Ortomolecular
Um Programa de Longevidade
terça-feira, dezembro 13th, 2011Na década de 60 quando o Dr. Hélion Póvoa começou a estudar radicais livres, ninguém acreditava no tema. Hoje, o tema está nos livros de fisiologia, patologia, milhares de artigos produzidos anualmente sobre o tema e cerca de 50 congressos sobre o tema são realizados anualmente. Já é algo bem consolidade. Mesmo com a crítica de profissionais AINDA ignorantes, a ortomolecular conquista a cada dia novos pacientes e com bastante rapidez. O motivo ? Eficácia.
São 5 abordagens principais, que o Dr. Hélion Póvoa aconselha para todos aqueles pacientes que querem o melhor da vida. Acrescentei algumas dicas que aprendi com o Dr. Edison Saraiva nesses últimos anos.
Não há fórmula ou suplemento alimentar que funcione quando a dieta é pobre e equivocada. Portanto, procure o mais rápido possível uma nutricionista, de preferência com abordagem FUNCIONAL e solicite um planejamento alimentar.
12) Itens que devem ser abolidos do seu cardápio, caso queira ser longevo: Refrigerantes; Gorduras Trans !
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Fitatos: encontrados principalmente em cereais e sementes
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Fibras: encontradas nos cereais, leguminosas
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Ácido oxálico: encontrado em vegetais, pode reduzir a absorção de cálcio e de outros minerais
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Taninos: encontrados nos vegetais, sendo significativamente sua presença no café e no chá: possuem alta reatividade com ferro.
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Diuréticos e hipotensores: eliminam potássio e magnésio.
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Laxantes: o aumento da motilidade intestinal e o aumento da perda de líquidos, aumentam a perda de potássio.
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Anticoncepcionais: diminuem os níveis sanguíneos de ferro, zinco e ácido fólico.
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Tabaco: demonstrou-se que os fumantes possuem baixos níveis de zinco, vitamina C e Selênio.
http://ligadasaude.blogspot.com/2011/08/seu-sono-e-fundamental-para-sua-saude.html
http://ligadasaude.blogspot.com/2011/06/melatonina-voce-sabe-o-que-e.html
http://ligadasaude.blogspot.com/2011/06/emagreca-dormindo.html
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Minha prática clínica com exercício de estratégia ortomolecular, medicina tradicional chinesa e Ecologia médica.
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Ensinamentos do meu mestre: Dr. Edison Saraiva Neves, que desde 2004 vem me ensinando o que é Medicina e o que é Ser médico.
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PÓVOA, Helion. A chave da longevidade: novos tratamentos para a prevenção de doenças. Rio de Janeiro, Objetiva. 1999.
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Posts da liga da saúde http://www.ligadasaude.blogspot.com/
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Posts do meu blog: http://www.ecologiamedica.net/
Entrevista sobre ORTOMOLECULAR para o núcleo de jornalismo do IESB
sábado, setembro 10th, 2011Tratamento Ortomolecular está em alta, diz especialista
Para médico, método pode ajudar no rejuvenescimento e perda de peso; especialidade não é reconhecida por conselho de classe
Shismenia Ananias de Oliveira
A prática Ortomolecular atrai cada vez mais pacientes que buscam a melhoria da qualidade de vida, segundo o Doutor Ícaro Alves Alcântara, pós-graduado em estratégia Ortomolecular. Para ele, o serviço está “na moda”, principalmente, por ter métodos que podem oferecer emagrecimento. Em geral, o tratamento é desenvolvido com o uso de minerais e vitaminas, além da remoção de substâncias em excesso no organismo. Embora o Conselho Nacional de Medicina admita a crescente divulgação da prática, ainda não reconhece a técnica como especialidade médica.
Na Prática – O que é a prática Ortomolecular? Em quais áreas da medicina ela atua?
Dr. Ícaro Alves Alcântara – É a estratégia em medicina que possibilita combater as intoxicações, ou seja, o excesso de substâncias, compensar as carências suprindo o organismo com substâncias que lhe estejam faltando, e neutralizar os radicais livres. Proporciona melhor qualidade de vida e ajuda na prevenção de agravos à saúde. Os conhecimentos da Ortomolecular podem ser utilizados em todas as áreas da medicina.
N.P – Ela está em alta?
I.A – Sim. Tanto está “na moda” quanto tem sido cada vez mais aceita e procurada por pacientes que querem estratégia em medicina mais natural, efetiva e ao mesmo tempo científica e que dá mais atenção ao paciente como um todo.
N.P – O que são os radicais livres? Em quais doenças podem surgir a partir deles? E o que os causam?
I.A – São átomos ou moléculas, advindas do meio externo, poluição, stress, fumo e até alimentos, por exemplo, ou produzidas diariamente pelo organismo que, por estarem “incompletos”, combinam-se com as estruturas celulares do corpo causando sua destruição e, conseqüentemente, enfermidades e envelhecimento precoce. Entre as várias doenças estão o câncer, doenças reumáticas (artrites, lupus, etc), enfisema e doenças cardiovasculares.
N.P – Como é a consulta? Quais procedimentos o médico pratica?
I.A – Uma consulta em Ortomolecular é mais demorada que uma tradicional e demanda vários exames, alguns especiais e, em sua maioria, não realizáveis em laboratórios convencionais ou cobertos pelos convênios. Os exames permitem saber algumas das substâncias em falta, mas nem todas podem ser dosadas, ou em excesso e podem ser realizadas no sangue, urina, cabelo, fezes e saliva. Ouvir atentamente as queixas do paciente é fundamental e muitas vezes suficiente para conduzir uma adequada prescrição. Os tratamentos são por via oral, mas também podem ser feitos através de injetáveis ou mesmo tópicos (cremes, pomadas, etc).
N.P – Como é feita a dosagem de vitaminas? São essas substâncias que evitam doenças e fazem rejuvenescer?
I.A – A dosagem normalmente é feita no sangue, por exames em laboratórios convencionais, e normalmente não se pode ficar livre de doenças ou rejuvenescer com elas, já que não fazem milagres. Podem sim ajudar no reequilíbrio sistêmico do organismo e, em conjunto com outras substâncias, diminuir a velocidade e a gravidade do envelhecimento.
N.P – A maioria das mulheres quer perder peso. Como é feita a dieta Ortomolecular?
I.A – Não existe “dieta ortomolecular”. Isto é um rótulo criado para nomear uma dieta que tenha como foco repor carências de nutrientes em quantidades específicas, normalmente identificadas através de exames. Para emagrecimento, melhoria de hábitos de vida, avaliação de medicamentos e suplementos, aumentar consumo de alimentos saudáveis.
N.P – Em média, quantos pacientes o senhor recebe? Qual é a maior procura de tratamento?
I.A – Por dia de atendimento, em torno de 10 pacientes, já que as consultas são mais demoradas que as convencionais. A maior parte é de mulheres. A maior procura de tratamento é para emagrecimento e bem-estar, qualidade de vida, mas há muita procura para tratamento de patologias específicas, também.
N.P – O que o senhor acha da divulgação em redes sociais?
I.A – Torna-se cada vez mais importante tentar garantir informação de qualidade e maior contato com os pacientes. A divulgação ética de conteúdo de saúde em redes sociais pode ser muito benéfica para profissionais e pacientes. É pena, entretanto, que muitos oportunistas estejam aproveitando o rótulo “Ortomolecular” para divulgar sensacionalismos e inverdades.
N.P – Se fosse especialidade médica, a Ortomolecular ganharia respeito de profissionais que a criticam e atrairia mais pacientes?
I.A – Possivelmente sim, já que infelizmente muitos somente “acreditam” no que é tido como especialidade médica reconhecida, mesmo com milhares de evidências científicas disponíveis.
Publicado em 30/05/2011
Fonte: http://www.iesb.br/moduloonline/napratica/?fuseaction=fbx.Materia&CodMateria=6689
ORTOMOLECULAR – Entrevista para CBN de Agosto de 2011
quinta-feira, agosto 18th, 2011ORTOMOLECULAR – Entrevista para CBN de Agosto de 2011
Entrevista sobre Ortomolecular – CBN – Agosto 2011
Entrevista minha concedida à rádio CBN em Agosto de 2011 explicando as bases da Ortomolecular:
- O que é
- Como funciona
- Por que funciona
- Potenciais usos
E quer saber ainda mais sobre OROTOMOLECULAR e tirar muitas dúvidas? Então acesse:
http://ligadasaude.blogspot.com/2011/08/duvidas-mais-comuns-sobre-pratica.html
http://ligadasaude.blogspot.com/2011/08/duvidas-mais-comuns-sobre-pratica_08.html
http://ligadasaude.blogspot.com/2011/08/duvidas-mais-comuns-sobre-pratica_15.html
Dr. Ícaro Alves Alcântara
Twitter: @qualidade_vida
Um pouco mais sobre Ortomolecular e por que funciona tão BEM
quarta-feira, junho 1st, 2011Um pouco mais sobre Ortomolecular e por que funciona tão BEM
Ortomolecuar (Biomolecular) – estratégia diagnóstica e terapêutica de valor reconhecido em medicina
O Fantástico normalmente exibe reportagens não só de alto padrão de qualidade mas usualmente úteis para a comunidade. Esta tendência geral, entretanto, não foi seguida na produção e veiculação da matéria sobre “medicina ortomolecular” exibida no dia 21-03-10 pela Globo (curiosamente, a Globo retirou do seu site a polêmica reportagem exibida “do ar”… Provavelmente por perceber o quanto estava levianamente equivocada e mesmo “maldosa” para com os conhecimentos científicos e mundialmente aceitos da ortomolecular – cada vez mais aceitos e utilizados, em geral, com sucesso).
De fato, há bons e “maus” profissionais em qualquer área de atuação do ser humano mas nunca podemos julgar toda uma categoria ou vertente do conhecimento pelo desempenho de poucos. Em Medicina, por exemplo, se alguns clínicos gerais não exercem direito sua atividade médica, seria por isto toda a Clínica Geral condenável e destarte doravante destituída de qualquer utilidade ou confiabilidade? Com certeza, não.
Por isto, atentemos para alguns aspectos da matéria do Fantástico em discussão para que muitos dos equívocos cometidos sejam desfeitos e esclarecidos, em benefício de toda a população:
1 – A “Medicina ortomolecular” não existe. Isto porque o Conselho Federal de Medicina (CFM) ainda não a reconhece como especialidade médica, ainda que esteja constantemente avaliando o assunto, tendo-se em vista os milhares de artigos científicos existentes, já há décadas, que comprovam a utilidade e benefícios da aplicação de conhecimentos ortomoleculares em benefício da saúde humana. Entretanto, o valor das práticas ortomoleculares em Medicina é tão reconhecido pela comunidade médica que o CFM já reconhece sua aplicabilidade e adequação há mais de uma década, pelo menos desde 1998, quando foi emitida a Resolução de número 1500 do ano de 1998 (visualize a resolução), revista e atualizada para documento mais recente, a Resolução de numero 1938 de 2010 (visualize a resolução).
2 – A maioria dos médicos usa diariamente princípios da ortomolecular, só não sabe que assim está fazendo por desconhecimento do que realmente é esta área da Medicina; por exemplo, seu médico recomenda vitamina C para resfriados? Suplementos de vitaminas e minerais para cansaço? Vitamina D e Cálcio para osteoporose? Ferro para anemia? Então ele, de certa forma, usa o raciocínio e preceitos ortomoleculares, mesmo que sequer os reconheça.
3 – O que é ortomolecular (ou biomolecular)?
O corpo humano é uma máquina completa e seu funcionamento correto permite a realização das atividades do dia-a-dia com eficácia e qualidade de vida. Quando não está em harmonia, seja por fatores internos ou externos, podem aparecer as doenças. De forma bem resumida: as práticas ortomoleculares visam neutralizar os radicais livres e suas nefastas ações por todo o corpo e mente, suplementar nutrientes que estejam faltando, remover substâncias em excesso (intoxicações) e combater elementos estranhos nas células do organismo para corrigir desvios no metabolismo e proporcionar mais saúde ao paciente.
4 – Por ainda não ser especialidade médica reconhecida pelo CFM, a ortomolecular no Brasil é exercida por muitos profissionais, desde terapeutas a médicos, curiosos a profissionais treinados, éticos ou não. O ideal entretanto é que, como atua em todo o corpo e mente, somente fosse utilizada por médicos, tendo-se em vista o maior treinamento destes profissionais em saúde e maior conhecimento de anatomia, fisiologia, bioquímica, clínica, patologia e várias outras áreas fundamentais ao melhor entendimento dos processos de saúde e doença. Em outras palavras, quando um profissional sem conhecimento adequado e/ou suficiente é procurado para orientar um tratamento em medicina, decerto não o fará direito e sua atuação pode até mostrar-se contra-indicada e mesmo perigosa. Por isso, quem deseja uma abordagem realmente ortomolecular da sua saúde deve procurar antes de mais nada um médico e preferencialmente que tenha cursos de formação e atualização (constantes) específicos, de qualidade, em ortomolecular.
5 – O teste da gota de sangue citado na reportagem é conhecido como Análise Celular in vitro (ACIV, também chamado de HLB) e é apenas um dos exames utilizados pela ortomolecular, quando julgado necessário pelo médico; não é “vetado” pelo CFM e está embasado em inúmeras evidências científicas internacionalmente aceitas, só não tendo ainda parecer formal acerca de si por parte do CFM. Na matéria em questão, o Fantástico pediu opiniões a dois médicos, um cardiologista e um hematologista, decerto reconhecidamente competentes em suas especialidades médicas, acerca do exame de ACIV; seus comentários, entretanto, demonstram total desconhecimento da técnica e seus fundamentos, o que até certo ponto é esperado pois em suas áreas estes profissionais decerto nunca haviam entrado em contato com as técnicas e resultados da ACIV. Em outras palavras, é como se o Fantástico tivesse pedido opinião técnica a um mecânico sobre a fabricação de pães: por mais que alguns poucos mecânicos possam até saber um pouco mais sobre o assunto, é claro que qualquer padeiro pode falar sobre isto com bem mais propriedade e acerto.
6 – Os radicais livres são moléculas instáveis que podem causar danos a todas as partes do corpo, sendo seu combate um dos grandes objetivos da ortomolecular. No sangue, entre vários efeitos maléficos, prejudicam a coagulação sangüínea mas nunca podem ser vistos diretamente através de um microscópio convencional. Na análise celular in vitro (ACIV), o que se vê ao microscópio é o coágulo formado na gota de sangue analisada que, na presença de radicais livres, fica cheio de “buracos brancos”, que são os locais onde este coágulo foi inadequadamente formado principalmente pela ação dos radicais livres. Quanto mais buracos brancos e maiores forem estes, maior a presença de radicais livres na amostra de sangue analisada. Por isso este exame, quando bem realizado, por profissional adequado e bem treinado, poderá ser analisado pelo médico com conhecimentos em ortomolecular e fornecer muitos e importantes dados acerca da saúde do paciente, úteis ao seu tratamento.
7 – O exame do fio de cabelo, também conhecido como mineralograma capilar, também é apenas mais um dos exames utilizados pela ortomolecular, quando julgado necessário pelo médico; não é “vetado” pelo CFM e está indicado quando há forte suspeita clínica de carências ou excessos de minerais específicos. Está embasado em inúmeras evidências científicas internacionalmente aceitas e tem parte da sua aplicabilidade normatizada pela resolução 1938 de 2010 do CFM (link em epígrafe).
8 – Alimentar-se bem, com certeza, fornece ao corpo todos os nutrientes que ele precisa para manter a saúde e combater eventuais doenças de forma eficaz e rápida. No mundo moderno, entretanto, quem alimenta-se totalmente direito, face ao stress, poluição, intoxicação da água e alimentos, exposição a radiação solar excessiva, emissões eletromagnéticas e tantos outros fatores agressores? Por tudo isto, freqüentemente, faz-se necessária a suplementação de nutrientes (entre eles as vitaminas e minerais), com usos e quantidades específicos para cada caso.
9 – O uso do peróxido de hidrogênio (“água oxigenada”) para o tratamento de inúmeras patologias é largamente reconhecido e utilizado internacionalmente pela comunidade médica, havendo vários livros escritos no assunto, por médicos e pesquisadores respeitados. Mais uma vez, entretanto, no Brasil, o CFM ainda não reconhece está forma de tratamento como prática médica.
10 – Todo médico deve pautar seu desempenho profissional na observância do Código de Ética Médica que, em seu artigo segundo, dispõe que: “O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional”. Assim sendo, cada médico é livre para, de forma responsável e ética, considerar as formas de diagnóstico e tratamento que julgar procedentes, úteis e benéficas para cada paciente sob sua responsabilidade. De qualquer forma, atribuir sinais e sintomas ao “Espiritismo” não é prática ortomolecular, sendo a Doutrina Espírita uma religião respeitável e muito seguida no Brasil e no mundo e a ortomolecular um conjunto de estratégias médicas pautadas na bioquímica do organismo. Se um profissional médico opta por estabelecer relação entre ambas as distintas áreas, espera-se que tenha embasamento razoável para fazê-lo ou está incorrendo em conduta equivocada, até mesmo imprudente, em prejuízo do seu paciente.
Em síntese, as práticas diagnósticas e terapêuticas ortomoleculares (ou biomoleculares) são reconhecidamente científicas, úteis e eficazes pela comunidade médica internacional e pelo Conselho Federal de Medicina (vide resoluções afins) do Brasil. Devem ser executadas idealmente apenas por médicos com treinamento adequado e quando bem utilizadas trazem benefícios reais, rápidos e duradouros para a saúde e qualidade de vida dos pacientes tratados.
ORTOMOLECULAR – Tire todas as suas dúvidas sobre
segunda-feira, abril 18th, 2011ORTOMOLECULAR – Tire todas as suas dúvidas sobre
Excelente texto do Dr. Frederico Lobo que tira todas as dúvidas sobre ORTOMOLECULAR
1 – Qual a origem da ortomolecular ?
R: O prefixo Orto (Ortho) deriva do grego e quer dizer “correto”, logo, Ortomolecular, ao pé da letra, significa “molécula correta”. O termo foi cunhado em 1968 por um professor americano de química quântica e bioquímica chamado Linus Pauling (1901-1994). O mesmo era um cientista e criou esse termo inicialmente baseado em trabalhos randomizados e duplo-cegos do psiquiatra canadense Abrahan Hoffer, que conseguiu diminuir o tempo de internação de esquizofrênicos com o uso de doses elevadas de vitamina B3 (3g/dia). Linus Pauling foi prêmio Nobel por 2 vezes (Química em 1954 e da Paz em 1962) propondo que distúrbios mentais poderiam ser tratados pela correção de desequilíbrios ou deficiências de constituintes cerebrais tais como vitaminas e outros micronutrientes, como uma alternativa à administração de drogas psicoativas sintéticas. No final da década de 60 passou a desenvolver a Bioquímica da Nutrição e na década de 70 extendeu o conceito Ortomolecular à medicina em geral, como sendo “moléculas certas em concentrações certas”, caracterizando uma abordagem de prevenção e tratamento de doenças e alcançar a saúde baseada em ações fisiológicas e enzimáticas de nutrientes específicos, como vitaminas, minerais e aminoácidos presentes no organismo. Linus Pauling é considerado o pai da Biologia Molecular.
2 – Qual a origem da ortomolecular no Brasil ?
R: No Brasil temos dois principais pioneiros na medicina ortomolecular; ambos pesquisadores renomados e que contribuíram para a popularização da Ortomolecular:
1) Prof. Dr. Hélion Póvoa é um dos maiores especialistas na área de nutrição e bioquímica do país. É ex-aluno de Linus Pauling e trouxe para o Brasil a ortomolecular. Membro titular da Academia Nacional de Medicina, pesquisador da Fiocruz e professor-visitante de Nutrição em Harvard, tem mais de 400 trabalhos de pesquisa publicados no Brasil e no exterior, além de inúmeros livros sobre ortomolecular.
2) Prof. Dr. José de Felippe Jr é também um dos pioneiros da ortomolecular (ou como o próprio a denomima: Medicina Biomolecular) no Brasil. Formou-se pela Santa Casa de São Paulo, tem doutorado em Fisiologia pela Universidade de São Paulo, PhD em Ciências, é livre docente de Clínica Médica e Medicina Intensiva pela Universidade do Rio de Janeiro, fundador e Primeiro Secretário-Geral da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).
3) Na atualidade existem outros profissionais que agregaram e agregam muito valor à medicina ortomolecular/biomolecular no Brasil, como os médicos (ambos cardiologistas) Efrain Olszewer e Artur Lemos.
3 – A Medicina ortomolecular é uma especialidade médica?
R: Primeiramente não devemos utilizar o termo medicina ortomolecular, pois ela não é considerada uma especialidade médica, muito menos área de atuação. É reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como uma “prática médica” através da resolução 1.938 de 14/01/2010.
Nesta resolução foram estabelecidos os seus limites e finalidades normatizando a sua prática por médicos no Brasil. O termo mais apropriado seria: estratégia (ou prática) ortomolecular/biomolecular. Ortomolecular e biomolecular são sinônimos.
4 – Existem evidências científicas de sua eficácia ?
R- Na atualidade não restam dúvidas que os fenômenos oxidativos (formação de radicais livres) exercem papel relevante na origem de uma vasta gama de patologias. Há vários trabalhos que que mostram os benefícios da terapia antioxidante, assim como há outros que mostram que em determinadas situações a terapia é contra-indicada. Para citar um exemplo prático, o Estudo Caret mostrou que pacientes que fumavam tinham mais problemas, incluindo câncer de pulmão quando faziam ingestão de betacaroteno (sintético), deste modo resta óbvio que não devemos usar os carotenóides sintéticos em tabagistas.
Por isto é fundamental que ao procurar o auxílio de um médico com prática em ortomolecular, que esse médico tenha uma boa formação na área (pós-graduação) a fim de que ele possa avaliar quais as vantagens, limitações e riscos da ingestão de qualquer elemento que tenha interferência na saúde.
A busca da Ortomolecular deve ser feita no sentido de prevenção, de sentir-se melhor, de alcançar o bem-estar, de promover mudança de hábitos de vida e dos valores relacionados à saúde. A adoção de estratégias preventivas sempre se mostra muito mais promissora do que tratar um problema já instalado. Evidentemente que alguém que teve um Infarto do miocárdio ou Câncer já passou há muito tempo do estágio de prevenção e, neste contexto, menos pode ser feito pela prática ortomolecular (mas ainda assim muito pode ser feito, como por exemplo orientações sobre hábitos saudáveis de vida, correção de deficiências nutricionais, suplementação orientada, etc).
5- Como saber se o médico está apto a exercer a estratégia ortomolecular se não há disciplina de ortomolecular na grande dos cursos de medicina do Brasil?
R- No Brasil ainda existem poucos curso de ortomolecular, a maioria pós-graduações (2 anos) e são restritos a médicos. Os principais cursos são reconhecidos pelo MEC e no geral possuem um vasto conteúdo programático.
A opinião da ASOMED é que Ortomolecular é ciência e prática médica e necessariamente deve ser exercida única e exclusivamente por médico. Nutricionistas podem utilizar de algumas estratégias ortomoleculares mas o ato de diagnóstico deve ser feito por médicos pós-graduados na área. Portanto, antes de procurar um médico que atue na área, procure saber se o mesmo tem pós-gradução na área, se participa de associações médicas e se ele se atualiza constantemente.
6 – Como é a consulta médica ortomolecular ?
R: A consulta ortomolecular inicial dificilmente dura menos de 1 hora. Consiste basicamente em uma consulta médica como outra qualquer, composta de questionamentos sobre sinais e sintomas (anamnese), exame físico e, se necessário solicitação de exames complementares gerais e específicos e por fim instituição do tratamento.
O diferencial da ortomolecular muitas vezes é a questão do tempo gasto pelo médico e questionamentos feitos de forma mais holística. Enquanto um especialista geralmente fica restrito à área dele (e ele não está errado) o médico que atua na estratégia ortomolecular busca ter uma abordagem mais integrativa, enxergando o paciente como um todo. E é claro: isso demanda tempo. Portanto, dificilmente médicos ortomoleculares atendem planos de saúde. Muitas vezes até atendem outras áreas por planos de saúde, solicitam os exames pelo plano de saúde, mas a consulta em si não é coberta pelo plano.
7 – Atletas e famosos procuram muito a Ortomolecular. Por quê?
R: Obviamente atletas de ponta estão sempre tentando buscar formas de aumentar sua performance, condicionamento, aproximar-se do melhor rendimento dentro dos níveis fisiológicos. Em geral, os atletas estão muito mais preocupados com conceitos como bem-estar e qualidade de vida, ou seja, são a vanguarda de uma sociedade saudável.
“Famosos” popularizaram a inexistente “Dieta ortomolecular” e de fato também são muitas vezes a vanguarda de uma sociedade saudável; por estarem em contato direto com novas idéias acerca de saúde, buscam uma medicina mais preventiva, que adote principalmente hábitos saudáveis de vida, terapias mais naturais e com menos efeitos colaterais.
Ou seja, ambos têm em comum o maior desgaste dos seus organismos, seja por exercícios, seja por stress e têm na ortomolecular boa forma de corrigir este desgaste mas também melhor preparar-se para novas sobrecargas.
8 – O tratamento ortomolecular é caro ?
R: Existe um estigma de que o tratamento ortomolecular é um tratamento caro, porém se formos verificar tudo que é feito em um tratamento ortomolecular e seus reais benefícios, percebemos que a terapia na verdade é “barata”, tendo-se em vista a boa relação final de custo-benefício.
O preço da consulta é justificado pelo tempo que o médico ortomolecular gasta com o paciente, geralmente com avaliação inicial de no mínimo 1 hora (vale ressaltar que o acompanhamento do paciente é feito em consultas de retorno que habitualmente não são rápidas).
Os exames na maioria das vezes são os tradicionais e a grande maioria é coberta pelos planos de saúde. Já o tratamento em si, como é personalizado, às vezes sai caro. Mas varia de paciente pra paciente: quanto mais hábitos saudáveis de vida, quanto melhor a alimentação, menos o paciente precisará gastar.
Portanto, o “caro” é relativo. Se o paciente insiste em manter hábitos de vida ruins, não quer se alimentar de forma equilibrada (ingerindo doses mínimas de vitaminas, minerais e boas gorduras) com certeza a formulação sairá cara.
9 – Fala-se muito em radicais livres e que a ortomolecular visa combater a formação deles. O que são os radicais livres?
R: Cerca de 95% do oxigênio proveniente da respiração é neutralizado pela cadeia respiratória celular, onde acaba seu ciclo metabólico, sendo transformado em água. Os 5% de oxigênio restantes são transformados nos Radicais Livres que, se não forem adequadamente eliminados ou se estiverem sendo formados em excesso, podem vir a ser prejudiciais para o organismo humano, provocando uma condição patológica chamada de Stress oxidativo.
Esse stress oxidativo pode ser causado por anomalias genéticas dos órgãos de defesa, e também por fatores ambientais, como por exemplo: o tabagismo, a radiação, excesso de atividade física, intoxicações metálicas, ingestão de gorduras animais, frituras, carne vermelha, inflamações e infecções, consumo abusivo de álcool, stress físico e mental, etc.
Hoje em dia a medicina sabe que várias doenças têm sua origem vinculada à ação dos Radicais Livres, como por exemplo: Câncer, Aterosclerose, Artrites, Catarata, Enfisema Pulmonar. Outras doenças pioram sua evolução na presença de excesso de Radicais Livres como: Infecções graves, Diabetes, Mal de Parkinson, Doença de Alzheimer, Enfermidades neurológicas desmielinizantes (Esclerose lateral amiotrófica).
10 – O médico que se auto-intitula como praticante da estratégia ortomolecular deve estar apto a realizar quais procedimentos ?
R: Na estratégia ortomolecular/biomolecular o médico deve estar apto a :
1 – Descobrir quais nutrientes essenciais estão faltando ou em excesso;
2 – Diagnosticar se existem metais tóxicos no organismo;
3 -Verificar se o sistema endócrino e sistemas de absorção, metabolização, excreção estão dentro da normalidade;
4 – Diagnosticar se existe intolerância ou alergia alimentar;
5 – Conhecer e orientar sobre hábitos saudáveis de vida a todos os pacientes.
11 - Quais as formas de ação do tratamento ortomolecular ?
R: Existem 3 maneiras (modos) do tratamento ortomolecular agir:
1) Modo PREVENTIVO: através de diagnósticos cada vez mais precoces, detectando alterações metabólicas subclínicas (antes do surgimento das doenças propriamente ditas), utilizando-se do tratamento Ortomolecular que visa o equilíbrio global do indivíduo, dando-lhe condições de manter-se sadio ou, diante de doenças, obter melhor resposta à terapêutica específica empregada. Os exames por nós utilizados incluem: exames de imagem, exames laboratoriais, mineralograma capilar. Exames como a Bioressonância (Vegatest), muito utilizada por alguns ortomoleculares, não possuem validação científica perante a ANVISA e por isso alguns ortomoleculares mais céticos não os utilizam.
2) Modo SISTÊMICO: atua na avaliação diagnóstica de todos órgãos e sistemas, analisando a inter-relação e interdependência entre eles e nos tratamentos nutricionais celulares, através de suplementação com nutrientes indispensáveis ao organismo ou retirando substâncias em excesso ou tóxicas, como metais pesados.
3) Modo INTERATIVO: atua na inter-relação dos sistemas humanos com os sistemas ambientais, visto que estamos dentro de uma grande teia em que os sistemas interagem: homem/natureza; homem/animais, homem/alterações climáticas, homem/poluições, etc.
12 – Quais são as substâncias que a ortomolecular utiliza para tratar os pacientes e como saber se elas estão em falta ou em excesso no nosso organismo ?
R: Todas as células do corpo produzem energia com a finalidade de fabricar vários tipos de moléculas necessárias para o seu bom funcionamento. Nesse processo de produção de energia e síntese de substâncias que mantém o equilíbrio, uma parte do substrato para ativar esse processo é composto por substâncias que o próprio corpo sintetiza. Mas cerca de 48 substâncias (também importantes para o processo) o corpo não consegue sintetizar e para isso é necessário que venham através da alimentação e respiração. Tais substâncias são denominadas de ”Nutrientes Essenciais” e portanto o organismo deve recebê-las já prontas do meio externo. Isto quer dizer que necessitamos de um aporte nutricional adequado, em elementos essenciais, e não é difícil compreender que a falta de um ou mais destes elementos prejudicará o funcionamento das células e, conseqüentemente, do organismo como um todo.
Os 48 nutrientes essenciais que devem ser recebidos do meio externo:
Aminoácidos: 1-Histidina; 2-Leucina; 3-Isoleucina; 4-Valina; 5-Lisina; 6-Metionina; 7-Fenilalanina; 8-Treonina; 9-Triptofano
Ácido Graxo essencial: 10-Ácido linoléico
Vitaminas: 11-Tiamina (B1); 12-Riboflavina (B2); 13-Niacina (B3); 14-Piridoxina (B6); 15-Ácido fólico (B9); 16-Cobalamina (B12); 17-Ácido pantotênico (B5) ; 18-Biotina; 19-Ácido para-amino-benzóico (PABA); 20-Inositol; 21-Colina; 22-Ácido ascórbico (C); 23-Retinol (A); 24-Calciferol (D); 25-Alfa tocoferol (E); 26-Menadiona (K)
Sais minerais: 27-Sódio; 28-Potássio; 29-Cálcio; 30-Fósforo; 31-Magnésio; 32-Manganês; 33-Ferro; 34-Cobre; 35-Zinco; 36 – Selênio; 37 – Cromo; 38- Iodo; 39 – Enxofre; 40 – Lítio; 41 – Boro; 42 – Flúor; 43- Vanádio; 44- Molibdênio; 45-Ácido lipóico; 46-Bioflavonóides (rutina, hesperidina, quercetina)
Outros: 47-Água, 48-Oxigênio
No nosso arsenal terapêutico utilizamos diversas dessas substâncias. O papel das vitaminas, aminoácidos, ácidos graxos, enzimas e minerais, na terapêutica tem sido revisto, graças aos estudos estimulados pelo uso dessas substâncias na prática clínica e descobertas da pesquisa básica. Mas como saber o que está faltando no organismo? Uma anamnese completa (história do paciente bem colhida, idealmente por no mínimo 1 hora), exame físico e alguns exames (especiais, por exemplo o Mineralograma – exame do fio do cabelo – que nos mostrará os minerais essenciais que nosso organismo utiliza no metabolismo de várias substâncias, como enzimas, hormônios, etc, e também detecta metais tóxicos que não deveriam ser encontrados no organismo e necessitam ser retirados), como dosagens de metabólitos de vitaminas e ácidos graxos para diagnosticar se há necessidade de repor tais substâncias.
13 – Quais os principais exames utilizados dentro da estratégia ortomolecular ?
R: Varia de médico pra médico. No geral utilizamos:
1 – Exame clínico (anamnese e exame físico)
2 – Exames laboratoriais: exames de sangue (bioquímicos, hormônios, enzimas), fezes, urina;
3 – Exames de imagem: Raio X, Ultrasson, Tomografias, Ressonância;
4 – Mineralograma capilar.
Existem alguns exames não-convencionais que alguns ortomoleculares utilizam, mas que não são obrigatoriamente “da ortomolecular”. Os principais são:
1) EIS TECK,
2) HLB (microscopia de campo claro e escuro, que é o exame da gota de sangue colhida na hora),
3) Biorressonância (Vegatest),
4) Nerve express,
5) Termografia óptica.
14 – Que é Mineralograma?
R: Mineralograma consiste na dosagem de minerais em algum tecido do corpo. Mineralograma capilar ou popularmente chamado “exame do Fio de cabelo”, consiste na dosagem de minerais no cabelo. É utilizado nos Estados Unidos há mais de 30 anos e liberado pelo Conselho Federal de Medicina. Este exame é um método rápido, eficiente e indolor para saber como vai sua saúde, proporcionando uma orientação médica com muito mais segurança. Seu cabelo contém todos os minerais presentes em seu corpo, e o mineralograma mede se há excesso ou carência dos oligoelementos (minerais) em nosso organismo, e também dos minerais pesados (tóxicos). A descoberta do que seu organismo precisa e quando ele precisa, é muito útil para promover a saúde. Esse valioso instrumento indica quais os suplementos que você necessita e quais os que deve evitar. Os resultados do mineralograma fornecem informações precisas sobre a situação interna de seu organismo. Algumas informações fornecidas nesse relatório são:
Níveis de Minerais Nutrientes: Cálcio, Cromo, Cobalto, Cobre, Ferro, Lítio, Magnésio, Manganês, Molibdênio, Fósforo, Potássio, Selênio, Silício, Sódio, Vanádio e Zinco.
Níveis de Metais Tóxicos: Alumínio, Arsênico, Berílio, Cádmio, Chumbo, Mercúrio, Níquel.
Os resultados do seu exame são interpretados e apresentados junto a relatório personalizado, acompanhado de gráficos e explicações sobre seu próprio corpo, o que muitas vezes permite obter respostas que podem estar sendo buscadas há anos.
Estes exames estão disponíveis atualmente em nosso meio, através de laboratórios especializados ou enviados para laboratórios americanos.
15 – O Mineralograma é feito no cabelo, de que forma?
R: O paciente precisa fornecer uma amostra de seu cabelo. Esta deve se retirada na região da nuca ou occipital (da raiz, até 3cm). Uma amostra de +- 150mg, que não contenha tintura, permanentes, gel, condicionadores e tratamentos químicos afins. O paciente é orientado a fazer um preparo para a coleta, que irá variar de semanas a meses caso o mesmo utilize tinta ou qualquer produto químico que possa alterar o exame.
16 – Quais os sintomas de uma doença que o Mineralograma pode indicar?
R: Por exemplo, a intoxicação por Mercúrio pode apresnetar como sintomas: Depressão, fadiga, tremores, Síndrome do Pânico, parestesias, descontrole motor, andar lateral, dificuldade de fala, perda de memória, perda do desempenho sexual, estomatite, dentes soltos, dor de cabeça, anorexia em crianças, alucinações, vômitos, febre, dificuldade de mastigação, sudorese e perda do senso da dor, entre outros.
17 – Que outros benefícios se pode obter a partir do exame Mineralograma?
R: Inúmeros são os benefícios que a avaliação através do Mineralograma pode oferecer, estando entre eles o auxílio à longevidade, onde não basta apenas se alimentar adequadamente, quando outra forma de retardar o envelhecimento seria a desintoxicação do organismo.
18 - Para que serve o tratamento venoso (soros) na ortomolecular ?
R: Este tratamento é chamado de desintoxicação. Serve fundamentalmente para eliminar metais pesados como Chumbo, Alumínio e Mercúrio que podem causar uma série de problemas clínicos. Em alguns casos, é utilizada terapia venosa para suprir deficiências nutricionais impostas por algumas moléstias. Deve-se ter em mente que este tipo de tratamento é selecionado para casos isolados onde existe a comprovação da intoxicação e uma correlação clínica pelos referidos metais pesados e não é algo feito de rotina na prática ortomolecular; entretanto, isso varia de médico pra médico. Pacientes que desejam resultados mais rápidos optam por reposição de vitaminas e sais minerais por dia endovenosa.
19 – Como saber se a pessoa está produzindo mais ou menos radicais livres e como controlá-los ?
R: São vários os fatores que aumentam os radicais livres. Para citar alguns: tabagismo, poluição atmosférica, poluição do solo, poluição da água, uso de agrotóxicos, poluição eletromagnética, sedentarismo, dietas pro-inflamatórias, estresse crônico, doenças degenerativas, entre outros. A mensuração no organismo pode ser feita por vários métodos, sendo os mais comuns:
1 – Dosagem de radicais livres no sangue por quimioluminescência;
2 – Dosagem de de MDA (Dialdeído malônico ou Malondialdeído) na urina: o MDA consiste em uma substância que aumenta na vigência de uma reação chamada lipoperoxidação, ocasionada por radicais livres;
3 – Dosagem de enzimas antioxidantes tais como: Glutation peroxidase, Superóxido dismutase e Catalase;
4 – Dosagem de substâncias antioxidantes como vitaminas (A, C, E, Betacaroteno, ácido fólico, B12); na verdade, dosamos os seus metabólitos e quando estes estão baixos, subentendemos que está ocorrendo uma baixa ingesta ou então utilização excessiva, possivelmente a fim de neutralizar a ação de radicais livres;
5 – HLB, que consiste em um exame por meio da análise de uma gota de sangue, extraída do paciente na hora da consulta e avaliada através de microscópio óptico de alta resolução.
Caso os níveis de radicais livres estejam fora dos níveis fisiológicos, dependendo de cada caso, será feita a reposição dos antioxidantes necessários. Muitas vezes inicialmente começamos apenas com mudança de hábitos de vida e reestruturação dietética.
20 – Então quer dizer que se eu tomar vitaminas ficarei protegido de doenças e do envelhecimento precoce?
R: Não, isso é um erro. Antes de qualquer intervenção terapêutica, devemos olhar os hábitos de vida dos pacientes, com estímulo à adoção e manutenção de hábitos saudáveis de vida e correção dos “errados”. Devemos fazer uma avaliação nutricional para um melhor balanceamento da alimentação, controle médico periódico e melhora do estilo de vida com medidas para redução de fatores pró-radicais livres.
Para termos um envelhecimento saudável e evitar o surgimento de doenças, vários fatores devem ser considerados, entre eles o fator genético. É uma falácia achar que tomar vitaminas seja o “elixir da juventude” e além disso nenhum médico deve prometer resultados a pacientes. O médico que promete resultados está infringindo o código de ética médica, pois a medicina é um contrato de meios e não de fins (resultados).
21 – Quais pessoas podem beneficiar-se do tratamento ortomolecular ?
R: Qualquer um pode beneficiar-se da estratégia ortomolecular, desde aquelas pessoas que querem prevenção até aquelas que têm alguma patologia a ser tratada.
22 – Com que idade deve-se procurar um ortomolecular ?
R: Não existe idade ideal para se procurar um médico que trabalhe com medicina preventiva ou estratégia ortomolecular. Quanto antes procurar, melhores serão os resultados, pois a natureza principal deste tipo de tratamento é evitar as moléstias e não esperar que elas surjam para depois tratá-las.
23 – Como funciona a dieta ortomolecular ?
R: Não existe dieta ortomolecular, sendo um insulto ao bom senso aceitar que tomando vitaminas a pessoa eliminará quilos. O Médico, claro, irá dar estímulo à reeducação alimentar, ingestão adequada de água e prática diária de atividade física. A ortomolecular pode auxiliar nos casos em que existam alterações laboratoriais como: alteração tireoideana (hipotireoidismo), hiperinsulinismo (aumento da insulina) ou resistência insulínica, compulsão por determinados grupos alimentares em decorrência de alterações nos neurotransmissores, dificuldade de exercitar-se devido fadiga crônica, etc.
24 – Quais resultados estéticos podem ser esperados com o uso da estratégia ortomolecular?
R- Naturalmente, uma pessoa mais saudável, além de estar menos vulnerável a moléstias, apresenta como aspecto físico mais disposição e energia, o que transparece em suas feições. É aquele “algo” que vem de dentro para fora e usualmente faz toda a diferença.
25 – E quanto às atividades físicas, são imprescindíveis na estratégia ortomolecular ?
R- São indispensáveis em qualquer tratamento médico que assim os requeira ou permita. Os efeitos benéficos do exercício vão muito além da redução do peso: proteção cardiovascular, ganho de massa muscular, sensação de bem-estar, melhoria na qualidade de vida, redução da pressão arterial e da frequência cardíaca, liberação de endorfinas, melhora na qualidade do humor, etc. Lembre-se que a mudança deve ser do estilo de vida!
Estes exercícios devem ser iniciados, no caso dos sedentários, de modo gradual, após avaliação adequada, evitando-se assim riscos desnecessários.
26 – Os alimentos não são capazes de nos fornecer as vitaminas de que precisamos?
R: Não. Na teoria alguns especialistas afirmam que somente com uma dieta equilibrada podemos alcançar as quantidades mínimas de nutrientes. Mas na prática percebemos que isso é improvável.
Por que somos a favor da suplementação:
1 – Uma alimentação bem equilibrada pode ser muito difícil nos dias de hoje. Vejamos as recomendações: até 5 frutas por dia, 8 porções de vegetais, peixes com freqüência, leguminosas, cereais integrais, diferentes tipos de azeites, não cozinhar demais os alimentos, mastigar bem e devagar…. difícil não é?
2 – O nosso solo já não é tão rico quanto o solo de antigamente, obviamente, e como conseqüência os alimentos não são tão nutritivos como eram antes, principalmente devido à monocultura, falta de rotatividade do solo.
3 – O excesso de agrotóxicos, encontrado na maioria dos alimentos, especialmente as frutas e vegetais, também diminui o valor nutricional dos alimentos, além de ser prejudicial ao nosso organismo. Existem inúmeros estudos mostrando os malefícios do consumo de produtos que contém agrotóxicos.
4 – Uso de antibióticos e promotores de crescimento nos animais, favorecendo uma alteração na composição protéica dos animais (associe-se a isso a carne bovina contendo mais gordura devido o confinamento dos animais).
5 – Por conta do excesso de stress, poluição e a vida corrida, nosso organismo também não é mais o mesmo… nosso intestino e estômago estão em constante estado de desequilíbrio o que faz com que não consigamos digerir e absorver completamente as vitaminas e minerais dos alimentos. Além disso, devido à maior produção de radicais livres, precisamos de mais antioxidantes: NÃO antioxidantes isolados, mas um conjunto de antioxidantes (já que eles trabalham em sinergia).
Tudo isso associado ao abuso de alimentos industrializados leva a uma desnutrição subclínica, um enfraquecimento do organismo, que não é visível até surgirem doenças. Portanto, na opinião de uma grande maioria dos médicos que atuam na estratégia ortomolecular, a suplementação PERSONALIZADA faz-se necessária. Porém, somente deve ser feita por profissional habilitado, sendo que as doses utilizadas devem respeitar os limites de segurança (por exemplo a Noael – Nível de efeito adverso não observado).
27 – Vitaminas engordam?
R: Não, vitaminas não geram calorias; o que pode ocorrer é algumas delas restaurarem o apetite mas, nestes casos, é a ingestão errônea de outros alimentos que levará ao ganho de massa gorda.
28 – Vou ter que tomar a mesma quantidade de vitaminas pelo resto da vida?
R: Não. Inicialmente, após uma avaliação criteriosa, costuma-se usar uma quantidade maior, para atender às necessidades do organismo. Depois, à medida que se consegue um certo equilíbrio, passa-se à “fase de manutenção”, com redução dos suplementos e às vezes muitos desses nutrientes são adquiridos apenas com a alimentação (Exemplo: Selênio com 4 Castanhas do Pará por dia).
29 – Se pararmos o tratamento os problemas voltarão?
R: O tratamento pode ser descontinuado, mas os resultados obtidos poderão ser progressivamente perdidos, sobretudo se os hábitos de vida não estiverem realmente saudáveis.
Em determinadas situações, os problemas poderão voltar, especialmente quando não for realizado o tratamento completo e conforme orientado.
Autor:
Dr. Frederico Lobo: Diretor científico da ASOMED – Associação para Estudo de Estratégias Ortomoleculares em Medicina
Blog: http://www.ecologiamedica.net
E-mail: ortomolecular@ecologiamedica.net
Twitter: http://www.twitter.com/ecologiamedica
SAÚDE: Desenvolva BOM juízo crítico sobre o que você lê e confia
sábado, abril 16th, 2011SAÚDE : Desenvolva BOM juízo crítico sobre o que você lê e confia
Hoje em dia a maioria de nós recorre à internet para pesquisar qualquer assunto de interesse: do Misticismo à Ciência, da Razão à Emoção, do Concreto ao Abstrato, tudo é “jogado no Google” para que adquiramos mais informação sobre o tema. Só uma pergunta: o que você lê é confiável? Em outras palavras, você sabe avaliar a qualidade da informação que acessa, para saber se deve acreditar nela ou não?
O objetivo deste breve artigo NÃO é ensinar ninguém a criticar uma matéria jornalística mas sim “abrir os olhos” de quem usa o que aprende na internet em “benefício” próprio e dos seus: dependendo da fonte de um conhecimento, a aplicação dele na sua vida pode até fazer MAL para a sua saúde.
Um bom exemplo disto é a matéria abaixo, que peço que você leia antes de continuar (reproduzido ao final deste, com os devidos créditos): http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/872309-faltam-provas-de-que-antioxidante-previna-envelhecimento.shtml
O site é habitualmente muito confiável, fonte de conhecimento útil e atualizado em saúde. Mas neste artigo, como aborda de forma inverossímil áreas onde atuo diretamente, reservo-me ao direito de algumas “réplicas”:
- Sobram artigos mostrando que o uso de antioxidantes ajuda a retardar o envelhecimento (só nenhum deles foi sequer citado); preveni-lo é, de fato, impossível, já que o envelhecimento é processo natural ao qual todo organismo vivo está sujeito. Entretanto, como centenas de estudos provam, os antioxidantes ajudam a retardar este envelhecimento, reduzindo sua velocidade e danos a ele relacionados;
- Boa parte dos conceitos de Nutrologia e Nutrição Funcional (área da Nutrição de vanguarda e largamente superior à Nutrição “convencional”) baseia-se em milhares de evidências de que os alimentos, pelo seu conteúdo de diversas substâncias, tem propriedades de diminuir o risco de ocorrência/agravo de diversos problemas de saúde;
- Por questão de lógica, um organismo em equilíbrio apresenta boa imunidade e mecanismos de inflamação mais “sob controle”, ou seja, está menos propenso a desenvolver um câncer (já que inflamação e distúrbios de imunidade são reconhecidamente os principais fatores causadores de câncer em estudo na atualidade). E tanto os antioxidantes ajudam a manter e recuperar este equilíbrio que quase todo organismo vivo produz várias substâncias com propriedades antioxidantes;
- As doses diárias de antioxidantes a serem fornecidas, seja pelos alimentos, seja por suplementação, varia de paciente para paciente, ainda que hajam parâmetros estabelecidos (dosagens sugeridas por milhares de estudos por todo o mundo) para todos eles. Aliás, para toda medicação vale esta regra: por exemplo, um paciente hipertenso pode responder bem a 5 mg diários de enalapril mas outro pode precisar de mais de 20 mg para conseguir o controle da sua pressão arterial; nem por isso a credibilidade do enalapril como antihipertensivo é questionável;
- O excesso de QUALQUER COISA faz mal, o que não é novidade para ninguém; um exemplo bobo disto mas bem ilustrativo: paracetamol é um dos medicamentos mais utilizados, com sucesso, para tratar dores de cabeça, usualmente na dose de 500 a 750 mg para adultos; entretanto, há centenas de efeitos colaterais e reações indesejáveis registradas, em adultos por todo o mundo, com estas doses. Ou seja, se cada organismo humano é diferente do outro e a minoria apresenta efeitos deletérios em relação à dose mais comumente usada de determinado medicamento/suplemento, tornou-se este condenável, sendo recomendada a proibição do seu uso? Não deve cada paciente receber tratamento individualizado e atento ao seu caso clínico e características particulares?
- Nenhum antioxidante deve ser administrado isoladamente, sobretudo em altas doses, recomendação esta que todo profissional que estude e trabalhe BEM com antioxidantes sabe. Isto porque os antioxidantes atuam em conjunto, um “ajudando e recuperando” o outro em suas funções;
- A produção de radicais livres é uma das estratégias que o organismo utiliza normalmente para combater infecções. O problema é que tanto a produção “endógena” destes está excessiva (stress, hábitos de vida inadequados, exposição solar excessiva, etc) quanto a entrada destes radicais livres no organismo também está (pelo ar poluído, alimentos contaminados, alimentação de má qualidade, fumo, etilismo, excesso de estimulantes, etc – tudo isto gerando excesso de radicais livres e ainda comprometendo os mecanismos do próprio organismo de neutralizá-los). E se o organismo não consegue neutralizar os radicais livres dentro de si, estes atacarão, inflamarão, enfraquecerão e causarão doenças neste organismo, efeitos estes fora de controle e muito alem dos originalmente “benéficos” de combate a infecções. Em outras palavras, mais uma vez é o excesso quem causa problemas e muitos estudos comprovam não só os danos que os radicais livres ocasionam mas também que a maioria de nós, hoje em dia, apresenta em nossas vidas excesso de fatores que aumentam a quantidade deles. Só não vê quem não quer;
- Cada vez mais médicos, nutricionistas, farmacêuticos e profissionais de educação física, em consonância com muitos artigos, concordam que o estilo de vida atual não é saudável como deveria ser, gerando na maioria dos casos mais radicais livres que o organismo humano normalmente tenha capacidade de combater sozinho, mesmo bem alimentado. Isto faz da suplementação de antioxidantes (mesmo com reforços bem orientados na alimentação) opção terapêutica cada vez mais cogitada e utilizada, habitualmente com bons resultados. É claro que os resultados variam de um paciente para o outro mas as evidências existem para que possamos valer-nos delas em benefício do ser humano;
- Para terminar este artigo, uma proposta de reflexão para o leitor: se antioxidação (neutralização dos radicais livres) não auxiliasse no tratamento de inflamações, danos às células/tecidos, tumores/infecções e longevidade (entre várias outras áreas da saúde humana), não estaria entre uma das áreas mais estudadas da atualidade – e com resultados bem promissores. Pensemos nisso.
Um abraço,
Ícaro Alves Alcântara
Twitter: @qualidade_vida
MATÉRIA COMENTADA
(Link em epígrafe)
Faltam provas de que antioxidante previna envelhecimento
Juliana Vines – De São Paulo
Antioxidantes não curam nem retardam o envelhecimento. A afirmação pode parecer óbvia, mas desmente dezenas de pesquisas que relacionam frutas, vegetais ou suplementos de vitaminas com a prevenção do câncer e de doenças degenerativas.
Antioxidantes são substâncias que ajudam no equilíbrio do organismo. São produzidas pelo próprio corpo ou podem ser encontradas em alguns alimentos.
A função dos antioxidantes é neutralizar a ação de radicais livres -moléculas capazes de oxidar e mudar a estrutura de outras partículas. A oxidação é ligada ao aparecimento de algumas doenças e ao envelhecimento.
Acontece que, apesar de ser comprovado que a falta de antioxidantes faz mal, não há provas de que uma dieta rica em determinadas substâncias diminui o risco de alguns problemas de saúde.
“Sabemos que uma dieta rica em antioxidantes faz com que o organismo fique equilibrado, mas não podemos dizer que esse equilíbrio ajuda a prevenir um câncer”, diz Wilmar Jorge Accursio, presidente da Sobrae (Sociedade Brasileira para Estudo do Envelhecimento).
Além de não comprovarem a relação direta entre antioxidantes e prevenção de doenças, as pesquisas publicadas até agora não especificam quais seriam as quantidades ideais desses nutrientes para que pudessem agir como remédio.
“Fica difícil pensar em uma dieta ideal ou, pior, em suplementação. É tudo chute, ninguém sabe quanto de vitamina E faz bem, por exemplo”, afirma Ana Lúcia dos Anjos Ferreira, médica e pesquisadora da Unesp (Universidade Estadual Paulista/Botucatu), especializada em estresse oxidativo.
Se o corpo está em equilíbrio, o excesso de antioxidantes pode trazer o efeito contrário. Está comprovado que a ingestão de vitaminas além das quantidades indicadas pode aumentar o risco de determinadas doenças.
“Há uma grande pesquisa que estudou a suplementação com vitamina E e encontrou uma forte relação com o aumento no risco de infarto. O consumo dessa vitamina não pode passar de 400 mg por dia. E muitos médicos receitam mais do que isso.”
Segundo Elis Cristina Eleuthério, pesquisadora do departamento de bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, já se sabe também que a suplementação excessiva de zinco pode inibir a absorção de outros nutrientes essenciais.
“O excesso de vitamina C tem um efeito pró-oxidante, em vez de antioxidante. Isso acontece porque, ao aumentarmos determinados mecanismos de defesa, podemos sobrecarregar outros.”
Segundo Ferreira, mais de 200 mg por dia de vitamina C já trazem efeitos negativos.
ESTRESSE
“Se tivéssemos zero de radicais livres, morreríamos”, diz Accursio, da Sobrae, que é endocrinologista e nutrólogo. Para ele, é essencial que o corpo tenha o que ele chama de estresse mínimo, quer dizer, o resultado da produção natural de radicais livres.
Para Ferreira, os radicais livres foram considerados os vilões injustamente.
“Eles são essenciais para a defesa celular, para a respiração celular e têm efeitos benéficos na estrutura dos vasos sanguíneos.”
Quando há alguma inflamação, o número de radicais livres aumenta, mas, logo em seguida, o organismo já cuida de os neutralizar.
Esse equilíbrio, segundo o médico nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, é possível só com uma dieta balanceada -sem suplementação de vitaminas. “Suplementos são para repor deficiências, devem ser usados em casos específicos”, diz.
“A melhor receita antirradicais ainda é manter o peso e comer de tudo.
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Ortomolecular – Entenda mais sobre (resumidamente)
sexta-feira, fevereiro 18th, 2011Ortomolecular – Entenda mais sobre (resumidamente)
Todos os dias a mídia noticia alguém que perdeu peso ou “curou-se” de alguma doença através da ortomolecular. Destarte, os muitos efeitos benéficos desta abordagem da saúde já são de conhecimento de muitos mas poucos sabem exatamente o que ela é ou como atua.
Também chamada de medicina biomolecular ou Oxidologia, visa avaliar quais nutrientes (vitaminas, minerais, ácidos graxos ou aminoácidos) possam, eventualmente, estar em falta ou em excesso no organismo humano por alteração de sua produção, absorção ou excreção e corrigir estes distúrbios.
Segundo o dicionário Houaiss: É a forma de medicina “que se baseia na teoria segundo a qual as doenças, inclusive as mentais, podem ser curadas pela restauração dos níveis ideais de substâncias, como vitaminas e minerais, presentes no organismo”.
Como funciona
Conforme já introduzido acima, a ortomolecular trata os distúrbios do corpo e da mente por acreditar que em grande parte eles são causados ou piorados por carências, intoxicações ou ação dos radicais livres. Assim sendo, em segunda análise, a ortomolecular ajuda dando condições para o corpo e a mente reagirem às diversas agressões que sofrem, possibilitando ou melhorando a ocorrência dos processos imunológicos e de reparo, sobretudo.
Mas o que são radicais livres? São átomos ou moléculas, advindas do meio externo (Poluição, stress, fumo e até alimentos, por exemplo) ou produzidas diariamente pelo próprio organismo que, por estarem “incompletos”, combinam-se avidamente com as várias estruturas celulares do corpo (Buscando “completar-se” e assim atingirem estabilidade) causando sua destruição e, conseqüentemente, enfermidades e envelhecimento precoce. Entre as várias doenças que a ciência já sabe terem importante participação dos radicais livres na sua gênese estão o câncer, doenças reumáticas (Artrites, Lupus, etc), enfisema e doenças cardio-vasculares.
Resultados
Em síntese, a medicina Ortomolecular possibilita combater as intoxicações (Ou seja, excesso de substâncias), compensar as carências (Suprindo o organismo com substâncias que lhe estejam faltando) e neutralizar os radicais livres. Por tudo isso, quando criteriosamente utilizada, proporciona melhor qualidade de vida e ajuda na prevenção de agravos à saúde.
É utilizada como parte importante das práticas em Medicina Integrativa por contemplar o organismo como um todo que deva ser encarado e funcionar como tal, em harmonia.
Consulta
Qualquer médico pode utilizar a ortomolecular, desde que sua abordagem do paciente envolva os 3 “pilares” discutidos acima. Mesmo porque “ortomolecular” é mais uma filosofia em Saúde que uma especialidade propriamente dita.
Habitualmente uma consulta em ortomolecular é mais demorada que uma tradicional e demanda vários exames, alguns especiais e destarte em sua maioria não realizáveis em laboratórios convencionais ou cobertos pelos convênios.
Os exames são quase sempre fundamentais para uma adequada abordagem ortomolecular da saúde.
* A prática Biomolecular (ortomolecular) não é reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Medicina, mas como abordagem de valor para a medicina, conforme dispõe a RESOLUÇÃO CFM nº 1938-2010 – Ortomolecular e Biomolecular