Aumentar Fonte Diminuir Fonte

Exames Complementares

SEIS métodos de auxílio-diagnóstico em saúde que você deve conhecer

sexta-feira, março 1st, 2013

(Estão em ordem alfabética e não de prioridade)

 

Frutos diretos dos avanços tecnológicos aliados ao estudo avançado da Fisiologia Humana, estes métodos podem ser muito úteis não só em casos de difíceis diagnósticos e acompanhamento mas também para conferirem mais exatidão a eles; benefícios extras seriam a possibilidade de diagnósticos precoces e mesmo melhoria nas estratégias de prevenção de doenças: você os conhece? Então informe-se melhor e forme sua opinião:

 

Dosagem salivar de hormônios

É a forma mais confiável (e simples e sem necessidade de “furar” ninguém para tirar sangue) de dosar a maioria dos hormônios esteroidais. Entenda mais aqui:

http://www.icaro.med.br/dosagem-de-hormonios-na-saliva-tire-suas-proprias-conclusoes/

 

ES Teck

Combinação de tecnologias que permite o auxílio no diagnóstico e acompanhamento de pacientes e distúrbios antes mesmo que estes apresentem sintomas ou agrupem-se em doenças conhecidas:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=AeAJSEiwZeA

 

 

Estronex

Dosagem (urinária) que permite estimar a chance de uma mulher desenvolver câncer estrógeno-dependente:

http://www.healthmetrix.com.br/exames/perfil-estronex-estrogeno-genotoxico-prevencao-de-canceres-estrogeno-dependentes/

 

Mineralograma capilar

Permite avaliar intoxicação por metais pesados e auxiliar na avaliação de suficiência ou toxicidade nos “estoques” da maioria dos minerais importantes para o funcionamento do organismo:

http://www.ecologiamedica.net/2010/09/mineralograma-capilar.html

 

Termografia

Através do registro e análise das temperaturas de diferentes regiões do corpo por equipamento especial, é possível prever o risco de adoecimento (e locais mais prováveis para isto) ou detectá-lo precocemente:

http://blog.infraredmed.com/?p=289

 

Teste de Intolerância Alimentar por IgG

Alimentos podem causar ou agravar sintomas/doenças, mesmo aqueles aparentemente “longe” do estômago e intestinos (de depressão/ansiedade a obesidade e até mesmo doenças autoimunes, alergias e distúrbios hormonais):

http://www.intoleranciaalimentar.com.br

 

Espero que este conhecimento seja útil!

 

Um abraço

 

Dr. Ícaro Alves Alcântara

www.icaro.med.br

 

* Este texto, apesar de refletir minha opinião (embasada, como sempre) sobre estes métodos, tem caráter INFORMATIVO, ou seja, as informações prestadas NÃO objetivam substituir a avaliação MÉDICA (consulta ou acompanhamento) ou por profissional de Saúde capacitado e devem ser cogitadas somente sob aprovação e orientação destes. A prestação destas informações em Saúde, portanto, não se caracteriza de forma alguma como atendimento médico ou indicação afim; dúvidas e perguntas sobre indicações de tratamentos deverão ser feitas diretamente ao seu médico.

EXAMES COMPLEMENTARES – O que é importante levar em consideração

sexta-feira, abril 27th, 2012

EXAMES COMPLEMENTARES – O que é importante levar em consideração

Este roteiro básico foi o que utilizei recentemente para ministrar aula sobre o assunto na disciplina de Análises Clínicas para o curso de Medicina, na FACIPLAC. Espero que ajude a todos, de alguma forma!

- Sem conhecimentos básicos de Anatomia, Fisiologia, Bioquímica/Biofísica e Patologia, pouco adiantam e podem até levar a condutas inadequadas;

- Exames são como fotos do pacientes no momento em que foram colhidos, ou seja, exames “antigos” NÃO mais refletem o indivíduo na atualidade;

- Sempre correlacionar os exames solicitados com a clínica do paciente (seus sinais, sintomas e patologias)

- “A clinica é soberana”

Como diria Paul Ling Tai, o exame é um pedaço de papel sobre o paciente e NÃO o paciente  que deve ser tratado! Se exames completos e “profundos” contrariam suspeita clínica muito forte, o ideal é tratar baseando-se nesta;

- Não solicite o que você não sabe interpretar – Os resultados podem até confundir;

- Hábitos de vida ruins podem levar a várias alterações nos exames e nem por isso medicamentos são necessários, muitas vezes;

- Parâmetros “ortomoleculares” são diferentes (menos “bonzinhos”)

Na minha prática diária, em geral, utilizo a “Regra do ideal acima do 50%” entre os valores convencionais informados;

- Oriente seu paciente a escolher BONS laboratórios para realizar seus exames: afinal, qual a confiabilidade de exames feitos “em qualquer lugar”?

- Na dúvida, melhor pecar por excesso que por falta;

- Checar se o que está sendo solicitado é o mais adequado para avaliar o que se quer investigar

Por exemplo, em um exame geral, o Magnésio é importante mesmo dentro da célula: é pouco informativa sua dosagem alta ou normal no sangue; o GH varia muito durante o dia e por isso por vezes é melhor dosar um dos seus metabólitos mais estáveis que ele mesmo, como IGF-1;

- Por vezes vários exames são necessários para a avaliação de determinado parâmetro:

Ferro, é melhor avaliado pela sua dosagem, hemograma completo, ferritina, transferrina e capacidade de fixação de ferro; o fígado é melhor avaliado por TGO, TGP, gama-GT, coagulograma e lipidograma completos

- Hormônios atuam em todo o organismo e “uns nos outros”; portanto, quando eles são o foco, ideal mesmo é avaliação mais completa

Por exemplo, quando um caso não evolui, pode ser boa idéia “lembrar” da tireóide e adrenais

Um abraço!

Ícaro Alves Alcântara

Modulação hormonal BIOIDÊNTICA, exames e suplementação gerais – Quando fazer?

quarta-feira, fevereiro 15th, 2012

PERGUNTA:

Em 14/02/12 XXX escreveu:

Boa tarde dr. Icaro,
Eu solicitei o orçamento daquela leva de vitaminas que me solicitaste
e queria ver com o senhor, se precisarei de hormônios bioidênticos, já que desejo realizar a modulação hormonal.
Eu pergunto porque quero comprar tudo junto para facilitar no pagamento.
Acha melhor esperar e comprar tudo junto ou preciso estar com o corpo já equilibrado em termos de vitaminas e minerais para iniciar a modulação hormonal.
Obrigada
XXX

RESPOSTA:

Presumo que você esteja me perguntando o que EU julgo ideal já que, a rigor, a decisão é sua… Então vamos lá:

Na minha opinião, portanto, em linhas gerais:

1 – Acredito que todo paciente deva, primeiro, melhorar o máximo que lhe for possível acerca dos seus HÁBITOS DE VIDA ( http://www.icaro.med.br/a-base-de-tudo/ ), tornando-os os mais saudáveis possíveis. Isto porque esta simples medida, mesmo que progressivamente adotada, cura ou melhora sinais/sintomas/distúrbios/doenças, assim evitando tratamentos (por exemplo medicamentosos) e exames específicos que seriam até desnecessários (ou mesmo danosos, em alguns casos); ou seja, após a melhoria dos hábitos muitos sintomas e doenças tendem a desaparecer ou não mais terem tanta relevância no contexto de atenção e planejamento terapêutico. Em outras palavras: bons hábitos dão condições para o seu organismo de ele mesmo reequilibrar-se e assim tratar seus próprios desequilíbrios, através por exemplo da otimização da absorção e chegada de nutrientes onde são necessários, desintoxicação, combate ao stress oxidativo excessivo, etc.
* É claro que em uma situação de urgência/emergência, freqüentemente não é possível aguardar pela melhoria dos hábitos de vida MAS isto é SEMPRE desejável, já que impacta o potencial de recuperação do organismo.
** Nesta primeira etapa, para alguém que minimamente tenha bons hábitos de vida OU comprometa-se a rapidamente melhorar os principais, suplementação direcionada de nutrientes pode ser bastante útil, benéfica e mesmo necessária.

2 – Após esta melhoria dos hábitos, portanto, está o momento ideal para realização de exames complementares, que agora sim irão mostrar mais exatamente em que o organismo ainda precisa de apoio para recuperar-se e funcionar melhor. Antes disso, se fossem realizados, poderiam levar até a condutas desnecessárias e mesmo equivocadas, como já explicado em epígrafe.

3 – A modulação hormonal BIOIDÊNTICA e de neurotransmissores ajuda MUITO, quando bem indicada, mas para ela tenho apenas 5 observações que julgo importantes:
- Não recomendo que seja feita até que o paciente melhore seus hábitos ou poderá ser embasada em quadro clínico não confiável;
- Recomendo que seja feita baseada na dosagem adequada e completa dos hormônios, sempre lembrando que um afeta o outro, ou seja, quanto mais deles forem dosados, melhor;
- Para aqueles hormônios/neurotransmissores que não podem ser dosados (a exemplo de melatonina, GABA, etc), buscar quadro clínico realmente verossímil já que sua indicação terá que ser pautada prioritariamente em sinais e sintomas relatados pelo paciente;
- Nas raras vezes em que exames bem indicados não sejam condizentes com o quadro clínico do paciente, devemos sempre lembrar que é o paciente quem deve ser tratado, em suas queixas e mesmo doenças e não “um pedaço de papel” – afinal, como diz um velho axioma da Medicina, “a clínica é soberana”.
- Hormônios e neurotransmissores, nem qualquer tipo de medicamento/remédio, sozinhos, NÃO são “a salvação” de ninguém: Saúde é uma condição sempre dependente do grau de compromisso do indivíduo com sua própria qualidade de vida e bem-estar.

Espero ter ajudado na sua decisão!

Um abraço!

Ícaro

Exames Complementares – Pedir é fácil, já interpretá-los direito…

quinta-feira, janeiro 12th, 2012

Exames Complementares – Pedir é fácil, já interpretá-los direito…

Quando um exame é solicitado, habitualmente os laboratórios mandam junto aos resultados as referências de “normalidade”, ou seja, os valores “normais” ou mesmo “aceitáveis” para cada exame, assim visando “auxiliar” o trabalho de quem vai interpretar o exame… Só que isto pode, na verdade, acabar atrapalhando os menos atentos, desatualizados ou simplesmente despreparados; vejamos alguns motivos:

-        Os valores apresentados às vezes têm intervalos “aceitáveis” grandes demais, com valores máximos até mais que 1000% dos valores mínimos!

-        As referências “normais” muitas vezes variam de acordo com o quadro clínico de cada paciente – desta forma, o valor adequado para um paciente pode definitivamente não ser o mesmo para outro;

-        O resultado de um exame freqüentemente altera os parâmetros para outros, novamente de acordo com cada caso em particular;

-        Dieta, sono, jejum, uso de medicamentos/suplementos, exercícios físicos, dia/noite anterior (à realização dos exames) e diversos outros fatores alteram os resultados e confiabilidade/parâmetros;

-        Vários laboratórios ainda apresentam valores de referência desatualizados – por exemplo, o valor aceitável para TSH (hormônio liberado pela hipófise para estimular a tireóide) já há anos tem indicação de ser menor que 3 microgramas/ml mas ainda aparece escrito constantemente como “normal” até 5! Para quem quiser mais informações, sugiro ler isto: http://www.indatir.org.br/noticia1_nov04.htm

Vejamos agora alguns exemplos de como parâmetros “engessados”, amplos demais, desatualizados ou mesmo equivocados (conforme escritos em laudos de alguns laboratórios) podem gerar confusão e, assim, prejudicar o paciente:

> DHEA (importante hormônio que tem centenas de ações próprias e é precursor, direto ou indireto, de outros importantes como testosterona e estradiol – notícias recentes sobre sua importância por exemplo em http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5534957-EI16557,00-Pilula+contra+menopausa+diminui+ondas+de+calor+e+devolve+a+libido.html)

Para a sua avaliação, é mais indicada a dosagem da sua forma mais estável, o SDHEA (sulfato de dehidroepiandrosterona), cujo valor de normalidade para mulheres é de 34 a 430! Será mesmo, então, que tanto alguém com dosagem de 35 estão tão “normal” quanto alguém com 429? É claro que não e, particularmente e no geral, não julgo valores menores que 200 como sequer aceitáveis.

> Ferritina (proteína de “armazenagem” do ferro; se baixa, pode significar principalmente carência de ferro mas também baixa quantidade de proteínas no organismo ou mesmo problemas hepáticos)

Para homens, seu valor de referência está entre 22 a 322 – Não é este um intervalo grande demais de “normalidade”?

> Ácido Fólico (vitamina fundamental à vida, que tem muitas funções como por exemplo: atuar na síntese de proteínas, na multiplicação de celular, reconstituição dos tecidos e mesmo prevenção de anemias)

Para ambos os sexos, seu valor “normal” está entre 3 e 17 ng/ml – O curioso é que a maioria dos pacientes que atendo, quando referem sentir-se BEM, está com valores acima do máximo aqui apresentado…

Por isso, repito o conselho já dado anteriormente: escolha BEM os profissionais que vão cuidar da sua SAÚDE pois ter registro em um conselho profissional não necessariamente indica proficiência/experiência na sua área de atuação. Dicas para ajudar nesta escolha no artigo já publicado anteriormente: http://www.icaro.med.br/alguns-conselhos-para-quando-voce-%E2%80%9Cresolver%E2%80%9D-cuidar-da-sua-saude/

Um abraço

Dr. Ícaro Alves Alcântara

www.icaro.med.br

A BASE de TUDO          Alimentação regular e saudável          Ano Novo, VIDA Nova          Apresentações, entrevistas, vídeos e mídia          Bem-Estar e Qualidade de Vida          BONS ALIMENTOS          Cefaléia (Dor de cabeça)          Colesterol e o mito          Concurseiros          Crianças e sua saúde          Depressão          Depressão e ansiedade          Emagrecimento          Emagrecimento - Saiba mais          Entrevistas          ENTREVISTAS minhas          Exames Complementares          Exercícios Físicos          Hipotireoidismo          Homeopatia          HORMÔNIOS - saiba mais          Hábitos Saudáveis de Vida          Hábitos saudáveis de vida - Saiba ainda mais          Liga da Saúde - Posts          Longevidade com Saúde          Longevidade com Saúde e Qualidade de Vida          Mais músculos e menos gordura          METABOLISMO - Acelerar ou modular para melhorar?          Midia - Vídeos, apresentações e cia          MITOS em Saúde          MÍDIA - Vídeos          Neurotransmissores          Nutrição          Ortomolecular          Ortomolecular - Saiba mais          PERGUNTAS E RESPOSTAS          Planos de Saúde - Convênios          Quanto vale o médico?          Ressaca e bebidas alcoólicas          Sono          Uncategorized          Vitamina D          Viver: o que é necessário          Água          Água - Um pouco mais sobre