Fibromialgia – dicas úteis e práticas para melhorar

FIBROMIALGIA
Por que conhecer mais e melhor:
  • Recebo muitas perguntas sobre o tema e por isto gravei esta Live, esperando ajudar vocês;
  • O diagnóstico de Fibromialgia é muito mais frequente que a quantidade de “casos reais” da mesma;
  • 1 em cada 30 pessoas apresenta o distúrbio, sobretudo mulheres – também cada vez mais crianças e adolescentes;
  • Muitos mitos no assunto, em grande parte provenientes dos próprios profissionais de saúde que “tratam-na”;
  • Tratar fibromialgia realmente com sucesso, eficácia e humanidade junto ao paciente é muito mais que só prescrever mero “kit de medicamentos” e dizer para os pacientes acostumarem-se, “que é pra vida inteira”;
  • NÃO há exames complementares objetivos para diagnostica-la: ou seja, depende em muito de quem a diagnostica para ser cogitada e tratada adequadamente
Em síntese: Fibromialgia, segundo o conceito oficial, é uma desordem neurossensorial nos estímulos dolorosos, que causa dor no corpo todo. Assista ao vídeo com dicas e sugestões que podem diminuir, melhorar e até curar diversos dos sintomas desta disfunção.
No YouTibe, confira:
(Vídeo editado, para melhor visualização)

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#Fibromialgia – Dicas úteis e práticas para melhorar

Publié par Icaro Alves Alcântara sur dimanche 9 octobre 2016

 

Alguns tópicos importantes para você conhecer, pensar e até aplicar sobre FIBROMIALGIA:

 

– O que é:

A Fibromialgia é uma desordem neurosensorial, é uma síndrome clínica que se manifesta, principalmente, com dor no corpo todo. Muitas vezes fica difícil definir se a dor é nos músculos ou nas articulações. Os pacientes costumam dizer que não há nenhum lugar do corpo que não doa. Junto com a dor, surgem sinto- mas como fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada, com a sensação de que não dormiu) e outras alterações como problemas de memória e concentração, ansiedade, formiga- mentos/dormências, depressão, dores de cabeça, tontura e alterações intestinais, urinarias e de peso. Uma característica da pessoa com Fibromialgia é a grande sensibilidade ao toque e à compressão de pontos nos corpos.

 

– Causa: “a dor na Fibromialgia é causada por uma amplificação dos impulsos dolorosos, como se a pessoa tivesse um “controle de volume” desregulado”

CAUSA EXATA ainda desconhecida mas estudos mais recentes indicam alterações na secreção de serotonina, noradrenalina e endorfinas e aumento na secreção/atuação de neurotransmissores que promovem/aumentam/potencializam a condução dos estímulos de dor. Outros estudos parecem apontar para algo nas mitocôndrias, na síntese de antioxidantes primordiais para o metabolismo da glicose (incluindo CoenzimaQ10) e assim fabricação do ATP e a falta de energia afeta bastante os tecidos conectivos, sobretudo os de alta demanda energética, como musculares, sobretudo nos pontos de mais tensão (tendões e músculos de maior uso/tensão)

 

– Entenda: a dor NÃO é frescura MAS o paciente não deve só, meramente, “acostumar-se” com ela!

 

– Erro comum na Internet e nos consultórios: cogitar que a relação da fibromialgia com fatores psicológicos é fraca ou inexistente… Absurdo! Entenda: Não existe ainda uma causa definida, mas há algumas pistas de porque as pessoas têm Fibromialgia. Os estudos mostram que os pacientes apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem Fibromialgia. Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com Fibromialgia interpretasse de forma exagerada os estímulos, ativando todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. A Fibromialgia também pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave (ou seja STRESS, incluindo psicológico).

  • NÃO causa deformações ou incapacidades mas NÃO é “imaginária” mas tem grande componente psicológico, de ansiedade e/ou depressão associado (pode ser que a queda nos neurotransmissores seja “causa comum” tanto à ansiedade/depressão quanto à “fibromialgia”).
  • Serotonina, noradrenalina e endorfinas estão alterados, sobretudo “para baixo” em tudo isto

 

– O que mais vejo no consultório (eu, Icaro Alves Alcantara, médico):

> Pergunte-se se você realmente “tem” fibromialgia, “está com” fibromialgia ou sente sintomas compatíveis com o diagnostico (muitas vezes sem te-lo?)

> Parece que a Fibromialgia está 100% relacionada a formas individuais de manifestação de stress (válvulas de escape – calcanhares de Aquiles de algumas pessoas)

> Sempre há grande componente emocional associado

> Parece ser mais um sintoma de um distúrbio de base que uma doença em si (mais que meramente desordem na serotonina ou outros neurotransmissores)

> O que parece mesmo é que “ALGO” causa os sintomas que são agrupados pelo nome “sindrômico” de fibromialgia MAS o que não garante real boa-abordagem do quadro clínico

> Algumas pessoas realmente são hipersensíveis a dor cronicamente e parece que geneticamente (“de nascença”) MAS não tenho visto como a maioria dos que chegam ao consultório demandando alívio na questão.

> TODOS os pacientes que melhoram estes fatores melhoram significativamente os sintomas ou até “curam-se” (ou remissão total dos sintomas, como queiram chamar) – parece que fazer o organismo funcionar sob menor stress, orgânico e psicoemocional, naturalmente é o melhor tratamento e até cura para a fibromialgia:

– Hábitos de vida (www.icaro.med.br/12Passos)

– Não dorme direito? Piora! Menos relaxamento muscular, menos síntese de neurotransmissores, …

– Quantidade de stress e como lidam com eles

– Neurotransmissores e hormônios (estes afetam aqueles) – não basta tomar remédios que usem melhor o estoque atual… Dar nutrientes e condições para o organismo produzir mais e melhor e lidar melhor com eles!

– Desintoxicar (incluindo metais tóxicos, quando necessário)

– EXERCÍCIO FÍSICO REGULAR, citado até pelos médicos mais tradicionais como fundamental para o controle e tratamento

– Meditação

– Correção de alterações de exames (e otimização destes) caso ainda persistam sintomas após corrigir tudo acima

 

*** Fibromialgia pode, muito frequentemente, ser estado transitório (“calcanhar de Aquiles” do paciente) e não condição crônica para a vida inteira!

 

– Quem pode diagnosticar e tratar: não só Reumatologistas!

Busque profissionais que vão além de só passar antidepressivos, relaxantes musculares, calmantes e/ou analgésicos mas nada fazem para melhorar/impedir progressão ou investigar causas-base, que não valorizem o contexto e demais fatores que afetam:

– Há com freqüência papel importante de outros hormônios: Testosterona  e GH (afetam músculos e articulações, sua força, regeneração, etc), progesterona (anti-inflamatório natural), DHEA (modulador do sistema imunológico, anti-inflamatório atual e ajuda na produção de neurotransmissores e endorfinas), baixo cortisol, hipotireoidismo de T4 e/ou T3.

– Inflamação crônica tem que ser reduzida pois causa ou agrava os sintomas – Tudo que te inflama, piora o quadro (gluten, leite, açúcar, hábitos ruins, etc)

– Remédios podem causar: Por exemplo as estatinas

– Exames para diagnostico – ESPECIFICOS, NÃO HÁ!

*Palpar um monte de pontos de dor no corpo: várias condições, incluindo psicoemocionais, cursam com dores generalizadas!

> Termografia é exame que pode ajudar mas não é específica e amplamente aceita pelos profissionais de saúde maistradicionais

– Homeopatia e acupuntura costumam ajudar!

– Componente genético existe mas não é tão forte assim: genética é tendência e não sentença.

 

>>> Estar positivo, AJUDA – Negatividade agrava os sintomas! (Achei interessantes estas palavras de um Reumatologista conhecido). Ou seja, o status mental do paciente é importante fator causal ou agravante

 

– MITO, na minha opinião: “Não existe cura para a Fibromialgia mas não é uma doença progressiva” – “A Fibromialgia não deve ser encarada como uma doença que necessita de tratamento, mas sim como uma condição clínica que requer controle”. Como eu disse, MITO: vejo regularmente pessoas que efetivamente melhoram e nunca mais apresentam a “doença”.

 

  • Tratamento convencional (NÃO age nas causas e costuma não abordar todos os sintomas ou não ter muita eficácia – muitas vezes com necessidade de aumentos de dose frequentes – potencial de dependência):
    • Analgésicos
    • Remédios para dormir
    • Antiinflamatórios
    • Antidepressivos
    • Botox
    • Relaxantes musculares
    • Anticonvulsivantes

 

  • TRATAMENTO básico que observo que “mais funciona” na maioria dos casos (avalie junto aos seus profissionais de saúde de confiança, competentes e atualizados):
    • Otimizar hábitos de vida é o mais importante
    • Identificar desbalanços de vitaminas e minerais e corrigi-los
    • Desintoxicar e desinflamar
    • Otimizar neurotransmissores e hormônios
    • Corrigir alterações de exames (as verdadeiras e que persistam APÓS corrigir os pontos acima)
    • REDUZIR STRESS e lidar melhor com ele
    • Acupuntura, meditação, yoga, tai-chi, hidroterapia
    • EXERCICIO FISICO REGULAR é IMPORTANTE
    • Magnésio (carência comum na população geral)
    • Melatonina
    • SAMe
    • D-ribose
    • Chlorella
    • 5-HTP
    • Coenzima Q10
    • Acetil-L-carnitina
    • Omega-3
    • Vitamina D3
    • SOD, enzima antioxidante geralmente com menores níveis em pacientes com fibromialgia
    • Vitaminas A, C, E e zinco (checar se há carências, comuns)
    • Vitaminas do complexo B
    • NADH (que ajuda a reciclar a CoQ10)
    • Probioticos (já que disbiose intestinal piora absorção de nutrientes e produz mediadores pró-inflamatórios)

 

Entendido?

 

***Minha sugestão final: Realmente sugiro que você busque profissionais de saúde para te acompanhar que valorizem estes pontos, citados acima e:

www.icaro.med.br/DegrausDaSaude

www.icaro.med.br/12Passos

www.icaro.med.br/5Fatores

www.icaro.med.br/60Dicas

 

#PenseNisso.

 

Boa semana!

 

Ícaro Alves Alcântara
www.icaro.med.br/SAUDE
Médico, Professor e Palestrante
Consultas: 61 – 996467775 e 32349069

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(Página atualizada em Março/2018)

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