Aumentar Fonte Diminuir Fonte

Ortomolecular – Saiba mais

Um Programa de Longevidade

terça-feira, dezembro 13th, 2011
Excelente artigo escrito pelo Dr. Frederico Lobo (http://www.ecologiamedica.net/), extraído do blog da Liga da Saúde (para o qual tenho o prazer de contribuir regularmente: http://www.ligadasaude.blogspot.com/); é claro, reproduzido aqui sob expressa autorização do mesmo.
Reitera BEM o que eu já disse repetidas vezes neste site, sobretudo em http://www.icaro.med.br/a-base-de-tudo/ , cuja leitura recomendo fortemente: se você quer viver BEM e MAIS, faça a sua parte, no básico, antes de procurar “salvação” ou mesmo “milagres” em tratamentos por aí, mesmo que você melhore aos poucos, no seu ritmo. Lembre-se que mesmo uma pequena melhoria em hábito de vida usualmente tem significativas repercussões sobre toda a sua Saúde.
Boa leitura e aproveite a qualidade de todo o material citado!
Dr. Ícaro Alves Alcântara
“A história sempre se repete! A vida é um grande ciclo e todas as grandes idéias e teorias inovadoras que abalaram a medicina experimentaram antes o descrédito e décadas após o RECONHECIMENTO.
Uma frase interessante de Arthur Schopenhauer, diz: “Toda verdade passa por três estágios. No primeiro, ela é ridicularizada. No segundo, é rejeitada com violência. No terceiro, é aceita como evidente por si própria.” Assim está sendo com a ortomolecular, homeopatia, acupuntura…
Algumas das dicas abaixo são de autoria do pioneiro na ortomolecular brasileira, o professor, médico e pesquisador Dr. Hélion Póvoa. Outras são de autoria do meu orientador, Dr. Edison Saraiva, médico, homeopata unicista, nutrólogo e designer em permacultura.

Na década de 60 quando o Dr. Hélion Póvoa começou a estudar radicais livres, ninguém acreditava no tema. Hoje, o tema está nos livros de fisiologia, patologia, milhares de artigos produzidos anualmente sobre o tema e cerca de 50 congressos sobre o tema são realizados anualmente. Já é algo bem consolidade. Mesmo com a crítica de profissionais AINDA ignorantes, a ortomolecular conquista a cada dia novos pacientes e com bastante rapidez. O motivo ? Eficácia.

Se não funcionasse os consultórios de ortomoleculares não estariam lotados, e se estão lotados é porque um paciente indica para o outro. Ou seja, se indica é porque teve resultado! Concordo que maus profissionais existem na ortomolecular (sim, existem e com frequência recebo pacientes com relatos absurdos, de condutas ditas “ortomoleculares”). Mas bons e maus profissionais existem em todas as profissões.
Hoje, graças à prescrição de antioxidantes, muitas doenças podem ser tratadas e até prevenidas. A Antioxidação é a base da ortomolecular. Antioxidação Racional, já que a produção de radicais livres tem seus benefícios. Não existe ortomolecular bem feita sem as seguintes dicas para a Longevidade saudável. Acompanhem!

São 5 abordagens principais, que o Dr. Hélion Póvoa aconselha para todos aqueles pacientes que querem o melhor da vida. Acrescentei algumas dicas que aprendi com o Dr. Edison Saraiva nesses últimos anos.

1) Cuide da sua alimentação e hidratação
Comer com qualidade é o ponto chave de um tratamento ortomolecular e é inútil se deixar iludir. Nada será conquistado se os antioxidantes por nós prescritos não forem acompanhados de uma boa alimentação, com restrição as gorduras ruins e substâncias pró-oxidantes. Frutas, verduras, legumes e fibras devem estar sempre presentes no cardápio diário.

Não há fórmula ou suplemento alimentar que funcione quando a dieta é pobre e equivocada. Portanto, procure o mais rápido possível uma nutricionista, de preferência com abordagem FUNCIONAL e solicite um planejamento alimentar.

Dicas básicas de alimentação:
1) Dê sempre preferência a alimentos orgânicos e de preferência cultivados em agricutura biodinâmica;
2) Dê sempre preferência a frutas e verduras da estação e da sua região;
3) Coma colorido. Muitas cores. Pelo menos 5, 6 e se possível 7 cores diferentes, todos os dias. Verdes claras e escuras, laranjas, cinzas, vermelhas, roxas e amarelas, um arco-íris de cores. Quanto mais
cor mais bioflavonóides, mais antioxidantes, menos radicais livres, mais saúde.
4) Mastigue, mastigue, mastigue e aí………………… mastigue. Segundo o Dr. Edison, essa é a Yoga mais difícil de todas. A cada garfada repouse os talheres sobre a mesa. Lembre que boca e língua não tem compromisso com nenhum outro órgão.
5) Evacue, evacue, evacue, evacue todo santo dia. Mande pra fora o que o organismo não deseja e SEMPRE olhe o seu cocô (tem que sair igual uma serpente lisa, encorpada e pelo menos 1 vez por dia). Crie um ritmo pro seu intestino, ele agradece. O caminho da libertação começa por colocar disciplina nestas duas (mastigação e evacuação). Disciplina tanto para o que sai, quanto para o que entra.
6) Beba no mínimo 40ml de água pra cada kilo de peso. Ex. 60kg = 40×60= 2400ml por dia.
7) Evite líquido durante as refeições. Se quiser usar, beba 30 minutos antes e 2 horas depois.
8) Evite consumir frequentemente leite (não-humano), seus derivados, glúten, alimentos com aditivos alimentares (conservantes, corantes, flavorizantes, acidulantes e todos os “ante” que causam “Ites”: Gastrite, duodenite, rinite, sinusite, esofagite).
9) Evite também açúcar e adoçantes, acostume seu paladar a sentir o doce natural dos alimentos. Nossa língua tem receptores para o sabor doce, o intestino também tem. Se chega o sabor mas não chega o alimento com seu devido valor calórico, dá “tilt” no metabolismo e com certeza você engordura.
10) Gorduras não são ruins, as suas células possuem o envoltório (membrana) formado por gordura + proteína, portanto não seja radical. Consuma gordura SIM, mas com moderação e numa proproção maior de gorduras boas: ômega 3 (linhaça, salmão) e ômega 9 (azeite). Uma boa dica é o uso de óleo de coco em substituição ao óleo de Canola, Girassol, Soja…
11) Se quer emagrecer aposte nas proteínas, dão mais saciedade que carboidratos e gorduras, além de elevar um pouco o metabolismo basal, devido o fato de induzir à termogênese (produção de calor corporal).
12) Itens que devem ser abolidos do seu cardápio, caso queira ser longevo: Refrigerantes; Gorduras Trans !
2) Tome suplementos vitamínicos, minerais e antioxidantes
Grande parte dos médicos ainda duvida da necessidade de tomar vitaminas e minerais sob a forma de suplementos. Lembrando que muitas vitaminas e minerais agem como antioxidantes e vivemos num mundo totalmente PRÓ-oxidante.
O próprio FDA (órgão americano semelhante à Anvisa brasileira) ainda não modificou as necessidades mínimas diárias que aconselha para a vitamina C, por exemplo, recomenda o que para nós equivale a cerca de 60mg diárias, já para vitamina E 30mg por dia. Até os remédios que encontramos nas farmácias desmentem essas necessidades. Quem quiser comprar uma vitamina E isolada, nunca encontrará nas farmácias comprimidos com menos de 200mg, assim como também não encontrará comprimidos de Vitamina C que contenham menos de 500mg.
Sabemos hoje que a quantidade de vitaminas que conseguimos obter através da alimentação normal, não é capaz de nos proteger dos radicais livres. Além disso, uma alimentação bem equilibrada pode ser muito difícil nos dias de hoje: até 5 frutas por dia, 8 porções de vegetais, peixes com freqüência, leguminosas, cereais integrais, azeite,  orgânicos, não cozinhar demais os alimentos, mastigar bem e devagar….difícil não é?
Para completar a situação temos muitos agentes tóxicos para enfrentar, por isso precisamos de mais vitaminas e minerais. A vitamina C é um dos mais potentes antioxidantes que temos e é importantíssima para o bom funcionamento cerebral. Ela participa da produção de muitos neurotransmissores e ainda é essencial para melhorar a imunidade, função adrenal, além de proteger o colesterol “ruim” (LDL) da oxidação, impedindo a formação de placas de ateroma. A Vitamina E é outra que não pode faltar numa boa suplementação antioxidante e se sido largamente usada no Alzheimer, Parkinson, Doenças da Mama, Doenças do fígado.
Outra razão para a suplementação envolve a agronomia e geologia. O nosso solo já não é tão rico quanto o solo de antigamente, obviamente, como conseqüência, os alimentos não são tão nutritivos como eram antigamente. Além disso, cada região tem um padrão de solo, com excesso ou deficiência de minerais.
Sabemos que há uma diminuição significativa de minerais em alimentos vegetais decorrentes da exaustão do solo. Estudos mostram que, em um período de 4 anos houve uma diminuição do conteúdo de minerais no milho em uma mesma plantação no EUA, na ordem de 8-62%, dependendo do mineral. Contribui para o quadro de deficiência mineral nos alimentos, o uso de adubos que levam em conta apenas as necessidades das plantas, não considerando as necessidades humanas.
O excesso de agrotóxico encontrado na maioria dos alimentos, especialmente as frutas e vegetais, também diminuem o valor nutricional dos alimentos, além de ser prejudiciais ao nosso organismo. Existem inúmeros estudos mostrando os malefícios do consumo de produtos que contém agrotóxicos. Mais uma razão para a suplementação. A presença de contaminantes ambientais e metais tóxicos no nosso ambiente aumentam a demanda de vitaminas e minerais. Por exemplo, minerais tóxicos como o chumbo, alumínio e mercúrio, tendem não só a competir pelos sítios de absorção de alguns minerais essenciais mas também, depois de absorvidos, tendem a ocupar os sítios metabólicos das enzimas, comprometendo a função dos metais essenciais nestes sítios. O cádmio por exemplo agrava a deficiência de Zinco. O Chumbo diminui os níveis de Selênio. Os efeitos deletérios de muitos contaminantes ambientais, aumentam o consumo de vitaminas essenciais.
O refino dos alimentos também consiste num fator importante e que nos mostra a necessidade de suplementação. O refino determina uma perda considerável de nutrientes minerais. Arroz branco por exemplo: temos uma perda de 75% do conteúdo de cromo e zinco, 26% a 45% de manganês, cobalto e cobre. Açúcar refinado: são reduzidas as concentrações de Manganês, Zinco e Molibdênio.Farinha de trigo: Ferro 75%, Cobre 67%, Manganês 88%, Zinco 77%, Cobalto 67%, Molibdênio 48%, Cromo 40%, Selênio 15%.
Como já citado acima, vivemos em um mundo pró-oxidante, por conta do excesso de stress, poluição e a vida corrida, nosso organismo também não é mais o mesmo… nosso intestino e estômago estão em constante estado de desequilíbrio o que faz com que não digerimos e absorvemos completamente as vitaminas e minerais dos alimentos. Além disso, devido a maior produção de radicais livres, precisamos de mais antioxidantes. Não antioxidantes isolados, mas um conjunto de antioxidantes. A alimentação é uma opção, mas dificilmente alguém encontrará uma vasta variedade de alimentos descontaminados.
Alguns fatores diminuem a quantidade de minerais e vitaminas que absorvemos, o que nos mostra mais uma vez que a suplementação é imprescindível para aqueles que querem ter uma longevidade saudável.
A diminuição de produção de ácido clorídrico é um desses fatores, já que a produção de ácido clorídrico no estômago é crucial na preparação do alimento para a absorção de seus componentes nutricionais. A partir dos 35-40 anos, há uma diminuição natural de sua produção no organismo. Este fato determina um prejuízo tanto na ativação de sistemas enzimáticos, como na hidrólise de proteínas e na ionização de complexos metálicos. Este é um dos fatores determinante do aumento da prevalência de deficiência mineral nos indivíduos acima de 40 anos. Piora com o uso de anti-ácidos.
Há nos alimentos, substâncias que durante o processo digestivo reagem com minerais, impedindo sua absorção. Estas substâncias são chamadas de seqüestradoras. As mais comuns são:
  • Fitatos: encontrados principalmente em cereais e sementes
  • Fibras: encontradas nos cereais, leguminosas
  • Ácido oxálico: encontrado em vegetais, pode reduzir a absorção de cálcio e de outros minerais
  • Taninos: encontrados nos vegetais, sendo significativamente sua presença no café e no chá: possuem alta reatividade com ferro.
Para complicar a situação existe um fator inerente aos próprios minerais. Mesmo estando disponíveis para a absorção, os minerais competem entre si pelos sítios de absorção na membrana da mucosa intestinal. A competição entre o cálcio e o magnésio ou entre o zinco e o cobre é por vezes determinantes de deficiências importantes. Por exemplo: pequenas quantidades leite, da ordem de 50ml inibem a absorção do ferro do sulfato ferroso em até 90%.
Ainda temos a questão das perdas excessivas de minerais, mais uma vez, um fator que evidencia a necessidade de suplementação. As perdas excessivas ocorrem em várias circunstâncias, tanto pelo aumento da eliminação de líquidos orgânicos, através do suor, diarréia, sangramentos, como por perdas metabólicas importantes como ocorre no estresse (depleta magnésio, zinco, vitamina C). O aumento do consumo metabólico é também um fator de deficiência, exemplo: consumo de cobre e zinco nos processos inflamatórios, onde há uso deles através da enzima antioxidante: superóxido dismutase. O consumo de álcool leva a perdas importantes de: magnésio, zinco e potássio.
Pra finalizar, temos ainda um fator agravante, que é o uso de medicamentos ou drogas que inibem a absorção de minerais. Como já citado, os antiácidos neutralizam o ácido clorídrico e com isso não deixam que se absorvam alguns minerais. Pra agravar, alguns são à base de magnésio ou alumínio, o que gera competição pelos sítios.
  • Diuréticos e hipotensores: eliminam potássio e magnésio.
  • Laxantes: o aumento da motilidade intestinal e o aumento da perda de líquidos, aumentam a perda de potássio.
  • Anticoncepcionais: diminuem os níveis sanguíneos de ferro, zinco e ácido fólico.
  • Tabaco: demonstrou-se que os fumantes possuem baixos níveis de zinco, vitamina C e Selênio.
3) Durma sempre bem
Todo mundo já sentiu na pele os efeitos de uma noite mal dormida. O que poucos sabem é que as consequências de um sono ruim vão muito além do cansaço e da falta de disposição no dia seguinte.
É durante o como que nosso organismo regenera o DNA mitocondrial. Isso é muito importante. Por isso as pessoas que dormem mal têm uma probabilidade muito maior de desenvolver diversas patologias: Hipertensão, Diabetes, Doenças psiquiátricas, Doenças neurológicas e inclusive Obesidade.
Normalmente, oito horas de sono por dia são capazes de dar conta dessa regeneração orgânica de que tanto precisamos, mas há sempre quem precise de até mais horas, e deve-se respeitar as necessidades individuais de sono.
Aquela sesta de alguns minutos que muitas pessoas não dispensam depois do almoço, também parece ser uma pausa muito importante para otimizar o funcionamento cerebral.
Um dos fatores que fazem do sono da noite um grande regenerador do DNA mitocondrial, certamente é a liberação de melatonina pela glândula pineal. Realmente, não existe indutor de sono melhor que a melatonina. Baixando a temperatura corporal, esse hormônio provoca naturalmente o sono. Mas o melhor é que a melatonina pode realmente tornar o homem mais longevo e saudável (assim como o Resveratrol, encontrado na uva). O doutor Helion Póvoa com sua vasta experiência clínica, afirma comprovar esses benefícios com muita facilidade na clínica, mas há ainda muitas experiências com animais que demonstram a incrível capacidade antioxidante da melatonina.
O cientista italiano Maestrono realizou em 1985 uma pesquisa interessante dando melatonina para ratos de 19 meses, o que corresponde cronologicamente a um homem de 60 anos. Todos foram expostos à mesma dieta, em condições ambientais semelhantes, mas apenas a metade do grupo recebeu a noite melatonina na água para beber. O resultado foi uma diferença muito acentuada entre os dois grupos. Os que beberam água simples apresentaram os sinais clássicos do envelhecimento na pele, na postura e no peso, que diminuiu. Já os ratos que beberam água com melatonina mantiveram o seu aspecto sem sinais de envelhecimento. Além disso, o segundo grupo viveu mais um ano e sete meses, enquanto o primeiro grupo viveu mais seis meses.
Já existem estudos comprovando a relação entre a serotonina (que é um dos precursores da melatonina) e a própria melatonina. Acredita-se que quem produz muita melatonina à noite, também produzirá mais serotonina e liberará mais hormônio do crescimento.
Como a melatonina é produzida durante a noite, sob o efeito do escuro, não se deve dormir com as luzes acesas, para que ela possa ser produzida e liberada em quantidade suficiente. Já durante o dia, o ideal é que a secreção de melatonina seja zero. A exposição à luz solar por pelo menos uma hora também ajuda a estimular a produção de melatonina. Nos países nórdicos, onde há pouca luz solar, é muitíssimo comum que as pessoas apresentam distúrbios por causa da liberação de melatonina durante o dia. Muitas se sentem cansadas, outras chegam a ter depressão mesmo, que é a chamada depressão sazonal. Para resolver o problema, os habitantes desses países, dispõem de clínicas onde são submetidos a uma luz artificial, simulando a luz solar.
DURMA pra ACORDAR. Desligue todas as bugigangas eletrônicas do teu quarto. Até das tomadas. A Pineal precisa de um campo eletromagnético limpo pra produzir a Melatonina. Todo o seu ritmo biológico está ligado a ela. Chegue o mais perto possível do velho ditado: “Acorde com o galo e durma com as galinhas”.
4) Cuidando do intestino
O intestino é nosso segundo cérebro e segundo dos chineses, a maioria das doenças começa no intestino. O Dr. Hélion Póvoa fala muito sobre o tema no livro: “O cérebro desconhecido”.
Os lactobacilos que vivem no nosso intestino realizam um trabalho fabuloso. Simplesmente todas as vitaminas do complexo B e ainda a Vitamina K podem ser sintetizadas por eles, além de muitas proteínas. Acredita-se que alguns lactobacilos tenham o poder de fabricar uma substância de ação semelhante aos antibióticos, a acidofilina. É também a nossa flora intestinal que mantém sob controle os germes patogênicos que temos no intestino.
Elie Metchnikoff, um famoso biólogo russo, contemporâneo de Pasteur, já havia se dado conta da importância dos habitantes da nossa flora intestinal, observando que alguns povos da Bulgária, viviam mais tempo do que outros justamente porque tomavam muito iogurte, alimento riquíssimo em lactobacilos.
Por tudo isso, o Dr. Hélion Póvoa, acredita que ainda não se valoriza tanto a flora intestinal. Ele afirma que procura corrigir essa injustiça recomendando lactobacilos a todos os seus pacientes (inspirado nele, desde o começo do meu consultório adotei tal prática, como diz meu padrinho, Dr. Edison Saraiva, ” a Saúde começa no coco”). E podem acreditar, precisamos muito desses seres microscópicos. Prova disso é a frequência com que o Dr. Póvoa percebe nos seus pacientes um problema chamado Disbiose intestinal, que é a perda do equilíbrio da flora intestinal normal (o tema já foi abordado aqui, pelo Dr. Telmo Diniz). http://ligadasaude.blogspot.com/2011/06/disbiose-intestinal-talvez-voce-tenha-e.html
O organismo com disbiose reage com diarréias, gases e dores abdominais. Com a flora desequilibrada, a absorção de nutrientes é prejudicada, o que pode provocar, por exemplo falta de cálcio e osteoporose.
A disbiose normalmente não é de tratamento complicado. Muitas vezes apenas prebióticos (o alimento pra essas bactérias boas) e os lactobacilos já são capazes de rever o problema. No entanto quando a permeabilidade intestinal está aumentada e as toxinas encontram um caminho livre, podem acontecer tanto problemas causados diretamente por infecção como problemas ligados à auto-agressão.
Além dos lactobacilos, as fibras ajudam muito a recompor o intestino, principalmente na vigência de disbiose.
A quercetina, um flavonóide, é outra substância útil para o intestino, pois além de ser um ótimo antioxidante, ajuda a inibir a ação da histamina (substância muito produzida nos quadros alérgicos) e por isso tem sido utilizada como agente terapêutico nas alergias alimentares.
5) Exercite-se sempre
Outro aspecto importante para reformular o estilo de vida e prevenir o envelhecimento é fazer uma atividade física. Os exercícios são muito úteis para oxigenação corporal, mas antes de começar, é fundamental uma consulta médica para avaliar as funções cardíacas e o estado geral. Além de receber orientação sobre o tipo de exercício mais apropriado. Teoricamente deveria ser assim. Beneficiando o corpo com os exercícios, na verdade estamos beneficiando também o cérebro, melhorando a sua oxigenação e prevenindo as doenças neurodegenerativas.
Fazendo exercícios, aumentamos a liberação do NGF, o fator de crescimento neuronal, importantíssimo para o cérebro. Quanto o NGF não é estimulando, a tendência é que milhares e milhares de neurônios se percam.
Há uma essencial diferença entre atividade física e exercício físico. É fácil multiplicar a primeira. Por exemplo, quando for visitar um amigo não pare o carro embaixo do bloco dele. Pare o carro a 200mts. Se ele mora no 5º andar, vá até o sexto e desça as escadas. Ou vá até o terceiro e suba. O melhor termômetro pra saber se abusou é a sua voz. Se chegares lá e ao falar ofegares, te excedestes. Outra medida exponencial: a cada toque no controle remoto, uma levantada do sofá pra mudar o canal. Ganhará dois presente. Primeiro, queimará mais calorias. Segundo, verá menos TV. Um dos maiores pesquisadores de obesidade do planeta, Dr. Benett da Universidade Cornell, tem uma frase  interessante ”Comprei um carro e em cinco anos engordei 12 kgs”.
É muito importante procurar manter-se ativo, intelectualmente também. Deve-se ler, estudar, procurar áreas de interesse para estimular o pensamento e resistir sempre ao preguiçoso convite da poltrona e da tv. Quem se entrega apenas a esses prazeres, corre mais risco de desenvolver doenças como Alzheimer e Parkinson.
Exercitar o cérebro, no entanto, não significa enchê-lo de estímulos. Ao contrário, devemos ter muito cuidado com o excesso de informações a que estamos submetidos atualmente.
Muitas vezes, nem nos damos conta do mal que faz para a mente a televisão ligado o dia inteiro, o excesso de Outdoors nas ruas, o som ambiente do shopping, as informações sempre pessimistas das revistas semanais. Não se trata de optar pela alienação, mas de tratar o cérebro com carinho, preservando-o de estímulos excessivos que só fazem mal.
Quem o ocupa o tempo com a TV poderia ocupá-lo com práticas muito mais saudáveis, como uma boa caminhada. Outra excelente recomendação do Dr. Hélion Póvoa, para substituir as atividades passivas é a meditação, um excelente aliado da longevidade, que não requer nada mais do que alguma disciplina e um local tranquilo para a prática. Meditar é diminuir o estresse e viver com mais harmonia.
É preciso nutrir a mente também. Um cérebro pobre em antioxidantes é um cérebro fragilizado, mais sujeito ao estresse oxidativo e às doenças neurodegenerativas (e esse tema já foi abordado aqui, pela Dra. Cristiane Spricigo).
Para que isso não não ocorra, além de uma alimentação equilibrada sob a supervisão de uma nutricionista, é preciso otimizar a atividade cerebral por meio de uma reposição de nutrientes bem equilibrados. A ortomolecular trabalha bem essa parte, ao utilizar as Smart Drugs (drogas inteligentes, substâncias que atuam no metabolismo cerebral e garantem a atividade elétrica do cérebro, beneficiando a memória e a inteligência). http://ligadasaude.blogspot.com/2011/06/lembre-se-de-alimentar-seu-cerebro-e.html e http://ligadasaude.blogspot.com/2011/08/alzheimer-complementos-para-um-cerebro.html
Como se sabe muito mais hoje a respeito das substâncias que participam da função nervosa, não há porque deixar de utilizá-las nos casos onde já se percebe uma forte e nociva atuação dos radicais livres e ainda quando se quer evitar que isso aconteça.
Considerações finais
A maioria das dicas acima estão no livro A chave da Longevidade, escrito pelo Dr. Hélion Póvoa em 1999, ou seja, há 12 anos. Algumas recebi anos atrás do meu orientador. Volto portanto ao começo do post, no qual falei sobre os estágios da verdade.
Quem falaria de benefícios de lactobacilos há 12 anos ? Hoje já se fala até em transplante fecal pra tratamento da obesidade.
Quem falaria de efeitos sobre o metabolismo decorrente da intoxicação por contaminantes ambientais, há 12 anos? Hoje já se fala em causas não-convencionais da Obesidade.
Minerais tratando múltiplas patologias, vitaminas outras tantas… antioxidantes prevenindo progressão de doenças que há 12 anos eram tidas como “sem solução”.
Bibliografia
  1. Minha prática clínica com exercício de estratégia ortomolecular, medicina tradicional chinesa e Ecologia médica.
  2. Ensinamentos do meu mestre: Dr. Edison Saraiva Neves, que desde 2004 vem me ensinando o que é Medicina e o que é Ser médico.
  3. PÓVOA, Helion. A chave da longevidade: novos tratamentos para a prevenção de doenças. Rio de Janeiro, Objetiva. 1999.
  4. Posts da liga da saúde http://www.ligadasaude.blogspot.com/

Entrevista sobre ORTOMOLECULAR para o núcleo de jornalismo do IESB

sábado, setembro 10th, 2011

Tratamento Ortomolecular está em alta, diz especialista

Para médico, método pode ajudar no rejuvenescimento e perda de peso; especialidade não é reconhecida por conselho de classe
Shismenia Ananias de Oliveira

A prática Ortomolecular atrai cada vez mais pacientes que buscam a melhoria da qualidade de vida, segundo o Doutor Ícaro Alves Alcântara, pós-graduado em estratégia Ortomolecular. Para ele, o serviço está “na moda”, principalmente, por ter métodos que podem oferecer emagrecimento. Em geral, o tratamento é desenvolvido com o uso de minerais e vitaminas, além da remoção de substâncias em excesso no organismo. Embora o Conselho Nacional de Medicina admita a crescente divulgação da prática, ainda não reconhece a técnica como especialidade médica.

Na Prática – O que é a prática Ortomolecular? Em quais áreas da medicina ela atua?
Dr. Ícaro Alves Alcântara – É a estratégia em medicina que possibilita combater as intoxicações, ou seja, o excesso de substâncias, compensar as carências suprindo o organismo com substâncias que lhe estejam faltando, e neutralizar os radicais livres. Proporciona melhor qualidade de vida e ajuda na prevenção de agravos à saúde. Os conhecimentos da Ortomolecular podem ser utilizados em todas as áreas da medicina.

N.P – Ela está em alta?
I.A – Sim. Tanto está “na moda” quanto tem sido cada vez mais aceita e procurada por pacientes que querem estratégia em medicina mais natural, efetiva e ao mesmo tempo científica e que dá mais atenção ao paciente como um todo.

N.P – O que são os radicais livres? Em quais doenças podem surgir a partir deles? E o que os causam?
I.A – São átomos ou moléculas, advindas do meio externo, poluição, stress, fumo e até alimentos, por exemplo, ou produzidas diariamente pelo organismo que, por estarem “incompletos”, combinam-se com as estruturas celulares do corpo causando sua destruição e, conseqüentemente, enfermidades e envelhecimento precoce. Entre as várias doenças estão o câncer, doenças reumáticas (artrites, lupus, etc), enfisema e doenças cardiovasculares.

N.P – Como é a consulta? Quais procedimentos o médico pratica?
I.A – Uma consulta em Ortomolecular é mais demorada que uma tradicional e demanda vários exames, alguns especiais e, em sua maioria, não realizáveis em laboratórios convencionais ou cobertos pelos convênios. Os exames permitem saber algumas das substâncias em falta, mas nem todas podem ser dosadas, ou em excesso e podem ser realizadas no sangue, urina, cabelo, fezes e saliva. Ouvir atentamente as queixas do paciente é fundamental e muitas vezes suficiente para conduzir uma adequada prescrição. Os tratamentos são por via oral, mas também podem ser feitos através de injetáveis ou mesmo tópicos (cremes, pomadas, etc).

N.P – Como é feita a dosagem de vitaminas? São essas substâncias que evitam doenças e fazem rejuvenescer?
I.A – A dosagem normalmente é feita no sangue, por exames em laboratórios convencionais, e normalmente não se pode ficar livre de doenças ou rejuvenescer com elas, já que não fazem milagres. Podem sim ajudar no reequilíbrio sistêmico do organismo e, em conjunto com outras substâncias, diminuir a velocidade e a gravidade do envelhecimento.

N.P – A maioria das mulheres quer perder peso. Como é feita a dieta Ortomolecular?
I.A – Não existe “dieta ortomolecular”. Isto é um rótulo criado para nomear uma dieta que tenha como foco repor carências de nutrientes em quantidades específicas, normalmente identificadas através de exames. Para emagrecimento, melhoria de hábitos de vida, avaliação de medicamentos e suplementos, aumentar consumo de alimentos saudáveis.

N.P – Em média, quantos pacientes o senhor recebe? Qual é a maior procura de tratamento?
I.A – Por dia de atendimento, em torno de 10 pacientes, já que as consultas são mais demoradas que as convencionais. A maior parte é de mulheres. A maior procura de tratamento é para emagrecimento e bem-estar, qualidade de vida, mas há muita procura para tratamento de patologias específicas, também.

N.P – O que o senhor acha da divulgação em redes sociais?
I.A – Torna-se cada vez mais importante tentar garantir informação de qualidade e maior contato com os pacientes. A divulgação ética de conteúdo de saúde em redes sociais pode ser muito benéfica para profissionais e pacientes. É pena, entretanto, que muitos oportunistas estejam aproveitando o rótulo “Ortomolecular” para divulgar sensacionalismos e inverdades.

N.P – Se fosse especialidade médica, a Ortomolecular ganharia respeito de profissionais que a criticam e atrairia mais pacientes?
I.A – Possivelmente sim, já que infelizmente muitos somente “acreditam” no que é tido como especialidade médica reconhecida, mesmo com milhares de evidências científicas disponíveis.

Publicado em 30/05/2011

Fonte: http://www.iesb.br/moduloonline/napratica/?fuseaction=fbx.Materia&CodMateria=6689

ORTOMOLECULAR – Tire todas as suas dúvidas sobre

segunda-feira, abril 18th, 2011

ORTOMOLECULAR – Tire todas as suas dúvidas sobre

Excelente texto do Dr. Frederico Lobo que tira todas as dúvidas sobre ORTOMOLECULAR

1 – Qual a origem da ortomolecular ?

R:  O prefixo Orto (Ortho) deriva do grego e quer dizer “correto”, logo, Ortomolecular, ao pé da letra, significa “molécula correta”. O termo foi cunhado em 1968 por um professor americano de química quântica e bioquímica chamado Linus Pauling (1901-1994). O mesmo era um cientista e criou esse termo inicialmente baseado em trabalhos randomizados e duplo-cegos do psiquiatra canadense Abrahan Hoffer, que conseguiu diminuir o tempo de internação de esquizofrênicos com o uso de doses elevadas de vitamina B3 (3g/dia). Linus Pauling foi prêmio Nobel por 2 vezes (Química em 1954 e da Paz em 1962) propondo que distúrbios mentais poderiam ser tratados pela correção de desequilíbrios ou deficiências de constituintes cerebrais tais como vitaminas e outros micronutrientes, como uma alternativa à administração de drogas psicoativas sintéticas. No final da década de 60 passou a desenvolver a Bioquímica da Nutrição e na década de 70 extendeu o conceito Ortomolecular à medicina em geral, como sendo “moléculas certas em concentrações certas”, caracterizando uma abordagem de prevenção e tratamento de doenças e alcançar a saúde baseada em ações fisiológicas e enzimáticas de nutrientes específicos, como vitaminas, minerais e aminoácidos presentes no organismo. Linus Pauling é considerado o pai da Biologia Molecular.

2 – Qual a origem da ortomolecular no Brasil ?

R: No Brasil temos dois principais pioneiros na medicina ortomolecular; ambos pesquisadores renomados e que contribuíram para a popularização da Ortomolecular:

1) Prof. Dr. Hélion Póvoa é um dos maiores especialistas na área de nutrição e bioquímica do país. É ex-aluno de Linus Pauling e trouxe para o Brasil a ortomolecular. Membro titular da Academia Nacional de Medicina, pesquisador da Fiocruz e professor-visitante de Nutrição em Harvard, tem mais de 400 trabalhos de pesquisa publicados no Brasil e no exterior, além de inúmeros livros sobre ortomolecular.

2) Prof. Dr. José de Felippe Jr é também um dos pioneiros da ortomolecular (ou como o próprio a denomima: Medicina Biomolecular) no Brasil. Formou-se pela Santa Casa de São Paulo, tem doutorado em Fisiologia pela Universidade de São Paulo, PhD em Ciências, é livre docente de Clínica Médica e Medicina Intensiva pela Universidade do Rio de Janeiro, fundador e Primeiro Secretário-Geral da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).

3) Na atualidade existem outros profissionais que agregaram e agregam muito valor à medicina ortomolecular/biomolecular no Brasil, como os médicos (ambos cardiologistas) Efrain Olszewer e Artur Lemos.

3 – A Medicina ortomolecular é uma especialidade médica?

R: Primeiramente não devemos utilizar o termo medicina ortomolecular, pois ela não é considerada uma especialidade médica, muito menos área de atuação. É reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como uma “prática médica” através da resolução 1.938 de 14/01/2010.

Nesta resolução foram estabelecidos os seus limites e finalidades normatizando a sua prática por médicos no Brasil. O termo mais apropriado seria: estratégia (ou prática) ortomolecular/biomolecular. Ortomolecular e biomolecular são sinônimos.

4 – Existem evidências científicas de sua eficácia ?

R- Na atualidade não restam dúvidas que os fenômenos oxidativos (formação de radicais livres) exercem papel relevante na origem de uma vasta gama de patologias. Há vários trabalhos que que mostram os benefícios da terapia antioxidante, assim como há outros que mostram que em determinadas situações a terapia é contra-indicada. Para citar um exemplo prático, o Estudo Caret mostrou que pacientes que fumavam tinham mais problemas, incluindo câncer de pulmão quando faziam ingestão de betacaroteno (sintético), deste modo resta óbvio que não devemos usar os carotenóides sintéticos em tabagistas.

Por isto é fundamental que ao procurar o auxílio de um médico com prática em ortomolecular, que esse médico tenha uma boa formação na área (pós-graduação) a fim de que ele possa avaliar quais as vantagens, limitações e riscos da ingestão de qualquer elemento que tenha interferência na saúde.

A busca da Ortomolecular deve ser feita no sentido de prevenção, de sentir-se melhor, de alcançar o bem-estar, de promover mudança de hábitos de vida e dos valores relacionados à saúde. A adoção de estratégias preventivas sempre se mostra muito mais promissora do que tratar um problema já instalado. Evidentemente que alguém que teve um Infarto do miocárdio ou Câncer já passou há muito tempo do estágio de prevenção e, neste contexto, menos pode ser feito pela prática ortomolecular (mas ainda assim muito pode ser feito, como por exemplo orientações sobre hábitos saudáveis de vida, correção de deficiências nutricionais, suplementação orientada, etc).

5- Como saber se o médico está apto a exercer a estratégia ortomolecular se não há disciplina de ortomolecular na grande dos cursos de medicina do Brasil?

R- No Brasil ainda existem poucos curso de ortomolecular, a maioria pós-graduações (2 anos) e são restritos a médicos. Os principais cursos são reconhecidos pelo MEC e no geral possuem um vasto conteúdo programático.

A opinião da ASOMED é que Ortomolecular é ciência e prática médica e necessariamente deve ser exercida única e exclusivamente por médico. Nutricionistas podem utilizar de algumas estratégias ortomoleculares mas o ato de diagnóstico deve ser feito por médicos pós-graduados na área. Portanto, antes de procurar um médico que atue na área, procure saber se o mesmo tem pós-gradução na área, se participa de associações médicas e se ele se atualiza constantemente.

6 – Como é a consulta médica ortomolecular ?

R: A consulta ortomolecular inicial dificilmente dura menos de 1 hora. Consiste basicamente em uma consulta médica como outra qualquer, composta de questionamentos sobre sinais e sintomas (anamnese), exame físico e, se necessário solicitação de exames complementares gerais e específicos e por fim instituição do tratamento.

O diferencial da ortomolecular muitas vezes é a questão do tempo gasto pelo médico e questionamentos feitos de forma mais holística. Enquanto um especialista geralmente fica restrito à área dele (e ele não está errado) o médico que atua na estratégia ortomolecular busca ter uma abordagem mais integrativa, enxergando o paciente como um todo. E é claro: isso demanda tempo. Portanto, dificilmente médicos ortomoleculares atendem planos de saúde. Muitas vezes até atendem outras áreas por planos de saúde, solicitam os exames pelo plano de saúde, mas a consulta em si não é coberta pelo plano.

7 – Atletas e famosos procuram muito a Ortomolecular. Por quê?

R: Obviamente atletas de ponta estão sempre tentando buscar formas de aumentar sua performance, condicionamento, aproximar-se do melhor rendimento dentro dos níveis fisiológicos. Em geral, os atletas estão muito mais preocupados com conceitos como bem-estar e qualidade de vida, ou seja, são a vanguarda de uma sociedade saudável.

“Famosos” popularizaram a inexistente “Dieta ortomolecular” e de fato também são muitas vezes a vanguarda de uma sociedade saudável; por estarem em contato direto com novas idéias acerca de saúde, buscam uma medicina mais preventiva, que adote principalmente hábitos saudáveis de vida, terapias mais naturais e com menos efeitos colaterais.

Ou seja, ambos têm em comum o maior desgaste dos seus organismos, seja por exercícios, seja por stress e têm na ortomolecular boa forma de corrigir este desgaste mas também melhor preparar-se para novas sobrecargas.

8 – O tratamento ortomolecular é caro ?

R: Existe um estigma de que o tratamento ortomolecular é um tratamento caro, porém se formos verificar tudo que é feito em um tratamento ortomolecular e seus reais benefícios, percebemos que a terapia na verdade é “barata”, tendo-se em vista a boa relação final de custo-benefício.

O preço da consulta é justificado pelo tempo que o médico ortomolecular gasta com o paciente, geralmente com avaliação inicial de no mínimo 1 hora (vale ressaltar que o acompanhamento do paciente é feito em consultas de retorno que habitualmente não são rápidas).

Os exames na maioria das vezes são os tradicionais e a grande maioria é coberta pelos planos de saúde. Já o tratamento em si, como é personalizado, às vezes sai caro. Mas varia de paciente pra paciente: quanto mais hábitos saudáveis de vida, quanto melhor a alimentação, menos o paciente precisará gastar.

Portanto, o “caro” é relativo. Se o paciente insiste em manter hábitos de vida ruins, não quer se alimentar de forma equilibrada (ingerindo doses mínimas de vitaminas, minerais e boas gorduras) com certeza a formulação sairá cara.

9 – Fala-se muito em radicais livres e que a ortomolecular visa combater a formação deles. O que são os radicais livres?

R: Cerca de 95% do oxigênio proveniente da respiração é neutralizado pela cadeia respiratória celular, onde acaba seu ciclo metabólico, sendo transformado em água. Os 5% de oxigênio restantes são transformados nos Radicais Livres que, se não forem adequadamente eliminados ou se estiverem sendo formados em excesso, podem vir a ser prejudiciais para o organismo humano, provocando uma condição patológica chamada de Stress oxidativo.

Esse stress oxidativo pode ser causado por anomalias genéticas dos órgãos de defesa, e também por fatores ambientais, como por exemplo: o tabagismo, a radiação, excesso de atividade física, intoxicações metálicas, ingestão de gorduras animais, frituras, carne vermelha, inflamações e infecções, consumo abusivo de álcool, stress físico e mental, etc.

Hoje em dia a medicina sabe que várias doenças têm sua origem vinculada à ação dos Radicais Livres, como por exemplo: Câncer, Aterosclerose, Artrites, Catarata, Enfisema Pulmonar. Outras doenças pioram sua evolução na presença de excesso de Radicais Livres como:  Infecções graves, Diabetes, Mal de Parkinson, Doença de Alzheimer, Enfermidades neurológicas desmielinizantes (Esclerose lateral amiotrófica).

10 – O médico que se auto-intitula como praticante da estratégia ortomolecular deve estar apto a realizar quais procedimentos ?

R: Na estratégia ortomolecular/biomolecular o médico deve estar apto a :

1 – Descobrir quais nutrientes essenciais estão faltando ou em excesso;

2 – Diagnosticar se existem metais tóxicos no organismo;

3 -Verificar se o sistema endócrino e sistemas de absorção, metabolização, excreção estão dentro da normalidade;

4 – Diagnosticar se existe intolerância ou alergia alimentar;

5 – Conhecer e orientar sobre hábitos saudáveis de vida a todos os pacientes.

11 -  Quais as formas de ação do tratamento ortomolecular ?

R: Existem 3 maneiras (modos) do tratamento ortomolecular agir:

1) Modo PREVENTIVO: através de diagnósticos cada vez mais precoces, detectando alterações metabólicas subclínicas (antes do surgimento das doenças propriamente ditas), utilizando-se do tratamento Ortomolecular que visa o equilíbrio global do indivíduo, dando-lhe condições de manter-se sadio ou, diante de doenças, obter melhor resposta à terapêutica específica empregada. Os exames por nós utilizados incluem: exames de imagem, exames laboratoriais, mineralograma capilar. Exames como a Bioressonância (Vegatest), muito utilizada por alguns ortomoleculares, não possuem validação científica perante a ANVISA e por isso alguns ortomoleculares mais céticos não os utilizam.

2) Modo SISTÊMICO: atua na avaliação diagnóstica de todos órgãos e sistemas, analisando a inter-relação e interdependência entre eles e nos tratamentos nutricionais celulares, através de suplementação com nutrientes indispensáveis ao organismo ou retirando substâncias em excesso ou tóxicas, como metais pesados.

3) Modo INTERATIVO: atua na inter-relação dos sistemas humanos com os sistemas ambientais, visto que estamos dentro de uma grande teia em que os sistemas interagem: homem/natureza; homem/animais, homem/alterações climáticas, homem/poluições, etc.

12 – Quais são as substâncias que a ortomolecular utiliza para tratar os pacientes e como saber se elas estão em falta ou em excesso no nosso organismo ?

R: Todas as células do corpo produzem energia com a finalidade de fabricar vários tipos de moléculas necessárias para o seu bom funcionamento. Nesse processo de produção de energia e síntese de substâncias que mantém o equilíbrio, uma parte do substrato para ativar esse processo é composto por substâncias que o próprio corpo sintetiza. Mas cerca de 48 substâncias (também importantes para o processo) o corpo não consegue sintetizar e para isso é necessário que venham através da alimentação e respiração.  Tais substâncias são denominadas de ”Nutrientes Essenciais” e portanto o organismo deve recebê-las já prontas do meio externo. Isto quer dizer que necessitamos de um aporte nutricional adequado, em elementos essenciais, e não é difícil compreender que a falta de um ou mais destes elementos prejudicará o funcionamento das células e, conseqüentemente, do organismo como um todo.

Os 48 nutrientes essenciais que devem ser recebidos do meio externo:

Aminoácidos: 1-Histidina; 2-Leucina; 3-Isoleucina; 4-Valina; 5-Lisina; 6-Metionina; 7-Fenilalanina; 8-Treonina; 9-Triptofano

Ácido Graxo essencial: 10-Ácido linoléico

Vitaminas: 11-Tiamina (B1); 12-Riboflavina (B2); 13-Niacina (B3); 14-Piridoxina (B6); 15-Ácido fólico (B9); 16-Cobalamina (B12); 17-Ácido pantotênico (B5) ; 18-Biotina; 19-Ácido para-amino-benzóico (PABA); 20-Inositol; 21-Colina; 22-Ácido ascórbico (C); 23-Retinol (A); 24-Calciferol (D); 25-Alfa tocoferol (E); 26-Menadiona (K)

Sais minerais: 27-Sódio; 28-Potássio; 29-Cálcio; 30-Fósforo; 31-Magnésio; 32-Manganês; 33-Ferro; 34-Cobre; 35-Zinco; 36 – Selênio; 37 – Cromo; 38- Iodo; 39 – Enxofre; 40 – Lítio; 41 – Boro; 42 – Flúor; 43- Vanádio; 44- Molibdênio; 45-Ácido lipóico; 46-Bioflavonóides (rutina, hesperidina, quercetina)

Outros: 47-Água, 48-Oxigênio

No nosso arsenal terapêutico utilizamos diversas dessas substâncias. O papel das vitaminas, aminoácidos, ácidos graxos, enzimas e minerais, na terapêutica tem sido revisto, graças aos estudos estimulados pelo uso dessas substâncias na prática clínica e descobertas da pesquisa básica. Mas como saber o que está faltando no organismo? Uma anamnese completa (história do paciente bem colhida, idealmente por no mínimo 1 hora), exame físico e alguns exames (especiais, por exemplo o Mineralograma – exame do fio do cabelo – que nos mostrará os minerais essenciais que nosso organismo utiliza no metabolismo de várias substâncias, como enzimas, hormônios, etc, e também detecta metais tóxicos que não deveriam ser encontrados no organismo e necessitam ser retirados), como dosagens de metabólitos de vitaminas e ácidos graxos para diagnosticar se há necessidade de repor tais substâncias.

13 – Quais os principais exames utilizados dentro da estratégia ortomolecular ?

R: Varia de médico pra médico. No geral utilizamos:

1 – Exame clínico (anamnese e exame físico)

2 – Exames laboratoriais: exames de sangue (bioquímicos, hormônios, enzimas), fezes, urina;

3 – Exames de imagem: Raio X, Ultrasson, Tomografias, Ressonância;

4 – Mineralograma capilar.

Existem alguns exames não-convencionais que alguns ortomoleculares utilizam, mas que não são obrigatoriamente “da ortomolecular”. Os principais são:

1) EIS TECK,

2) HLB (microscopia de campo claro e escuro, que é o exame da gota de sangue colhida na hora),

3) Biorressonância (Vegatest),

4) Nerve express,

5) Termografia óptica.

14 – Que é Mineralograma?

R: Mineralograma consiste na dosagem de minerais em algum tecido do corpo. Mineralograma capilar ou popularmente chamado “exame do Fio de cabelo”, consiste na dosagem de minerais no cabelo. É utilizado nos Estados Unidos há mais de 30 anos e liberado pelo Conselho Federal de Medicina. Este exame é um método rápido, eficiente e indolor para saber como vai sua saúde, proporcionando uma orientação médica com muito mais segurança. Seu cabelo contém todos os minerais presentes em seu corpo, e o mineralograma mede se há excesso ou carência dos oligoelementos (minerais) em nosso organismo, e também dos minerais pesados (tóxicos). A descoberta do que seu organismo precisa e quando ele precisa, é muito útil para promover a saúde. Esse valioso instrumento indica quais os suplementos que você necessita e quais os que deve evitar. Os resultados do mineralograma fornecem informações precisas sobre a situação interna de seu organismo. Algumas informações fornecidas nesse relatório são:

Níveis de Minerais Nutrientes: Cálcio, Cromo, Cobalto, Cobre, Ferro, Lítio, Magnésio, Manganês, Molibdênio, Fósforo, Potássio, Selênio, Silício, Sódio, Vanádio e Zinco.

Níveis de Metais Tóxicos: Alumínio, Arsênico, Berílio, Cádmio, Chumbo, Mercúrio, Níquel.

Os resultados do seu exame são interpretados e apresentados junto a relatório personalizado, acompanhado de gráficos e explicações sobre seu próprio corpo, o que muitas vezes permite obter respostas que podem estar sendo buscadas há anos.

Estes exames estão disponíveis atualmente em nosso meio, através de laboratórios especializados ou enviados para laboratórios americanos.

15 – O Mineralograma é feito no cabelo, de que forma?

R: O paciente precisa fornecer uma amostra de seu cabelo. Esta deve se retirada na região da nuca ou occipital (da raiz, até 3cm). Uma amostra de +- 150mg, que não contenha tintura, permanentes, gel, condicionadores e tratamentos químicos afins. O paciente é orientado a fazer um preparo para a coleta, que irá variar de semanas a meses caso o mesmo utilize tinta ou qualquer produto químico que possa alterar o exame.

16 – Quais os sintomas de uma doença que o Mineralograma pode indicar?

R: Por exemplo, a intoxicação por Mercúrio pode apresnetar como sintomas: Depressão, fadiga, tremores, Síndrome do Pânico, parestesias, descontrole motor, andar lateral, dificuldade de fala, perda de memória, perda do desempenho sexual, estomatite, dentes soltos, dor de cabeça, anorexia em crianças, alucinações, vômitos, febre, dificuldade de mastigação, sudorese e perda do senso da dor, entre outros.

17 – Que outros benefícios se pode obter a partir do exame Mineralograma?

R: Inúmeros são os benefícios que a avaliação através do Mineralograma pode oferecer, estando entre eles o auxílio à longevidade, onde não basta apenas se alimentar adequadamente, quando outra forma de retardar o envelhecimento seria a desintoxicação do organismo.

18 - Para que serve o tratamento venoso (soros) na ortomolecular ?

R: Este tratamento é chamado de desintoxicação. Serve fundamentalmente para eliminar metais pesados como Chumbo, Alumínio e Mercúrio que podem causar uma série de problemas clínicos. Em alguns casos, é utilizada terapia venosa para suprir deficiências nutricionais impostas por algumas moléstias. Deve-se ter em mente que este tipo de tratamento é selecionado para casos isolados onde existe a comprovação da intoxicação e uma correlação clínica pelos referidos metais pesados e não é algo feito de rotina na prática ortomolecular; entretanto, isso varia de médico pra médico. Pacientes que desejam resultados mais rápidos optam por reposição de vitaminas e sais minerais por dia endovenosa.

19 – Como saber se a pessoa está produzindo mais ou menos radicais livres e como controlá-los ?

R: São vários os fatores que aumentam os radicais livres. Para citar alguns: tabagismo, poluição atmosférica, poluição do solo, poluição da água, uso de agrotóxicos, poluição eletromagnética, sedentarismo, dietas pro-inflamatórias, estresse crônico, doenças degenerativas, entre outros. A mensuração no organismo pode ser feita por vários métodos, sendo os mais comuns:

1 – Dosagem de radicais livres no sangue por quimioluminescência;

2 – Dosagem de de MDA (Dialdeído malônico ou Malondialdeído) na urina: o MDA consiste em uma substância que aumenta na vigência de uma reação chamada lipoperoxidação, ocasionada por radicais livres;

3 – Dosagem de enzimas antioxidantes tais como: Glutation peroxidase, Superóxido dismutase e Catalase;

4 – Dosagem de substâncias antioxidantes como vitaminas (A, C, E, Betacaroteno, ácido fólico, B12); na verdade, dosamos os seus metabólitos e quando estes estão baixos, subentendemos que está ocorrendo uma baixa ingesta ou então utilização excessiva, possivelmente a fim de neutralizar a ação de radicais livres;

5 – HLB, que consiste em um exame por meio da análise de uma gota de sangue, extraída do paciente na hora da consulta e avaliada através de microscópio óptico de alta resolução.

Caso os níveis de radicais livres estejam fora dos níveis fisiológicos, dependendo de cada caso, será feita a reposição dos antioxidantes necessários. Muitas vezes inicialmente começamos apenas com mudança de hábitos de vida e reestruturação dietética.

20 – Então quer dizer que se eu tomar vitaminas ficarei protegido de doenças e do envelhecimento precoce?

R: Não, isso é um erro. Antes de qualquer intervenção terapêutica, devemos olhar os hábitos de vida dos pacientes, com estímulo à adoção e manutenção de hábitos saudáveis de vida e correção dos “errados”. Devemos fazer uma avaliação nutricional para um melhor balanceamento da alimentação, controle médico periódico e melhora do estilo de vida com medidas para redução de fatores pró-radicais livres.

Para termos um envelhecimento saudável e evitar o surgimento de doenças, vários fatores devem ser considerados, entre eles o fator genético. É uma falácia achar que tomar vitaminas seja o “elixir da juventude” e além disso nenhum médico deve prometer resultados a pacientes. O médico que promete resultados está infringindo o código de ética médica, pois a medicina é um contrato de meios e não de fins (resultados).

21 – Quais pessoas podem beneficiar-se do tratamento ortomolecular ?

R: Qualquer um pode beneficiar-se da estratégia ortomolecular, desde aquelas pessoas que querem prevenção até aquelas que têm alguma patologia a ser tratada.

22 – Com que idade deve-se procurar um ortomolecular ?

R: Não existe idade ideal para se procurar um médico que trabalhe com medicina preventiva ou estratégia ortomolecular. Quanto antes procurar, melhores serão os resultados, pois a natureza principal deste tipo de tratamento é evitar as moléstias e não esperar que elas surjam para depois tratá-las.

23 – Como funciona a dieta ortomolecular ?

R: Não existe dieta ortomolecular, sendo um insulto ao bom senso aceitar que tomando vitaminas a pessoa eliminará quilos. O Médico, claro, irá dar estímulo à reeducação alimentar, ingestão adequada de água e prática diária de atividade física. A ortomolecular pode auxiliar nos casos em que existam alterações laboratoriais como: alteração tireoideana (hipotireoidismo), hiperinsulinismo (aumento da insulina) ou resistência insulínica, compulsão por determinados grupos alimentares em decorrência de alterações nos neurotransmissores, dificuldade de exercitar-se devido fadiga crônica, etc.

24 – Quais resultados estéticos podem ser esperados com o uso da estratégia ortomolecular?

R- Naturalmente, uma pessoa mais saudável, além de estar menos vulnerável a moléstias, apresenta como aspecto físico mais disposição e energia, o que transparece em suas feições. É aquele “algo” que vem de dentro para fora e usualmente faz toda a diferença.

25 – E quanto às atividades físicas, são imprescindíveis na estratégia ortomolecular ?

R- São indispensáveis em qualquer tratamento médico que assim os requeira ou permita. Os efeitos benéficos do exercício vão muito além da redução do peso: proteção cardiovascular, ganho de massa muscular, sensação de bem-estar, melhoria na qualidade de vida, redução da pressão arterial e da frequência cardíaca, liberação de endorfinas, melhora na qualidade do humor, etc.  Lembre-se que a mudança deve ser do estilo de vida!

Estes exercícios devem ser iniciados, no caso dos sedentários, de modo gradual, após avaliação adequada, evitando-se assim riscos desnecessários.

26 – Os alimentos não são capazes de nos fornecer as vitaminas de que precisamos?

R: Não. Na teoria alguns especialistas afirmam que somente com uma dieta equilibrada podemos alcançar as quantidades mínimas de nutrientes.  Mas na prática percebemos que isso é improvável.

Por que somos a favor da suplementação:

1 – Uma alimentação bem equilibrada pode ser muito difícil nos dias de hoje. Vejamos as recomendações: até 5 frutas por dia, 8 porções de vegetais, peixes com freqüência, leguminosas, cereais integrais, diferentes tipos de azeites, não cozinhar demais os alimentos, mastigar bem e devagar…. difícil não é?

2 – O nosso solo já não é tão rico quanto o solo de antigamente, obviamente, e como conseqüência os alimentos não são tão nutritivos como eram antes, principalmente devido à monocultura, falta de rotatividade do solo.

3 – O excesso de agrotóxicos, encontrado na maioria dos alimentos, especialmente as frutas e vegetais, também diminui o valor nutricional dos alimentos, além de ser prejudicial ao nosso organismo. Existem inúmeros estudos mostrando os malefícios do consumo de produtos que contém agrotóxicos.

4 – Uso de antibióticos e promotores de crescimento nos animais, favorecendo uma alteração na composição protéica dos animais (associe-se a isso a carne bovina contendo mais gordura devido o confinamento dos animais).

5 – Por conta do excesso de stress, poluição e a vida corrida, nosso organismo também não é mais o mesmo… nosso intestino e estômago estão em constante estado de desequilíbrio o que faz com que não consigamos digerir e absorver completamente as vitaminas e minerais dos alimentos. Além disso, devido à maior produção de radicais livres, precisamos de mais antioxidantes: NÃO antioxidantes isolados, mas um conjunto de antioxidantes (já que eles trabalham em sinergia).

Tudo isso associado ao abuso de alimentos industrializados leva a uma desnutrição subclínica, um enfraquecimento do organismo, que não é visível até surgirem doenças. Portanto, na opinião de uma grande maioria dos médicos que atuam na estratégia ortomolecular, a suplementação PERSONALIZADA faz-se necessária. Porém, somente deve ser feita por profissional habilitado, sendo que as doses utilizadas devem respeitar os limites de segurança (por exemplo a Noael – Nível de efeito adverso não observado).

27 – Vitaminas engordam?

R: Não, vitaminas não geram calorias; o que pode ocorrer é algumas delas restaurarem o apetite mas, nestes casos, é a ingestão errônea de outros alimentos que levará ao ganho de massa gorda.

28 – Vou ter que tomar a mesma quantidade de vitaminas pelo resto da vida?

R: Não. Inicialmente, após uma avaliação criteriosa, costuma-se usar uma quantidade maior, para atender às necessidades do organismo. Depois, à medida que se consegue um certo equilíbrio, passa-se à “fase de manutenção”, com redução dos suplementos e às vezes muitos desses nutrientes são adquiridos apenas com a alimentação (Exemplo: Selênio com 4 Castanhas do Pará por dia).

29 – Se pararmos o tratamento os problemas voltarão?

R: O tratamento pode ser descontinuado, mas os resultados obtidos poderão ser progressivamente perdidos, sobretudo se os hábitos de vida não estiverem realmente saudáveis.

Em determinadas situações, os problemas poderão voltar, especialmente quando não for realizado o tratamento completo e conforme orientado.

Autor:

Dr. Frederico Lobo: Diretor científico da ASOMED – Associação para Estudo de Estratégias Ortomoleculares em Medicina

Blog: http://www.ecologiamedica.net
E-mail: ortomolecular@ecologiamedica.net
Twitter: http://www.twitter.com/ecologiamedica

A BASE de TUDO          Alimentação regular e saudável          Ano Novo, VIDA Nova          Apresentações, entrevistas, vídeos e mídia          Bem-Estar e Qualidade de Vida          BONS ALIMENTOS          Cefaléia (Dor de cabeça)          Colesterol e o mito          Concurseiros          Crianças e sua saúde          Depressão          Depressão e ansiedade          Emagrecimento          Emagrecimento - Saiba mais          Entrevistas          ENTREVISTAS minhas          Exames Complementares          Exercícios Físicos          Homeopatia          HORMÔNIOS - saiba mais          Hábitos Saudáveis de Vida          Hábitos saudáveis de vida - Saiba ainda mais          Liga da Saúde - Posts          Longevidade com Saúde          Longevidade com Saúde e Qualidade de Vida          Mais músculos e menos gordura          METABOLISMO - Acelerar ou modular para melhorar?          Midia - Vídeos, apresentações e cia          MITOS em Saúde          MÍDIA - Vídeos          Neurotransmissores          Nutrição          Ortomolecular          Ortomolecular - Saiba mais          Osteoporose          PERGUNTAS E RESPOSTAS          Planos de Saúde - Convênios          Quanto vale o médico?          Ressaca e bebidas alcoólicas          Sono          Uncategorized          Vitamina D          Viver: o que é necessário          Água          Água - Um pouco mais sobre