vale esta regra: por exemplo, um paciente hipertenso pode responder bem a 5 mg diários de enalapril mas outro pode precisar de mais de 20 mg para conseguir o controle da sua pressão arterial; nem por isso a credibilidade do enalapril como antihipertensivo é questionável;

-       O excesso de QUALQUER COISA faz mal, o que não é novidade para ninguém; um exemplo bobo disto mas bem ilustrativo: paracetamol é um dos medicamentos mais utilizados, com sucesso, para tratar dores de cabeça, usualmente na dose de 500 a 750 mg para adultos; entretanto, há centenas de efeitos colaterais e reações indesejáveis registradas, em adultos por todo o mundo, com estas doses. Ou seja, se cada organismo humano é diferente do outro e a minoria apresenta efeitos deletérios em relação à dose mais comumente usada de determinado medicamento/suplemento, tornou-se este condenável, sendo recomendada a proibição do seu uso? Não deve cada paciente receber tratamento individualizado e atento ao seu caso clínico e características particulares?

-       Nenhum antioxidante deve ser administrado isoladamente, sobretudo em altas doses, recomendação esta que todo profissional que estude e trabalhe BEM com antioxidantes sabe. Isto porque os antioxidantes atuam em conjunto, um “ajudando e recuperando” o outro em suas funções;

-       A produção de radicais livres é uma das estratégias que o organismo utiliza normalmente para combater infecções. O problema é que tanto a produção “endógena” destes está excessiva (stress, hábitos de vida inadequados, exposição solar excessiva, etc) quanto a entrada destes radicais livres no organismo também está (pelo ar poluído, alimentos contaminados, alimentação de má qualidade, fumo, etilismo, excesso de estimulantes, etc – tudo isto gerando excesso de radicais livres e ainda comprometendo os mecanismos do próprio organismo de neutralizá-los). E se o organismo não consegue neutralizar os radicais livres dentro de si, estes atacarão, inflamarão, enfraquecerão e causarão doenças neste organismo, efeitos estes fora de controle e muito alem dos originalmente “benéficos” de combate a infecções. Em outras palavras, mais uma vez é o excesso quem causa problemas e muitos estudos comprovam não só os danos que os radicais livres ocasionam mas também que a maioria de nós, hoje em dia, apresenta em nossas vidas excesso de fatores que aumentam a quantidade deles. Só não vê quem não quer;

-       Cada vez mais médicos, nutricionistas, farmacêuticos e profissionais de educação física, em consonância com muitos artigos, concordam que o estilo de vida atual não é saudável como deveria ser, gerando na maioria dos casos mais radicais livres que o organismo humano normalmente tenha capacidade de combater sozinho, mesmo bem alimentado. Isto faz da suplementação de antioxidantes (mesmo com reforços bem orientados  na alimentação) opção terapêutica cada vez mais cogitada e utilizada, habitualmente com bons resultados. É claro que os resultados variam de um paciente para o outro mas as evidências existem para que possamos valer-nos delas em benefício do ser humano;

-       Para terminar este artigo, uma proposta de reflexão para o leitor: se antioxidação (neutralização dos radicais livres) não auxiliasse no tratamento de inflamações, danos às células/tecidos, tumores/infecções e longevidade (entre várias outras áreas da saúde humana), não estaria entre uma das áreas mais estudadas da atualidade – e com resultados bem promissores. Pensemos nisso.

Um abraço,

Ícaro Alves Alcântara
Twitter: @qualidade_vida

MATÉRIA COMENTADA
(Link em epígrafe)
Faltam provas de que antioxidante previna envelhecimento
Juliana Vines – De São Paulo

Antioxidantes não curam nem retardam o envelhecimento. A afirmação pode parecer óbvia, mas desmente dezenas de pesquisas que relacionam frutas, vegetais ou suplementos de vitaminas com a prevenção do câncer e de doenças degenerativas.
Antioxidantes são substâncias que ajudam no equilíbrio do organismo. São produzidas pelo próprio corpo ou podem ser encontradas em alguns alimentos.
A função dos antioxidantes é neutralizar a ação de radicais livres -moléculas capazes de oxidar e mudar a estrutura de outras partículas. A oxidação é ligada ao aparecimento de algumas doenças e ao envelhecimento.
Acontece que, apesar de ser comprovado que a falta de antioxidantes faz mal, não há provas de que uma dieta rica em determinadas substâncias diminui o risco de alguns problemas de saúde.
“Sabemos que uma dieta rica em antioxidantes faz com que o organismo fique equilibrado, mas não podemos dizer que esse equilíbrio ajuda a prevenir um câncer”, diz Wilmar Jorge Accursio, presidente da Sobrae (Sociedade Brasileira para Estudo do Envelhecimento).
Além de não comprovarem a relação direta entre antioxidantes e prevenção de doenças, as pesquisas publicadas até agora não especificam quais seriam as quantidades ideais desses nutrientes para que pudessem agir como remédio.
“Fica difícil pensar em uma dieta ideal ou, pior, em suplementação. É tudo chute, ninguém sabe quanto de vitamina E faz bem, por exemplo”, afirma Ana Lúcia dos Anjos Ferreira, médica e pesquisadora da Unesp (Universidade Estadual Paulista/Botucatu), especializada em estresse oxidativo.
Se o corpo está em equilíbrio, o excesso de antioxidantes pode trazer o efeito contrário. Está comprovado que a ingestão de vitaminas além das quantidades indicadas pode aumentar o risco de determinadas doenças.
“Há uma grande pesquisa que estudou a suplementação com vitamina E e encontrou uma forte relação com o aumento no risco de infarto. O consumo dessa vitamina não pode passar de 400 mg por dia. E muitos médicos receitam mais do que isso.”
Segundo Elis Cristina Eleuthério, pesquisadora do departamento de bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, já se sabe também que a suplementação excessiva de zinco pode inibir a absorção de outros nutrientes essenciais.
“O excesso de vitamina C tem um efeito pró-oxidante, em vez de antioxidante. Isso acontece porque, ao aumentarmos determinados mecanismos de defesa, podemos sobrecarregar outros.”
Segundo Ferreira, mais de 200 mg por dia de vitamina C já trazem efeitos negativos.
ESTRESSE
“Se tivéssemos zero de radicais livres, morreríamos”, diz Accursio, da Sobrae, que é endocrinologista e nutrólogo. Para ele, é essencial que o corpo tenha o que ele chama de estresse mínimo, quer dizer, o resultado da produção natural de radicais livres.
Para Ferreira, os radicais livres foram considerados os vilões injustamente.
“Eles são essenciais para a defesa celular, para a respiração celular e têm efeitos benéficos na estrutura dos vasos sanguíneos.”
Quando há alguma inflamação, o número de radicais livres aumenta, mas, logo em seguida, o organismo já cuida de os neutralizar.
Esse equilíbrio, segundo o médico nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, é possível só com uma dieta balanceada -sem suplementação de vitaminas. “Suplementos são para repor deficiências, devem ser usados em casos específicos”, diz.
“A melhor receita antirradicais ainda é manter o peso e comer de tudo.

Hábitos de Vida melhores e mais saudáveis – Por que tê-los?

quinta-feira, abril 14th, 2011

HÁBITOS SAUDÁVEIS DE VIDA

Seu organismo tem o potencial de ajudar no tratamento de todas as doenças (em algumas, até tratar-se sozinho) mas para isso ele precisa do SEU apoio: dando a ele condições de manter e recuperar seu equilíbrio.

Estas condições só você pode fornecer, através da adoção e manutenção de hábitos saudáveis de vida: são eles que permitem ao seu corpo e mente fortalecer-se para combater as doenças agindo nas suas causas, assim eliminando ou melhorando sintomas de forma natural mas duradoura e efetiva.

Quais são eles?

1 – Beba água de 1 em 1 hora

A maior parte do corpo é constituída por água, ou seja, na falta dela, TUDO fica prejudicado e funciona pior. Água deve ser ingerida várias vezes por dia, mais que 3 litros/dia (para um adulto). A falta de água está envolvida em praticamente todas as doenças e sintomas, desde obesidade e dores de cabeça até pressão alta, inflamações e doenças circulatórias em geral.

2 – Alimente-se de 3 em 3 horas

Os alimentos trazem energia e “matéria-prima” para nosso organismo reconstruir-se. Por isso, ele precisa receber estes nutrientes, em variada qualidade (e sem excessos por vez) no máximo de 3 em 3h. Quem passa muito tempo sem comer funciona como um carro com problemas de combustível: simplesmente não anda direito.

3 – Coma fibras pelo menos 2x/dia

Folhas verdes, frutas, cereais, “granolas”, brotos, cogumelos e similares são ricos em fibras, que devem ser consumidas entre 25 e 35 gramas/dia (todos os dias). Por que são importantes? Porque ajudam a “limpar” nosso organismo por dentro e nenhum intestino funciona direito sem elas.

4 – Pratique exercícios pelo menos 3x/semana, por mais de 30 minutos por vez

O exercício físico regular (caminhadas, ginástica, pedalar, etc) melhora a circulação do sangue, o que ajuda o coração na sua função e evita as piores conseqüências dos “entupimentos” de veias e artérias: aumento de pressão, tromboses, embolias, infartos e “derrames”. Também ajuda a respirar melhor e ganhar mais músculos, necessários a uma “melhor idade” mais saudável. Só observe que é mais seguro buscar avaliação médica antes de iniciar uma atividade física.

5 – Mantenha postura positiva e pró-ativa

O pensamento negativo prejudica o funcionamento de vários sistemas do corpo; o positivo, ao contrario, ajuda .

6 – Consulte regularmente os profissionais de saúde adequados e necessários, seguindo suas orientações

A consulta regular permite identificar e tratar distúrbios em sua fase inicial, bem como receber orientações sobre prevenção e tratamentos. Afinal, mesmo quem se cuida, por vezes, adoece. Fundamental, também, é seguir os tratamentos exatamente como os profissionais prescreveram, para que tenho maior chance de alcançar os efeitos desejados.

7 – Cuide do seu sono

É durante o sono que seu corpo e sua mente recuperam-se do dia que passou e preparam-se para enfrentar o próximo, fixando memórias, repondo nutrientes, selecionando o que é necessário e o que precisa ser eliminado, etc. Quem não dorme direito, portanto, está adoecendo aos poucos. Prefira dormir no escuro, em ambiente tranqüilo, horas suficientes, com bom colchão e travesseiros, etc.

8 – Evite excessos

O excesso de qualquer coisa faz mal; sempre. Por isso, excessos devem ser ocasionais e são melhor tolerados (fazem menos mal) pelo organismo que é bem cuidado no seu dia-a-dia. Por exemplo, mais que 2 xícaras de café expresso por dia podem causar muitos sintomas, como: aumento da pressão sangüínea, gastrite, má absorção do cálcio, mau funcionamento intestinal, etc.

9 – Respire direito

A vida rápida e estressante de hoje em dia tem feito com que respiremos cada vez mais superficialmente e isso prejudica o fornecimento de oxigênio para o nosso organismo; e este gás é fundamental para o bom funcionamento de corpo e mente. Lembre-se sempre que temos 3 “combustíveis” para funcionar: o ar que respiramos, a comida que comemos e a água que bebemos; problemas com qualquer deles fará com que adoeçamos.

10 – Reduza seu stress

O stress é uma das maiores causas de doença dos “tempos modernos”. Para combatê-lo, 4 dicas básicas: 1 – Planeje-se e seja menos “pego desprevenido” pelos imprevistos; 2 – Foque sua energia na ação para resolver problemas e não em ficar remoendo os problemas em si; 3 – Evite fazer “tempestade em copo d’água”, já que isto consome sua energia e pouco resolve; 4 – Mantenha atividades regulares de lazer (enfim, “desligue-se” periodicamente); afinal até uma máquina tem que ser desligada periodicamente para “esfriar”, não?

11 – Evite intoxicar-se

Fumaça (de qualquer espécie, do cigarro à poluição), agrotóxicos, luz solar excessiva (e/ou nos horários errados), drogas e afins envenenam o organismo e sobrecarregam os sistemas de desintoxicação, assim causando, mantendo e/ou piorando sinais, sintomas e doenças. Você já produz toxinas só por estar vivo… Precisa deixar mais ainda entrar no seu corpo e mente?

E lembre-se que qualquer coisa em excesso funciona como toxina para o organismo

Se você promover o máximo possível destes hábitos em sua vida diária, terá mais Saúde e um organismo mais capaz de responder aos tantos fatores de desequilíbrio a que estamos expostos diariamente. Resultado? Menos doenças e bem mais Qualidade de Vida e Bem-Estar.

Procure informar-se melhor sobre o assunto no seu Centro de Saúde e nas palestras regulares sobre o tema. Mais sobre o tema no www.icaro.med.br e via Twitter @qualidade_vida

Autor: Dr. Ícaro Alves Alcântara (CRM-DF 11639)

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