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Archive for setembro, 2011

Liga da Saúde – Resumo de Temas Abordados de 18 a 24/09 (2011)

domingo, setembro 25th, 2011

Um Programa de Longevidade

A história sempre se repete! A vida é um grande ciclo e todas as grandes idéias e teorias inovadoras que abalaram a medicina experimentaram antes o descrédito e décadas após o RECONHECIMENTO.Uma frase interessante de Arthur Schopenhauer, diz: “Toda verdade passa por três estágios. No primeiro, ela é ridicularizada. No segundo, é rejeitada com violência. No terceiro, é aceita como evidente por si própria.” Assim está sendo com a ortomolecular, homeopatia, acupuntura… Leia mais…

Conheça os Benefícios dos Probióticos..

No intestino humano, existem mais de 400 espécies diferentes de microorganismos que convivem em harmonia com o homem. Esta é uma relação ecológica classificada como simbiose ou mutualismo, pois ambos dependem um do outro para sua sobrevivência. Se não existissem estes microorganismos, com certeza nosso sistema digestivo seria um prato cheio para outros microorganismos patogênicos, favorecendo o surgimento de doenças no homem. E tais espécies benéficas dependem das condições químicas e físico-químicas do nosso intestino para poder sobreviver, como a baixa concentração de oxigênio, temperatura em torno de 36°C e umidade. Leia mais…

Hipotireoidismo: a Alimentação Correta Garante uma Melhor Qualidade de Vida!…

Depois que o Ronaldo fenômeno revelou ao encerrar sua carreira que tinha hipotireoidismo, muitas pessoas começaram a achar que não conseguiam perder peso por isso. Muito comum atender pessoas que acreditam ter este problema pela dificuldade em emagrecer, mas já vou deixar claro no início deste post que hipotireoidismo não “engorda”, o que ele promove é um inchaço, que gera um leve aumento de peso, não vai achando que ganhou 10 Kg por conta do hipotireoidismo, ok? Se está ganhando peso, sem aumentar a ingestão de alimentos, corre para o médico, isso não é normal e não espere aumentar muito peso para ir atrás de uma solução, o que acontece na maioria das vezes e que torna mais difícil voltar ao peso usual. Claro que há uma dificuldade em emagrecer pelo metabolismo ficar um pouco mais lento, posso dizer isso com propriedade, pois tenho este problema há sete anos, e sim é um pouco mais difícil, mas não impossível. Nada que atividade física + dieta adequada + reposição hormonal (quando orientada e necessária) não dê jeito! Leia mais…

Festas infantis – Alguns pontos para reflexão

Pense no seu filho(a) como a linda criança que é (ou foi): você teria coragem de matá-la ou fazer qualquer coisa que pudesse machucá-la? Acredito que a resposta seja: É CLARO que não! Mas e se você estiver de fato atentando contra a saúde dela sem sequer se dar conta disso? Afinal, presume-se que o responsável pelos atos e escolhas de uma criança sejam seus pais, certo? Mas como andam suas escolhas para a sua criança, já que o que você lhe dá, permite ou proíbe mas acima de tudo, o seu exemplo, o que você demonstra, ajuda-a a formar seu caráter, seus hábitos de vida e por tudo isso, seu futuro? Bem… Sinto informar-lhe que, querendo agradar, você pode estar “adoecendo” sua criança… Vejamos como. Leia mais…

Acne…

Um mal comum entre a população, a acne tem impacto econômico e social e ainda causa efeito negativo à autoimagem a ao padrão de beleza, em especial durante a adolescência, fase comum de seu aparecimento que pode perdurar ou surgir também na fase adulta, caso não tratada ou em caso de endocrinopatias em mulheres. Leia mais…

Você Conhece a Semente de Chia?

É uma semente originária do México e está sendo implantada no consumo brasileiro. É uma semente de cor escura e com alto teor de óleo na sua composição. Este óleo em abundância é o ômega-3 (ácido alfa linolênico). A semente também é composta pelos minerais potássio, cálcio e ferro. Assim como todas as sementes contém também uma quantidade significativa de magnésio. Leia mais…

Kibe sem Glúten…

Adora kibe, mas não pode comer porque contém trigo? Então experimente esta receita! Leia mais…

Festas infantis – Alguns pontos para reflexão

quinta-feira, setembro 22nd, 2011

Festas infantis – Alguns pontos para reflexão

Pense no seu filho(a) como a linda criança que é (ou foi): você teria coragem de matá-la ou fazer qualquer coisa que pudesse machucá-la? Acredito que a resposta seja: É CLARO que não! Mas e se você estiver de fato atentando contra a saúde dela sem sequer se dar conta disso? Afinal, presume-se que o responsável pelos atos e escolhas de uma criança sejam seus pais, certo? Mas como andam suas escolhas para a sua criança, já que o que você lhe dá, permite ou proíbe mas acima de tudo, o seu exemplo, o que você demonstra, ajuda-a a formar seu caráter, seus hábitos de vida e por tudo isso, seu futuro? Bem… Sinto informar-lhe que, querendo agradar, você pode estar “adoecendo” sua criança… Vejamos como.

Para a criança, o aniversário de um coleguinha é um momento muito especial, basicamente porque sabe que vai poder brincar, comer e beber muito, sem muitas restrições. Mas se qualquer excesso faz mal a todo organismo vivo, porque seria diferente para as crianças? E não é, por mais que permitamos, até inocentemente; e os 3 principais pecados cometidos nas festas infantis (sim, também pelos pais) são excessos de açúcar, gorduras ruins e refrigerantes.

AÇÚCAR

Coisas que você provavelmente já sabe sobre ele:

-       Seu excesso pode levar o pâncreas à exaustão e/ou à resistência à insulina, assim causando o diabetes mellitus tipo 2 (doença conhecida que pode levar a múltiplas incapacidades e mesmo morte)

-       Quanto mais açúcar se come, mais gordura se produz e menos tempo se vive

-       A dieta que mais engorda NÃO é a rica em gorduras mas em carboidratos (sobretudo os simples, doces, ricos em açúcar mesmo)

-       O cérebro “vicia” em açúcar, ficando realmente dependente dele e normalmente exigindo quantidades cada vez maiores no dia a dia

-       Efeito comum: quanto mais açúcar, mais agitação psicomotora (de curta duração, exceto em crianças e idosos) – excesso literalmente “bagunça” o funcionamento cerebral

-       O açúcar está relacionado de forma importante à causa e manutenção de estado inflamatório do organismo

Acha que com sua criança é diferente? E na festa ela ingere açúcar nas mais diversas formas, durante horas e habitualmente de forma excessiva mas não pára por aí: leva estoques para passar dias abusando de doces ainda mais, após passada na famosa (e de lamentável existência, na minha opinião) “mesa de guloseimas” e ainda com a tradicional lembrancinha de final de festa que raras vezes não contém ainda mais doces. Isso sem falar nos corantes, estabilizantes, realçadores de sabor e aditivos gerais, também danosos: afinal, seria mera coincidência o grande número de crianças com alergias/intolerâncias alimentares e tantas “ites” nos dias de hoje?

GORDURAS RUINS

Coisas que você provavelmente já sabe sobre elas:

-       São as chamadas gorduras saturadas ou gorduras “trans” – as saturadas são as que, sobretudo quando oxidadas, estão mais envolvidas na inflamação e entupimento de vasos sangüíneos (principalmente artérias) e as trans intoxicam o organismo e prejudicam sobremaneira o funcionamento hepático

-       Assim que chegam no organismo já iniciam seus efeitos danosos, ou seja, já desde as primeiras alimentações a criança exposta a elas começa a ter suas artérias gradativamente inflamadas e obstruídas

-       Frituras são fontes importantes delas e de difícil/lenta digestão

-       Mesmo gorduras ditas “boas” (mono e poliinsaturadas), quando expostas a grandes temperaturas, “transformam-se” em ruins

-       O cérebro “vicia” em gorduras, “sentindo falta” delas e demandando novas doses, cada vez maiores, a cada dia; afinal, não é à toa que os alimentos gordurosos costumam ser os mais saborosos

-       No seu excesso, o organismo utiliza menos as “gorduras boas” para construir hormônios e membranas celulares; resultado: matéria-prima ruim = organismo mais inflamado e frágil

-       Estudos mostram que o processo de obstrução de artérias por placas de gordura já começa no primeiro ano de vida

Acha mesmo que com sua criança é diferente? E na festa a maioria dos salgadinhos ou é frita e/ou é feita com grande quantidade de gordura hidrogenada (trans) e saturada (acreditam mesmo que o óleo de fritura é novo ou mesmo trocado com freqüência?); e durante horas os presentes abusam deles.

REFRIGERANTES

Coisas que você provavelmente já sabe sobre eles:

-       Os “normais” são riquíssimos em açúcar (vide malefícios diversos acima), que atinge o sangue em questão de minutos, gerando sobrecarga

-       Contêm muitos ácidos que alteram o pH do organismo (sobretudo intestino) e aumentam a perda de minerais

-       Gaseificados, aumentam a distensão do estômago, assim lentificando a digestão – aliás, em resumo, prejudicam a digestão

-       Mesmo os light e diet têm sido relacionados por estudos a aumento da fome, intoxicação hepática, diabetes e mesmo obesidade

-       Quem toma mais refrigerante, toma menos água, o que por si só já é algo muito prejudicial para o organismo

-       Estudos indicam que quanto mais refrigerantes uma pessoa toma, mais tem vontade de tomá-los (e em maiores quantidades e freqüência)

Acha mesmo que com sua criança é diferente?

Vale ressaltar que os 3 fatores (Açúcar, Gorduras ruins e Refrigerantes) estão entre os principais vilões da alimentação moderna, envolvidos na gênese, manutenção e/ou agravamento das principais doenças crônicas e entre elas a obesidade, que exibe grande e assustador crescimento em todo o mundo, muito entre as crianças. E as doenças crônicas desenvolvidas no futuro começam pelos abusos e maus hábitos, recorrentes, desde a infância: ou acham que é mera coincidência crianças de pouca idade já comparecerem a consultórios para tratamento de colesterol/triglicerídeos altos, hipertensão, intolerância à glicose (excesso de exposição ao açúcar pode, sim, levar a isto precocemente) e mesmo sobrecarga hepática?

Ademais, é lamentável a dificuldade que pais conscientes encontram para fazer sua festinha com opções mais saudáveis de alimentação. E engana-se quem pensa que as festinhas são meros abusos ocasionais, uma vez que não são raras as ocorrências de mais de uma por final de semana, sendo dezenas por ano!

Em resumo, festas infantis tinham tudo para ser só motivos de felicidade mas, na prática, contêm em si fatores incontestáveis de agravo à saúde de todos os presentes. Só que da sua saúde cuida você, não é? E das crianças? E seu futuro pelo que fazem hoje? Pensemos nisso e procuremos ser, cada vez mais, responsáveis, nas pequenas mas importantes coisas: nossos pequenos dependem muito mais disso que imaginamos.

Um abraço e SAÚDE para todos!

Ícaro Alves Alcântara

www.icaro.med.br

Twitter: @qualidade_vida

Um Programa de Longevidade

segunda-feira, setembro 19th, 2011

Um Programa de Longevidade

Excelente texto de autoria do Dr. Frederico Lobo (www.ecologiamedica.net)

A história sempre se repete ! A vida é um grande ciclo e todas as grandes idéias e teorias inovadoras que abalaram a medicina experimentaram antes o DESCRÉDITO, décadas após o RECONHECIMENTO.

Uma frase interessante de Arthur Schopenhauer, diz: “Toda verdade passa por três estágios. No primeiro, ela é ridicularizada. No segundo, é rejeitada com violência. No terceiro, é aceita como evidente por si própria.”

Assim está sendo com a ortomolecular.

As dicas abaixo são de autoria do pioneiro na ortomolecular brasileira, o professor, médico e pesquisador Dr. Hélion Póvoa.

Quando o mesmo começou a estudar radicais livres, ninguém acreditava no tema. Hoje, o tema está nos livros de fisiologia, patologia, milhares de artigos produzidos anualmente sobre o tema e cerca de 50 congressos sobre o tema são realizados anualmente.

Mesmo com a crítica de profissionais AINDA ignorantes, a ortomolecular conquista a cada dia novos pacientes e com bastante rapidez. O motivo ? Eficácia.

Se não funcionasse os consultórios de ortomoleculares não estariam lotados, e se estão lotados é porque um paciente indica para o outro. Ou seja, se indica é porque teve resultado. Concordo que maus profissionais existem na ortomolecular (sim, existem e com frequência recebo pacientes com relatos absurdos, de condutas ditas “ortomoleculares”). Mas isso existe em toda área.

Graças à prescrição de antioxidantes, muitas doenças podem ser tratadas e até prevenidas, portanto a Antioxidação é a base da ortomolecular. Antioxidação Racional, já que a produção de radicais livres tem seus benefícios.

Não existe ortomolecular bem feita sem as seguintes dicas para a Longevidade saudável. Acompanhem ! São 5 abordagens principais, que o Dr. Hélion Póvoa aconselha para todos aqueles pacientes que querem o melhor da vida.

1) Cuide da sua alimentação e hidratação

Comer com qualidade é o ponto chave de um tratamento ortomolecular e é inútil se deixar iludir. Nada será conquistado se os antioxidantes por nós prescritos não forem acompanhados de uma boa alimentação, com restrição as gorduras ruins e substâncias pró-oxidantes. Frutas, verduras, legumes e fibras devem estar sempre presentes no cardápio diário. Não há fórmula ou suplemento alimentar que funcione quando a dieta é pobre e equivocada. Portanto, procure o mais rápido possível uma nutricionista, de preferência com abordagem FUNCIONAL e solicite um planejamento alimentar.

Dicas básicas de alimentação:

1) Dê sempre preferência a alimentos orgânicos, de preferência cultivados em agricutura biodinâmica

2) Dê sempre preferência a frutas e verduras da estação e da sua região

3) Coma colorido. Muitas cores. Pelo menos 5, 6 e se possível 7 cores diferentes, todos os dias. Verdes claras e escuras, laranjas, cinzas, vermelhas, roxas e amarelas, um arco-íris de cores. Quanto mais

cor mais bioflavonóides, mais antioxidantes, mais saúde.

4) Mastigue, mastigue, mastigue e aí………………… mastigue. É a Yoga mais difícil de todas. A cada

garfada repouse os talheres sobre a mesa. Lembre que boca e língua não tem compromisso com

nenhum outro órgão.

5) Evacue, evacue, evacue, evacue todo santo dia. Mande pra fora o que o organismo não deseja e SEMPRE olhe o seu cocô. Crie um ritmo pro seu intestino, ele agradece. O caminho da libertação começa por colocar disciplina nestas duas (mastigação e evacuação). Disciplina tanto para o que sai, quanto para o que entra.

6) Beba no mínimo 40ml de água pra cada kilo de peso. Ex. 60kg = 40X60= 2400Ml por dia.

7) Evite líquido durante as refeições. 30 minutos antes e 30 minutos depois.

8) Evite consumir frequentemente leite (não-humano), seus derivados, glúten, alimentos com aditivos alimentares (conservantes, corantes, flavorizantes, acidulantes e todos os Antes que causam Ites – Gastrite, rinite, sinusite, esofagite).

9) Evite também açúcar e adoçantes, acostume seu paladar a sentir o doce natural dos alimentos.

10) Gorduras não são ruins, as suas células possuem o involtório (membrana) formado por gordura + proteína, portanto não seja radical. Consuma gordura SIM, mas com moderação e numa proproção maior de gorduras boas: ômega 3 (linhaça, salmão) e ômega 9 (azeite). Uma boa dica é o uso de óleo de coco em substituição ao óleo de Canola, Girassol, Soja…

11) Se quer emagrecer aposte nas proteínas, dão mais saciedade que carboidratos e gorduras, além de elevar um pouco o metabolismo basal, devido o fato de induzir à termogênese.

2) Tome suplementos vitamínicos, minerais e antioxidantes

Grande parte dos médicos ainda duvida da necessidade de tomar vitaminas e minerais sob a forma de suplementos. Lembrando que muitas vitaminas e minerais agem como antioxidantes e vivemos num mundo totalmente PRÓ-oxidante.

O próprio FDA (órgão americano semelhante à Anvisa brasileira) ainda não modificou as necessidades mínimas diárias que aconselha para a vitamina C, por exemplo, recomenda o que para nós equivale a cerca de 60mg diárias, já para vitamina E 30mg por dia. Até os remédios que encontramos nas farmácias desmentem essas necessidades. Quem quiser comprar uma vitamina E isolada, nunca encontrará nas farmácias comprimidos com menos de 200mg, assim como também não encontrará comprimidos de Vitamina C que contenham menos de 500mg.

Sabemos hoje que a quantidade de vitaminas que conseguimos obter através da alimentação normal, não é capaz de nos proteger dos radicais livres. Além disso, uma alimentação bem equilibrada pode ser muito difícil nos dias de hoje: até 5 frutas por dia, 8 porções de vegetais, peixes com freqüência, leguminosas, cereais integrais, azeite,  orgânicos, não cozinhar demais os alimentos, mastigar bem e devagar….difícil não é?

Para completar a situação temos muitos agentes tóxicos para enfrentar, por isso precisamos de mais vitaminas e minerais. A vitamina C é um dos mais potentes antioxidantes que temos e é importantíssima para o bom funcionamento cerebral. Ela participa da produção de muitos neurotransmissores e ainda é essencial para melhorar a imunidade, função adrenal, além de proteger o colesterol “ruim” (LDL) da oxidação, impedindo a formação de placas de ateroma. A Vitamina E é outra que não pode faltar numa boa suplementação antioxidante e se sido largamente usada no Alzheimer, Parkinson, Doenças da Mama, Doenças do fígado.

Outra razão para a suplementação envolve a agronomia e geologia. O nosso solo já não é tão rico quanto o solo de antigamente, obviamente, como conseqüência, os alimentos não são tão nutritivos como eram antigamente. Além disso, cada região tem um padrão de solo, com excesso ou deficiência de minerais.

Sabemos que há uma diminuição significativa de minerais em alimentos vegetais decorrentes da exaustão do solo. Estudos mostram que, em um período de 4 anos houve uma diminuição do conteúdo de minerais no milho em uma mesma plantação no EUA, na ordem de 8-62%, dependendo do mineral. Contribui para o quadro de deficiência mineral nos alimentos, o uso de adubos que levam em conta apenas as necessidades das plantas, não considerando as necessidades humanas.

O excesso de agrotóxico encontrado na maioria dos alimentos, especialmente as frutas e vegetais, também diminuem o valor nutricional dos alimentos, além de ser prejudiciais ao nosso organismo. Existem inúmeros estudos mostrando os malefícios do consumo de produtos que contém agrotóxicos. Mais uma razão para a suplementação. A presença de contaminantes ambientais e metais tóxicos no nosso ambiente aumentam a demanda de vitaminas e minerais. Por exemplo, minerais tóxicos como o chumbo, alumínio e mercúrio, tendem não só a competir pelos sítios de absorção de alguns minerais essenciais mas também, depois de absorvidos, tendem a ocupar os sítios metabólicos das enzimas, comprometendo a função dos metais essenciais nestes sítios. O cádmio por exemplo agrava a deficiência de Zinco. O Chumbo diminui os níveis de Selênio. Os efeitos deletérios de muitos contaminantes ambientais, aumentam o consumo de vitaminas essenciais.

O refino dos alimentos também consiste num fator importante e que nos mostra a necessidade de suplementação. O refino determina uma perda considerável de nutrientes minerais. Arroz branco por exemplo: temos uma perda de 75% do conteúdo de cromo e zinco, 26% a 45% de manganês, cobalto e cobre. Açúcar refinado: são reduzidas as concentrações de Manganês, Zinco e Molibdênio.Farinha de trigo: Ferro 75%, Cobre 67%, Manganês 88%, Zinco 77%, Cobalto 67%, Molibdênio 48%, Cromo 40%, Selênio 15%.

Como já citado acima, vivemos em um mundo pró-oxidante, por conta do excesso de stress, poluição e a vida corrida, nosso organismo também não é mais o mesmo… nosso intestino e estômago estão em constante estado de desequilíbrio o que faz com que não digerimos e absorvemos completamente as vitaminas e minerais dos alimentos. Além disso, devido a maior produção de radicais livres, precisamos de mais antioxidantes. Não antioxidantes isolados, mas um conjunto de antioxidantes. A alimentação é uma opção, mas dificilmente alguém encontrará uma vasta variedade de alimentos descontaminados.

Alguns fatores diminuem a quantidade de minerais e vitaminas que absorvemos, o que nos mostra mais uma vez que a suplementação é imprescindível para aqueles que querem ter uma longevidade saudável.

A diminuição de produção de ácido clorídrico é um desses fatores, já que a produção de ácido clorídrico no estômago é crucial na preparação do alimento para a absorção de seus componentes nutricionais. A partir dos 35-40 anos, há uma diminuição natural de sua produção no organismo. Este fato determina um prejuízo tanto na ativação de sistemas enzimáticos, como na hidrólise de proteínas e na ionização de complexos metálicos. Este é um dos fatores determinante do aumento da prevalência de deficiência mineral nos indivíduos acima de 40 anos. Piora com o uso de anti-ácidos.

Há nos alimentos, substâncias que durante o processo digestivo reagem com minerais, impedindo sua absorção. Estas substâncias são chamadas de seqüestradoras. As mais comuns são:

Fitatos: encontrados principalmente em cereais e sementes

Fibras: encontradas nos cereais, leguminosas

Ácido oxálico: encontrado em vegetais, pode reduzir a absorção de cálcio e de outros minerais

Taninos: encontrados nos vegetais, sendo significativamente sua presença no café e no chá: possuem alta reatividade com ferro.

Para complicar a situação existe um fator inerente aos próprios minerais. Mesmo estando disponíveis para a absorção, os minerais competem entre si pelos sítios de absorção na membrana da mucosa. A competição entre o cálcio e o magnésio ou entre o zinco e o cobre é por vezes determinantes de deficiências importantes. Por exemplo: pequenas quantidades leite, da ordem de 50ml inibem a absorção do ferro do sulfato ferroso em até 90%.

Ainda temos a questão das perdas excessivas de minerais, mais uma vez, um fator que evidencia a necessidade de suplementação. As perdas excessivas ocorrem em várias circunstâncias, tanto pelo aumento da eliminação de líquidos orgânicos, através do suor, diarréia, sangramentos, como por perdas metabólicas importantes como ocorre no estresse (depleta magnésio, zinco, vitamina C). O aumento do consumo metabólico é também um fator de deficiência, exemplo: consumo de cobre e zinco nos processos inflamatórios, onde há uso deles através da enzima antioxidante: superóxido dismutase. O consumo de álcool leva a perdas importantes de: magnésio, zinco e potássio.

Pra finalizar, temos ainda um fator agravante, que é o uso de medicamentos ou drogas que inibem a absorção de minerais. Como já citado, os antiácidos neutralizam o ácido clorídrico e com isso não deixam que se absorvam alguns minerais. Pra agravar, alguns são à base de magnésio ou alumínio, o que gera competição pelos sítios.

Diuréticos e hipotensores: eliminam potássio e magnésio.

Laxantes: o aumento da motilidade intestinal e o aumento da perda de líquidos, aumentam a perda de potássio.

Anticoncepcionais: diminuem os níveis sanguíneos de ferro, zinco e ácido fólico.

Tabaco: demonstrou-se que os fumantes possuem baixos níveis de zinco, vitamina C e Selênio.

3) Durma sempre bem

Como já citado aqui no blog, em vários artigos: Sono = Qualidade de vida.

Todo mundo já sentiu na pele os efeitos de uma noite mal dormida. O que poucos sabem é que as consequências de um sono ruim vão muito além do cansaço e da falta de disposição no dia seguinte.

É durante o como que nosso organismo regenera o DNA mitocondrial. Isso é muito importante. Por isso as pessoas que dormem mal têm uma probabilidade muito maior de desenvolver diversas patologias: Hipertensão, Diabetes, Doenças psiquiátricas, Doenças neurológicas e inclusive Obesidade.

Normalmente, oito horas de sono por dia são capazes de dar conta dessa regeneração orgânica de que tanto precisamos, mas há sempre quem precise de até mais horas, e deve-se respeitar as necessidades individuais de sono.

Aquela sesta de alguns minutos que muitas pessoas não dispensam depois do almoço, também parece ser uma pausa muito importante para otimizar o funcionamento cerebral.

Um dos fatores que fazem do sono da noite um grande regenerador do DNA mitocondrial, certamente é a liberação de melatonina pela glândula pineal. Realmente, não existe indutor de sono melhor que a melatonina. Baixando a temperatura corporal, esse hormônio provoca naturalmente o sono. Mas o melhor é que a melatonina pode realmente tornar o homem mais longevo e saudável (assim como o Resveratrol, encontrado na uva). O doutor Helion Póvoa com sua vasta experiência clínica, afirma comprovar esses benefícios com muita facilidade na clínica, mas há ainda muitas experiências com animais que demonstram a incrível capacidade antioxidante da melatonina.

O cientista italiano Maestrono realizou em 1985 uma pesquisa interessante dando melatonina para ratos de 19 meses, o que corresponde cronologicamente a um homem de 60 anos. Todos foram expostos à mesma dieta, em condições ambientais semelhantes, mas apenas a metade do grupo recebeu a noite melatonina na água para beber. O resultado foi uma diferença muito acentuada entre os dois grupos. Os que beberam água simples apresentaram os sinais clássicos do envelhecimento na pele, na postura e no peso, que diminuiu. Já os ratos que beberam água com melatonina mantiveram o seu aspecto sem sinais de envelhecimento. Além disso, o segundo grupo viveu mais um ano e sete meses, enquanto o primeiro grupo viveu mais seis meses.

Já existem estudos comprovando a relação entre a serotonina (que é um dos precursores da melatonina) e a própria melatonina. Acredita-se que quem produz muita melatonina à noite, também produzirá mais serotonina e liberará mais hormônio do crescimento.

Como a melatonina é produzida durante a noite, sob o efeito do escuro, não se deve dormir com as luzes acesas, para que ela possa ser produzida e liberada em quantidade suficiente. Já durante o dia, o ideal é que a secreção de melatonina seja zero. A exposição à luz solar por pelo menos uma hora também ajuda a estimular a produção de melatonina. Nos países nórdicos, onde há pouca luz solar, é muitíssimo comum que as pessoas apresentam distúrbios por causa da liberação de melatonina durante o dia. Muitas se sentem cansadas, outras chegam a ter depressão mesmo, que é a chamada depressão sazonal. Para resolver o problema, os habitantes desses países, dispõem de clínicas onde são submetidos a uma luz artificial, simulando a luz solar.

DURMA pra ACORDAR. Desligue todas as bugigangas eletrônicas do teu quarto. Até das tomadas. A Pineal precisa de um campo eletromagnético limpo pra produzir a Melatonina. Todo o seu ritmo biológico está ligado a ela. Chegue o mais perto possível do velho ditado: “Acorde com o galo e durma com as galinhas”.

4) Cuidando do intestino

O intestino é nosso segundo cérebro e segundo dos chineses, a maioria das doenças começa no intestino. O Dr. Hélion Póvoa fala muito sobre o tema no livro: “O cérebro desconhecido”.

Os lactobacilos que vivem no nosso intestino realizam um trabalho fabuloso. Simplesmente todas as vitaminas do complexo B e ainda a Vitamina K podem ser sintetizadas por eles, além de muitas proteínas. Acredita-se que alguns lactobacilos tenham o poder de fabricar uma substância de ação semelhante aos antibióticos, a acidofilina. É também a nossa flora intestinal que mantém sob controle os germes patogênicos que temos no intestino.

Elie Metchnikoff, um famoso biólogo russo, contemporâneo de Pasteur, já havia se dado conta da importância dos habitantes da nossa flora intestinal, observando que alguns povos da Bulgária, viviam mais tempo do que outros justamente porque tomavam muito iogurte, alimento riquíssimo em lactobacilos.

Por tudo isso, o Dr. Hélion Póvoa, acredita que ainda não se valoriza tanto a flora intestinal. Ele afirma que procura corrigir essa injustiça recomendando lactobacilos a todos os seus pacientes (inspirado nele, desde o começo do meu consultório adotei tal prática, como diz meu padrinho, Dr. Edison Saraiva, ” a Saúde começa no coco”). E podem acreditar, precisamos muito desses seres microscópicos. Prova disso é a frequência com que o Dr. Póvoa percebe nos seus pacientes um problema chamado Disbiose intestinal, que é a perda do equilíbrio da flora intestinal normal (o tema já foi abordado aqui, pelo Dr. Telmo Diniz).

O organismo com disbiose reage com diarréias, gases e dores abdominais. Com a flora desequilibrada, a absorção de nutrientes é prejudicada, o que pode provocar, por exemplo falta de cálcio e osteoporose.

A disbiose normalmente não é de tratamento complicado. Muitas vezes apenas prebióticos (o alimento pra essas bactérias boas) e os lactobacilos já são capazes de rever o problema. No entanto quando a permeabilidade intestinal está aumentada e as toxinas encontram um caminho livre, podem acontecer tanto problemas causados diretamente por infecção como problemas ligados à auto-agressão.

Além dos lactobacilos, as fibras ajudam muito a recompor o intestino, principalmente na vigência de disbiose.

A quercetina, um flavonóide, é outra substância útil para o intestino, pois além de ser um ótimo antioxidante, ajuda a inibir a ação da histamina (substância muito produzida nos quadros alérgicos) e por isso tem sido utilizada como agente terapêutico nas alergias alimentares.

5) Exercite-se sempre

Outro aspecto importante para reformular o estilo de vida e prevenir o envelhecimento é fazer uma atividade física. Os exercícios são muito úteis para oxigenação corporal, mas antes de começar, é fundamental uma consulta médica para avaliar as funções cardíacas e o estado geral. Além de receber orientação sobre o tipo de exercício mais apropriado. Teoricamente deveria ser assim. Beneficiando o corpo com os exercícios, na verdade estamos beneficiando também o cérebro, melhorando a sua oxigenação e prevenindo as doenças neurodegenerativas.

Fazendo exercícios, aumentamos a liberação do NGF, o fator de crescimento neuronal, importantíssimo para o cérebro. Quanto o NGF não é estimulando, a tendência é que milhares e milhares de neurônios se percam.

Há uma essencial diferença entre atividade física e exercício físico. É fácil multiplicar a primeira. Por exemplo, quando for visitar um amigo não pare o carro embaixo do bloco dele. Pare o carro a 200mts. Se ele mora no 5º andar, vá até o sexto e desça as escadas. Ou vá até o terceiro e suba. O melhor termômetro pra saber se abusou é a sua voz. Se chegares lá e ao falar ofegares, te excedestes. Outra medida exponencial: a cada toque no controle remoto, uma levantada do sofá pra mudar o canal. Ganhará dois presente. Primeiro, queimará mais calorias. Segundo, verá menos TV. Um dos maiores pesquisadores de obesidade do planeta, Dr. Benett da Universidade Cornell, tem uma frase  interessante ”Comprei um carro e em cinco anos engordei 12 kgs”.

É muito importante procurar manter-se ativo, intelectualmente também. Deve-se ler, estudar, procurar áreas de interesse para estimular o pensamento e resistir sempre ao preguiçoso convite da poltrona e da tv. Quem se entrega apenas a esses prazeres, corre mais risco de desenvolver doenças como Alzheimer e Parkinson.

Exercitar o cérebro, no entanto, não significa enchê-lo de estímulos. Ao contrário, devemos ter muito cuidado com o excesso de informações a que estamos submetidos atualmente.

Muitas vezes, nem nos damos conta do mal que faz para a mente a televisão ligado o dia inteiro, o excesso de Outdoors nas ruas, o som ambiente do shopping, as informações sempre pessimistas das revistas semanais. Não se trata de optar pela alienação, mas de tratar o cérebro com carinho, preservando-o de estímulos excessivos que só fazem mal.

Quem o ocupa o tempo com a TV poderia ocupá-lo com práticas muito mais saudáveis, como uma boa caminhada. Outra excelente recomendação do Dr. Hélion Póvoa, para substituir as atividades passivas é a meditação, um excelente aliado da longevidade, que não requer nada mais do que alguma disciplina e um local tranquilo para a prática. Meditar é diminuir o estresse e viver com mais harmonia.

É preciso nutrir a mente também. Um cérebro pobre em antioxidantes é um cérebro fragilizado, mais sujeito ao estresse oxidativo e às doenças neurodegenerativas (e esse tema já foi abordado aqui, pela Dra. Cristiane Spricigo).

Para que isso não não ocorra, além de uma alimentação equilibrada sob a supervisão de uma nutricionista, é preciso otimizar a atividade cerebral por meio de uma reposição de nutrientes bem equilibrados. A ortomolecular trabalha bem essa parte, ao utilizar as Smart Drugs (drogas inteligentes, substâncias que atuam no metabolismo cerebral e garantem a atividade elétrica do cérebro, beneficiando a memória e a inteligência).

Como se sabe muito mais hoje a respeito das substâncias que participam da função nervosa, não há porque deixar de utilizá-las nos casos onde já se percebe uma forte e nociva atuação dos radicais livres e ainda quando se quer evitar que isso aconteça.

Considerações finais

A maioria das dicas acima estão no livro A chave da Longevidade, escrito pelo Dr. Hélion Póvoa em 1999, ou seja, há 12 anos. Algumas recebi anos atrás do meu orientador. Volto portanto ao começo do post, no qual falei sobre os estágios da verdade.

Quem falaria de benefícios de lactobacilos há 12 anos ? Hoje já se fala até em transplante fecal pra tratamento da obesidade.

Quem falaria de efeitos sobre o metabolismo decorrente da intoxicação por contaminantes ambientais, há 12 anos? Hoje já se fala em causas não-convencionais da Obesidade.

Minerais tratando múltiplas patologias, vitaminas outras tantas… antioxidantes prevenindo progressão de doenças que há 12 anos eram tidas como “sem solução”.

Bibliografia

1 – Minha prática clínica com exercício de estratégia ortomolecular, medicina tradicional chinesa e Ecologia médica.

2 – Ensinamentos do meu mestre: Dr. Edison Saraiva Neves, que desde 2004 vem me ensinando o que é Medicina e o que é Ser médico.

3 - PÓVOA, Helion. A chave da longevidade: novos tratamentos para a prevenção de doenças. Rio de Janeiro, Objetiva. 1999.

4 - Posts da liga da saúde:

Liga da Saúde – Resumo de Temas Abordados de 11 a 17/09 (2011)

domingo, setembro 18th, 2011

Será que o peixe que você consome está contaminado?

Salmo salar “Salmão”
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Salmoniformes
Família: Salmonidae
Composição nutricional em 110g de salmão grelhado
Calorias 261,95 10%
Triptofano 0,33g
Vitamina D 411 UI
Ácidos Graxos Ômega-3 2,09g
Selênio 53,07mcg
Proteína 29,14g
Vitamina B3 11,34 mg
Vitamina B12 3,25mcg
Fosfóro 420 mg
Magnésio 138,35 mg
Vitamina B6 0,52mg
Chumbo 30mcg
Mercúrio 350mcg

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Pressão Alta, uma vilã não compreendida…

Frequentemente as pessoas chegam ao consultório reclamando de “Pressão Alta”: – Dr. minha pressão “subiu”, chegou em 17/9 e fiquei preocupado! Leia mais…

“Medicina” Ortomolecular e suas Peculiaridades…

A partir de inúmeras prescrições exitosas realizadas em 1951 por dois psiquiatras canadenses, dr. Humpry Osmond e dr. Abram Hoffer, que administraram megadoses de até 50 gr/dia de vitamina B3 (niacinamida) a pacientes esquizofrênicos, o dr. Linus Pauling (duas vezes laureado com Prêmio Nobel) interessou-se pela questão da utilização das vitaminas como opção medicamentosa.Leia mais…

Beber muita água ou não?

Há poucos meses foi amplamente divulgado na mídia um dos maiores absurdos que já ouvi na vida: que não há provas suficientes de que há benefícios em beber água direito. E nesta época de muita seca em todo o Brasil, achei por bem reiterar o que já foi falado e ressaltado exaustivamente aqui no site e pela Liga da Saúde: a importância, absoluta e indiscutível, de tomarmos água em quantidade, qualidade e regularidade adequados, para termos e mantermos real SAÚDE (http://ligadasaude.blogspot.com/2011/09/umidade-baixa-hidratacao-em-alta.html e  http://www.icaro.med.br/agua/). Leia mais…

Benefícios do Açaí…

Conhecido e muito consumido na região norte do Brasil, o açaí vem conquistando seu espaço no restante do país e também no exterior, para onde grande parte é exportada. Leia mais…

Inhame inhame inhame…

Que tal saber um pouco mais sobre o que esse alimento  pode fazer pela sua saúde? Muito comumente utilizado na culinária brasileira, em especial no Norte e Nordeste, o inhame pode ter inúmeros nomes populares e também ser confundido com o cará ou taro. Antes de tudo, é necessário diferenciar as várias formas do tubérculo. O inhame (Dioscorea spp.) pertence à família Dioscoreácea, com nove gêneros e cerca de 850 espécies, sendo o cará uma delas. Já o taro (Colocasia esculenta) pertence à família Araceae, com 105 gêneros e 3.500 espécies. No Brasil, uma mesma espécie de inhame pode ser chamada também de cará, dependendo da região, graças à popularização do nome da espécie, podendo ser considerados equivalentes do ponto de vista nutricional. O mesmo não acontece com o taro, por pertencer à outra família vegetal. Leia mais…

E a gelatina ?

“…substância translúcida, incolor ou amarelada, praticamente insípida e inodora, que se pode obter FERVENDO certos produtos ANIMAIS, como OSSOS E PELE…”
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Beber muita água ou não?

quinta-feira, setembro 15th, 2011

Há poucos meses foi amplamente divulgado na mídia um dos maiores absurdos que já ouvi na vida: que não há provas suficientes de que há benefícios em beber água direito. E nesta época de muita seca em todo o Brasil, achei por bem reiterar o que já foi falado e ressaltado exaustivamente aqui no site e pela Liga da Saúde: a importância, absoluta e indiscutível, de tomarmos água em quantidade, qualidade e regularidade adequados, para termos e mantermos real SAÚDE (http://ligadasaude.blogspot.com/2011/09/umidade-baixa-hidratacao-em-alta.html   e   http://www.icaro.med.br/agua/).
É simples assim: SEM ÁGUA, ossos não têm resistência, reações químicas não acontecem, o sangue não circula, os intestinos não funcionam, os pulmões trabalham mal, os rins “travam”, a pele desvitaliza-se, o cérebro agoniza, o metabolismo cai; enfim, sem água TODO o organismo sofre… Só não percebe quem não quer.
Neste nobre espírito de conscientização, trago para vocês matéria escrita pela jornalista Jessica Moraes, do portal Terra (Vila Mulher) sobre o assunto, esperando que de forma simples e objetiva possa tirar dúvidas que ainda possam existir:
“Todos nós sabemos que a água tem papel relevante na nossa saúde.
Mas quão realmente é importante ingeri-la no dia a dia?
Foi divulgada recentemente a opinião de uma médica, Margaret McCartney, condenando a recomendação do Reino Unido de beber até oito copos de água por dia para prevenir a desidratação.
Segundo ela, além de absurdo é ridículo, pois não haveria provas suficientes de se beber grandes quantidades de água. Entretanto, o médico homeopata (com atuação em ortomolecular) Ícaro Alves Alcântara contra-argumenta:

“ela está equivocada. É importante sim, beber uma boa quantidade de água ao longo do dia, e em qualquer estação do ano”, afirma.
“Acontece que, muitas pessoas sabendo disso, tomam muitos litros de água, duas, três vezes ao dia ou até de uma só vez, o que pode além de dilatar o estômago, gerar grande desconforto”, revela.
“O ideal é beber água com mais freqüência durante o decorrer do dia”, explica. Um copo de água de uma em uma hora é o recomendável, segundo o especialista. Além disso, o aconselhado na hora do almoço é beber, no máximo, 200ml de água. O excesso de líquido com a comida gera indisposição e é péssimo para a digestão.

“A água hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina toxinas e repõe energia, entre inúmeras outras utilidades. Sendo assim, um adulto normal deveria beber pelo menos três litros de água diariamente”, previne o médico.
Se você ainda não está convencido de que deve tomar, no mínimo, três litros de água por dia, basta observar que a desidratação diária ocasiona:
- Desvitalização dos cabelos e descamação do couro cabeludo;
- Distúrbios de concentração, sono e memória, com perda da disposição para realização das atividades diárias;
- Ressecamento dos olhos e tecidos das vias aéreas que, com baixa umidade, tornam-se mais propensos a inflamações ou infecções (conjuntivites, sinusites, bronquites, pneumonias);
-  Lesões de pele, com o aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada de toxinas via pele e seu acúmulo local;
- Respiração dificultada, por vezes levando a falta de ar, sobretudo aos exercícios físicos;
- Dores de cabeça (cefaléias), pela menor chegada de sangue no cérebro e pela retenção de toxinas não eliminadas adequadamente em virtude da baixa transpiração.
- Água garante a hidratação da pele
Ícaro finaliza apresentando a dieta saudável para qualquer pessoa, diariamente, com quatro hábitos fundamentais: água de uma em uma hora, comer de três em três horas, ingerir na alimentação fibras (frutas, folhas e cereais) e fazer exercícios físicos regularmente, como uma caminhada de 40 minutos, por exemplo, três vezes por semana”.

Fonte:

http://vilamulher.terra.com.br/beber-muita-agua-ou-nao-11-1-60-565.html

O Mito do Colesterol e as Doenças Cardíacas….

terça-feira, setembro 13th, 2011

Pedi permissão para o Dr. Carlos Braghini (http://www.ecologiacelular.com.br/ - créditos completos e merecidos ao final deste) para reproduzir seu brilhante texto sobre o MITO do colesterol em meu site por julgar que sua leitura não só informa com qualidade mas permite uma visão crítica mais que desejável, necessária, para todos nós, como pacientes ou agentes de saúde mas acima de tudo, como seres humanos. Afinal, como sempre digo por aqui, no Twitter, Facebook, palestras e cia, tem muita gente lucrando com a sua doença e a sua desinformação (ou ambas): até quando?

Post de Domingo, 17 de Julho de 2011, na Liga da Saúde (ligadasaude.blogspot.com):

“O Mito do Colesterol e as Doenças Cardíacas….

Qual é o tratamento médico padrão para alguém com um problema cardiovascular?

Primeiramente, checar a pressão arterial, e se estiver alta, iniciar o tratamento com anti-hipertensivos. Depois, dosar o colesterol no sangue, e se estiver elevado iniciar o uso de uma classe especial de medicamentos para baixá-lo – as estatinas – e adotar uma dieta com quantidades reduzidas de gordura, com margarina, leite desnatado e outros produtos light. Com um pouco de sorte, talvez lhe sejam recomendados exercícios físicos.

Apesar de padrão, exceto pelos exercícios, essas recomendações talvez tenham o efeito contrário ao que se espera. Prescritas por médicos do mundo todo como fundamentais para baixar o colesterol sanguíneo as estatinas provocam graves efeitos colaterais, dentre elas, dor muscular (a queixa mais comum), fadiga e fraqueza generalizada principalmente nos braços e pernas. Isto ocorre devido à destruição da célula muscular, processo chamado de rabdomiólise, mas não somente os músculos periféricos são atingidos: trabalhos mais recentes mostram que as estatinas pioram o quadro clínico da insuficiência cardíaca congestiva, uma condição em que o músculo cardíaco se torna fraco para bombear o sangue efetivamente. Além disso, em médio e longo prazo, podem causar dano neurológico (polineuropatia), induzir à depressão, piorar a memória, provocar pancreatite e aumentar a incidência de câncer.

Esses graves efeitos colaterais são explicados pelo próprio mecanismo de ação das estatinas, que têm poderoso efeito redutor no colesterol por inibir a ação de uma enzima, a HMG-CoA redutase(hidroximetilglutarato coenzima-A redutase). O processo de formação do colesterol começa quando três moléculas de acetil coenzima-A (AcetilCoA) se combinam para formar o ácido hidroximetilglutárico (HMG), que por sua vez requer a ação da enzima HMG-CoA redutase, que, por fim, produz o mevalonato. É a partir do mevalonato que ocorre uma série de reações químicas com a formação de uma família inteira de substâncias intermediárias, muitas (se não todas) com importantes funções bioquímicas. Por isso, quando usamos as estatinas, impedimos não só a formação do colesterol, mas de duas outras moléculas fundamentais: coenzima Q10 e dolicol.

Ocorre que a coenzima Q10 (CoQ10) ou ubiquinona é um composto bioquímico necessário para transferir energia dos alimentos para as células, isto é, o que nos mantém saudáveis e vivos. Era desconhecida há cinquenta anos, mas hoje alguns especialistas a chamam de “vitamina 10″, por ser substância imprescindível para o funcionamento celular. Aumenta a capacidade das células de utilizar o oxigênio, otimiza a produção de energia e previne o dano causado pelos elétrons dos radicais livres. O coração demanda grandes quantidades de CoQ10, presente também em todas as membranas celulares e é fundamental para manter a condução do impulso nervoso e a integridade muscular. Além disso, a CoQ10 tem grande importância na formação do colágeno e da elastina.

O dolicol também desempenha papel de extrema importância, pois, nas células, orienta a fabricação de várias proteínas a partir das informações contidas no DNA, assegurando que as células respondam corretamente as instruções geneticamente programadas.

O potente efeito redutor do colesterol das estatinas é devido a essa ação na chamada cadeia do mevalonato, mas pode conduzir a um caos imprevisível ao nível celular. Considere os resultados de pediatras da Universidade da Califórnia, em San Diego, que publicaram a descrição de uma criança com um defeito hereditário da mevalonato-quinase, a enzima que catalisa o próximo passo após a HMG-CoA redutase. A criança nasceu com catarata, era mentalmente retardada, microcefálica, (cabeça muito pequena), pequena para a idade, profundamente anêmica, acidótica e febril. De maneira previsível, seu colesterol era constantemente baixo, entre 70 e 79mg/dl. Ela morreu aos 24 meses. Este caso, apesar de representar um extremo de inibição do colesterol, ilumina as possíveis consequências de utilizar estatinas em doses elevadas ou por prolongado período de tempo.

Quanto aos resultados práticos, os trabalhos mostram que, de fato, as estatinas podem prevenir algumas doenças do coração em curto prazo, mas não pela inibição da produção do colesterol, e sim pelo bloqueio da criação do mevalonato, que parece fazer as células do músculo liso dos vasos sanguíneos menos ativas e deixam as plaquetas menos capazes de produzir tromboxane. O entupimento das artérias (aterosclerose) começa com o crescimento de células do músculo liso dentro da parede dos vasos e o tromboxane é necessário para o sangue coagular. Já os resultados, quando analisados em médio e longo prazo, são pífios.

Veja abaixo o resultado de alguns dos principais estudos sobre as estatinas:

1. MIRACL, 2001. Verificou os efeitos de altas doses de Lipitor em 3.086 pacientes após angina ou infarto agudo. O resultado mostrou redução de reinfartos que requeressem hospitalização nas 16 primeiras semanas, mas não houve qualquer diferença nos reinfartos após esse período e nem na mortalidade.

2. ALLHAT, 2002. Das 5.170 pessoas que receberam estatinas, 28% reduziram o LDL colesterol significativamente, enquanto no grupo controle (5.185 pessoas), sem estatinas, 11% tiveram redução similar; mas ambos os grupos mostraram as mesmas taxas de morte e infarto.

3. PROSPER, 2002. Estudou o efeito da pravastatina em grupos de idosos: 56% sem evidência de doença coronariana e 44% com sintomas coronarianos. Não houve alteração no índice de mortalidade em ambos os grupos, mas no grupo em tratamento aumentou a incidência de câncer.

4. J-LIT, 2002. Este estudo japonês envolveu 47.294 pacientes tomando sinvastatina durante 6 anos. Os resultados não mostraram correlação alguma entre o montante da redução de LDL e a taxa de mortalidade. Alguns deles não tiveram redução nos níveis de LDL enquanto outros tiveram queda moderada e outros tiveram reduções mais largas no LDL, mas os grupos que obtiveram os níveis mínimos de colesterol (entre 160 e 170mg/dL) tiveram acima do dobro das taxas de mortalidade daqueles com 220 a 260mg/dL).

5. ASCOT-LLA, 2003. Avaliou o efeito da atorvastatina versus placebo em mulheres hipertensas e com outros fatores de risco coronariano. O estudo foi inicialmente desenhado para 5 anos, mas foi interrompido em 3,3 anos devido aos graves efeitos colaterais. No período estudado, a diminuição da taxa de infarto foi de 1,2%; não houve diferença significativa em relação à mortalidade.

6. Beth Israel Medical Center, EUA, 2003. Examinou a placa coronariana em 182 pacientes que tomavam estatinas, um grupo em altas doses e outro em doses usuais. Apesar da redução do LDL, ao contrário do que se esperava, houve um aumento da ordem de 9,2% na placa em ambos os grupos.

7. REVERSAL, 2004. Estudo na Cleveland Clinic, EUA, mostrou que os pacientes que receberam atorvastatina tinham diminuição no tamanho da placa da ordem de 0,4% a partir de 18 meses.

Um trabalho em especial chama a atenção, pois traz em si o conceito de como a indústria farmacêutica trata as estatísticas a seu favor. O PROVE-IT (PRvaastatin Or AtorVastatin Evaluation in Infection Study) 2004 introduziu o conceito de que quanto mais baixo o colesterol, melhor, e foi a partir dele que os médicos passaram a adotar a conduta de aumentar a dose de estatinas para quem já as usava e se sentiram à vontade para fazer a prevenção nas pessoas sem qualquer história prévia de doença coronariana.

Na verdade, qual foi o resultado deste estudo para gerar tamanho alvoroço? O estudo comparou duas drogas – Lipitor (Pfizer) e Pravacol (Bristol Meyers-Squibb); este último financiou a pesquisa. Metade dos 4.162 pacientes com infarto prévio ou angina instável tomou Lipitor e metade tomou Pravacol. Os que tomaram Lipitor tiveram redução maior do LDL (32%) e 16% em todas as causas de mortalidade; esses 16% foram uma redução do risco relativo/projetado e não do risco real. Na verdade, a redução absoluta da taxa de mortalidade em ambos os grupos foi de 1% – uma queda de 3,2% para 2,2% em dois anos. Ou seja, a redução do risco absoluto de morte foi exatamente este: 0,5% ao ano. Ao mesmo tempo, não se falou que 33% dos pacientes tiveram que descontinuar o tratamento devido aos efeitos colaterais.

No melhor estudo pró-estatina até hoje publicado, o WOSCOP Clinical Trial, a redução do LDL significou uma redução da taxa de mortalidade de 0,6% em 5 anos, ou seja, 165 pessoas saudáveis deveriam ser tratadas por 5 anos para se estender a vida de apenas 1 pessoa por outros 5 anos.

E, por causa destes estudos “favoráveis”, as estatinas são a classe de medicamentos mais vendida no mundo, com faturamento anual superior a 20 bilhões de dólares. E é por causa destes resultados financeiros que se maquia a estatística. Imagine duas drogas, uma que reduz o risco de câncer em 50% e outra que elimina o câncer de uma em cem pessoas. Qual você escolheria? A maioria das pessoas escolheria a primeira, mas a questão é que ambas se referem à mesma droga. São apenas duas diferentes maneiras de olhar a mesma estatística. Uma é chamada de risco relativo, enquanto a outra, risco absoluto.

Isto funciona da seguinte maneira: vamos imaginar que num estudo envolvendo 100 mulheres, esperaríamos que, estatisticamente, duas teriam câncer de mama durante o estudo, mas quando 100 mulheres tomam uma medicação anticâncer, somente uma desenvolve câncer, o que significa a redução do câncer de mama de uma mulher em cem. Assim, a indústria farmacêutica propaga o estonteante resultado de redução do câncer em 50%, pois 1 é 50% de 2. E esse resultado é propagandeado pela imprensa, pelos jornais médicos, pelos departamentos de marketing das empresas farmacêuticas e, por fim, pelos médicos. E ao mesmo tempo, os efeitos colaterais são minimizados, pois, enquanto esta medicação pode ajudar uma pessoa em cem, seus efeitos colaterais criam riscos para todas as cem pessoas que a tomam.

Para entender a relação desses dados sobre o colesterol, peço-lhe uma reflexão sobre como as estatísticas de câncer são manipuladas. A indústria do câncer se ocupa há anos de nos fazer crer que a cura do câncer avança de maneira constante, mas isso é puro marketing. A área em que estamos mais avançados é a do diagnóstico e, ainda assim, em menor porcentagem, nos tipos considerados menos importantes. Os avanços foram praticamente nulos na cura dos tipos mais graves. A esses resultados se contrapõem os dados estatísticos de muitos fármacos em ensaios clínicos e explico por quê.

Alguns estudiosos dizem que uma das maneiras mais usadas é a manipulação estatística. Escolhem-se pessoas dos grupos a serem utilizados no estudo: as de melhor prognóstico e saúde recebem o fármaco e as de menor possibilidade terapêutica recebem o placebo. Assim, o resultado publicado nas revistas médicas não se reproduz na prática. O epidemiologista alemão Dieter Hoetzel, do Centro Clínico da Universidade de Munique (Alemanha), concluiu, em 2005, que nos últimos 25 anos não houve progresso na sobrevivência aos cânceres metastáticos de intestino, mama, pulmão e próstata, responsáveis por 80% das mortes. A dura realidade é os pacientes de câncer morrerem hoje tão rapidamente quanto há 25 anos.

Dito isso, podemos compreender por que, mesmo com todos os esforços da indústria farmacêutica para ligar o colesterol às doenças cardíacas durante os últimos 50 anos, as evidências mostrarem que esta relação não é verdadeira. Um novo estudo da Pfizer foi interrompido em dezembro de 2006, depois de acompanhar 15.000 pacientes tomando um novo medicamento, o torcetrapib: esta droga, ao invés de reduzir, aumentou a taxa de mortes. Este remédio aumentava a taxa do “bom” colesterol (HDL) e, apesar disso, as placas de ateroma continuavam se depositando na parede das artérias, a taxa de infartos se mantinha a mesma e o índice de mortes aumentava.

Não há qualquer surpresa nisso. É exatamente o que os estudos têm mostrado nos últimos anos: baixar o colesterol não salva vidas. Ao contrário, vários estudos com grandes grupos populacionais mostram que baixar o colesterol aos níveis recomendados está relacionado a um aumento no risco de morrer, principalmente por câncer.

Dr. Ron Rosendale, um crítico da demonização do colesterol (para ele o Darth Vader da medicina), há mais de 10 anos diz categoricamente: “O colesterol não é o principal responsável pelas doenças do coração ou por qualquer doença. De fato, o colesterol é transportado aos tecidos como parte da resposta inflamatória para reparar os tecidos lesionados. A causa real está na reação bioquímica de glicação (ou glicosilação) que os açúcares como a glicose e a frutose infligem aos tecidos, incluindo o revestimento interno das artérias, provocando inflamação crônica e o depósito da placa de ateroma (aterosclerose)”.

Não Existe Bom e Mau Colesterol

A primeira teoria foi a de que as gorduras no sangue eram as culpadas e a responsabilidade caiu sobre os triglicerídeos, mas o que são os triglicerídeos? Apenas a terminologia médica para gordura. Alguém com níveis altos de triglicerídeos tem um monte de gordura circulando no sangue. Quando medidos pela manhã, em jejum, se estiverem altos, mostram que se está fabricando muito e consumindo (queimando) pouco; mostram que você não está sendo hábil em gastá-los. E isto nos leva a um problema maior: a inabilidade em queimar gordura está por trás das doenças crônicas ligadas ao envelhecimento. E os principais hormônios responsáveis pelo que conhecemos como envelhecimento e pelo controle de nossa habilidade em queimar e estocar gordura são a insulina e a leptina.

O passo seguinte foi colocar a culpa no colesterol, mas eliminá-lo da dieta deu pouco resultado; ele em si não é o problema. A próxima teoria começou a estudar o seu metabolismo: é produzido no fígado para ser liberado na bile e fazer parte da digestão, ajudando a digerir gorduras, e deve ser novamente absorvido pela corrente sanguínea para voltar ao fígado. Descobriu-se que certas proteínas transportadoras são as responsáveis por carregar o colesterol pelo sangue. As lipoproteínas de baixa densidade (ou LDL, do inglês low-density lipoprotein) são as responsáveis pelo transporte do colesterol para as células, enquanto as lipoproteínas de alta densidade (HDL,do inglês high-density lipoprotein) são responsáveis pelo seu transporte de volta para o fígado. Assim, se você tem um baixo índice de LDL e alto índice de HDL essa é uma boa notícia. O TheJournal of the American Medical Association(JAMA) publicou um trabalho em 2007 mostrando que níveis de HDL abaixo de 35mg/dL estavam associados com uma incidência oito vezes maior de doenças cardíacas comparadas àqueles com mais de 65 mg/dL. Além disso, cada 1mg/dL de aumento no HDL resultou em risco 6% menor de morte por um infarto.

Note que LDL e HDL são lipoproteínas – gorduras combinadas com proteínas. Não existe bom ou mau colesterol; colesterol é apenas colesterol. Ele se combina com outras gorduras e proteínas para ser carregado através da corrente sanguínea, uma vez que gordura e o sangue aquoso não se misturam muito bem. Lembre-se da experiência escolar de tentar misturar óleo e água.

LDL e HDL são moléculas proteicas e estão longe de ser apenas colesterol. De fato, existem vários tipos destas partículas de proteína e gordura. Partículas de LDL se apresentam de muitos tamanhos e as partículas maiores não são o problema. Somente as chamadas partículas pequenas e densas são problemas potenciais, pois podem se aglomerar nas pequenas lesões da parede das artérias, sofrerem oxidação e então provocar inflamação. Também algumas partículas de HDL são melhores que outras. Saber, portanto, qual o nível do colesterol total nos diz muito pouco. Na realidade, colesterol elevado é o sintoma que indica que outros problemas existem.

Não confunda, assim, causa com efeito. Pode até haver uma pequena correlação entre colesterol e doenças cardíacas, entretanto, isto não significa que o colesterol é a causa. Certamente, cabelos brancos estão relacionados ao envelhecimento; entretanto, quem afirmaria que são eles que nos fazem envelhecer? Usar uma tintura para escurecer os cabelos não torna ninguém realmente mais jovem; tentar reduzir o colesterol funciona da mesma maneira.

Está ficando cada vez mais claro que o colesterol oxidado (danificado), qualquer que seja o tipo de lipoproteína em que se encontre (LDL ou HDL), é mais propenso a entupir as artérias. Normalmente, o colesterol é protegido da oxidação por nutrientes antioxidantes. Achados mais recentes indicam que o “problema” gordura pode na verdade ser a lipoproteína A ouLp(a), uma combinação especial de gordura e proteína que é usada para reparar vasos sanguíneos danificados ou com vazamento, mas acabam por se constituir em risco de doença cardíaca por construir depósitos na parede das artérias.

Colesterol é o Herói, não o Vilão

É preciso entender definitivamente: o colesterol é um componente vital da membrana de cada célula. Isto também quer dizer que ele sozinho não pode ser mau. Senão, como explicar que o leite materno é rico em colesterol? Na verdade, não podemos viver sem ele.

O colesterol é responsável pela integridade estrutural da membrana celular, é precursor dos hormônios esteroides (estrogênio, testosterona e cortisona) e da vitamina D, participa da produção dos sais biliares, é antioxidante e protege a mucosa intestinal. Além disso, torna os receptores serotonínicos mais sensíveis à serotonina; por isso, quem toma estatinas tem maior propensão à depressão – e acaba incluindo mais um medicamento no orçamento da farmácia: o antidepressivo.

Por ser tão importante, desenvolvemos um poderoso mecanismo para a produção de colesterol. Tanto isso é verdade que somente 30% dele provêm da nossa dieta; os outros 70% são produzidos por vários tecidos do corpo, principalmente pelo fígado, apesar de parte do colesterol liberado pela bile voltar à corrente sanguínea depois de absorvido no intestino.

E além de produzir o colesterol, nosso organismo desenvolveu mecanismos para conservá-lo e impedir a sua eliminação desnecessária. Lembre-se de que o HDL é responsável por levar o colesterol de volta ao fígado, para que seja reciclado, liberado novamente e levado aos tecidos e células que necessitam dele.

É o colesterol que impede que a membrana celular se rompa; podemos considerá-lo uma “cola celular”, um ingrediente necessário para a reparação celular. Por isso, em vez de combater o colesterol, temos que aprender a protegê-lo, porque o dano na parede das artérias que provoca a inflamação, oxida o colesterol e provoca deposição de lipoproteínas na parede das artérias.

A Inflamação

Pense no que aconteceu na última vez em que cortou o dedo. Algumas células se romperam e, numa fração de segundos, substâncias químicas que estavam dentro dessas células extravasaram e entraram em contato com os receptores que informam sobre estímulos nocivos, os nociceptores. Essa é a principal razão pela qual se sente dor. Ao mesmo tempo, outras substâncias químicas iniciam o que chamamos de reação inflamatória.

A inflamação é o que permitiu que seu pequeno corte fosse curado e o impediu de sangrar até morrer. Os vasos sanguíneos cortados se contraem, impedindo que se perca muito sangue, o sangue se torna mais espesso para fluir mais lentamente e “tampar” – coagular – as lesões. Células do sistema imunológico são alertadas e seguem para a área lesionada para impedir que intrusos, como vírus e bactérias, invadam seu corpo. Outras células são estimuladas a se multiplicarem para reparar e repor as células lesionadas. Ao final de alguns dias, seu dedo estará pronto para voltar a trabalhar, e se o corte for suficientemente extenso, é provável que você exiba uma cicatriz; é a maneira de seu corpo lhe dizer para tomar mais cuidado da próxima vez.

Esses mesmos eventos acontecem na parede das artérias. Quando algum dano ocorre, substâncias químicas são liberadas para iniciar o processo inflamatório. Vasos se constringem, o fluxo torna-se mais lento, o sangue se torna mais propenso a coagular, leucócitos chegam para combater potenciais invasores, outras células de defesa chegam para “limpar” e “comer” as células mortas e outras são estimuladas a se reproduzirem. E no final, dentro das artérias, formam-se cicatrizes: as placas. O depósito de gordura ocorre nessas placas.

E como entra o colesterol neste processo? O colesterol está sendo distribuído pelo sangue aos tecidos inflamados para auxiliar na reparação ao dano tecidual e mantê-lo vivo. Se o dano for extenso, é necessário distribuir colesterol extra pela corrente sanguínea. Se medida, a taxa de colesterol no sangue se mostrará elevada. Por isso, simplesmente reduzir o colesterol e esquecer o porquê de ele estar aumentado não parece a melhor conduta. O colesterol aumenta quando há uma inflamação, se esta é crônica ele está cronicamente aumentado. Isto merece atenção especial.

Várias são as causas coisas da inflamação crônica; a mais importante delas é o metabolismo dos açúcares e sua influência sobre a insulina e a leptina.

Centenas de excelentes artigos científicos mostram a ligação entre a resistência insulínica (e mais recentemente a resistência leptínica) e as doenças cardíacas. A insulina e a leptina são, pelo menos parcialmente, responsáveis pelas anormalidades no metabolismo do colesterol.

A ligação entre o metabolismo do colesterol e o metabolismo dos açúcares se manifesta nas condições metabólicas chamadas resistência insulínica eresistência leptínica. A resistência à insulina e à leptina resultam no aumento do número de pequenas partículas densas de colesterol LDL que se concentram nas junções do endotélio, a parede interna das artérias, oxidam e endurecem, provocando uma reação inflamatória local e a formação de placas de gordura.

Por esse conceito, o colesterol não é a causa da doença cardíaca, mas sim o metabolismo inadequado do colesterol. Remover o colesterol não removerá a causa da doença, que está na comunicação metabólica inadequada provocada pela insulina e pela leptina.

Autor: Dr. Carlos Braghini

http://www.ecologiacelular.com.br/

O texto acima foi cedido gentilmente pelo autor Dr. Carlos Braghini e faz parte do livro Ecologia Celular – O Papel da Alimentação e do Meio Ambiente no Envelhecimento e na Longevidade. O livro foi lançado em 2008 e tem conteúdo de valor inestimável para quem deseja melhorar sua saúde através de mudanças na sua relação com o alimento e com o ambiente.

Liga da Saúde – Resumo de Temas Abordados de 04 a 10/09 (2011)

segunda-feira, setembro 12th, 2011

Liga da Saúde – Resumo de Temas Abordados de 04 a 10/09 (2011)

Fibromialgia: abordagem holística

Semanalmente atendo pacientes com diagnóstico de Fibromialgia. Alguns o diagnóstico foi dado por reumatologista, outros alegam que apenas um clínico postulou o diagnóstico. Alguns concordam com o diagnóstico, outros já dizem: “Doutor, parece que o que a medicina não sabe o que é, chamam de fibromialgia, na época da minha mãe não existia essa doença…”.
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Fadiga, exaustão, estafa e esgotamento mental na visão da prática ortomolecular

Estima-se que quase 10 em cada 100 pessoas sentiram, sentem ou irão sentir cansaço excessivo por mais de 6 meses ao longo de suas vidas. A maioria das pessoas com fadiga, exaustão, estafa e esgotamento tem seus níveis de atividade geral bastante prejudicado, apresentam depressão mesmo que em níveis discretos, tem o sono insatisfatório e, devido ao seu estado geral, maior dificuldade em lidar com situações estressantes da vida.
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Umidade Baixa, Hidratação em Alta!…

Hoje é feriado, dia de ir ao parque brincar com os filhos, fazer caminhadas, ir ao clube, ou seja todas atividades ao ar livre e o ar não anda muito saudável para nossa saúde ultimamente. A falta de chuvas tem deixado a umidade relativa do ar muito baixa, ontem aqui em Goiânia estávamos com 8% , ou seja, clima de deserto.  E este clima vem se repetindo em vários estados do país. Está demorando para a moça do tempo trazer boas notícias, mas enquanto isso vamos fazendo o que é possível para melhorar a umidade em nosso ambiente.
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“Remédios” para emagrecer – Minha opinião sobre o assunto

Há pouco mais de 1 semana uma jornalista de jornal bastante conhecido aqui no DF contatou-me pedindo minha opinião sobre este assunto: “remédios” para emagrecer; bem… Acredito que a íntegra do que respondi a ela possa melhor esclarecer-lhes não só sobre meu ponto de vista mas sobre o tema em si, para o bem de todos. Visando ajudar, portanto, segue a entrevista, mas antes alguns avisos e sugestões:
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Teste sua Compulsão…

Você vai ao rodízio, onde tem preço único. Qual a sua atitude?
1 – Estou pagando mesmo, tenho direito a comer o quanto eu quiser.
2 – Come o que aparece na sua frente, até que tem.
3 – Come até sua fome física passar, parando na saciedade, independente do que restou no seu prato
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Cozinhe na panela certa e tenha mais saúde!

Você sabia que o material das panelas que usamos no preparo dos alimentos pode influenciar na nossa saúde? Mas como?  E a antiga frase: “Panela velha é que faz comida boa?” Não é tudo a mesma coisa? A melhor não é a mais bonita, barata ou ainda aquela que a comida não gruda na panela?
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Suco Hidratante e Refrescante…

Quem me segue no Twitter (@nutricorpo) viu o suco que postei ontem e já que fez sucesso hoje vem a receita. Além de gostoso e refrescante para amenizar o calor, é uma excelente fonte vitamina C.
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Beber muita água ou não? – Entrevista

sábado, setembro 10th, 2011

Beber muita água ou não?

Seg, 18/07/2011 – 18h02 – Bem-Estar

Todos nós sabemos que a água tem papel relevante na nossa saúde.

Mas quão realmente é importante ingeri-la no dia a dia?

Foi divulgada recentemente a opinião de uma médica, Margaret McCartney, condenando a recomendação do Reino Unido de beber até oito copos de água por dia para prevenir a desidratação.

Segundo ela, além de absurdo é ridículo, pois não haveria provas suficientes de se beber grandes quantidades de água. Entretanto, o médico ortomolecular Ícaro Alves Alcântara contra-argumenta: “ela está equivocada. É importante sim, beber uma boa quantidade de água ao longo do dia, e em qualquer estação do ano”, afirma.

“Acontece que, muitas pessoas sabendo disso, tomam muitos litros de água, duas, três vezes ao dia ou até de uma só vez, o que pode além de dilatar o estômago, gerar grande desconforto”, revela.

“O ideal é beber água com mais freqüência durante o decorrer do dia”, explica. Um copo de água de uma em uma hora é o recomendável, segundo o especialista. Além disso, o aconselhado na hora do almoço é beber, no máximo, 200ml de água. O excesso de líquido com a comida gera indisposição e é péssimo para a digestão.

“A água hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina toxinas e repõe energia, entre inúmeras outras utilidades. Sendo assim, um adulto normal deveria beber pelo menos três litros de água diariamente”, previne o médico.

Se você ainda não está convencido de que deve tomar, no mínimo, três litros de água por dia, basta observar que a desidratação diária ocasiona:

- Desvitalização dos cabelos e descamação do couro cabeludo;

- Distúrbios de concentração, sono e memória, com perda da disposição para realização das atividades diárias;

- Ressecamento dos olhos e tecidos das vias aéreas que, com baixa umidade, tornam-se mais propensos a inflamações ou infecções (conjuntivites, sinusites, bronquites, pneumonias);

- Lesões de pele, com o aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada de toxinas via pele e seu acúmulo local;

- Respiração dificultada, por vezes levando a falta de ar, sobretudo aos exercícios físicos;

Dores de cabeça (cefaléias), pela menor chegada de sangue no cérebro e pela retenção de toxinas não eliminadas adequadamente em virtude da baixa transpiração.
Ícaro finaliza apresentando a dieta saudável para qualquer pessoa, diariamente, com quatro hábitos fundamentais: água de uma em uma hora, comer de três em três horas, ingerir na alimentação fibras (frutas, folhas e cereais) e fazer exercícios físicos regularmente, como uma caminhada de 40 minutos, por exemplo, três vezes por semana.

Por Jessica Moraes

Fonte:

http://vilamulher.terra.com.br/beber-muita-agua-ou-nao-11-1-60-565.html

Entrevista sobre ORTOMOLECULAR para o núcleo de jornalismo do IESB

sábado, setembro 10th, 2011

Tratamento Ortomolecular está em alta, diz especialista

Para médico, método pode ajudar no rejuvenescimento e perda de peso; especialidade não é reconhecida por conselho de classe
Shismenia Ananias de Oliveira

A prática Ortomolecular atrai cada vez mais pacientes que buscam a melhoria da qualidade de vida, segundo o Doutor Ícaro Alves Alcântara, pós-graduado em estratégia Ortomolecular. Para ele, o serviço está “na moda”, principalmente, por ter métodos que podem oferecer emagrecimento. Em geral, o tratamento é desenvolvido com o uso de minerais e vitaminas, além da remoção de substâncias em excesso no organismo. Embora o Conselho Nacional de Medicina admita a crescente divulgação da prática, ainda não reconhece a técnica como especialidade médica.

Na Prática – O que é a prática Ortomolecular? Em quais áreas da medicina ela atua?
Dr. Ícaro Alves Alcântara – É a estratégia em medicina que possibilita combater as intoxicações, ou seja, o excesso de substâncias, compensar as carências suprindo o organismo com substâncias que lhe estejam faltando, e neutralizar os radicais livres. Proporciona melhor qualidade de vida e ajuda na prevenção de agravos à saúde. Os conhecimentos da Ortomolecular podem ser utilizados em todas as áreas da medicina.

N.P – Ela está em alta?
I.A – Sim. Tanto está “na moda” quanto tem sido cada vez mais aceita e procurada por pacientes que querem estratégia em medicina mais natural, efetiva e ao mesmo tempo científica e que dá mais atenção ao paciente como um todo.

N.P – O que são os radicais livres? Em quais doenças podem surgir a partir deles? E o que os causam?
I.A – São átomos ou moléculas, advindas do meio externo, poluição, stress, fumo e até alimentos, por exemplo, ou produzidas diariamente pelo organismo que, por estarem “incompletos”, combinam-se com as estruturas celulares do corpo causando sua destruição e, conseqüentemente, enfermidades e envelhecimento precoce. Entre as várias doenças estão o câncer, doenças reumáticas (artrites, lupus, etc), enfisema e doenças cardiovasculares.

N.P – Como é a consulta? Quais procedimentos o médico pratica?
I.A – Uma consulta em Ortomolecular é mais demorada que uma tradicional e demanda vários exames, alguns especiais e, em sua maioria, não realizáveis em laboratórios convencionais ou cobertos pelos convênios. Os exames permitem saber algumas das substâncias em falta, mas nem todas podem ser dosadas, ou em excesso e podem ser realizadas no sangue, urina, cabelo, fezes e saliva. Ouvir atentamente as queixas do paciente é fundamental e muitas vezes suficiente para conduzir uma adequada prescrição. Os tratamentos são por via oral, mas também podem ser feitos através de injetáveis ou mesmo tópicos (cremes, pomadas, etc).

N.P – Como é feita a dosagem de vitaminas? São essas substâncias que evitam doenças e fazem rejuvenescer?
I.A – A dosagem normalmente é feita no sangue, por exames em laboratórios convencionais, e normalmente não se pode ficar livre de doenças ou rejuvenescer com elas, já que não fazem milagres. Podem sim ajudar no reequilíbrio sistêmico do organismo e, em conjunto com outras substâncias, diminuir a velocidade e a gravidade do envelhecimento.

N.P – A maioria das mulheres quer perder peso. Como é feita a dieta Ortomolecular?
I.A – Não existe “dieta ortomolecular”. Isto é um rótulo criado para nomear uma dieta que tenha como foco repor carências de nutrientes em quantidades específicas, normalmente identificadas através de exames. Para emagrecimento, melhoria de hábitos de vida, avaliação de medicamentos e suplementos, aumentar consumo de alimentos saudáveis.

N.P – Em média, quantos pacientes o senhor recebe? Qual é a maior procura de tratamento?
I.A – Por dia de atendimento, em torno de 10 pacientes, já que as consultas são mais demoradas que as convencionais. A maior parte é de mulheres. A maior procura de tratamento é para emagrecimento e bem-estar, qualidade de vida, mas há muita procura para tratamento de patologias específicas, também.

N.P – O que o senhor acha da divulgação em redes sociais?
I.A – Torna-se cada vez mais importante tentar garantir informação de qualidade e maior contato com os pacientes. A divulgação ética de conteúdo de saúde em redes sociais pode ser muito benéfica para profissionais e pacientes. É pena, entretanto, que muitos oportunistas estejam aproveitando o rótulo “Ortomolecular” para divulgar sensacionalismos e inverdades.

N.P – Se fosse especialidade médica, a Ortomolecular ganharia respeito de profissionais que a criticam e atrairia mais pacientes?
I.A – Possivelmente sim, já que infelizmente muitos somente “acreditam” no que é tido como especialidade médica reconhecida, mesmo com milhares de evidências científicas disponíveis.

Publicado em 30/05/2011

Fonte: http://www.iesb.br/moduloonline/napratica/?fuseaction=fbx.Materia&CodMateria=6689

Nutrição Funcional – O que é

sexta-feira, setembro 9th, 2011

O que é Nutrição Funcional?

A Nutrição Funcional visa o tratamento de desequilíbrios nutricionais que resultam na causa de diversas doenças. Estes desequilíbrios ocorrem devido a má alimentação, da presença de toxinas em alimentos industrializados, da água em que bebemos, da ausência de atividades físicas e toda alteração que resulta em nosso organismo.

O objetivo da Nutrição Funcional é analisar como o nosso organismo interage com os alimentos e como funciona a Nutrição das nossas células. Nosso organismo possui mais de 300 trilhões de células, e os nutrientes fornecidos pela nossa alimentação que determinará sua formação, manutenção e seu funcionamento adequado. Para isso é necessário saber da importância que o alimento e o processo alimentar exercem no organismo. Os nutrientes atuam sempre em conjunto (e não isoladamente), consequentemente, a falta de um nutriente essencial pode alterar o equilíbrio de todo o metabolismo.

É uma nova especialidade no Brasil, porém a Nutrição Funcional  já existe há mais de 13 anos nos Estados Unidos e no Canadá.

Como é realizada a consulta?

São analisados hábitos alimentares, exames laboratoriais, mineralograma (se necessário), análise de metais tóxicos e realizado um questionário de sinais e sintomas, no qual é avaliado quais são as deficiências  (ou excessos) de nutrientes, e ainda se há intoxicação por metais tóxicos,  relacionando com todos os sintomas apresentados pelo paciente . O tratamento é focado na causa do problema, e não somente nos sintomas ou na doença, levando em consideração a individualidade, pois nem todo alimento que é dito como bom para uma pessoa,  pode ser extremamente prejudicial para outra.

O paciente é abordado como um todo, ou seja, como um conjunto de sistemas  que se inter-relacionam e sofrem influências de fatores ambientais, emocionais, alimentares, uso de medicamentos e hábitos de vida. Somente após avaliação de todos esses parâmetros é realizado um plano alimentar personalizado e se necessário suplementação com vitaminas, minerais, aminoácidos ou fitoterápicos, de acordo com o metabolismo de cada um.

Quais são os sintomas mais comuns decorrentes de desequilíbrios nutricionais?

- Hipersensibilidades alimentares, prisão de ventre, diarreia, doenças inflamatórias crônicas, excesso de peso, artrites, artroses, fadiga excessiva, colesterol elevado, hipo e hipertireoidismo, hiperatividade, insônia, dificuldades para perda de peso, resistência a insulina, diabetes, hipertensão, queda de cabelos, unhas enfraquecidas, celulite, candidíase crônica, infecções recorrentes, baixo peso, TPM, má digestão, refluxo, azia, gastrite, depressão, entre outros

Dra. Sílvia Coelho – CRN4-08101565

Nutricionista Clínica Funcional

Membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional

Membro da Associação Médica Brasileira de Oxidologia

Nutricionista Assistente Dra. Andréa Santa Rosa

Pós Graduanda em Nutrição Ortomolecular

Colaboradora do Livro “Nutrição Funcional”

Consultora em Nutrição

“Remédios” para emagrecer – Minha opinião sobre o assunto

quarta-feira, setembro 7th, 2011

Há pouco mais de 1 semana uma jornalista de jornal bastante conhecido aqui no DF contatou-me pedindo minha opinião sobre este assunto: “remédios” para emagrecer; bem… Acredito que a íntegra do que respondi a ela possa melhor esclarecer-lhes não só sobre meu ponto de vista mas sobre o tema em si, para o bem de todos. Visando ajudar, portanto, segue a entrevista, mas antes alguns avisos e sugestões:

-       Quer saber mais sobre o que penso ser um emagrecimento realmente saudável, leia o conteúdo do meu site www.icaro.med.br, sobretudo a Cartilha do Emagrecimento Saudável, disponível neste link: http://www.icaro.med.br/category/emagrecimento/

-       Sempre importante frisar o óbvio, básico e fundamental: NÃO há resultados em SAÚDE sem Hábitos Saudáveis de Vida. Leia mais sobre eles em http://www.icaro.med.br/category/habitos-saudaveis-de-vida/

-       Medicamentos e tratamentos somente auxiliam seu organismo a obter os resultados esperados (e possíveis), que somente virão se você der condições para seu corpo e mente funcionarem direito (principalmente água, oxigênio, nutrientes e desintoxicação); NUNCA caia na ilusão, tão comumente vendida quanto danosa, de que algum suposto “remedinho mágico” possa fazer milagres sem que você tenha que minimamente buscar ter uma vida mais saudável: se você optar por iludir-se decerto descobrirá, da pior forma possível, mais cedo ou mais tarde, que só perdeu tempo e saúde no processo de negligenciar as necessidades do seu organismo

-       As respostas a seguir são a minha opinião no assunto, devidamente embasadas em muito estudo (constante e atualizado) e milhares de pacientes tratados em consultório mas de forma alguma têm a mínima pretensão de constituírem-se em verdade absoluta e inquestionável; e até ao contrário: comentários e criticas são sempre bem vindos pois são necessários a qualquer processo evolutivo, pelos quais agradeço!

Sobre os questionamentos feitos:

PERGUNTA: Como funcionam os remédios para emagrecer no organismo?

Há basicamente 4 categorias:

1 – Os que diminuem a absorção de gorduras e carboidratos nos intestinos (p.ex.: quitosana, orlistat, cassiolamina, faseolamina, psyllium)

2 – Os que “aceleram” o metabolismo como um todo (e reduzem apetite) “à força” – p.ex.: anfepramona, sibutramina, femproporex, dietilpropiona, Pholia magra
* São os que mais causam efeitos colaterais porque fazem efeitos como o da adrenalina: aumento da pressão cardíaca, da freqüências dos batimentos cardíacos, da ansiedade, da agitação, …

3 – Os que aumentam a termogênese (gasto de energia para gerar calor) – p.ex.: Citrus aurantium, Garcinia, L-carnitina, Cártamo

4 – Os que desaceleram a digestão: Slendesta, Pholia negra, Irvingia Gambonensis
** Lembremos que muitas destas substâncias encaixam-se em mais de uma categoria básica
PERGUNTA: Em quais casos eles devem ser usados?

Na minha opinião, SOMENTE para ajudar o paciente que já tem Hábitos Saudáveis de Vida (http://www.icaro.med.br/habitos-saudaveis-de-vida-2/) ou está tentando tê-los de verdade, em seus resultados. O uso (e abuso) de “remédios para emagrecer” por pessoas que não melhoram seus hábitos está associado não só a resultados ruins mas também a danos à saúde, já que “força” o organismo além dos seus limites, muitas vezes sem a contrapartida de nutrientes, água e descanso adequados.
PERGUNTA: Atualmente, a venda de remédios para emagrecer está proibida pela Anvisa. Qual a sua opinião sobre isso?

Infelizmente, as medidas de fiscalização não têm dificultado o acesso e prescrição abusivos destes como seria necessário à saúde da população e recebo com muita freqüência no consultório pacientes que buscam outras alternativas (mais “naturais” e com menos efeitos colaterais) para emagrecer ou mesmo reparar os danos causados pelo uso errado destes medicamentos (ansiedade, pânico, depressão, fadiga, “efeito sanfona”, distúrbios orgânicos diversos). Assim sendo, sou obrigado a ser favorável à medida mais radical: proibição dos “controlados” para emagrecimento.
PERGUNTA: É possível emagrecer fazendo uso apenas de remédios como Sibutramina e PholiaNegra? Quais seriam as conseqüências para pessoas que optam por investir apenas em remédios, sem exercícios físicos e dieta balanceada?
A perda de peso APENAS com o uso destes medicamentos, em alguém com hábitos de vida ruins, será às custas de perda não só de gordura mas também de água, minerais e mesmo proteínas (perda de massa muscular e óssea, por exemplo): ou seja, NÃO é saudável, “sacrifica”/estressa o organismo e tende a fazer o peso voltar depois (mais sob a forma de gordura – o chamado “efeito sanfona”: o organismo tende a acumular para “não passar necessidade” de novo). Ou seja: o resultado tende a ser ruim mas, quando perceptível, vem associado a grande desgaste do organismo que pode até adoecer.

PERGUNTA: Qual a diferença entre fitoterápicos e remédios como a Sibutramina?
A diferença básica é que os fitoterápicos são extratos de plantas e remédios como a Sibutramina são sintéticos (“químicos”, produzidos em laboratório); e ambos podem estar associados a efeitos colaterais mas estes costumam ser mais evidentes com o uso dos “químicos”
PERGUNTA: Qual a maneira correta de usar remédios emagrecedores?
Sem dúvida, somente sob orientação médica competente, por curto período de tempo e SEMPRE associados a melhoria dos hábitos de vida

PERGUNTA: Existem efeitos colaterais durante e após o uso desse tipo de medicamento? Quais?

Para a sibutramina e similares, são algo freqüentes sintomas de “hiper-estimulação”, por exemplo: aumento da pressão arterial e freqüência cardíaca, dor de cabeça, sensação de boca seca, enjôos, tremores, perturbações do funcionamento intestinal, sudorese, ansiedade, dificuldade de concentração.

Um abraço e SAÚDE para todos!

Ícaro Alves Alcântara

www.icaro.med.br

Twitter: @qualidade_vida

Liga da Saúde – Resumo de Temas Abordados de 28/08 a 03/09 (2011)

domingo, setembro 4th, 2011

Comer Carne Faz Bem

Estou cansado de tanto deparar com DESinformações e clichês tão prejudiciais a todos aqueles que buscam o caminho da informação honesta. como por exemplo, que a carne não seria um alimento natural e saudável, de que a carne faz parte de um mundo industrializado, de que a carne movimenta toda uma cadeia produtiva que leva a natureza à devastação. Leia mais…

O Comedor Consciente…

Antes de começar pense seriamente em algumas questões, pois o quecomo comemos está diretamente relacionado ao como vivemos. Leia mais…

Sou Diabético! E agora? O que eu posso comer?

Todos somos suscetíveis a doenças e, na minha opinião,  um dos problemas de saúde que deixa o indivíduo mais “chateado” é o diabetes, não só pela doença em si, mas pelas restrições alimentares que são impostas. Nossa cultura está diretamente relacionada com a comida e tudo é motivo para um almoço, para fazer o doce que a filha mais gosta e por aí vai. Leia mais…

“Polivitamínicos” – O que considerar quando (e se) tiver que escolher

Primeiramente, o aviso fundamental: NÃO tome “remédios” por conta própria, sem orientação por profissional de saúde competente, sejam eles medicamentos, suplementos ou mesmo chás – até porque muitos, na dependência da dosagem, podem até fazer mal… Muito mal. Leia mais…

Está Difícil Acertar o Arroz Integral? Então Experimente esta Receita….

Muitas pessoas relatam a dificuldade em consumir o arroz integral pelo seu preparo ser um pouco mais demorado que o arroz branco. Mas com as dicas certas é possível inserir este hábito saudável no seu dia-dia. Leia mais…

Aaah o Verão…

O verão esta chegando e a busca da mulherada por uma pele e um bronzeado bonito cresce cada vez mais.
Para isso, hidratantes e protetores solares são indispensáveis, porém, estes são ricos em compostos tóxicos ao nosso organismo, que muitas vezes ao invés de ajudar, acabam atrapalhando. Como? Leia mais…

Receita de domingo: Bolo de Banana (sem glúten e lactose) delicioso!

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“Polivitamínicos” – O que considerar quando (e se) tiver que escolher

sexta-feira, setembro 2nd, 2011

“Polivitamínicos” – O que considerar quando (e se) tiver que escolher

Primeiramente, o aviso fundamental: NÃO tome “remédios” por conta própria, sem orientação por profissional de saúde competente, sejam eles medicamentos, suplementos ou mesmo chás – até porque muitos, na dependência da dosagem, podem até fazer mal… Muito mal.
A seguir, pontos sobre os quais acho importante que você reflita se mesmo assim resolver “tomar uma vitaminazinha”, na melhor intenção de sentir-se melhor:
1 – Se você tem que abastecer seu carro de passeio mensalmente com quase 200 litros de combustível, adianta tentar colocar tudo de uma só vez no tanque (para não ter que abastecer várias vezes ao longo do mês)? É claro que não, pois a maioria do combustível vai transbordar e perder-se. Pois com os complexos de vitaminas e minerais comercialmente disponíveis (uma infinidade cujos nomes, pelo menos dos mais comuns e famosos, com certeza você lembra), é a mesma coisa: excetuando-se comprimidos de liberação gradativa (que eu saiba, não há destes disponíveis no Brasil), os demais liberarão uma grande quantidade de vitaminas e minerais de uma só vez no intestino, motivo pelo qual parte disto nem será absorvida; do excesso que ainda for absorvido, também pouco seu organismo tende a realmente aproveitar… O que acontece com o que sobra, então? Ou acumula-se onde não deveria (podendo gerar intoxicação) ou é eliminado pelos rins. O resultado disto? Ou você tem realmente grandes carências que podem até ser supridas (na dependência da qualidade da fórmula prescrita) ou terá fezes e urina realmente “caros” e “vitaminados” já que seu remédio estará quase todo ali…
2 – Se você precisa de uma peça para o seu carro, decerto pode comprá-la original, na concessionária ou “similar”, em diversas lojas por aí: além do preço, deverá então variar também a qualidade e durabilidade do produto, bem como adequação para as suas necessidades. Mais uma vez, o mesmo ocorre com os complexos de vitaminas e minerais: a qualidade dos compostos pode variar muito o que afeta sua biodisponibilidade, ou seja, quantidade de cada vitamina e mineral que realmente estará disponível, na sua corrente sangüínea, após ingerir cada comprimido. Por exemplo, existem várias formas de administrar Ferro em um suplemento (sulfato ferroso, fumarato ferroso, ferro quelato, etc) e elas diferem não só no preço mas na quantidade do mineral que efetivamente seu organismo receberá após cada dose e mesmo na chance de causarem efeitos indesejados (por exemplo, irritação intestinal). E acredite: não é incomum encontrar fórmulas que, para ficarem mais baratas, contêm as formas de vitaminas e minerais de pior absorção e/ou mais efeitos colaterais (que, é claro, habitualmente têm menor preço individual).
3 – Uma fórmula repleta de vitaminas e minerais, que pareça BEM completa, pode mesmo não ser realmente boa por um motivo muito simples: quantidade dos ativos que apresenta; isto porque é muito comum aparecerem na mesma fórmula substâncias que estão ali em quantidades tão pequenas que chegam a ser insignificantes para muitos organismos. E se você pergunta “então por que os fabricantes colocam”? Simples: para poder divulgar que seu suplemento é “completo” (todas as letras do alfabeto…), “tem de tudo”.
4 – Vitaminas A, D, E e K são lipossolúveis, ou seja, melhor absorvidas junto aos alimentos (mais especificamente, junto às gorduras destes); vitaminas B e C, bem como os minerais, são melhor absorvidos em água, longe das refeições. Ou seja: quando você administra tudo junto, a absorção de alguns dos componentes será melhor e a de outros pior. O óbvio, portanto: não seria melhor administrá-los separadamente?
5 – Para efeito de absorção no intestino, ferro compete com zinco, cálcio compete com magnésio, ácido fólico com zinco e vitamina C com cálcio: se estes são só exemplos de interferências negativas entre substâncias quando administradas juntas, imagine o tanto de interações possíveis que mega complexos de vitaminas e minerais devem proporcionar e, para quem se auto-medica, sem acompanhamento por profissional competente para indicar, orientar e responsabilizar-se…
Enfim, o melhor mesmo é receber nutrientes de uma alimentação balanceada e bem orientada, associada aos demais Hábitos Saudáveis de Vida. Mas quando isso não é possível, a suplementação deve ser individualizada, onde profissional de saúde bem capacitado indicará o que for necessário para cada caso, assim evitando tanto a insuficiência quanto as intoxicações. Mas se ainda assim você preferir algum “polivitamínico e polimineral” por conta própria, à luz do que foi explicado neste texto, depois não diga que não foi avisado…

Boa reflexão
Um abraço e SAÚDE!
Ícaro Alves Alcântara

www.icaro.med.br

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