HORMÔNIOS – saiba mais
Hormônios – Como e por que, BEM utilizados, podem ajudar a recuperar/manter saúde
quarta-feira, dezembro 19th, 2012Hormônios – Como e por que, BEM utilizados, podem ajudar a recuperar/manter saúde
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Heresia Hormonal – A Verdade Mortal Sobre o Estrogênio Parte I
A mulher recebe informações errôneas sobre hormônios, em detrimento da saúde, enquanto os fabricantes de medicamentos colhem enormes lucros à sua custa.
por Sherrill Sellman Tradução: NovaTRH <www.novatrh.net>
Por mais de 300 anos, começando no século 13 e continuando até meados do século 16, a Inquisição foi um reinado de terror para a grande maioria das pessoas que viviam na Europa e na Escandinávia. As forças políticas, econômicas e religiosas da época se juntaram para consolidar seu poder, eliminando aqueles que eles considerassem empecilhos aos seus objetivos finais.
O azarado alvo de suas investidas eram os guardiões das artes da cura e dos antigos conhecimentos espirituais e culturais. Os historiadores debatem o exato tributo dessa era infernal – se foram várias centenas de milhares ou se chegou a nove milhões de pessoas – mas é inquestionável que a grande maioria das vítimas foi de mulheres. Na verdade, a Inquisição está sendo hoje considerada um período de genocídio contra as mulheres, o qual conseguiu despir a mulher do seu poder, seu auto-respeito, sua riqueza, da arte de curar, bem como da sua proeminência e influência na comunidade.
A Inquisição garantiu que os patriarcas da Igreja fossem autoridades espirituais incontestáveis. Teve também êxito em preservar os conhecimentos médicos no domínio dos homens, pois a Inquisição decretou que apenas os médicos formados poderiam praticar as artes da cura e, evidentemente, foi barrado o acesso de mulheres às escolas de medicina (aliás, foi barrado o acesso de mulheres a qualquer forma de educação).
Que bom que essa tão violenta era de aversão às mulheres tenha acabado há muito tempo. Mas será que acabou? Infelizmente, parece que algumas tradições ainda persistem. A mulher de hoje ainda é vítima de gigantescos interesses políticos e econômicos, com terríveis conseqüências para a sua saúde, independência financeira e poder pessoal. Talvez a Inquisição não tenha acabado afinal, apenas adotou uma forma mais sutil e inescrupulosa.
As mulheres certamente representam um grande negócios para os interesses médicos e para indústria farmacêutica. Segundo John Archer, autor de Bad Medicine, cerca de 600.000 histerectomias são realizadas anualmente nos Estados Unidos e ao redor de 45.000 por ano na Austrália.1 Em 1994, estimou-se que 45.000 australianas faziam Terapia de Reposição Hormonal (TRH).2 Muitas mulheres são atualmente encorajadas a continuar com a TRH até o resto de suas vidas pós-menopausa.
De acordo com o Dr. Stanley West – um reconhecido especialista em infertilidade, chefe de endocrinologia reprodutiva no St. Vincent’s Hospital de Nova Iorque e autor de O Golpe da Histerectomia – cerca de 90 por cento de todas as histerectomias são desnecessárias. Consultores ginecológicos do Grupo de Pesquisa de Saúde Pública Ralph Nader chegaram a uma conclusão semelhante em 1991, no livro Um Alerta à Saúde das Mulheres. Segundo o Dr. West, a única razão cem por cento justificada para a realização de uma histerectomia é para tratamento de câncer dos órgãos reprodutivos.3 No entanto, as histerectomias são oferecidas com
muita freqüência como tratamento para uma variedade de situações, inclusive para endometriose, fibroses, cistos ovarianos, inflamações pélvicas e prolapso uterino.
Não é por acaso que os ginecologistas costumam ter a mais alta remuneração entre todas as demais especialidades. Ao longo de todas as suas vidas, as mulheres são encorajadas a se submeterem continuamente a vários tratamentos e procedimentos médicos. Funções naturais da mulher, desde menstruação até parto e menopausa, são assumidas por intervenção médica e farmacêutica. Bombardeadas por desinformação, mitos, propaganda e, em alguns casos, por pura mentira, não é de admirar que tantas mulheres fiquem completamente confusas acerca de questões relativas aos seus próprios corpos e sua saúde.
A História da Terapia de Reposição Hormonal
Talvez não haja um tópico que confunda mais a mulher que a adoção da reposição hormonal na menopausa, alvo de intensa propaganda. A TRH é enaltecida como a melhor coisa surgida para a liberação da mulher desde a descoberta dos anticoncepcionais de uso oral – apesar de as estatísticas hoje mostrarem que o uso disseminado da pílula provocou um aumento nos riscos para a saúde, como câncer da mama, pressão alta e doenças cardiovasculares, numa escala antes vista na medicina.4
A investigação sobre a teoria da reposição de hormônios remonta aos idos de 1930, com a pesquisa do Dr. Serge Voronoff. O seu trabalho envolvia a implantação de testículos de macacos em escrotos de homens, com limitada eficácia. Os desdobramentos dessa pesquisa levaram ao enxerto de ovários de macacas em mulheres, com terríveis conseqüências. Depois de muitas mortes (de macacas e de mulheres), a pesquisa foi redirecionada ao uso de estrogênio sintético. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a pesquisa foi suspensa.
A menopausa não virou moda como tópico de preocupação para a profissão médica antes da década de 1960. Em 1966, um ginecologista de Nova Iorque, o Dr. Robert Wilson, publicou um best-seller chamado Feminine Forever (“Feminina Para Sempre”), exaltando as virtudes da reposição do estrogênio como forma de salvar a mulher da “tragédia de menopausa, que muitas vezes destrói a personalidade e a saúde”. Esse livro vendeu mais de 100.000 exemplares no primeiro ano. Wilson promoveu vigorosamente a menopausa como uma condição de “decadência de vida”. Segundo ele, a reposição de estrogênio era como a tão procurada pílula da juventude, que iria proteger a pobre mulher contra os horrores da idade. Ele tornou popular a errônea crença de que a menopausa é uma deficiência.
As revistas femininas agarraram-se avidamente às suas idéias e promoveram amplamente os seus conceitos. Isso deixou Wilson muito feliz, pois ele já havia criado anteriormente a Fundação Wilson, com o exclusivo propósito de promover o uso de drogas estrogênicas. A indústria farmacêutica contribuiu generosamente com mais de 1,3 milhão de dólares para a sua Fundação. A cada ano ele recebia verbas de empresas como Searle, Wyeth-Ayerst Laboratories e Upjohn, que fabricavam produtos com os hormônios que Wilson alegava serem eficazes no tratamento e prevenção da menopausa. As empresas farmacêuticas aproveitaram a onda, fazendo vigorosas promoções e fortes campanhas publicitárias. A mensagem do Dr. Wilson atingiu um alvo bastante receptivo – “mulheres de meia-idade precisam de drogas com hormônios para serem salvas dos inevitáveis horrores e decrepitudes desta terrível deficiência chamada menopausa.”
O Dr. Wilson foi pioneiro no uso de estrogênio não combinado. No entanto, não se tinha tido nenhuma avaliação formal da segurança da terapia com estrogênio, nem de seus efeitos a longo prazo. O estrogênio não combinado saiu de moda quando ficou obviamente evidente que ele encurtava o tempo de vida de suas usuárias. Em 1975, o New England Journal of Medicine examinou as taxas de câncer endométrico em consumidores de estrogênio, concluindo que o risco era 7,5 vezes maior nos usuários desse hormônio. As mulheres que haviam usado estrogênio por sete anos ou mais tinham 14 vezes mais chances de desenvolver câncer.5
À medida que a popularidade da terapia do estrogênio não combinado foi caindo, buscaram-se novas abordagens. O foco foi também desviado, de falsas alegações sobre preservação da beleza e juventude da mulher, para assuntos de saúde mais urgentes. A indústria farmacêutica ressuscitou a terapia de reposição do estrogênio através de uma terapia de reposição hormonal “segura” – uma combinação de progesterona sintética e estrogênio, a qual supostamente protegeria mulheres na menopausa não apenas contra doenças cardiovasculares, mas também contra a devastação da osteoporose.
Embora os chamados “especialistas em saúde da mulher” assegurem que não existem efeitos colaterais desagradáveis, ou que eles são mínimos, a Dra. Lynette J. Dumble, pesquisadora sênior do Departamento de Cirurgia da Universidade de Melbourne no Hospital Royal Melbourne, acredita que “o único propósito da TRH é criar um mercado comercial altamente lucrativo para as empresas farmacêuticas e para os médicos. Os supostos benefícios da TRH não têm qualquer comprovação”. Ela acredita que a TRH não apenas agrava os atuais problemas de saúde, mas também contribui para acelerar o processo de envelhecimento na mulher. Essa terapia apressa o surgimento de outras doenças ou piora as já existentes.
Esta perspectiva parece ter sido confirmada pelas recentes descobertas a partir de um estudo histórico, publicado no New England Journal of Medicine em 1995 e abrangendo 121.700 mulheres, que revelou efeitos alarmantes da TRH. O estudo adverte que as mulheres que usaram a TRH para compensar os sintomas da menopausa, aumentaram também suas chances de desenvolver câncer de mama, de 30 a 40 por cento, ao tomarem o hormônio durante mais de 5 anos. Em mulheres com idades entre 60 e 64 anos, o risco do câncer de mama aumentou para 70 por cento após 5 anos de TRH. Por último, o estudo concluiu que as mulheres que usavam a TRH tinham 45 por cento mais chance de morrer por câncer de mama que aquelas que preferiram não usar a TRH, ou que a usaram por menos que 6 anos.6
Segundo Leslie Kenton, autora de Passage to Power, “qualquer um que seja alguma coisa na vida lhe dirá que a menopausa é uma doença, causada por deficiência de estrogênio, e que você precisará ingerir mais estrogênio à medida que se aproximar da meia-idade. O que poderá surpreender você é o seguinte – não apenas está errada a maior parte desse aconselhamento comumente dados sobre a menopausa, mas também uma boa parte dele pode ser positivamente perigosa.”
Felizmente, há um outro lado da história do hormônio – uma perspectiva que pode ajudar mulheres de todas as idades a não apenas a alcançar uma saúde melhor, mas também a recuperar um sentimento de mais poder, responsabilidade e dignidade em suas vidas.
Um Breve Passeio Ginecológico pelo Corpo da Mulher
Para entender o debate sobre TRH, é importante primeiro ter um conhecimento rudimentar da natureza cíclica da mulher.
Até recentemente, os médicos pensavam que a menopausa começava quando todos os óvulos do ovário se tivessem esgotados. Porém, trabalhos recentes demonstraram que a menopausa provavelmente não é desencadeada pelo ovário, mas sim pelo cérebro. Parece que tanto a puberdade quanto a menopausa são eventos acionados pelo cérebro.
A menstruação depende de uma complexa rede de comunicação hormonal entre os ovários, o hipotálamo, e a glândula pituitária (hipófise) no cérebro. O hipotálamo segrega um hormônio que libera gonadotrofina (GnRH), que desencadeia a produção do hormônio estimulador dos folículos (FSH) pela hipófise. O FSH então estimula o crescimento dos folículos do óvulo (pequeno saco ou glândula excretora) nos ovários, para provocar a ovulação. À medida que os folículos crescem, o estrogênio é produzido e lançado no sangue.
Esta reação em cadeia não é uma via de mão única. O estradiol, um dos estrógenos ovarianos na corrente sangüínea, também age sobre o hipotálamo, causando uma alteração no GnRH. A seguir, esse hormônio modificado estimula a pituitária a produzir o hormônio luteinizante (LH), o qual provoca a eclosão dos folículos e a liberação do óvulo. Após o óvulo ser expelido, também a progesterona é produzida pelos folículos, os quais se transformam em corpus luteum.
Os hormônios liberados durante o ciclo menstrual não são segregados de forma constante, contínua, mas sim em quantidades dramaticamente diferentes durante as diferentes partes do ciclo de 28 dias.
Nos primeiros oito a onze dias do ciclo menstrual, o ovário da mulher produz muito estrogênio. O estrogênio prepara os folículos para a liberação de um dos óvulos. O estrogênio é responsável pela proliferação de mudanças que ocorrem durante a puberdade: o crescimento dos seios, o desenvolvimento do sistema reprodutivo e a forma feminina do corpo da mulher.
A taxa de secreção de estrogênio começa a diminuir ao redor do 13º dia, um dia antes de ocorrer a ovulação. À medida que o estrogênio diminui, a progesterona começa a aumentar, estimulando um crescimento muito rápido do folículo. Com o início da secreção da progesterona, ocorre também a ovulação. Depois que o óvulo é liberado do folículo, este começa a mudar, aumentando de tamanho e tornando-se um órgão diferente, conhecido como corpus luteum. A progesterona é segregada pelo corpus luteum, este minúsculo órgão com uma enorme capacidade para produzir hormônio. A onda de progesterona no período da ovulação é a fonte da libido – e não o estrogênio, como normalmente se pensa.
Após 10 ou 12 dias, se não ocorrer fertilização, a produção ovariana de progesterona cai drasticamente. É este declínio súbito nos níveis de progesterona que desencadeia a secreção endométrica (menstruação), o que leva a uma renovação de todo o ciclo menstrual.
A progesterona e o estrogênio originados nos ovários estimulam o crescimento do endométrio (tecido que reveste o útero), como preparação para a fertilização. O estrogênio age no crescimento desse tecido endométrico, enquanto a progesterona facilita a secreção nesse revestimento do útero, a fim de que o óvulo fertilizado (agora chamado de ovo) possa ser implantado com sucesso. A progesterona em quantidade adequada é, portanto, o hormônio mais essencial para sobrevivência do óvulo fertilizado e do feto.
Ao redor dos 40 anos de idade, a interação entre os hormônios se altera, o que leva, com o passar do tempo, à menopausa. Como isso ocorre, ainda não está bem claro. A menopausa pode ter início por alterações no hipotálamo e na hipófise, e não nos ovários. Os cientistas têm realizado experiências em que são substituídos os ovários de camundongos jovens por ovários de camundongos mais velhos e que já não conseguem reproduzir. Foi constatado que os camundongos jovens conseguem se acasalar e ter filhotes. Isso demonstra que ovários velhos colocados num ambiente jovem conseguem responder. Por outro lado, quando ovários jovens são colocados em camundongos velhos, estes não conseguem se reproduzir.7
Seja qual for o mecanismo que desencadeia a menopausa, à medida que menos folículos são estimulados, diminui a quantidade de progesterona e de estrogênio produzidos pelos ovários, embora outros hormônios continuem a ser produzidos. De forma alguma os ovários murcham e param de funcionar, como popularmente se acredita. Com a redução desses hormônios, a menstruação torna-se escassa, irregular e acaba um dia cessando por completo.
No entanto, outras partes do corpo – como glândulas supra-renais, pele, músculos, cérebro, glândula pineal, folículos do cabelo e a gordura do corpo têm condições de produzir esses mesmos hormônios, possibilitando ao corpo feminino fazer ajustes no equilíbrio hormonal após a menopausa, desde que a mulher tenha cuidado bem de si mesma nos anos do período pré-menopausa, com um estilo de vida e dieta adequados, além da devida atenção para com a saúde mental e emocional.
A mulher que passa pela menopausa tem a oportunidade de entrar nessa fase da vida fortalecida pela sabedoria e pela criatividade, como nunca antes. Ela ganha acesso ao conhecimento interior profundo. A renomada socióloga Margaret Mead disse: “Não há nada mais poderoso que uma mulher na menopausa e com entusiasmo!” Em muitas culturas ao redor do mundo a menopausa é uma transição e uma iniciação à realização do poder da mulher, totalmente sem sintomas. Ela é tida no mais alto conceito em sua comunidade, como uma idosa sábia e respeitada.
O Mito do Estrogênio e da Progesterona Sintética
A pesquisa inicial que levou à síntese do estrogênio tornou possível o desenvolvimento da pílula anticoncepcional nos anos 60. Com o consentimento da Food and Drug Administration – FDA (órgão do governo norte-americano que controla medicamentos, alimentos, etc), a pílula foi amplamente comercializada como um método eficaz e convenientes de controle da natalidade. Finalmente chegava a verdadeira liberação sexual para as mulheres.
Porém, toda a base para a aprovação da FDA era apenas o resultado de estudos clínicos realizados em 132 mulheres de Porto Rico, que haviam tomado a pílula durante um ano ou mais.8 (Não importa o fato de cinco delas terem morrido no decorrer do estudo, sem qualquer investigação quanto à causa de suas mortes).
Em meados de 1970, o número de mortes de mulheres por ataques cardíacos começou a atrair a atenção do público. Então uma nova pílula foi criada, supostamente mais segura, com menor conteúdo de estrogênio. Mas na verdade nunca houve uma prova científica válida de que a pílula é segura – e nem mesmo, aliás, que qualquer um dos outros métodos anticoncepcionais atualmente disponível seja seguro. Somente agora as mulheres estão descobrindo o preço que vêm pagando por sua liberdade sexual – ao alterar seu equilíbrio hormonal, muitas e devastadoras disfunções emocionais e fisiológicas foram criadas.
Há décadas foi introduzida a anticoncepção via oral e hoje cerca de 60 milhões de mulheres em todo o mundo estão, na verdade, “fazendo experiência” com a pílula. A sua segurança e efeitos a longo prazo não foram ainda estabelecidos de forma conclusiva. É interessante notar, porém, que a pílula tem produzido uma grande variedade de efeitos adversos e efeitos colaterais, e apresenta uma ligação significativa com o câncer de mama, pressão alta e, especialmente, com doenças cardiovasculares – a principal causa de mortes femininas na Austrália: em 1992, um total de 27.883 mulheres morreram de doenças cardíacas e derrames, contra 2.438 mortes por câncer de mama.9 Trata-se de mera coincidência, ou talvez essa estatística indique o perigoso efeito colateral de se mexer com os hormônios?
Ao mesmo tempo em que é proclamado como o principal ingrediente que falta na mulher com menopausa, o estrogênio é altamente recomendado pelas indústrias médicas e farmacêuticas para prevenção de doenças cardiovasculares e da osteoporose. Em praticamente qualquer consultório médico em que entrem hoje em dia, as mulheres serão advertidas sobre os riscos inerentes à menopausa e pós-menopausa, se não tiverem a proteção do estrogênio. Elas são também relembradas, mais uma vez, que a menopausa é uma deficiência, o que supostamente significa uma carência de estrogênio e que, portanto, devem tomar doses suplementares para manter a saúde.
Como pondera a Dra. Lynette Dumble, “De um modo geral, a prevenção cardiovascular em mulheres tem se concentrado esmagadoramente na reposição hormonal. No entanto, como enfatiza Elizabeth Barrett-Connor, a Grande Experiência (o Projeto da Droga Coronária de 1973), que incluía dois regimes de estrogênio, foi feita em homens. Como parte do projeto da Grande Experiência, doses de estrogênio exageradamente excessivas aos níveis fisiológicos foram deliberadamente ministradas a homens, com o intuito de induzir ginecomastia (desenvolvimento excessivo da glândula mamária no homem), como um indicador de êxito na efeminação. Isso resultou em tromboses e impotência, e finalmente levou ao fracasso a pesquisa, devido à interrupção do tratamento entre os participantes do estudo.” 10
Segundo o médico, pesquisador independente e autor de livros, Dr. John Lee, o estudo mais eminente (conhecido como Boston Health Study, realizado numa amostragem ampla de enfermeiras) e que formou toda a base da ligação positiva estrogênio-cardiovascular, foi radicalmente viciada.
Apesar de haver amplas provas de numerosos outros estudos mostrando que, na verdade, o oposto é verdadeiro (isto é, o estrogênio é um fator significativo na criação de doenças cardíacas), esses fatos foram virtualmente ignorados diante do furor pelo lucro. O Dr. Lee diz ainda que a publicidade farmacêutica omitiu o fato de que a incidência de mortes por derrame nesse estudo foi de 50 por cento mais alta entre as usuárias de estrogênio.
O Dr. Lee compilou uma lista de efeitos colaterais e de danos fisiológicos resultantes do uso de estrogênio, e que incluem: maior risco de câncer endométrico, incremento na gordura corporal, retenção de sal e de fluidos, depressão e dores de cabeça, prejuízos no controle de açúcar no sangue (hipoglicemia), perda de zinco e retenção de cobre, redução nos níveis de oxigênio em todas as células, espessamento da bílis e promoção de doenças da vesícula biliar, aumento da possibilidade de fibrocistos no seio e de fibrose uterina., interferência na atividade da tireóide, diminuição do desejo sexual, coagulação sangüínea excessiva, redução do tônus vascular, endometriose, cólica uterina, infertilidade, e restrição à função dos osteoclastos.
Com tantos efeitos colaterais e complicações perigosas, a mulher deve avaliar com muito cuidado a decisão sobre a terapia de reposição hormonal. Infelizmente, a maioria dos médicos dirá que não há alternativa. Embora certamente a maior parte dos médicos seja bem intencionada e esteja honestamente preocupada com suas pacientes, a principal fonte de conhecimento e informação sobre os medicamentos são as próprias companhias farmacêuticas. Como a maioria das mulheres também é carente de educação e compreensão acerca de suas opções, a menopausa pode ser vista como um período bastante assustador e perigoso.
Entra em Cena a Progesterona Natural
Durante os último 15 anos, o Dr. Lee tem realizado pesquisas independentes sobre formas de progesterona derivadas de plantas, naturais. Suas pesquisas, sem verbas da indústria farmacêutica, apresenta um entendimento bem mais amplo sobre as opções hormonais da mulher, oferecendo uma alternativa totalmente segura e eficaz, livre de efeitos colaterais. Ele descobriu que esse hormônio natural (conjugado a uma boa dieta e mudanças no estilo de vida) é capaz de eliminar muitos dos sofrimentos associados à síndrome da tensão pré-menstrual (TPM) e à menopausa. Milhares de mulheres no mundo ocidental já usam progesterona natural – geralmente na forma de um creme (que dispensa receita médica) que é aplicado no corpo. Essas mulheres alegam que elas não apenas sentem alívio nos sintomas típicos da mulher, mas também experimentam uma maior vitalidade, a pele fica melhor, e o equilíbrio emocional se renova.
A progesterona natural parece ter sido totalmente negligenciada pela ciência médica, que tem se concentrado, erroneamente, no estrogênio. Considerando que a progesterona natural não é patenteável e ainda é barata, não surpreende que isso tenha acontecido. É importante, porém, ter-se um entendimento e uma avaliação bem mais amplos a respeito deste extraordinário hormônio.
Como foi anteriormente mencionado, a progesterona é responsável por manter a secreção do endométrio, que é necessária para a sobrevivência do embrião, bem como pelo desenvolvimento do feto ao longo da gestação. É pouco percebido, no entanto, que a progesterona é a mãe de todos os hormônios. A progesterona é importante precursora na biossíntese dos corticosteróides supra-renais (hormônios que protegem contra o stress) e de todos os hormônios sexuais (testosterona e estrogênio). Isso significa que a progesterona tem a faculdade de ser transformada em outros hormônios ao longo do caminho, à medida que e quando o organismo precisar deles. É preciso que seja enfatizado que o estrogênio e a testosterona são produtos metabólicos finais feitos da progesterona. Não havendo uma quantidade adequada de progesterona, o estrogênio e a testosterona não estarão suficientemente disponíveis no organismo. Além de ser a precursora dos hormônios sexuais, a progesterona também facilita muitas outras funções fisiológicas importantes e intrínsecas (que serão discutidas mais adiante).
Os Efeitos da Predominância Estrogênica
Os problemas femininos parecem estar em alta. Quarenta a sessenta por cento de toda as mulheres ocidentais sofrem de TPM. Além disso, elas sofrem de superabundância de sintomas, alguns da menopausa e outros não. Certamente algo muito alarmante parece estar acontecendo com as mulheres. Há indícios de que o equilíbrio hormonal adequado e necessário para que o organismo da mulher funcione de forma saudável está sendo interferido por diversos fatores. As pesquisas têm revelado que um grande número de mulheres nos seus 30 anos (e
algumas até mais jovens), bem antes de ter início a menopausa, às vezes deixa de ovular no devido período.11 Sem ovulação, não há corpus luteum e nenhuma progesterona é produzida. O resultado é uma deficiência de progesterona.
Muitos problemas podem resultar dessa deficiência. Um deles é a presença, durante todo um mês, de estrogênio não combinado, com todo o seu elenco de efeitos colaterais, como já foi mencionado. Um outro é o geralmente não reconhecido problema do papel da progesterona na osteoporose. A medicina contemporânea ainda não tomou conhecimento de que a progesterona estimula a formação de novos ossos pela mediação de osteoblastos. Na verdade, é a progesterona que estimula novos tecidos ósseos e é capaz de reverter a osteoporose em qualquer idade. A falta de progesterona significa que novos osteoblastos não são criados e a osteoporose pode surgir.12
Um terceiro e importante problema resulta do inter-relacionamento entre perda de progesterona e stress. O stress combinado com uma dieta ruim pode induzir ciclos sem ovulação. A conseqüente falta de progesterona interfere na produção de hormônios que combatem o stress, exacerbando as condições estressantes que dão origem a novos ciclos sem ovulação. E assim prossegue o círculo vicioso.
Outro fator também importante que contribui para este desequilíbrio entre estrogênio e progesterona é o meio ambiente. Nós vivemos, no mundo industrializado, imersos num crescente mar de derivados petroquímicos. Eles estão no ar, nos alimentos e na água. Esses produtos químicos incluem pesticidas e herbicidas (como o DDT, dieldrin, heptacloro, etc), bem como vários plásticos (policarbonatos, usados em mamadeiras e garrafões para água) e PCBs.
Esses imitadores do estrogênio são altamente solúveis em gordura, não são biodegradáveis nem bem expelidos, acumulando-se nos tecidos gordurosos de animais e humanos. Esses produtos químicos possuem uma incrível capacidade de imitar o estrogênio natural, e receberam o nome de xeno-estrógenos, já que, apesar de serem produtos químicos “estrangeiros”, são absorvidos pelo receptores de estrogênio no organismo, interferindo seriamente nas alterações bioquímicas naturais. (Ver “Nota do Tradutor” no final).
Crescentes pesquisas estão agora revelando uma alarmante situação em nível mundial, criada pela inundação desses imitadores de hormônios. No livro Our Stolen Future (“O Futuro Roubado”, pela Dra. Theo Colburn e outros, L&PM Editores, tradução de Cláudia Buchweitz e revisão de Luiz Jacques Saldanha, disponível no Brasil desde 1997), foram identificados 51 imitadores de hormônios, cada um deles capaz de desencadear uma torrente de efeitos, como redução na produção de espermatozóides, divisão celular e modelação de cérebros em desenvolvimento. Esses imitadores não somente estão ligados à recente descoberta de que a contagem do esperma humano despencou 50 por cento em todo o mundo, entre 1938 e 1990, mas também a deformações genitais, câncer da mama, da próstata e testicular, além de desordens neurológicas.13
O Dr. Lee descobriu um tema constante entre as queixas das mulheres sobre os aflitivos e muitas vezes debilitantes sintomas da TPM, da perimenopausa e da menopausa – excesso de estrogênio, ou, como ele denominou, uma “predominância estrogênica.”
Agora, em vez de o estrogênio desempenhar seu papel essencial dentro da bem equilibrada sinfonia dos hormônios esteróides no organismo feminino, ele passou a ofuscar os demais “músicos”, criando uma dissonância bioquímica. A última coisa no mundo que o corpo da mulher precisa é mais estrogênio – seja na forma de
anticoncepcionais ou de terapia de reposição hormonal (TRH). Mas, quando os sintomas da predominância estrogênica aparecem, adivinhe o que é prescrito? Mais estrogênio! O delicado equilíbrio natural entre progesterona e estrogênio fica radicalmente alterado pelo excesso de estrogênio. E a deficiência de progesterona é então ainda mais exacerbada.
O Dr. Lee conseguiu compensar o efeito predominância-estrogênica através do uso de um creme transdérmico com progesterona natural. A progesterona natural, um derivado do colesterol, é feita a partir do inhame silvestre mexicano ou da soja, cujos ingredientes ativos são réplicas moleculares exatas da progesterona do organismo humano. É interessante notar que em países da Ásia e da América do Sul, onde as mulheres ingerem soja ou inhame, o termo “fogacho” nem mesmo existe em suas línguas. Elas também raramente sofrem dos inúmeros problemas femininos que atualmente afligem as ocidentais.
A suplementação com progesterona natural corrige o real problema – a sua deficiência. Não se conhece nenhum efeito colateral da progesterona natural, nem foi encontrado até hoje qualquer nível tóxico. A progesterona natural aumenta a libido, previne o câncer do útero, protege contra doenças fibrocísticas do seio, ajuda a proteger contra o câncer da mama, mantém o revestimento uterino, hidrata e oxigena a pele, reverte o hirsutismo (crescimento de pelos faciais) e a diminuição de cabelo, age como um diurético natural, ajuda a eliminar a depressão e aumenta o sentimento de bem-estar, promove a queima de gorduras e a utilização da energia armazenada, normaliza a coagulação do sangue, e ainda é precursora de outros importantes hormônios sexuais e anti-stress.
Até mesmo os mais predominantes sintomas da menopausa – fogachos e secura vaginal – desaparecem rapidamente com a aplicações de progesterona natural.
Há ainda outro benefício muito importante da progesterona natural e que merece um pouco mais de atenção. Embora a maioria das pessoas suponha que o estrogênio protege contra a osteoporose – uma das principais razões pelas quais as mulheres são estimuladas a usar a terapia de reposição hormonal – este, definitivamente, não é o caso.
Os antigos estudos nos quais a hipótese da proteção do estrogênio foi baseada, tiveram graves defeitos científicos. A pesquisadora canadense Jerilyn Prior, endocrinologista-chefe da British Columbia University em Vancouver, com outros colegas, reportando no New England Journal of Medicine, confirmou que o papel do estrogênio na osteoporose é mínimo. Em seus estudos sobre atletas femininas, esses pesquisadores descobriram que a osteoporose ocorre à proporção que as atletas se tornam deficientes de progesterona, embora seus níveis de estrogênio pareçam se manterem normais. A Dra. Prior continuou sua pesquisa com mulheres não atletas, que mostraram os mesmo resultados. Apesar de ambos os grupos estarem menstruando, elas apresentavam ciclos sem ovulação e, portanto, eram deficientes em progesterona.
A Dra. Prior então descobriu que a ausência de ovulação e um ciclo curto hoje ocorre em 50 por cento dos ciclos menstruais das norte-americanas, durante o final dos anos reprodutivos.14 Infelizmente, essas importantes descobertas passaram relativamente despercebidas na comunidade médica.
Como resultado de suas extensivas provas científicas publicadas nessa área, Prior confirmou que não é o estrogênio, mas sim a progesterona que é o hormônio nutridor dos ossos, ou seja, o formador de ossos. Ela conseguiu até mesmo identificar receptores de progesterona nos osteoblastos (células formadoras de
tecido ósseo). Ninguém jamais encontrou receptores de estrogênio nos osteoblastos. Em resumo, é na mulher com deficiência de progesterona que ocorre perda óssea.15
Estes resultados foram obtidos num estudo de 3 anos em 63 mulheres com osteoporose e em fase pós-menopausa. Mulheres que usaram creme transdérmico com progesterona tiveram uma média de 7 a 8 por cento de incremento na densidade da massa óssea no primeiro ano, 4 a 5 por cento no segundo ano, e 3 a 4 por cento no terceiro ano! Mulheres que não recebem o tratamento nessa faixa etária normalmente perdem 1,5 por cento de densidade da massa óssea por ano! Esses resultados não foram obtidos com nenhuma outra forma de terapia de reposição hormonal ou suplementação dietética.16
O Dr. Lee acredita que o uso de progesterona natural, em conjunto com alterações na dieta e estilo de vida, pode não somente interromper a osteoporose, mas na verdade revertê-la – mesmo em mulheres com 70 ou mais anos.
Neste ponto é importante fazer uma distinção entre progesterona natural, produzida pelo organismo, e os sintéticos da progesterona – classificados como progestinas (ou progestogênios), como Provera, Duphaston e Primolut. Como você verá, há uma grande diferença entre as duas quanto aos seus efeitos no organismo, embora a maioria dos médicos use esses nomes de forma intercambiável.
Como a progesterona natural não é patenteável, as empresas farmacêuticas a modificaram molecularmente para produzir progestinas sintéticas, normalmente usadas em anticoncepcionais e na terapia de reposição hormonal.
As progestinas sintéticas, por não serem réplicas exatas da progesterona natural do organismo humano, infelizmente criam uma longa lista de efeitos colaterais, alguns dos quais bastante severos. Uma listagem parcial desses efeitos inclui dores de cabeça, depressão, retenção de fluidos, maiores riscos de defeitos no parto e abortos, disfunções renais, flacidez nos seios, sangramento irregular, acne, crescimento de pelos, insônia, edemas, alterações no peso, embolismo pulmonar, e síndrome do tipo pré-menstrual.17
E, muito importante, as progestinas carecem dos benefícios biológicos intrínsecos da progesterona e portanto não podem funcionar nos principais desdobramentos de síntese biológica, como o faz a progesterona, e desorganizam muitos processos fundamentais do organismo. A progesterona é um hormônio essencial que também desempenha um papel no desenvolvimento de células nervosas e cérebro saudáveis, bem como no funcionamento da tireóide. As progestinas tendem a bloquear a capacidade do organismo de produzir e utilizar a progesterona natural para manter essas funções promotoras da vida.
A história do hormônio é certamente complicada. Até agora, apenas uma versão dessa história tem estado ao alcance da maioria das mulheres ocidentais. Sérias dúvidas têm sido levantadas quanto à eficácia e conveniência do estrogênio e das progestinas, em qualquer de suas formas. As mulheres certamente estão sofrendo uma variedade de doenças femininas.
O que complica a história do hormônio é que o tratamento prescrito para essas doenças está na realidade tornando pior o problema. Sem compreenderem os efeitos colaterais de amplas conseqüências da predominância estrogênica e das progestinas, os médicos estão diagnosticando mal a causa dessas condições agravadas. Muitas vezes, outras drogas são então receitadas, com efeitos colaterais
desastrosos, à medida que cresce a espiral de medicação desnecessária. Qual é o derradeiro sacrifício? Não apenas a deterioração da saúde e do bem-estar emocional da mulher, mas também sua situação financeira, seu relacionamento, sua carreira.
Sem conhecimento adequado, sem educação e sem ter acesso a produtos naturais, as mulheres têm se tornado presas fáceis das poderosas campanhas publicitárias dos fabricantes multinacionais de medicamentos, que já convenceram médicos e órgãos governamentais de suas alegações. Está se tornando mais evidente que o bem das mulheres nem sempre está sendo levado em consideração nessa abordagem tendenciosa. Tampouco é incomum o lucro ter precedência sobre a saúde e o bem-estar. A última coisa que uma mulher precisa é ter as funções naturais do seu organismo denegridas como deficiências ou doenças – necessitando, portanto, de atenção médica contínua.
Está mais que na hora de a mulher assumir responsabilidades ainda maiores sobre a sua saúde, suas opções e seu estilo de vida. A maior de todas as armas contra a submissão e a ignorância é o conhecimento.
Está na hora de fazer perguntas difíceis aos que tratam da sua saúde, exigir respostas, e estar disposta a investigar alternativas seguras. Está ficando evidente que a mulher precisa participar no esclarecimento do seu médico sobre outras opções existentes, bem como escolher aquelas que ela preferir.
Certamente a mulher tem dentro de si mesma o poder não apenas para encontrar meios seguros, eficazes e naturais para curar-se, mas também para viver uma vida longa e plena, preservando a sua vitalidade, juventude e saúde. A mulher tem o direito de valorizar a si mesma e o seu corpo, em todos os estágios da vida. À medida que encontre o caminho para voltar a ter um maior equilíbrio dentro de si mesma, ela entenderá a profundidade da verdade do que o Dr. Deepak Chopra disse a respeito das mulheres: “A sabedoria feminina é a inteligência no coração da criação.”
* * *
Alguns Efeitos da Predominância Estrogênica
1. Quando o estrogênio não é compensado pela progesterona, ele pode causar aumento de peso, dores de cabeça, mau humor, fadiga crônica e perda de interesse pelo sexo – tudo isso parte da clinicamente reconhecida Síndrome Pré-Menstrual.
2. Não apenas está bem demonstrado que a predominância estrogênica estimula o desenvolvimento de câncer da mama, graças às ações proliferativas do estrogênio – ele também estimula os tecidos do seio e pode, com o passar do tempo, desencadear fibrocistos na mama, um quadro que tende a desaparecer quando se introduz a progesterona natural para compensar o estrogênio.
3. Por definição, o excesso de estrogênio implica deficiência de progesterona. Isso, por sua vez, leva a uma redução na taxa de formação de novos ossos na mulher pelos osteoblastos – as células responsáveis pela realização desse trabalho. Embora a maioria dos médicos ainda não esteja a par disso, essa é a principal causa da osteoporose.
4. A predominância estrogênica aumenta os riscos de fibromas. Um dos fatos interessantes sobre os fibromas (e freqüentemente comentado pelos médicos) é que, independentemente do tamanho, os fibromas normalmente atrofiam quando
chega a menopausa e os ovários deixam de produzir estrogênio. Os médicos que comumente usam progesterona em suas pacientes descobriram que ministrar progesterona natural também causa atrofia de fibromas.
5. Em mulheres sob predominância estrogênica e que menstruam, onde não ocorrem os picos e quedas de progesterona de uma forma normal a cada mês, a irrigação ordenada do revestimento uterino não ocorre. A menstruação torna-se irregular. Essa situação pode normalmente ser corrigida alterando-se o estilo de vida e usando um produto com progesterona natural. Isso é facilmente diagnosticável por um médico que analise o nível de progesterona em certas épocas do mês.
6. O câncer endométrico (câncer do útero) se desenvolve apenas quando há predominância estrogênica, ou estrogênio não combinado. Também isso pode ser prevenido pelo uso de progesterona natural.
A utilização de progestina sintética pode também ajudar na prevenção, razão pela qual um crescente número de médicos não mais prescreve estrogênio sem combiná-lo com uma droga progestogênica durante a terapia de reposição hormonal. No entanto, todas as progestinas sintéticas possuem efeitos colaterais.
7. Acúmulo de água nas células e aumento no sódio intercelular, o que predispõe a mulher a ter pressão alta (ou hipertensão), ocorre freqüentemente na predominância estrogênica. Esses também podem ser efeitos colaterais causados pela ingestão de progesterona sintética (progestinas). O creme com progesterona natural normalmente resolve isso.
8. Os riscos de derrames e ataques cardíacos são aumentados dramaticamente quando uma mulher está sob predominância estrogênica.
(Fonte: Leslie Kanton, Passage to Power, Random House, Reino Unido – 1995)
* * *
Benefícios da Progesterona Natural Contra o Envelhecimento
1. A progesterona é o primeiro precursor na biossíntese de corticosteróides supra-renais. Sem uma quantidade adequada de progesterona, a síntese de cortisonas fica prejudicada e o organismo então volta-se para caminhos alternativos, que produzem efeitos colaterais masculinizantes, como longos pelos faciais e diminuição de cabelo. Mais produção prejudicada de corticóides resulta numa diminuição na capacidade de controlar o stress, como o de cirurgias, de traumas, ou emocional.
2. Muitas mulheres em perimenopausa ou pós-menopausa e com quadros clínicos de hipotireoidismo (como fadiga, falta de energia, intolerância ao frio) estão na realidade sofrendo de predominância estrogênica não reconhecida, e serão beneficiadas pela suplementação de progesterona natural.
3. O estrogênio (e a maioria das progestinas sintéticas) aumenta o sódio e o acúmulo de água intracelular. O efeito disso é a hipertensão. A progesterona natural é um diurético natural e evita o acúmulo de sódio e água nas células, evitando assim a hipertensão.
4. Enquanto o estrogênio prejudica o controle homeostático dos níveis de glicose, a progesterona natural os estabiliza. Portanto, a progesterona natural pode ser
benéfica tanto para os portadores de diabetes quanto para os portadores de hipoglicemia reativa. O estrogênio deve ser contra-indicado em pacientes com diabetes.
5. O afinamento e o enrugamento da pele são um sinal da falta de hidratação. Isso é comum em mulheres na perimenopausa e na menopausa, sendo um indicativo certo de diminuição de hormônios. A progesterona natural transdérmica é um hidratante da pele.
6. A progesterona desempenha importante papel ao manter saudáveis as células do cérebro. Doenças como a senilidade prematura (Mal de Alzheimer) podem ser, pelo menos em parte, outro exemplo de enfermidade decorrente da deficiência de progesterona.
7. A progesterona é essencial para um desenvolvimento saudável da bainha de mielina, que protege a célula nervosa. Um baixo nível de progesterona leva a dores recorrentes.
8. A progesterona cria e promove um acentuado senso de bem-estar emocional e de auto-suficiência psicológica.
9. A progesterona é responsável pelo aumento na libido.
(Fonte: Dr. John R. Lee, Retardando o Processo de Envelhecimento com Progesterona Natural – BLL Publishing, CA, EUA, 1994, p. 14)
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Nota do Tradutor: A edição de 27-10-99 do jornal O Estado de S. Paulo publicou a nota “Componente químico pode ser responsável por puberdade precoce – causa poderia ser substância encontrada em produtos plásticos, como mamadeiras”, reproduzindo matéria do jornal Kansas City Star, que cita artigo publicado na revista Nature. O assunto refere-se a pesquisas realizadas por cientistas das Universidades de Missouri e da Carolina do Norte, demonstrando a ação dos chamados xeno-estrógenos (ou xeno-bióticos) – imitadores de hormônios – sobre a mulher.
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Referências bibliográficas
1. Archer, John, Bad Medicine, Simon & Schuster, Australia, 1995, p. 191. 2. Op. cit., p. 217. 3. Op. cit., p. 192. 4. Op. cit., p. 211. 5. Coney, Sandra, The Menopause Industry, Spinifex Press Pty Ltd, Australia, 1991. 6. The Sydney Morning Herald, 24 June 1995. 7. Coney, Sandra, op. cit., p. 584. 8. Archer, John, op. cit., p. 210. 9. Archer, John, op. cit., p. 211. 10. (a) Dumble, Lynette J., Ph.D., M.Sc., “Odds Against Women with Heart Disease”, presented at Health Sharing Women’s Forum, Royal College of Surgeons, Melbourne, Australia, 14 September 1995. (b) Barrett-Connor, Elizabeth, “Heart Disease in Women”, Fertility and Sterility (1994), 62(2):127S-132S. 11. Lee, John R., M.D., Natural Progesterone: The Multiple Role of a Remarkable Hormone, BLL Publishing, California, USA, 1993, p. 29. 12. Ibid. 13. Newsweek, 18 March 1996. 14. Kenton, Leslie, Passage to Power, Random House, UK, 1995, pp. 19-20. 15. Ibid. 16. Lee, John R., M.D., “Osteoporosis Reversal: The Role of Progesterone”,
International Clinical Nutrition Review (1990), 10:384-391. 17. Lee, John R., M.D., Slowing the Aging Process with Natural Progesterone, BLL Publishing, California, USA, 1994, p. 12.
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Extraído da Nexus Magazine, Volume 3 – nº 4 (junho/julho de 1996). P. O. Box 30, Mapleton Qld 4560, Austrália. E-mail: nexus@peg.apc.org Fone: 61(0)7 5442 9280. Fax: 61(0)7 5442 9381 Do nosso site em http://www.nexusmagazine.com/articles/hormone1.html
© 1996 por Sherrill Sellman Light Unlimited Locked Bag 8000 – MDC Kew, Victoria 3101, Austrália Fone: 61(0)3 9810 9591. Fax: 61(0)3 9855 9991 E-mail: golight@earthlink.net
Hormônios – Texto básico
quinta-feira, dezembro 6th, 2012Hormônios – Texto básico
(Hormônios – Entenda-os e, se necessários no seu caso, beneficie-se!)
O que são hormônios?
Por que são importantes?
Se nosso organismo fabrica, por que repor?
Além da idade, o que tende a reduzir os níveis hormonais?
Hormônios são importantes só para mulheres ou para homens também?
Como avaliá-los?
Quais os benefícios possíveis?
Causam câncer, infartos e derrames, como dizem por aí?
Os “bioidênticos” são realmente melhores?
A idéia desta seção é esclarecer tudo isto e muito mais sobre o assunto MAS para isto sugiro a leitura atenta do conteúdo dos links abaixo: você terá que investir algum tempo nesta tarefa mas o conhecimento adquirido decerto valerá a pena na medida que ajudará você a decidir com mais propriedade sobre o que é bom (ou não) para a SUA saúde; afinal, sem informação ninguém consegue formar opiniões corretas sobre qualquer coisa, não é?
http://www.icaro.med.br/modulacao-hormonal-o-que-e-beneficios-mitos-verdades/
http://www.icaro.med.br/para-quem-ainda-acredita-no-mito-que-todos-os-hormonios-causam-cancer/
http://www.icaro.med.br/para-mulheres-ou-quem-realmente-se-importa-com-elas/
http://www.icaro.med.br/dosagem-de-hormonios-na-saliva-tire-suas-proprias-conclusoes/
http://www.icaro.med.br/modulacao-hormonal-exames-e-suplementacao-gerais-%E2%80%93-quando-fazer/
http://www.labvitrus.com.br/resources/conteudos/artigos/1338215390.pdf
http://www.icaro.med.br/dhea-e-melatonina-quem-esta-envelhecendo-precisa-conhece-los/
Mas, em síntese:
“Que quase todos os hormônios têm queda na sua produção/secreção/ação com a idade, todos sabemos. O que alguns argumentam é que se isto acontece “naturalmente”, não deveria ser mudado, ou seja, se a queda hormonal é “da idade” seria “mexer com a natureza” interferir com ela: só esquecem que se um paciente tem baixos níveis hormonais associados a sintomas, mesmo os “atribuíveis ao avançar da idade”, modular/adequar estes hormônios pode ser exatamente o que o paciente precisa para ser tratado e melhorar ou mesmo curar-se. Ou seja: modulação hormonal também ajuda na prevenção de doenças mas, muitas vezes, é real tratamento.
Só lembremos sempre que ninguém produz/mantém bons níveis de hormônios sem bons Hábitos de Vida”.
Um abraço
Dr. Ícaro
* Última atualização de conteúdo desta seção em Dezembro/12
** Esta seção-base do site www.icaro.med.br é atualizada constantemente desde a sua criação, à medida que vou estudando mais o assunto e entrando em contato com textos que possam ajudar a instruir com qualidade: científicos e/ou completos e/ou úteis e/ou simples o suficiente.
Reposição de HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH) – Transcendendo preconceitos através do conhecimento
segunda-feira, outubro 15th, 2012Excelente artigo do Dr. Victor Sorrentino, reproduzido aqui sob autorização do mesmo, que esclarece bem sobre o GH, desmistificando seu uso e mostrando os vários benefícios da sua modulação consciente.
Boa leitura!
Link para o artigo original:
http://www.blogdodrvictorsorrentino.com/2012/08/reposicao-de-hormonio-do-crescimento-gh_2977.html
Acredito que desta vez o assunto será muito interessante para a maioria de vocês leigos, ao passo que controverso para muitos médicos. Mas amigos, a verdade é que não existe nada de controvérsia. Acontece que os mitos foram surgindo na medicina e os paradigmas que se criam indevidamente na saúde acabam por espalhar literalmente informações cheias de incoerências e inverdades. E como sempre digo, quem sofre ao final disso é a população.
Por incrível que pareça, o tema não é voltado para “marombeiros” como você sempre ouviu, mas para TODOS os que desejam compreender aspectos hormonais da saúde e as nuances que se tornaram obstáculos e cegaram a comunidade médica, fechando a mente e interrompendo a busca do entendimento holístico do corpo humano e da longevidade.
Tenho certeza de que vocês se surpreenderão ao lerem este artigo e tomarem ciêcia de que este hormônio tem sido usado na atualidade para uma gama imensa de situações, trazendo um leque de benefícios na saúde das pessoas.
Quero que vocês saibam que aquela concepção datada da década de 50 de que só as mulheres necessitam de algum tipo de reposição hormonal, pois vivem inevitavelmente a menopausa próximo aos 50 anos, já está definitivamente ultrapassada. Os declínios hoje são muito mais precoces, devido ao aumento de agressões que somos expostos diariamente, desde agrotóxicos, metais pesados, drogas, stress, ate sedentarismo e já podem se iniciar hoje a partir dos 25, 30 anos de idade. E se nós esperarmos chegar aos 50, poderemos estar em prejuízo evidente e notório.
Nossos hormônios são produzidos a partir de colesterol e proteínas, elementos que devem estar presentes em nossa nutrição, portanto os declínios obviamente não são causados tão somente pelo envelhecimento, mas sim pela base fundamental de produção também, os próprios alimentos. É por isso que o médico de hoje em dia NECESSITA conhecer e estudar cada vez mais esta área da medicina que relaciona nutrição com o funcionamento metabólico e a genética, denominada NUTRIGENÉTICA.
Os dados atuais e a prática clínica aprofundada na área da Modulação Hormonal tem nos mostrado realmente que estamos pagando um preço muito alto por estarmos vivendo em um mundo onde todos nós estamos submetidos a influência dos alimentos industrializados, além de sofrermos todas as agressões diárias pelas toxinas que até mesmo no ar que respiramos estão presentes e cronicamente vão prejudicando o funcionamento adequado de nosso organismo. Os declínios hormonais estão de fato ocorrendo muito antes do que seria biologicamente previsível, os 30 anos.
São constatações extremamente preocupantes, pois estamos simplesmente envelhecendo por completo nosso corpo e a única busca de grande parte da medicina hoje, é em esperar que as pessoas cheguem à doença para aí sim, iniciar tratamentos medicamentosos com drogas que simplesmente enganam os sintomas e de fato não resolvem a causa básica do problema. É fundamental que os tratamentos devam ser realizados muito antes da ocorrência da doença, atingindo o ponto fundamental dos problemas. E hoje já é possível isto, através da suplementação nutricional, modulação hormonal, exercícios físicos moderados e combate ao excesso de radicais livres. Pois é amigos, são medidas simples que não deixam uma pessoa adoecer.
Mas antes de começar a falar sobre o assunto principal, quero fazer uma constatação junto com vocês, até para evitar aquela velha e “manjada” pergunta: mas não seria o processo natural que envelhecêssemos e perdêssemos nossos hormônios, portanto “perigoso” brincar com a natureza e pensar em repor estas substâncias?
Ora, a resposta é muito simples. Primeiramente não é natural que vivamos tanto, esta é que é a verdade. Pensem comigo, o ser humano só ultrapassou a expectativa de vida de 50 anos na década de 30 e hoje ela é de 80 anos. Mas na natureza, somos os únicos seres que estamos ultrapassando a máxima de nascer, procriar e morrer. A expectativa de vida dos animais coincide com a idade em que eles não podem mais se reproduzir, ou seja, quando têm suas pausas e não mais são capazes de gerar outra vida.
Não estou dizendo aqui que deveríamos morrer, mas quero que vocês pensem comigo que se não é natural repor os hormônios, também não deveria ser natural fazer uma cirurgia para remover um câncer, muito menos fazer uma pessoa com diabetes viver as custas de medicamentos, outra com hipertensão e problemas cardíacos viver as custas de drogas diversas, da mesma forma aqueles com doenças degenerativas e assim por diante, não é mesmo?
Aliás, mil vezes menos natural uma pessoa depender de drogas absolutamente diferentes de qualquer substância existente no corpo humano pelo resto de sua vida, do que pensar em repor o que está faltando, esta é a verdade!
O Hormônio do Crescimento é o mais abundante hormônio liberado pela hipófise. Sua produção ocorre em picos com maior intensidade à noite, durante a fase de movimentos rápidos dos olhos (REM) e em picos menores, durante o jejum e após exercícios físicos, a exceção de determinados exercícios físicos que são capazes de provocar picos muito altos também.
O que o diferencia o GH dos demais hormônios é que, enquanto os outros agem principalmente de forma preventiva, detendo o avanço do envelhecimento e trazendo benefícios fundamentalmente na saúde de cada indivíduo, o Hormônio do Crescimento age principalmente revertendo alguns efeitos do envelhecimento, além de retardar seu ritmo de evolução que normalmente traz consigo uma série de limitações atreladas a seu processo. É por isso se costuma dizer que o Hormônio do Crescimento atua “atrasando o relógio biológico”.
A pausa da produção do Hormônio do Crescimento, conhecido pela sua sigla em inglês, GH –de Growth Hormone é uma das muitas pausas hormonais que ocorrem no corpo humano e sempre foi cercada de muito preconceito. Produzido pela hipófise (glândula localizada no cérebro) e convertido no fígado à sua forma ativa – a Somatomedina C – a deficiência do GH no indivícuo adulto leva à somatopausa, nome em alusão a deficiência da Somatomedina C no organismo. E esse declínio fisiológico do Hormônio do Crescimento em função da idade está diretamente associado aos muitos dos sintomas do envelhecimento, afetando a função física (menos força, flexibilidade e resistência cardiopulmonar), da função reprodutiva (redução na performance sexual e libido), imunológica (maior susceptibilidade a doenças como infecções virais e bacterianas, além de maior incidência de câncer) e na composição corporal (perda de massa corporal magra e aumento da gordura corporal).
Outros resultados relacionados à queda do GH com o passar dos anos são o surgimento de rugas, além de sintomas bem mais graves, como doenças cardiovasculares, osteoporose, depressão e insônia, entre outros.
Bem, mas o a boa notícia é que existem meios de se detectar o quanto o corpo de cada indivíduo está produzindo deste hormônio e portanto, na medida em que sabemos das implicações que tal substância pode ter na saúde, se torna importante que esta medida seja detectada em diversas situações.
Importantes estudos têm demonstrado que o IGF-1 pode ser uma ferramenta efetiva no diagnóstico para o acompanhamento da produção adulta de GH. Este marcador bioquímico tem níveis sanguíneos esperados que variam conforme a faixa etária para cada indivíduo, mas está absolutamente comprovado que aqueles que apresentam níveis elevados gozam de inúmeros benefícios para sua saúde, tais como fator de prevenção para:
- Doenças cardíacas crônicas,
- Risco de doença cardíaca isquêmica
- Câncer cervical
- Câncer de Próstata
- Osteoporose
Por outro lado, indivíduos com níveis baixos de IGF-1e condições como doença cardíaca crônica e/ou isquêmica, síndrome metabólica, com aumento de gordura viceral, diabetes tipo 2 e aterosclerose têm um aumento de sua mortalidade, em comparação aos mesmos quando têm níveis elevados de IGF-1. Estudos demonstraram que a obesidade endêmica no mundo moderno e que tem sua prevalência aumentada também em nosso país, ano após ano, é agravada e cursa praticamente sempre com níveis baixos de produção do Gh associado a um estado de hipoleptinemia (diminuição funcional do hormônio da saciedade).
Outros estudos demonstraram ainda que a administração de GH em pacientes HIV positivos reduz o acúmulo de gordura abdominal e viceral, provoca uma diminuição de triglicerídeos e melhora na função diastólica; demonstrou-se também os benefícios cognitivos importantes em indivíduos com demência.
Vou resumir para que vocês possam ter idéia da quantidade imensurável de estudos que já foram e continuam sendo realizados. O Hormônio do Crescimento (hGH) já foi relacionado em trabalhos científicos com:
- CÉREBRO: MELHORA DO HUMOR E COGNIÇÃO
- CORAÇÃO: MELHORA DO FLUXO E DÉBITO CARDÍACO
- CARÓTIDAS – INIBE FORMAÇÃO DE PLACAS
- PULMÕES: MELHORA FUNÇÃO PULMONAR
- CONTORNO CORPORAL: MELHORA COMPOSIÇÃO DE MASSA MAGRA EM RELAÇÃO A MASSA GORDA, DIMINUINDO GORDURA
- EXERCÍCIO: AUMENTA CAPACIDADE AERÓBICA
- SISTEMA IMUNE: MELHORA
- PELE: EFEITO “REJUVENESCEDOR”
A realidade hoje mudou completamente e o conhecimento na saúde não é mais só privilégio de médicos. Com a internet e a quantidade cada vez maior de informações disponíveis, o conhecimento foi universalizado, democratizado. Não há mais espaço para soberba do médico em ser o dono da razão, o senhor da sapiência, até porque está acontecendo cada vez mais de pacientes chegarem aos consultórios médicos sabendo praticamente tanto quanto o próprio médico a respeito de sua doença. Para os que ainda não conhecem, o Google mesmo tem um endereço que relaciona todos os estudos científicos, chamado Google acadêmico (faça a procura que é extremamente simples).
Saibam que somente no Google acadêmico/científico existem mais de 500 artigos, com mais de 1500 citações relacionando “growth hormone & Anti-aging”! E vocês irão escutar ainda profissionais da área da saúde dizendo que faltam estudos… o que falta é tempo destes mesmos estudarem, isso sim!
A verdade é que a suplementação com o GH em pessoas que somatopausa pode reverter uma série de sintomas associados ao avançar da idade. Existem inúmeros estudos científicos, cujos resultados podemos observar na prática clínica diária, que mostram que, enquanto outros hormônios que têm a produção diminuída com a idade, como o estrogênio, a progesterona, a testosterona, a melatonina e o DHEA podem ser repostos para deter alguns dos efeitos do envelhecimento e buscar evitar o aparecimento das condições maléficas que o acompanham , o GH pode ir além. Sua reposição em adultos apresenta uma melhora substancial na qualidade de vida do paciente.
Estudos científicos surgidos a partir da década de 90 apontam o hGH como de grande valia na melhora da qualidade de vida e longevidade. Um bom exemplo dos resultados positivos da reposição do hormônio em adultos é uma pesquisa publicada em 1990 no New England of Medicine. O estudo envolveu indivíduos com mais que 60 anos, que receberam, durante seis meses, doses subcutâneas diárias da substância. Ao final do período, além de muito mais disposição física, os pacientes apresentavam também aumento de 12% na massa muscular e redução de 9% na massa gordurosa. A sequência de estudos realizados a partir deste primeiro não só ratificou os achados iniciais, mas tem reforçado a tese de que o hGH é excelente aliado quando se trata de melhor qualidade de vida nas idades mais avançadas.
Vamos a conclusão de um outro importante estudo, também publicado neste jornal médico:
NÃO EXISTE DE QUE A TERAPIA DE REPOSIÇÃO COM HGH AFETA O RISCO DE CÂNCER. (Vance,ML& Mauras, N. (1999, October). Growth Hormone Therapy in Adults and Children. The New England Journal of Medicine. Pg 1206-1216.)
Bem, como vocês podem notar, já existem provas de que esta relação com o câncer é simplesmente uma suposição que virou um mito, um paradigma médico e que é usado por 99% dos médicos sem um conhecimento profundo sobre o tema, e que se apóiam em informações repassadas nas universidades sem base científica alguma. Está aí portanto mais um dos mitos que médicos insistem em levar a frente sem se preocupar em estudar o assunto infelizmente…
Obviamente estamos falando em obedecer uma série de preceitos fundamentais e em hipótese alguma que este tratamento seja banalizado como algo que todas as pessoas deveriam receber. Entretanto, os benefícios são inúmeros e é necessário que a possibilidade desta reposição seja avaliada.
Como vocês sabem que trabalhamos com cirurgia plástica e nossa Clínica tem mais de 20 anos de experiência, vocês podem imaginar o quanto estamos tendo avanços devido ao efeito de revitalização da pele causado por este hormônio naqueles pacientes na somatopausa, com diminuição de rugas e da flacidez da pele; sendo assim, utilizamos como potencializador e aliado na prática da cirurgia plástica os resultados se somam e inclusive o estímulo à cicatrização é otimizado.
A reposição do hormônio também melhora outros parâmetros na vida do paciente. Estudos mostram redução do LDL colesterol (colesterol tido como ruim até pouco tempo atrás, quando se descobriu que na realidade existem 11 subtipos desta fração de colesterol que são de fato boas e benéficas) e aumento da presença do HDL colesterol (colesterol “bom”) no organismo, além de estimular a correção da osteoporose, promover a melhora dos ligamentos e articulações, do sono, do humor e da memória.
Acho muito importante ressaltar que a possibilidade de o GH deflagrar o aparecimento de câncer, ou ainda de favorecer o aumento na velocidade de tumores pré-existentes, foi cogitada, mas nunca nada foi documentado ou comprovado, ficando, nos meios científicos, apenas como remota possibilidade. Por outro lado, sabe-se que em doses fisiológicas, o que ocorre é provavelmente o contrário. Trabalhos científicos já demonstraram que o GH tem relação com a boa performance das células NK (do inglês Natural Killer). Conhecidas desde a década de 70, essas a NK tem capacidade de matar células tumorais e infectadas por vírus sem sensibilização prévia.
ESTUDO PUBLICADO NO MAIS IMPORTANTE JORNAL MÉDICO DO MUNDO, NEW ENGLAND JOURNAL OF MEDICINE CONCLUIU QUE NÃO HÁ NENHUMA EVIDÊNCIA QUE A TERAPIA DE REPOSIÇÃO COM HGH AFETA O RISCO DE CÂNCER, PORTANTO O QUE EXISTE AINDA HOJE NA MEDICINA SÃO SUPOSIÇÕES CONTRA-CIENTÍFICAS.
Amigos, vocês sabem que procuro ser sempre realista e prezar pela honestidade e o “jogo limpo” com vocês, este é meu objetivo ao escrever abertamente neste espaço cibernético, portanto não estamos aqui falando de uma substância milagrosa. Não basta a terapia de modulação hormonal, para se alcançar uma longevidade mais saudável. Fatores externos como dieta alimentar balanceada, exercícios físicos e outras escolhas de estilo de vida também são importantes. É importante que a pessoa incorpore uma rotina regular de exercícios físicos e um regime nutricional equilibrado e bem orientado com o conhecimento da Nutrigenômica, além de efetuar outras modificações apropriadas para se chegar a um estilo de vida saudável.
Enfim, a aplicabilidade deste poderoso hormônio poderia trazer inúmeros benefícios à saúde das pessoas, desde que os médicos se propusessem a abrir suas mentes, mantendo ceticismo e senso crítico racional desprendido de preconceitos obsoletos a respeito do tema. Não estamos falando aqui em simplesmente rejuvenescer, mas quando realizamos o uso adequado, seguindo os rígidos protocolos de administração do hormônio do crescimento, estamos realizando prevenção de doenças e tratando a saúde, no sentido mais amplo desta missão médica. Não prometemos milagres, mas temos o conhecimento real do leque amplo de possibilidades benéficas que esta suplementação é capaz de trazer.
Aconselho para médicos a leitura deste livro:
Link para o artigo original:
http://www.blogdodrvictorsorrentino.com/2012/08/reposicao-de-hormonio-do-crescimento-gh_2977.html
Para quem ainda acredita no MITO que todos os hormônios causam câncer
terça-feira, outubro 9th, 2012O texto abaixo está aqui reproduzido sob autorização do Dr. José Carlos Brasil Peixoto, médico, conforme original publicado no seu site. É um texto algo longo mas que MUITO BEM explica e desmistifica vários aspectos atinentes ao uso consciente de hormônios na busca e manutenção de real saúde para qualquer paciente que precise, em qualquer idade; na minha opinião, é leitura obrigatória para quem quer saber mais sobre hormônios e sua vasta utilidade para a saúde humana, tudo bem embasado em evidências científicas suficientes e inquestionáveis; enfim: leia e forme sua própria opinião…
http://www.umaoutravisao.com.br/artigos/hormonal/bioidenticos.htm
“HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS
A REVOLUÇÃO TERAPÊUTICA
Idealização, preconceitos e realidade
José Carlos Brasil Peixoto, médico
Recentemente o tema hormônios bioidênticos tem sido objeto da mídia.
O termo tem inúmeras referências em sites de busca na internet e
já foi alvo de reportagens em rádio e televisão.
Como em outras questões ligadas à saúde,
surgem controvérsias e posicionamentos radicalizados.
Possivelmente isso poderá ter adeptos e detratores que
eventualmente pareçam-se como torcedores de time de futebol.
Mas não é um tema sujeito a esse tipo de postura,
se de fato o público em geral entenda as premissas corretas do
conceito subjacente à fisiologia envolvida e do que se trata – objetivamente –
um tratamento com hormônios …verdadeiros.
Uma breve história dos esteróides
O emprego de substâncias que se comportam como hormônios esteróides não é exatamente uma novidade. O primeiro análogo de hormônio esteróide feminino, o etinil-estradiol, foi sintetizado em 1938, na Alemanha(1). Outro análogo, de uso em larga escala, seria o Premarin®, que é obtido da urina de éguas prenhas, chamado capciosamente de estrógenos conjugados naturais,(2) embora não tenha o perfil hormonal da espécie humana, chegou ao mercado em 1942.
Mas o emprego de extratos hormonais como fonte de rejuvenescimento é mais antiga. Tem-se noticia que em 1889 um professor de Harvard teria testado em si mesmo um elixir da juventude que nada mais era do que extrato de testículos de animais, que o teria deixado com energia e sensação de grande bem estar. Nesse caso o hormônio em pauta seria a testosterona.
Os esteróides sexuais só foram isolados 40 anos após, por um bioquímico americano. Pouco depois foi isolada a testosterona (1931). Mas foi a descoberta da conexão entre o colesterol e os hormônios sexuais que habilitou a primeira síntese, parcial, em laboratório, que logo em seguida, em 1939, permitiu a síntese de pregnenolona a partir do colesterol.
Vários hormônios não esteróides, ou seja, não derivados do colesterol foram descobertos antes disso, o que inclui a adrenalina, os hormônios da tireóide e a insulina.
Essa particularidade de “nascença” – derivado do colesterol – torna os esteróides hormônios bastante particulares. Afora, é claro, abranger o grupo dos hormônios sexuais, não se pode esquecer que sua família inclui outros atores importantes. O cortisol e seus derivados, com funções quase infinitas na fisiologia humana, e a aldosterona (gerente do equilíbrio ácido básico, das taxas dos minerais que são controlados nos rins, basicamente sódio, potássio e o cloro, além de manter o volume de água corporal) que tem grande papel no equilíbrio da pressão arterial.
O grande impulso ao uso difundido de substâncias que se comportam como esteróides sexuais, foi dada pelo médico americano Robert Wilson, tido como o pai daquilo que ficou conhecido como terapia de reposição hormonal(3). Seu alvo foram mulheres da menopausa. O objetivo partilhava as antigas idéias do elixir da juventude. O título de seu famoso livro: Feminine forever (Feminina para sempre) sugeria isso.
Problemas comprovados
O uso de esteróides compõe um extravagante tema médico. A natureza, as aplicações e as implicações das substâncias abrangem uma vasta área de utilização. Da síntese das pílulas anticonceptivas aos aditivos utilizados por atletas, do tratamento de inúmeros transtornos ligados à sexualidade, às aplicações dos corticóides sintéticos para alergias ou reumatismo, os esteróides são de longe um dos mais importantes temas de farmacologia, infelizmente mais do que da própria fisiologia. Assim suas potencialidades terapêuticas superaram as cautelas que deveriam ter sido observadas prévias ao uso quase irrestrito.
O maior choque seria a comprovação de que o uso da terapia hormonal convencional, baseada nos imitadores hormonais (basicamente Premarin® e Farlutal ®) seria mais arriscado do que benéfico para mulheres como tratamento do climatério. O aumento substancial de câncer de mama, derrame e doença tromboembólica não superaria as eventuais vantagens de um sedutor bem estar. Essa afirmativa não é mais um temor especulativo ou um preconceito retrógado. Os estudos do WHI não deixam dúvidas: hormônios artificiais usados na badalada reposição hormonal FAZEM MAL!(5)
Lamentavelmente isso nunca foi explicado com todas as letras pela mídia. A terapia de reposição hormonal ordinária não utilizava os hormônios humanos exatamente. Utilizava substâncias parecidas, mas não iguais. De certa forma isso gerou outro tipo de preconceito, fruto de ignorância ou honestidade duvidosa: hormônios artificiais, (ou dosagens artificiais, ou formas de uso artificiais, quem sabe baseados em mensurações laboratoriais equivocadas) geram problemas! E daí?
Por outro lado o uso largamente difundido de anabolizantes continua sendo uma área muito promíscua das pseudo-terapias com produtos de ação hormonal esteróide. Nesse caso o problema é que a ambição do uso de imitadores de testosterona visa modificar as potencialidades corporais, onde os esportistas e fisiculturistas empregam doses elevadas de androgênios, o que trouxe à público uma série de complicações e efeitos co-laterais ligados a essa forma de emprego. Um dos escândalos do uso de esteróides anabolizantes diz respeito ao uso perverso dessas substâncias em atletas do sexo feminino da Alemanha Oriental, que ganharam muitas medalhas em esportes como a natação. …E transtornos sexuais para o resto de suas vidas.
Se de um lado tínhamos efeitos por adição ao organismo dos esteróides como substâncias artificiais e de uma forma artificial, por outro lado tivemos as imputações imprecisas que diziam respeito ao apavorante tema do câncer.
Charles Huggins foi um dos primeiros a considerar a ligação entre testosterona e câncer de próstata. Embora tenha lhe rendido um Nobel de Medicina, seus estudos pioneiros seriam revisados mais tarde e comprovados serem “um pouco” precipitados em termos de conclusões. Mas suas equivocadas idéias se arraigaram irreversivelmente ao pensamento médico contemporâneo.
De outro lado a natureza óbvia dos cânceres hormônio-dependentes nublou o entendimento médico da relação entre o estrogênio e o câncer.
Tanto no que diz respeito ao estradiol – relacionado com câncer de mama – e a testosterona – relacionada ao câncer de próstata, um aspecto singelo da reflexão foi eclipsado: não é a simples presença que gera câncer. Adolescentes têm altas taxas desses hormônios e não costumam ter esse tipo de patologia. Obviamente há algo a mais no contexto da ação desses esteróides no que diz respeito às doenças malignas. Mas a simplificação exagerada demonizou esses onipresentes agentes hormonais. Quem está sempre presente sempre pode ser acusado de alguma coisa, porque não?
Mais extravagante ainda seria a eventual imputação da progesterona ao câncer. Leve-se em conta que a melhor demonstração antropológica pode conduzir qualquer mente – mesmo pouco agraciada com a perspicácia – uma inequívoca constatação: a gravidez, situação onde as taxas de progesterona sobem estratosfericamente, não pode ser um risco de doença fatal para qualquer espécie que queira se impor no mundo natural. Obviamente esse tipo de reflexão pode ser audacioso demais para muitos estudiosos, inúmeros experts de mídia que tentam também responsabilizar um hormônio tipicamente maturador (o oposto do câncer: células imaturas) ao surgimento de tumores malignos.
A ecologia tentou ajudar
Nos anos oitenta uma descoberta foi decisiva para dar um conhecimento fundamental à compreensão dos hormônios esteróides. Estudos de Ana Soto (4) demonstraram de forma indiscutível como funcionaria a poluição ambiental na saúde hormonal. Sua descoberta de que substâncias que saíam de tampas de plásticos que faziam parte de seus tubos de ensaio contaminavam culturas de células de câncer de mama, provocando multiplicação inesperada. Os nonilfenóis seriam os primeiros de um grupo heterogêneo de compostos químicos com ação estrogênica inequívoca, onde nomes difíceis como o bisfenol-A e dietilhexil ftalato, se somariam a um amplo conjunto de substâncias químicas que não apenas estariam na composição de produtos plásticos, mas participariam de agrotóxicos, produtos de toalete e perfumaria, detergentes, e uma infinidade de produtos tipicamente frutos do desenvolvimento pós-guerra.
Isso formaria um mosaico de fronteiras imprecisas que podem ficar sob a denominação dos DISRUPTORES HORMONAIS. Derivados químicos que se comportam como hormônios, basicamente estradiol, afetam todos os seres vivos da cadeia alimentar, se armazenando nas gorduras dos mesmos. Apesar de muitos teóricos tentarem reduzir sua importância, advogando que a expressão química é fraca (nos Estados Unidos, obviamente), a sua persistência, virtualmente infinita produz problemas. Não faltam pesquisas sobre o tema. E ações também. Por algum motivo os governos do Canadá e Europeus não acreditaram nessa história de ação estrogênica fraca e PROIBIRAM mamadeiras de plástico ou brinquedos plásticos chineses. No mínimo uma questão de razoável bom senso: por que colocar a população em risco, aliás, um risco obviamente desnecessário.
A ação estrogênica de produtos agrotóxicos não seria acidental. “Estrogenizar” indivíduos de uma espécie poderia inviabilizar sua multiplicação. Uma típica ação de produtos que seriam utilizados como veneno. Não permitir reprodução é claro que mata uma praga. Desafortunadamente os sábios pesquisadores esqueceram-se de mensurar que tudo que consumiria a praga, ou os produtos “protegidos” contra essa praga poderiam perpetuar a ação esterilizante dessa substância química. E esqueceram que o estradiol é impressionante ativo, mesmo em discretíssimas, homeopáticas concentrações.
“Estrogenizar” o inimigo é uma das formas que certos membros do reino vegetal se utilizam para frear as populações de seus predadores. Chamados de fitoestrógenos, essas substâncias não são de forma alguma dádivas da mãe natureza para reparar transtornos de mulheres com problemas hormonais. O excesso de fitoestrogênios já foi reconhecido como um problema para reprodução de mamíferos, como aconteceu na doença do trevo(6). Os excessos de fitoestrogênios presentes em produtos popularizados sob o massacre da mídia, como o extrato de soja (ardilmente chamado de leite de soja) não conseguiram mais sensibilizar os diretores de saúde no Reino Unido que já em 2004 praticamente proibiu a recomendação desse tipo de produto artificial como alimentação de crianças como prática pediátrica. A feminização de meninos não seria um risco razoável a ser enfrentado. (7)
A ecologia nos deixou um legado muito importante: substâncias similares aos hormônios produzem efeitos semelhantes aos hormônios endógenos, mas podem produzir outros efeitos distintos e imponderáveis. Teoricamente qualquer substância com esse perfil bioquímico se encaixaria nessa definição. Ou a substância é quimicamente idêntica, ou é um disruptor em potencial. Infelizmente quase todos os medicamentos que compõe o arsenal dos tratamentos hormonais: anabolizantes, anticoncepcionais e os medicamentos das reposições hormonais tradicionais para a menopausa – podem cair na segunda categoria. Se há problemas com esses tratamentos porque não supor que essa pode ser uma boa justificativa – ser um disruptor hormonal?
Demonizando a gordura
O papel da gordura na fixação dos agentes poluidores não foi mais esquecido, mas não foi devidamente esclarecido. Esteróides e substâncias que imitam esteróides tem alta afinidade por gorduras. Culpar as gorduras por serem tóxicas por si só é uma clara demonstração da carência intelectual da moderna e pomposa cultura pop da atualidade. A ignorância, o sofisma e o preconceito nunca deixaram de estar em alta. A gordura virou causa de câncer para experts com pressa demais para pensar no que estão dizendo.
Se algum deles bradar que o câncer de mama pode estar relacionado à gordura, o que qualquer oráculo de bazar de 1,99 pode dizer e repetir exija-se que ele aprimore sua acuidade explicativa. Pode ser que alguns se lembrem que a poluição produzida pela indústria de agrotóxicos, remédios e alimentos podem contaminar a gordura (natural) que infinitas gerações de seres humanos lutaram para poder se nutrirem (saudavelmente por sinal). Assim, não a gordura, mas aquilo que o homem produziu acabou sendo a causa do problema.
Claro que outros experts afirmam que a obesidade tem relação com o câncer de mama. É possível. A mesma relação que a obesidade pode ter com uma complexa teia de situações patológicas. Seja uma eventual resistência à insulina, uma falta de atividade física, o consumo um pouco exagerado de carboidratos, e naturalmente um inevitável estresse crônico que deve envolver essa pessoa. É bem possível que haja conexão dessa gama de situações com doenças graves e degenerativas como a diabetes, hipertensão, enfermidades psíquicas e mesmo um câncer. Poderíamos fazer um inventário de premissas e entender com sapiência essa cascata ou teia de eventos patológicos. Ou culpar a gordura. Não é a verdade, mas economiza raciocínio.
Naturalmente, sob a questão do tecido adiposo reina um ponto com relação à formação de hormônios. A estrona é produzida pelo tecido gorduroso e se transforma em estradiol. Pode fazer diferença na situação de predominância estrogênica.
Difícil de ser mensurado adequadamente
Uma particularidade dos esteróides que pode ter auxiliado negativamente na reputação desses hormônios é de fato serem derivados do colesterol. Isso trouxe uma dificuldade importante num dos pilares de controle de uma substância de potencial uso medicamentoso: a precisão das dosagens de sangue.
Porque isso ocorre? Pelo fato do sangue ser hidrofílico, e como se sabe água e gordura não combinam. Os esteróides têm base lipídica e não podem ser transportados na forma ativa pelo sangue. Quando se mede, por exemplo, a progesterona no soro sangüíneo, basicamente se mede a fração hormonal sem atividade fisiológica. Isso vale para todos os esteróides. A fração percebida nos exames de sangue está associada a proteínas, que carregam esses hormônios. São conhecidas como lipo-proteínas, e algumas abreviaturas são bem populares: LDL e HDL, pois carregam também o colesterol (do fígado para os tecidos, e vice-e-versa).
Para se ter uma idéia mais precisa das taxas hormonais são necessários exames mais acurados. Na prática laboratorial disponível o melhor é o exame salivar de esteróides livres. Como não fazem parte do protocolo usual de exames laboratoriais que são solicitados rotineiramente, pode-se inferir que as reais taxas hormonais jamais foram bem avaliadas nos habituais check-ups.
Pode-se também imaginar que tipo de padrão pode ter sido utilizado para acompanhar avaliações terapêuticas. Se os tratamentos hormonais são controversos, parte do problema pode ter sido a crônica falta de precisão de aferimento. Os resultados clínicos podem parecer discrepantes com os dados laboratoriais. Mas em essência esses dados são distintos da realidade.
Hormônios bioidênticos e o equilíbrio hormonal
Bem, considerando tudo o que já foi visto, não é muito difícil imaginar como o manejo dos hormônios como forma de tratamento ganhou uma configuração sujeita a controvérsias.
Há muitos mal entendidos no meio do caminho.
Um médico americano, John R Lee, porém, percebeu que o problema estava em vários momentos de um tratamento hormonal, e iniciou uma proposta terapêutica diferente, apesar de tentar ser a mais fidedigna com a fisiologia: o uso de progesterona para os transtornos da menopausa. Mas a progesterona mesmo. Quando pesquisamos na internet sobre a progesterona nos deparamos com freqüência com um termo tendencioso: progestinas. A progesterona não é um grupo de hormônios! É um hormônio singular. Tem uma fórmula única, e nada que não tenha esta fórmula química pode levar o seu nome (C21H30O2). O termo progestina deve ser reservado a tudo aquilo que se comporta de forma aproximada à progesterona endógena, mas que de forma alguma faz exatamente a mesma coisa, de acordo com os princípios do conhecimento dos disruptores endócrinos, já citado. Dessa forma não existem de forma alguma dispositivos uterinos feitos de progesterona, apenas de progestinas.
Como a confusão já estava feita, ele traz a tona o termo hormônio bioidêntico, que indiferentemente das fontes de origem e produção, deve cumprir uma exigência inegociável: exatidão química com os hormônios endógenos.
Isso pode parecer uma redundância, mas como ficou muito difundido que o uso de hormônios se aplica ao tratamento com quaisquer substâncias que se comportem de forma semelhante (aos hormônios reais é claro), essa nova adjetivação reduziria as substâncias a um grupo de poucos atores. Todos mensuráveis em seres humanos saudáveis, mesmo aqueles que, naturalmente, não fazem uso de quaisquer hormônios.
Isso se aplica especialmente a alguns medicamentos que não tem como ser medidos normalmente em seres humanos. A tibolona(7), muito utilizada sob o generoso apelido de reposição hormonal, não pode ser mensurada num ser humano normal, portanto jamais estaria sujeita a estar faltando. Curiosamente é um repositor. Uma possível extravagância cognitiva, repõe algo que não está em falta, …nunca!
O dr. John Lee configurou as várias premissas de um tratamento hormonal. Um conceito muito importante é a noção de equilíbrio dinâmico: os hormônios não são peças estáticas, e estabelecem relação de ajuste mútuo, pois eles se contrapõem entre si. Os esteróides estão numa mesma linha de produção. Podem ser parcialmente intercambiáveis, mas sempre podem chegar ao final da linha de produção como… estrogênios. Isso explica, por exemplo, porque alguns tratamentos com altas doses de androgênios poderiam levar à ginecomastia (crescimento de mamas) em homens.
Usar as menores doses necessárias, com substâncias idênticas às produzidas pelo organismo, levando em conta a perspectiva do equilíbrio de forças, e principalmente seguindo as rotas de absorção que dêem mais similitude aos processos fisiológicos, vai compor o que tem sido chamado de Modulação Hormonal Bioidêntica. Nesse aspecto a forma como os hormônios bioidênticos são empregados é tão importante quanto a possibilidade de se manter um acompanhamento das taxas livres salivares, com um cálculo das proporções consideradas saudáveis entre eles. Já no que diz respeito da forma de emprego, o uso de gel ou creme transdérmico é pilar fundamental da terapêutica. Sob a forma de solução ou pastilhas sublinguais seriam as únicas formas do uso pela via oral. As outras formas de uso são excepcionais ou simplesmente equivocadas. Deve-se considerar ainda no conceito de equilíbrio, o conjunto de forças hormonais ambientais e alimentares que pressionam o organismo em relação à presença de imitadores estrogênicos ativas no organismo. Essa situação foi denominada de Predominância Estrogênica pelo dr. Lee.
O uso de hormônios bioidênticos é a base do tratamento dos distúrbios associadas ao envelhecimento. Por isso vários protocolos dos tratamentos anti aging começam com o uso sensato desses hormônios. Numa situação fronteiriça se encontram os efeitos negativos do estresse crônico contra o equilíbrio hormonal endógeno. Assim o tratamento do estresse também pode necessitar deles. Uma série de distúrbios associados a disfunções hormonais de vários tipos também (endometriose, miomas etc.)
É possível que a única forma concreta de prevenção de doenças como o câncer de mama ou de próstata envolva o uso desses hormônios.
Porém, longe de ser uma panacéia, o emprego dos hormônios biodênticos reafirma uma perspectiva de veneração da natureza se expressando no organismo humano como uma coleção de eventos fisiológicos que parecem que só agora, começam a ser devidamente respeitados. Não é um tema que se preste a posturas sectárias. Necessita fundamentalmente que se saiba olhar com atenção e desprendimento para a natureza biológica do ser humano.
Exige simplesmente sabedoria, e sensibilidade.
Quem pode precisar de hormônios bioidênticos:
- Síndrome sintomática da menopausa (inclui calorões, secura vaginal, falta de libido, etc.)
- Portadoras de endometriose;
- Sintomas ligados ao fluxo menstrual (TPM, alteração de ciclo, fluxo excessivo, dor de cabeça, etc);
- Sintomas ligados à andropausa;
- Suporte ao tratamento dos vários níveis de estresse crônico;
- Suporte ao tratamento de problemas típicos da terceira idade;
- Suporte ao tratamento de alguns transtornos psicoemocionais, genericamente chamados de estados de ansiedade ou depressivos;
- Talvez como única alternativa real de prevenção de doenças malignas (como câncer de mama ou próstata).
- E outros mais.
Tratamentos naturais x bioidênticos x convencionais
Não se faça confusão: os chamados tratamentos naturais para menopausa são feitos normalmente com substâncias fitoterápicas, que podem ter ação relativamente benéfica no controle alguns sintomas, mas não é de forma alguma uma alternativa de equilíbrio de taxas dos hormônios endógenos. De um modo geral seus benefícios são parciais e transitórios. Outras vezes não passa de um equívoco, como pode ser o uso de substâncias que se comportam como estrogênio, se o problema mais comum é a falta de progesterona. O uso de substâncias como as populares isoflavonas podem piorar o status de Predominância Estrogênica e vir até mesmo a potencializar situações ligadas a essa perturbação fisiológica.
Hormônios bioidêntico é como se fosse o emprego dos próprios hormônios, que apesar de vir do meio externo, cumpre, sem qualquer detalhe distinto, a fisiologia própria do corpo humano. Enquanto os imitadores hormonais dos tratamentos convencionais agem sobre os receptores como chaves semelhantes, mas ao portarem estrutura diversa, sempre podem (e vão) interferir de forma inesperada nos “alvos” metabólicos, os hormônios bioidênticos vão sempre ofertar ao organismo um conjunto de reações amplamente reconhecidas nos processos fisiológicos da intimidade endócrina.
Obs.:
(1) Laboratório Schering AG, por Hans Herloff Inhoffen e Walter Hohlweg;
(2) O PRE(gnant)MA(re)(u)RIN – tem 50% de estrona, que será metabolizado em estradiol no corpo humano, mais 15 a 25% de equilin, além de um percentual menor de equilenin;
(3) A primeira fase da terapia de reposição seria chamada de TRE. ou Terapia de Reposição de Estrogênio, mas foi modificada com o uso da progestina artificial medroxiprogesterona, ficando com a denominação de TRH, essa modificação teria por objetivo proteger o útero do câncer de endométrio, que ocorria como conseqüência do excesso de estímulo do uso isolado do estrogênio;
(4) Ver livro “O Futuro Roubado”, editora LP&M;
(5) Artigo original publicado no jornal médico New England Journal of Medicine, (texto em inglês) ver link: http://content.nejm.org/cgi/content/short/360/6/573
(6) Austrália, 1940, substância ativa fermononetin, um tipo de isoflavona;
(7) Recomendação do Ministério da Saúde publicada no CMO’s Update 37, de janeiro de 2004, Reino Unido;
(8) Tibolona é vendida no Brasil sob vários nomes comerciais: Livial®, Reduclim®, Libiam®, entre outros.
José Carlos Brasil Peixoto”
http://www.umaoutravisao.com.br/artigos/hormonal/bioidenticos.htm
“Antienvelhecimento” – Minhas considerações sobre o assunto
segunda-feira, agosto 6th, 2012“Antienvelhecimento” – Minhas considerações sobre o assunto
Tendo-se em vista a grande quantidade de pessoas que têm me perguntado se vi a matéria do Fantástico de 05/08/12 sobre o assunto (vide link para ela no final deste texto) e o que achei dela, achei por bem manifestar-me: em síntese, acredito que “antienvelhecimento” é um nome/rótulo errado para o que a maioria dos profissionais éticos efetivamente faz, que é ajudar o paciente a ter um envelhecimento mais saudável e funcional, com bem-estar, qualidade de vida, produtividade e o mínimo possível de perdas com o avançar da idade (e não prometer rejuvenescimento ou resultados “milagrosos”) mas sempre dentro do que é cientificamente comprovado e razoável; abaixo, segue o que tenho a considerar:
- O título já é por demais sensacionalista e parece definir o objetivo da reportagem mais como “colocar medo” que realmente informar: “Médicos oferecem tratamentos hormonais condenados pelo Conselho – Nos últimos três anos, cinco médicos foram cassados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) por terapias hormonais não reconhecidas aqui no Brasil”; os tratamentos hormonais não são condenados pelo CFM ou especialidades medicas como Endocrinologia e Ginecologia não existiriam; e se médicos foram cassados, seria pelas terapias hormonais ou pelo uso que cada profissional fez delas e demais em sua prática de consultório?
- Quem quer “se manter jovem a qualquer preço” e “viver eternamente” já começou errado uma vez que sua busca não é por saúde mas por vida longa “a qualquer preço”, ou seja, é um tipo de paciente que não serve de parâmetro para qualquer comparação que preste-se a ser útil em Medicina e Saúde.
- A matéria começa dizendo que quem trabalha com antienvelhecimento “são médicos que”… Ou seja, já começa errada porque coloca “no mesmo balaio”, como se fossem todos iguais, os que “trabalham com antienvelhecimento”. Sobre isto, tenho a dizer que:
- Se algum paciente chega ao meu consultório dizendo que quer tratamento para não envelhecer mais ou mesmo rejuvenescer, vou dizer-lhe que, biologicamente e pelo que conheço em Medicina, isto é impossível e, se ele insistir, pedirei que procure outro médico, até porque acredito que longevidade com funcionalidade seja acima de tudo conseqüência de obter e manter boa saúde, integral… É fato, entretanto, que experimento científico já conseguiu rejuvenescimento em ratos e que a ciência avança tanto (e cada vez mais rápido) a cada dia que já pode ser isto possível em humanos (ainda que eu não conheça) ou vir a ser em breve (que ninguém tenha a prepotência e falta de bom senso de dizer que isto sempre será impossível pois nenhum humano é Deus, certo?);
- O ser humano tende a viver cada vez mais mas não necessariamente com qualidade de vida: torna-se então importante, em um contexto ideal, atuar nas causas básicas do envelhecimento ao invés de meramente tentar minimizar suas conseqüências. A proposta da estratégia de “anti-envelhecimento”, portanto, na minha opinião, não é “parar o tempo” mas buscar reduzir significativamente a velocidade com que ele acontece ao mesmo tempo em que age-se para melhorar a qualidade do processo;
- Se um paciente tem bons resultados com um médico e diz sentir-se “mais jovem”, espalhando este conceito entre seus conhecidos, este médico agora “é de antienvelhecimento”? Se a atividade de um médico permite que seus pacientes vivam melhor, com mais funcionalidade, bem-estar e qualidade de vida, em decorrência disto sentindo-se “mais jovem” que sua idade biológica isto está errado, é “antienvelhecimento” e o médico deve ser punido por isto? Ou seja: TODO médico que realmente importa-se com seu paciente busca com a sua prática diária, direta ou indiretamente, o que preceitua o chamado “anti-envelhecimento” (rótulo mais adequado seria “longevidade com saúde”).
- O médico que procura (de verdade) ajudar seu paciente a envelhecer com mais saúde e funcionalidade (isto é o que realmente quer dizer o termo “antienvelhecimento” praticado com ética) NUNCA prioriza em sua atividade a reposição de hormônios mas sim a atenção integral ao paciente, melhoria dos seus hábitos de vida, desintoxicação, reposição de nutrientes, combate aos radicais livres, etc. Em outras palavras os hormônios, QUANDO NECESSÁRIOS, são utilizados dentro de um complexo contexto, individualizado de acordo com as necessidades de cada paciente. E estes conceitos transcendem a necessidade de ter uma ou outra especialidade medica para que sejam aplicados na prática.
- Estudo recente mostrou que a ciência já conseguiu reverter a idade biológica em ratos, o que torna possível o mesmo, em breve, nos seres humanos (ainda que eu desconheça se já aconteceu): afinal, por exemplo, órgãos inteiros já são criados a partir de células-tronco, não?
- Quem promete resultados para um paciente está fazendo algo perigoso e inadequado, já que estes dependem não só do conhecimento do médico, tratamento prescrito e exames laboratoriais mas também (e sobretudo) do organismo do paciente e de este fazer a sua parte! Ou seja, mais uma vez ressalto o óbvio: em toda área do conhecimento humano há bons e maus profissionais (e mesmo os bons que por vezes cometem deslizes, afinal “errar ainda é humano”) e nem por isto toda uma área da Medicina deve ser condenada (ou seus bons praticantes) pelo que fazem os maus.
- Nos países desenvolvidos as críticas ao chamado “antiaging” (pai do antienvelhecimento brasileiro) são cada vez menos aceitas tendo-se em vista a grande aceitabilidade da terapêutica, respaldada por milhares de trabalhos científicos e grandes nomes da Medicina.
- É claro que, sempre que possível, o melhor é que exames possam corroborar qualquer prescrição/tratamento mas não é vigente a máxima da Medicina, explicitada em diversos livros e textos técnicos que diz que “A Clínica é Soberana”, ou seja, que o quadro clínico do paciente é o melhor respaldo que um profissional pode ter para respaldar sua conduta? Ou para áreas particulares da Medicina há pesos e medidas diferentes para um mesmo assunto? Ademais, há hormônios cuja dosagem não está disponível comercialmente, a exemplo da melatonina: sua produção cai a partir dos 30-35 anos e sobretudo o relato do paciente é quem norteia o médico quanto à sua possível carência.
- QUALQUER excesso faz mal e pode causar câncer, seja ele de analgésicos, antiinflamatórios, minerais e também de hormônios: só que estes estão entre os mais temidos pelas inúmeras falhas cometidas na sua prescrição desde passado recente (em grande parte respaldadas por estudos científicos hoje reconhecidamente de qualidade ruim e/ou tendenciosos MAS aceitos à época); só que, em doses fisiológicas, estudos mostram que equilíbrio hormonal tende até a ajudar a proteger contra inúmeros distúrbios. E mais um detalhe: quem ainda diz que testosterona causa câncer parece desconhecer que são estrogênio e diidrotestosterona os principais vilões nesta questão, bem como desconhecer o trabalho do Prof. Abraham Morgentaler (falha de pesquisa para a confecção da matéria, talvez).
- A melatonina NÃO é “proibida” no Brasil: sua venda é proibida, por questões que caberia às autoridades sanitárias explicar (eu não sei e a maioria dos profissionais que conheço, também não) mas sua prescrição médica é permitida e há inúmeros trabalhos nacionais e internacionais comprovando suas dezenas de benefícios possíveis (é claro, como tudo na vida, quando bem utilizada)
- Nenhum médico pode vender produtos que prescreva em sua própria clínica: isto é inquestionavelmente antiético.
- A procainoterapia é proibida pelo CFM no Brasil mas é fato que é permitida e utilizada com inúmeros relatos de excelentes resultados em vários países pelo mundo, muitos de primeiro mundo.
- Quem tem que ser tratado é o paciente e não seus exames: eles ajudam na análise do caso mas não são mais importantes que o quadro clínico do paciente; ademais, todos querem ter uma saúde ótima mas têm que contentar-se com exames meramente “aceitáveis”? Por exemplo o paciente da reportagem: testosterona de 234 em um intervalo de “normalidade” de 131 a 640 pmol/L – Não é porque o paciente apresenta um resultado tido como “normal” (que na minha opinião parece mais estar abaixo da média, como de fato está mais próximo do mínimo aceitável – e pacientes nesta situação freqüentemente apresentam sintomas que melhoram com tratamento) que não possa ter sintomas e nestes casos caberia o questionamento: não seria este valor já sinal de distúrbios para aquele paciente? Como podem criticar a avaliação do mero exame sem correlação com a totalidade dos exames e do quadro clínico do paciente em questão?
- Os pacientes com “maus resultados” têm bastante espaço para contar suas mazelas mas os com “bons resultados” têm menos tempo e sequer dizem do que melhoraram e com que intensidade com os tratamentos, algo deveras curioso em uma matéria que supostamente destina-se a prestar um serviço de alerta pela saúde da comunidade.
- A terapia e dieta do beta-HCG ainda está em estudos mas já é bastante utilizada (com bons resultados, segundo inúmeros relatos) no exterior; até porque, curiosamente, muitas terapêuticas aceitas, efetivas e recomendadas no exterior são bloqueadas no Brasil, muitas vezes sem motivos plausíveis aparentes (vide questão da Ozonioterapia, por exemplo).
- Quanto à menção ao caso do Dr. Jeffry Life, pergunto-me se o caso dele não “incomoda” o repórter (e quem ele “representa”) mais pelo fato de ser uma prova-viva de que o que tanto está sendo criticado, quando científica e eticamente aplicado em paciente disposto a cooperar, simplesmente funciona! Forme seu próprio conceito, conhecendo sua história: http://www.drlife.com/about/ (afinal, como sempre digo: busque embasamento antes de formar e emitir opinião; afinal, todos podemos ser muito sábios em uma área e sermos totais ignorantes em outras, até correlatas).
- Efeitos colaterais/adversos são SEMPRE possíveis, mesmo quando todo o cuidado do mundo é empregado, seja para remédios comuns, seja para hormônios: dependem da dose e características das substâncias mas, acima de tudo, de suscetibilidades de cada paciente (muitas vezes imprevisíveis).
- Sobre os trabalhos analisados, chamou minha atenção que de 4000 trabalhos apenas 49 tenham sido considerados dignos de análise e destes nenhum concluísse nada de positivo no quesito longevidade com saúde (acredito já ter ficado bem claro que para mim, na verdade: “antienvelhecimento” = promoção de envelhecimento saudável com funcionalidade, bem-estar e qualidade de vida, ou seja, com menos disfunções que muitos por aí acreditam ser “naturais da idade”)… Ou só eu acho isso no mínimo estranho?
- A sociedade precisa denunciar irregularidades? É CLARO e sempre, em todas as áreas. Mas quais os critérios para julgar algo como irregular? Por exemplo como assegurar que um médico prescreveu uma substância para tentar artificialmente prolongar a vida de um paciente e não para corrigir alguma irregularidade orgânica detectada por quadro clínico associado a alterações de exames (quando possíveis)? Quem responder a estas perguntas realmente precisa ter julgamento isento e bem embasado e é claro: estar continuamente se atualizando uma vez que em ciência o que é o “certo incontestável” de hoje pode tornar-se a grande besteira, até mesmo danosa e contra-indicada de amanhã.
- Enfim, uma última consideração: especialmente em saúde, uma informação de má qualidade pode prejudicar de várias formas, inclusive gerando medo que afaste as pessoas de tratamentos que poderiam efetivamente ajudá-las a recuperar saúde e viver melhor: seria isto correto? NÃO e talvez até digno de matéria séria que se intitulasse: “Programas oferecem informações condenadas pela sociedade”
Por fim, reproduzo aqui a “Carta Aberta à População Brasileira”, divulgada hoje amplamente pelo Dr. Ítalo Rachid, um dos citados na matéria do Fantástico em tela, que muito bem complementa/reitera o que busquei exprimir acima, na MINHA OPINIÃO sobre todo o assunto:
Caros amigos,
Muito bom dia!!!
A missão de introduzir um novo conceito de medicina no nosso país, aonde ações preventivas e preditivas sejam privilegiadas em detrimento do puro e simples tratamento de doenças é missão árdua, cheia de percalços, armadilhas e, ainda mais crítico, contraria interesses poderosos.
E a noite deste domingo, vai ficar marcada como um desses momentos negros, aonde por longos minutos, retrocedemos na história e voltamos a viver o tempo da inquisição, aonde pessoas eram queimadas vivas por defenderem suas ideias e por baterem de frente contra o status quo.
O que deve ser ressaltado é que o modelo de medicina que praticamos e defendemos não assume a configuração de nenhuma especialidade, uma vez que, o nosso trabalho é alicerçado sobre a fisiologia humana, fisiologia do envelhecimento e fisiologia hormonal.
Sendo assim, pode ser praticada por qualquer médico, desde que adequadamente treinado e qualificado para tal.
E é exatamente por isto que não reconhecemos a autoridade de nenhuma especialidade médica, atuando de forma isolada, para emitir valor de juízo sobre o tema.
Importante também é ressaltar o fato de que as modalidades terapêuticas que disponibilizamos aos nossos clientes, vão bem além de hormônios, e incluem:
- Detoxificação;
- Reeducação Alimentar;
- Manuseio do estresse;
- Prática regular de atividade física;
- Diagnóstico e correção da fadiga mitocondrial;
- Diagnóstico e correção da atividade inflamatória sub-clínica;
- Mapeamento genético;
- Aconselhamento genético;
- Suplementação nutracêutica funcional;
- Modulação hormonal bioidêntica nanoestruturada.
Tudo isto nos leva a constatação básica de que nenhum dos assuntos acima elencados faz parte do programa pedagógico de formação de um geriatra, endocrinologista ou ginecologista.
Portanto, por serem assuntos que fogem completamente ao conhecimento, domínio ou universo do médico tradicional, o mesmo não reúne condições de opinar adequadamente sobre algo que desconhece na sua plenitude.
Do mesmo modo, o argumento de que existem relatos pontuais de pessoas exibindo supostos “efeitos colaterais” aos hormônios também é improcedente, uma vez que não se pode identificar com clareza que hormônios utilizados foram estes, ou, ainda, qual a qualidade, dose e indicação terapêutica adotados para prescrição destes supostos hormônios.
O que precisa ficar claro ao público é que a prática de medicina não é um ato isento de riscos.
Todos nós já ouvimos falar de pessoas que foram gravemente mutiladas durante uma cirurgia plástica, outros que perderam a vida durante uma lipoaspiração, ou ainda cirurgiões que esqueceram pinças e tesouras dentro do abdome de pacientes, pessoas que tiveram choque anafilático depois de tomar uma simples aspirina, e nem por isto estamos autorizados a denegrir os cirurgiões plásticos, cirurgiões gerais ou as especialidades indiretamente envolvidas com os fatos.
A exemplo das demais áreas da prática médica, a Medicina da Longevidade, embora não isenta de riscos, é segura, sendo um modelo baseado em ciências, evidências e prática direta de milhares de médicos, cientistas e pesquisadores ao redor de todo o planeta.
O que aconteceu hoje foi um julgamento sumário, precipitado e à revelia dos fatos e contrário a todas as evidências de que esta é uma boa medicina e uma medicina que simplesmente funciona!
Um assunto desta magnitude requer um amplo, longo e demorado debate multidisciplinar, com a presença de representantes de todas as áreas e especialidades da medicina, que dela potencialmente podem se beneficiar.
Os médicos, cientistas e pesquisadores que a praticam e defendem tem, necessariamente, que ser ouvidos.
De modo semelhante, a voz de milhares de cidadãos brasileiros que dela hoje se beneficiam não pode ser silenciada pela ignorância e cegueira de uns poucos, que, com a intenção velada de manter privilégios e interesses escusos, tentam esconder a verdade contida na fisiologia.
Em nome do Grupo Longevidade Saudável e dos médicos e cidadãos que acreditam neste modelo de medicina e que por ele fizeram uma opção livre e consentida, informamos que todos os recursos e instrumentos médicos, técnicos e jurídicos serão adotados no sentido de garantir e salvaguardar os nossos direitos sagrados e constitucionais da liberdade de escolha e de expressão.
Vamos nos manter unidos, com a mente serena e tranqüila, acreditando de modo firme, resoluto e inabalável que a verdade prevalecerá.
Reflexões Complementares:
Desde o primeiro instante, quando abracei esta causa há cerca de 14 anos atrás, em meados de 1997, fui movido e motivado por duas certezas inabaláveis:
- A primeira era que, depois de conhecer este movimento, as suas bases e as pessoas que dele estavam se beneficiando, jamais conseguiria voltar a exercer novamente a medicina tradicional, pois, a partir daquele instante, a mesma para mim não mais fazia sentido, porquanto nela não mais acreditava, embora a respeitasse e ainda respeite, bem como aqueles que a praticam;
- A segunda era que, o caminho para a introdução destes conceitos no nosso país seria longo e desafiador.
Depois de 12 anos de uma luta incessante, aonde temos que, literalmente, abater dois leões famintos e ferozes por dia, o que assistimos hoje no nosso país é um movimento que estabeleceu suas bases, é utilizado por mais de 500.000 pessoas e atingiu um ponto crítico, do qual não existe mais retorno.
O momento atual é mais do que compreensível.
O momento atual era e é totalmente previsível.
Não apenas por conta dos médicos e usuários que já formam um respeitado e numeroso grupo, mas e principalmente, porque se trata de um modelo solidamente embasado em ciências e evidências!
E isto tem incomodado muito mais pessoas e contrariado muito mais interesses do que somos todos juntos capazes de imaginar.
Temos que enxergar nas entrelinhas e compreender que para toda forte posição, haverá sempre uma forte oposição.
Este é um modelo de medicina que produz resultados clínicos concretos e comprovados.
Isto é fato.
E, contra fatos, inexistem argumentos!
Simples assim!
O tempo é o doce remédio que a tudo cura.
O tempo cura a cegueira, a ignorância, as injustiças e sempre conspira a favor dos justos, dos nobres de caráter e, principalmente, o tempo sempre conspira a favor da verdade!
Lembremos que o mal não existe.
O mal é uma mera ilusão, percebida apenas pela mente daquele que não a ocupou com a mentalização concreta e real do bem.
Busquemos todos inspiração, forças e energias em Deus e no Universo justo e perfeito por ELE criado.
Quero que saibam que sinto-me privilegiado e tenho orgulho em poder compartilhar este espaço com pessoas tão especiais como vocês, que não hesito em nominar de uma grande família.
Obrigado pela crença, pela energia e dedicação com que acreditam, defendem e se doam a nossa causa!
Um carinhoso abraço,
Italo Rachid.
Texto abaixo extraído do link (em 06/08/12):
Neste domingo, o Fantástico mostra os doutores do antienvelhecimento. Médicos que oferecem tratamentos hormonais que eles dizem ser revolucionários – mas que, na verdade, são condenados pelo Conselho Federal de Medicina. A reportagem é de Rodrigo Alvarez, Luciana Osório e Eglédio Vianna.
Eles estão convencidos de que podem ficar dez, 20, 30 anos mais jovens, com uma mudança de estilo de vida turbinada por hormônios.
“Eu tenho disposição de cara de 40 anos, até mais!”, garante o corretor de imóveis Maurício Barbosa, de 67 anos
“As minhas amigas chegam para mim e falam ‘nossa, você está mais nova, o que você está fazendo?’”, diz a administradora Carminha Melo Cruz, de 57 anos.
Mauricio passa testosterona na pele e toma seis cápsulas por dia. “Todo dia eu passo”, revela ele.
Carminha toma cortisona, progesterona, melatonina… Dezesseis cápsulas por dia.
Os dois ouviram promessas, exatamente como as que a reportagem do Fantástico vai mostrar.
“Com o medicamento oral, você vai rejuvenescer dois anos, três anos. Com o medicamento injetável, oito anos, dez anos”, garante um médico.
“A idade cronológica continua evoluindo, 51, 52, 53 anos. A idade biológica que a gente consegue trazer”, afirma outro médico.
“Com essas coisas que eu vou fazer aqui, daqui a três meses ele está se sentindo com uns 35 anos. Tome nota. Eu não sou charlatão”, promete outro médico.
Todos eles são médicos. E dizem que é possível botar um freio na velhice.
“Arrumando os níveis hormonais”, diz um.
“É exatamente quando o hormônio falta que a coisa vem”, explica outro.
“Se eu levanto o nível hormonal, a pessoa não tem Alzheimer”, garante.
Será que esses médicos têm razão? Será que os tratamentos de Maurício e Carminha vão mesmo fazê-los mais jovens, e sem efeitos colaterais?
A equipe do Fantástico mostra, com exclusividade, as conclusões do Conselho Federal de Medicina (CFM), que é a autoridade máxima nesse assunto. Mas, pelo menos uma coisa todo médico já tem obrigação de saber: desde 2010, uma resolução do Conselho Federal proíbe qualquer terapia antienvelhecimento.
“Lá nos Estados Unidos se chama anti-aging medicine, e, aqui no Brasil, os caras não querem nem ouvir falar de envelhecimento. Estão tentando um monte de nomes. Medicina integrativa, medicina de modulação hormonal”, conta um dos médicos. ““É medicina antienvelhecimento”.
“É a mesma coisa, mas é questão de termo”, garante outro
No consultório do doutor Wagner Gonzaga, um paciente de 51 anos e 90 quilos. Ele reclama de hipertensão e cansaço crônico. Está acompanhado de uma produtora do Fantástico. Sem qualquer exame de laboratório, o médico logo receita o primeiro hormônio: “Testosterona, que protege o coração dele”.
A testosterona é o principal hormônio masculino e, ao mesmo tempo, um anabolizante, que ajuda a aumentar a massa muscular. A partir dos 40 anos, a produção naturalmente diminui.
Endocrinologistas afirmam que isso não significa necessidade de reposição. Já o médico, que é ginecologista, receita duas ampolas.
“Toma uma e, daqui a um mês e meio, ele toma a segunda. E olhe, desculpe a brincadeira, que é um tanto chula. Se quiser, nem diz a ele, mas ele está tão tenso! Você vai ter um leiloeiro dentro de casa”, diz Wagner Gonzaga.
A brincadeira é chula mesmo.
“Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. Se prepare!”, acrescenta o médico.
Uma pesquisa com quase quatro mil homens idosos na Austrália, publicada na semana passada, concluiu que pacientes com índices elevados de testosterona livre, a responsável pela atuação do hormônio no organismo, têm risco 9% maior de desenvolver câncer de próstata.
O doutor Wagner alega que os hormônios que ele prescreve são bioidênticos, ou seja, têm estrutura igualzinha à dos hormônios produzidos pelo nosso organismo. E, por isso, seriam inofensivos.
“Testosterona bioidêntica. Igual a dele. Não faz mal! Não faz mal!”, diz.
No consultório em Curitiba, o doutor José Luiz Verde faz um longo exame clinico. E o paciente sai com uma lista enorme de suplementos, vitaminas e cinco hormônios. Entre eles, a melatonina, proibida no Brasil.
Já em outro consultório, em Belo Horizonte, o doutor Élerson Peixoto prescreve até um anestésico, a procaína. “Quando ele chegar aos 60 de idade, ele vai manter a disposição dos 45”, afirma.
A procaína com promessa de antienvelhecimento é condenada pelo Conselho Federal de Medicina. E, duas semanas depois, o médico ainda ensina a fazer as aplicações.
“Você vai quebrar o frasquinho, aspirar os 5ml, injetar 2,5ml de um lado, 2,5ml do outro”.
Pior, a venda ocorre na própria clínica. O Código de Ética diz que médicos são proibidos de vender qualquer medicamento.
“A procaína tem efeitos colaterais, benefícios para rejuvenescimento não existem. Ela pode dar convulsões, pode dar arritmias e outras complicações”, afirma Silvia Pereira, diretora da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Representantes da Sociedade Brasileira de Geriatria analisaram a conduta dos doutores antienvelhecimento.
“Não se pode prescrever nenhum hormônio sem ter o teste de dosagem deste hormônio”, diz Silvia.
E o paciente que ouviu de dois médicos que deveria usar testosterona descobriu, em um exame de sangue, que tinha níveis absolutamente normais do hormônio.
Não seria o caso de indicar testosterona para essa pessoa? “Não, porque tem os malefícios do excesso do hormônio”, explica Silvia Pereira.
José Elias Pinheiro,da câmara técnica de geriatria do CFM, desmente a afirmação de que a testosterona bioidêntica faria menos mal à saúde: “Não faz menos mal, faz tanto mal quanto”.
A empresária Andréia Simoni passou meses em casa, sem cura para a depressão.
“Eu estava desfalecida, não conseguia trabalhar”, lembra Andréia.
Até que ela encontrou um médico que saiu receitando hormônios. “Testosterona, progesterona, a hidrocortisona…”, conta Andréia.
“Os hormônios provocam sensações. Então, pode gerar uma euforia. Mas, por outro lado, você também tem os efeitos colaterais do uso desses hormônios que ela experimentou”, explica a endocrinologista Ruth Clapauch.
Pois é. Depois da euforia, Andréia ganhou 14 quilos e uma série de efeitos colaterais.
“É um inchaço muito grande. Inchaço na mão, inchaço no pé.”, reclama Andréia.
“Quando eu a examinei, vi que ela estava realmente desequilibrada. Ela estava com o que os médicos chamam de Síndrome de Cushing, que é um excesso de corticóide. Estava inchada. Estava com um excesso de gordura na nuca, que a gente chama de giba, com acne, aumento de gordura abdominal, alteração da pressão”, conta Ruth.
Para esses doutores, hormônios servem até para emagrecer.
O médico Wagner Gonzaga cita um hormônio chamado gonadotrofina coriônica humana. Também conhecido como HCG, é uma substancia produzida pelas mulheres, durante a gravidez.
“É barato porque é só mandar as mulheres grávidas fazerem xixi. Colher aquele xixi e processar no laboratório”, diz o médico.
O doutor Wagner diz que também está tomando o HCG: “Estou com 64 quilos, no mês de maio eu estava com 76 quilos”.
Elizabete Viana de Freiras, conselheira consultiva da SBGG, explica que o HCG não ajuda a emagrecer. “Ele pode trazer problemas para a saúde, como o desenvolvimento de certas doenças que são hormônio-dependentes, como certos tumores. Câncer”, alerta ela.
Aos críticos do antienvelhecimento, uma resposta na ponta da língua.
“Uma medicina que está há 25 anos nos Estados Unidos e continua lá, não pode ser ruim”, defende José Luiz Verde.
Cara de vovô, corpo de super-herói americano. Doctor Life é o símbolo máximo do antienvelhecimento. Um fenômeno, que o correspondente Helter Duarte foi ver de perto.
O Doutor Life é uma celebridade nos Estados Unidos e em muitos outros países. Ele mora em Las Vegas, atende em um consultório no mesmo prédio onde também dirige um império totalmente dedicado ao antienvelhecimento.
Jeffry Life começou como paciente e agora é garoto propaganda de um negocio que faturou US$ 60 milhões em 2011.
O médico conta que, depois de pedir exames, costuma receitar hormônios, vitaminas e suplementos. Tudo vendido pela própria empresa ao preço mínimo de R$ 2 mil por mês.
Se existem efeitos colaterais? Doctor Life diz que ouve essa pergunta há muitos anos. E que a resposta é não.
“Mesmo se o paciente tem histórico de câncer na família?”, pergunta o repórter. “Sem dúvida. Inclusive, temos pacientes com esse perfil, mas é claro que nos certificamos de que eles não estão com câncer antes de começar o tratamento”, responde Life.
Nos Estados Unidos, essas terapias não foram reconhecidas como medicina pelas duas maiores associações médicas do país. Com isso, os doutores do antienvelhecimento criaram a própria associação. Um médico americano só é punido por prática indevida se for denunciado por um paciente. E é assim também que funciona no Brasil.
“O doutor Italo Rachid, que foi quem introduziu isso aqui no Brasil, tem 53 anos. Sabe qual é a idade biológica dele? 30!”, diz o médico José Luiz Verde.
Trinta? Italo Rachid corre 20 quilômetros em uma hora e 38 minutos. É faixa preta de judô e agora treina MMA. E diz estar ainda mais jovem.
“Meu organismo hoje funciona com todos os parâmetros de um indivíduo absolutamente saudável de 26 anos de idade”, garante Italo Rachid.
O doutor Rachid aprendeu muito do que sabe na empresa dirigida pelo Doctor Life. Toma 75 cápsulas por dia.
“As pessoas estão acostumadas com o mundo desse tamanho. Um mundo de colesterol, de hemograma e de glicemia. Esse mundo já passou. Eu me sinto em uma bolha”, diz Italo Rachid.
E, nessa mesma bolha, 1.850 médicos brasileiros formados no curso do professor Rachid. A base das teorias é um livrão.
“Depois, você pode conferir aqui, hormônio por hormônio, são quase oito mil trabalhos científicos indexados aqui dando sustentação ao que nós estamos fazendo”, explica Italo Rachid.
O doutor Italo Rachid saiu de Fortaleza levando o calhamaço de pesquisas científicas ao Conselho Federal de Medicina, em Brasília, na tentativa de transformar o antienvelhecimento em uma especialidade médica no Brasil. Isso foi em maio de 2011. O Conselho analisou página por página dos documentos e chegou às suas conclusões, que o Fantástico mostra com exclusividade.
Quem assina o parecer é o doutor Gerson Martins. A Câmara de Geriatroa do Conselho analisou os oito mil estudos, descartou os repetidos e os considerados ultrapassados. Restaram 2.857. Sobre envelhecimento: “Somente 49 tratavam sobre envelhecimento”, diz o doutro Gerson Martins.
Gerson Martins explica que não foi encontrada evidência de que o tratamento antienvelhecimento seja benéfico. “A resposta é categórica e incisiva: não. Não há nenhum trabalho que mostre, que ele apresentou, que mostre, ou mesmo que nós tenhamos estudado depois, que sejam usados como antienvelhecimento. Não existe tratamento para o antienvelhecimento”, afirma ele.
O novo parecer do Conselho Federal de Medicina concluiu que a falta de evidências científicas e os riscos e malefícios que trazem à saúde não permitem o uso de terapias hormonais para prevenir o envelhecimento.
“Hoje essa prática está condenada, com esse parecer, é condenável. Não nos cabe outra alternativa a não ser fazer uma resolução para proibir o uso desses hormônios e dessas substâncias. A sociedade precisa denunciar esses médicos que agem dessa maneira”, diz o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila.
O assessor político Hasiel Pereira carrega debaixo do braço as duas denúncias que apresentou contra um médico no Rio de Janeiro. Ele foi à polícia e ao Conselho Regional de Medicina, onde o processo corre em sigilo.
“A história de que vai ficar mais jovem, de que vai viver mais eternamente, isso é conversa para boi dormir”, diz.
O tratamento começou em 2005, com melatonina, para combater uma insônia.
“Se tivesse parado aí o tratamento, eu não teria do que reclamar. Mas como ele insistiu nas outras reposições hormonais. Eu fui tomando esses hormônios, todos desnecessariamente”, conta Hasiel.
O laudo de um perito mostra que os níveis de hormônio de Hasiel eram normais antes do tratamento. E que houve prescrição de medicamento desnecessário, expondo o paciente a riscos.
Hasiel diz que as dores são culpa do excesso de GH – o hormônio do crescimento.
O hormônio do crescimento é produzido no nosso cérebro com mais intensidade na adolescência. E diminui ao longo dos anos. O que não significa deficiência.
O pesquisador americano Thomas Perls é um dos maiores inimigos das terapias antienvelhecimento. E, principalmente, do que considera uso irresponsável do GH.
“Quem toma GH sem precisar tem risco 50% maior de sofrer efeitos colaterais sérios, como dores nas juntas, pressão alta e inchaço dos órgãos”, explica Perls.
O doutor Perls coordena a maior pesquisa do mundo sobre centenários. E diz que para envelhecer bem não existe milagre: “Temos que ter um estilo de vida saudável, controlando o estresse, sem cigarro, com exercícios, boa alimentação e amigos para conversar.”
Na sexta-feira, no consultório em Fortaleza, o doutor Wagner Gonzaga disse que jamais receitou hormônios sem exame de sangue. E negou que tenha falado aos pacientes que o tratamento com hormônios e suplementos previne o câncer. “Não digo isso não, nem isso é verdade”.
Depois de saber da denúncia, ele tentou se explicar. “Ele só iria tomar se eu confirmasse, pelos exames dele, que ele deveria tomar”. E defendeu sua prática: “O hormônio é quem dá a saúde. A medicina clássica não entendeu isso ainda”.
Em Belo Horizonte, o doutor Élerson Peixoto admitiu que indica a procaína para o antienvelhecimento, mas negou que ensine os pacientes a usá-la e que o anestésico seja vendido no consultório.
O doutor José Luiz Verde disse que não vê problema em receitar cinco hormônios só com exame clínico. E voltou a falar sobre o Alzheimer: “A gente crê que, se a gente levantar o nível hormonal, a gente pode segurar um pouquinho. Não vou curar Alzheimer, não vou fazer nada”.
Nos últimos três anos, cinco médicos foram cassados pelo Conselho Federal de Medicina por terapias hormonais não reconhecidas aqui no Brasil.
Quer ler mais sobre o tema? Então sugiro que reflita sobre estes pontos:
CFM condena “terapia antienvelhecimento”, o que, na minha opinião, é algo lamentável e RETROCESSO para a saúde no país.
http://portal.cfm.org.br/
index.php?option=com_content&view=article&id=23138%3Aconselho-federal-de-medicina-condena-terapia-antienvelhecimento&catid=3
Só espero que tenham o bom senso de considerar (antes tarde que nunca) tudo o que escrevemos nos artigos abaixo (leia e forme sua própria opinião bem embasada) e isto:
2 – QUALQUER médico que realmente se preocupe com seu paciente e faça seu melhor para orientá-lo e ajudá-lo a envelhecer com QUALIDADE, com mais funcionalidade e bem estar, está fazendo “antiaging”
3 – Estão “atacando” um rótulo mal interpretado que, para quem faz eticamente, NADA tem a ver com rejuvenescimento ou sobrecargas de nada para frear o envelhecimento.
E sinceramente: a sociedade TEM que manifestar-se sobre tudo isto! Afinal, tem tudo para ser a mais afetada pelas repercussões negativas…
Abraço
Ícaro
Ante todo o disposto acima, solicito a todos que leiam e divulguem o conteúdo dos links abaixo (tratam de temas que devem afetar de maneira importante a SUA saúde e dos seus entes queridos):
e
Para MULHERES (ou quem realmente se importa com elas)
sábado, maio 26th, 2012Entretanto, quem produz a progesterona antes da menopausa? Predominantemente o corpo lúteo (“resto” do folículo, após a expulsão do óvulo), na segunda metade do ciclo. Ou seja, o uso de anticoncepcionais inibe a ovulação e com isso inibe a produção normal de progesterona…
Modulação hormonal BIOIDÊNTICA, exames e suplementação gerais – Quando fazer?
quarta-feira, fevereiro 15th, 2012PERGUNTA:
Em 14/02/12 XXX escreveu:
Boa tarde dr. Icaro,
Eu solicitei o orçamento daquela leva de vitaminas que me solicitaste
e queria ver com o senhor, se precisarei de hormônios bioidênticos, já que desejo realizar a modulação hormonal.
Eu pergunto porque quero comprar tudo junto para facilitar no pagamento.
Acha melhor esperar e comprar tudo junto ou preciso estar com o corpo já equilibrado em termos de vitaminas e minerais para iniciar a modulação hormonal.
Obrigada
XXX
RESPOSTA:
Presumo que você esteja me perguntando o que EU julgo ideal já que, a rigor, a decisão é sua… Então vamos lá:
Na minha opinião, portanto, em linhas gerais:
1 – Acredito que todo paciente deva, primeiro, melhorar o máximo que lhe for possível acerca dos seus HÁBITOS DE VIDA ( http://www.icaro.med.br/a-base-de-tudo/ ), tornando-os os mais saudáveis possíveis. Isto porque esta simples medida, mesmo que progressivamente adotada, cura ou melhora sinais/sintomas/distúrbios/doenças, assim evitando tratamentos (por exemplo medicamentosos) e exames específicos que seriam até desnecessários (ou mesmo danosos, em alguns casos); ou seja, após a melhoria dos hábitos muitos sintomas e doenças tendem a desaparecer ou não mais terem tanta relevância no contexto de atenção e planejamento terapêutico. Em outras palavras: bons hábitos dão condições para o seu organismo de ele mesmo reequilibrar-se e assim tratar seus próprios desequilíbrios, através por exemplo da otimização da absorção e chegada de nutrientes onde são necessários, desintoxicação, combate ao stress oxidativo excessivo, etc.
* É claro que em uma situação de urgência/emergência, freqüentemente não é possível aguardar pela melhoria dos hábitos de vida MAS isto é SEMPRE desejável, já que impacta o potencial de recuperação do organismo.
** Nesta primeira etapa, para alguém que minimamente tenha bons hábitos de vida OU comprometa-se a rapidamente melhorar os principais, suplementação direcionada de nutrientes pode ser bastante útil, benéfica e mesmo necessária.
2 – Após esta melhoria dos hábitos, portanto, está o momento ideal para realização de exames complementares, que agora sim irão mostrar mais exatamente em que o organismo ainda precisa de apoio para recuperar-se e funcionar melhor. Antes disso, se fossem realizados, poderiam levar até a condutas desnecessárias e mesmo equivocadas, como já explicado em epígrafe.
3 – A modulação hormonal BIOIDÊNTICA e de neurotransmissores ajuda MUITO, quando bem indicada, mas para ela tenho apenas 5 observações que julgo importantes:
- Não recomendo que seja feita até que o paciente melhore seus hábitos ou poderá ser embasada em quadro clínico não confiável;
- Recomendo que seja feita baseada na dosagem adequada e completa dos hormônios, sempre lembrando que um afeta o outro, ou seja, quanto mais deles forem dosados, melhor;
- Para aqueles hormônios/neurotransmissores que não podem ser dosados (a exemplo de melatonina, GABA, etc), buscar quadro clínico realmente verossímil já que sua indicação terá que ser pautada prioritariamente em sinais e sintomas relatados pelo paciente;
- Nas raras vezes em que exames bem indicados não sejam condizentes com o quadro clínico do paciente, devemos sempre lembrar que é o paciente quem deve ser tratado, em suas queixas e mesmo doenças e não “um pedaço de papel” – afinal, como diz um velho axioma da Medicina, “a clínica é soberana”.
- Hormônios e neurotransmissores, nem qualquer tipo de medicamento/remédio, sozinhos, NÃO são “a salvação” de ninguém: Saúde é uma condição sempre dependente do grau de compromisso do indivíduo com sua própria qualidade de vida e bem-estar.
Espero ter ajudado na sua decisão!
Um abraço!
Ícaro
Modulação Hormonal BIOIDÊNTICA – O que é, benefícios, mitos & verdades
domingo, fevereiro 12th, 2012Modulação Hormonal BIOIDÊNTICA – O que é, benefícios, mitos & verdades
Fonte: Wikipedia
A “reposição hormonal” feita por décadas de forma errada, baseada em conceitos absurdos, não só prejudicou MUITOS homens e mulheres pelo mundo como deixou verdadeiras seqüelas de “desinformação” e mitos acerca do uso de hormônios para prevenção e tratamento de doenças bem como longevidade com qualidade de vida.
Só posso dizer-lhes algumas coisas que são FATOS acerca do assunto:
- Com o avançar da idade, vai diminuindo a capacidade do próprio organismo de produzir hormônios
- Os hábitos de vida das pessoas são usualmente ruins e seriam fundamentais para a adequada produçào, circulação e atuação dos hormônios no organismo
- Hormônios são mensageiros, ou seja, fundamentais para que os diversos órgãos comuniquem-se entre si, principalmente o cérebro com o resto do corpo
- Em qualquer idade, a recuperação de níveis hormonais adequados, bem conduzida e quando bem indicada, É indiscutivelmente BENÉFICA, também para a prevenção e tratamento de vários tipos de câncer (dúvidas sobre isto? Basta pesquisar, por exemplo, os milhares de artigos disponíveis no scholar.google.com)
- A quase totalidade dos efeitos “ruins” atribuídos ao uso de hormônios refere-se ao uso de similares aos naturais e não os idênticos
- Hormônios não são “a salvação para todas as pessoas” mas sua deficiência (ou mesmo seu eventual excesso) causa ou piora inúmeros sintomas/distúrbios/doenças
- Nosso organismo funciona em parte mas de forma importante, às custas do equilíbrio entre hormônios e neurotransmissores, onde um sempre afeta muitos dos demais, como em uma orquestra sincronizada: ou seja, o excesso/falta de um SEMPRE afeta a quantidade/qualidade/harmonia do conjunto; também por isso níveis hormonais nunca devem ser avaliados/abordados isoladamente.
Os excelentes textos abaixo informam e tiram dúvidas muito bem sobre o assunto: não deixe de lê-los!
Introduzindo o assunto:
Para MULHERES:
http://www.novatrh.net/perigo.html
Para HOMENS:
http://www.novatrh.net/progemen.html
Para AMBOS:
http://www.novatrh.net/lee.html
http://www.novatrh.net/resumo.html
http://www.hormoniobioidentico.com.br/tireopausa-ou-parada-dos-hormonios-tireoidianos/
Um abraço
Ícaro
P.S.: Este artigo e esta seção serão constantemente atualizados à medida que eu for tomando conhecimento de bons textos sobre o assunto (quem tiver indicações, agradeço!)


